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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Gravity, Prisoners, O Mordomo e Blue Jasmine

Vamos ao cinema?

Não tenho dedicado muito tempo à 7ª arte, mas aqui seguem 4 filmes que assisti recentemente e que não me decepcionaram. 

Gravity

O silêncio "ensurdecedor" do espaço, como eu queria estar ali! E quanta coisa se passa no encontro consigo mesmo no meio de toda essa imensidão. Sandra Bullock, perfeita e muito diferente de como ela costuma atuar, e George Clooney, sempre com seu toque reconhecível, não estava nada mal.
Para quem gostou do filme Náufrago (com Tom Hanks), provavelmente esse tipo de filme não vai decepcionar. 
Meus únicos pontos negativos: sempre aquele clichê da mulher frágil (mais frágil que o homem) mas que no final consegue ultrapassar todas as espectativas; e George Clooney que eu adoraria ver sem toda aquela roupa (porque Sandra Bullock pode aparecer de shortinho e ele não?
A trilha sonora também é fascinante e saímos do cinema com a sensação de realmente termos dado uma vontinha no espaço!

Prisoners 

Duas crianças (de famílias diferentes) são sequestradas e o um dos pais, assim como a polícia, partem em busca do(s) criminoso, numa contagem regressiva para encontrar as meninas em vida. Gostei muito da forma como o sequestro foi tratado, sem cenas horríveis com as crianças. Além disso mostra as diferentes reações dos envolvidos diante de um drama dessa envergadura. Assunto para mim!
Adoro esse tipo de thriller que nos deixa atentos do início ao fim. Quase paramos de respirar, pois a qualquer momento alguma coisa vai se passar, e pode ser um desfecho feliz ou triste...
2 horas e meia que passaram voando (o início foi um pouco longo para o meu gosto, mas nos ajuda a entender as famílias).
E quem imaginaria Hugh Jackman como pai de família? Incrível essa transformação do ator, irreconhecível!
Para quem gosta do gênero, aconselho fortemente.



O Mordomo (Lee Daniels' The Butler)

Um dos filmes mais falados do momento, que teria feito chorar o presidente Obama... Durante oito presidências americanas o mordomo afro-descendente esteve presente na Casa Branca acompanhando de perto os presidentes, suas famílias e a situação política.
Tem tudo para lotar as salas de cinema. Baseado em uma história verídica, com atores incríveis (Forest Whitaker formidável no papel do mordomo, Robin Williams e Jane Fonda) e outros improváveis (Oprah Wimphrey, Lenny Kravitz, Mariah Carey), tinha tudo para funcionar. Fiquei "mexida" ao ser confrontada com o fato de que há tão pouco tempo os negros (americanos) não tinham os mesmos direitos que os outros humanos. Mesmo sabendo,  a gente não pensa nisso todos os dias. Mas ao mesmo tempo saí do cinema decepcionada, não cheguei a ver nada de novo, tudo previsível, sem muita originalidade. A mensagem moral que ele passa é muito importante, mas me deixou com um gosto de propaganda política...
Sim, Forest Whitaker é excelente e tem grandes chances de levar o próximo Oscar para casa, mas a história é sem surpresas ou sutilidades...

Blue Jasmine

Jasmine é o novo personagem de Woody Allen na pele de Cate Blanchett, bem mais profundo do que suas últimas realizações. Um novo retrato feminino, esse filme fala de status social, tão importante para os americanos quanto para os brasileiros, na minha opinião. Para o personagem, só dinheiro reflete o sucesso e a felicidade.

Bom chegar ao final e ver que podemos ser felizes sem dinheiro (que o amor não precisa disso), mas ao mesmo tempo mostra o quanto as relações são difíceis, se não impossíveis entre "classes" diferentes... Por exemplo, sem roupas de marca, elegância e conhecimento da sociedade, impossível de descolar o homem mais sedutor (ainda na minha opinião) do filme! Triste realidade...

Uma oposição entre o mundo de aparências dos milionários, frívolo, repleto de mentiras e um outro mais próximo da realidade... resta saber qual deles nos seduz...

A interpretação do ser humano que faz Woody Allen é perturbante... Mas não deixa de ser verdadeira.

Gostou de algum? Que filmes vocês me indicam nesse momento?

terça-feira, 23 de julho de 2013

Filmes Brasileiros

Sempre que venho ao Brasil aproveito para me atualizar sobre o cinema nacional, que faz muita coisa boa e a gente nem sempre sabe. E o que tem de novo nesse momento?

Gonzaga, de pai para filho:

Gostei muito de conhecer um pouco mais sobre esse artista que, no Sul (no verdadeiro sul, pois no filme Rio de Janeiro já é sul), nao chega a ser tão explorado ou particularmente conhecido. Um pouco melodramático demais para o meu gosto, mas parece que não tinha como contar a história de Gonzaga e seu filho sem muitas lágrimas e muita música.





Onde está a felicidade?

Uma comédia romântica brasileira que nada deixa a desejar as internacionais. Um temas bem atual, o da traição virtual, e outros que nunca saem de moda,como as diferencas homem-mulher e a busca da felicidade 
E como se o assunto por ele só não fosse suficientemente interessante, parte da história se passa no caminho de Santiago de Compostela e culmina nas pinturas rupestres do Piauí, as mais antigas da America Latina.
Sem contar que a Bruna Lombardi continua linda, cada vez mais em forma e mais talentosa.

E você, tem visto algum filme brasileiro? Compartilhe conosco!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Filmes de agora e de ontem - 2

Dark Shadows
Não sou lá uma fã de Tim Burton, que parece que é uma mania dos franceses (vai ver no Brasil agora também é assim), mas fui conferir com amigos essa novidade.
Mas confesso que passei um bom momento! Para quem aprecia, entramos direto no universo de Burton com as suas criaturas fantásticas e personagens "décalés". Também encontramos a sua velha equipe de guerra, com Johnny Deep (Edward mãos de tesoura) e Madame Tim Burton, dentre outros. Michelle Pfeifer que eu não via há muito tempo está muito bem no seu papel de "a mais centrada da família". 
O castelo e as paisagens são muito bonitas. Apesar de tratar de vampiros e bruxas, o filme é bem leve, então eu que sou um pouco impressionada com filmes, não tive medo em momento algum! 
Um bom filme para quem gosta do universo fantástico americano, principalmente de Tim Burton

Prometheus
Um filme de arrepiar!!! Se o realizador é o mesmo de Alien e Gladiador, as belas paisagens do início do filme nos lembram o segundo, mas todo o resto é Alien puro!!! Um puro filme de ficção científica e ação.
Não indicado para pessoas de estômagos sensíveis!!! Cenas altamente horripilantes!

La journée de la jupe (fr)
O retorno da atriz Isabelle Adjani em 2009 trata de um assunto muito sensível nessas bandas de cá: as escolas da região parisiense onde a imigração é muito forte e onde existem verdadeiros problemas sociais. Eu conheço bem algumas dessas regiões sensíveis e digo que muitas vezes dá muito medo, e que as diferenças sociais são tão grandes, um grupo de imigrantes não aceita o outro, um não aceita a religião do outro ou a sua forma mesmo de se vestir, e eu sempre digo que um dia tudo isso aqui vai explodir, pois os poderes públicos não fazem nada... 
Muitas escolas são realmente muito difíceis e a educação nacional não oferece nenhuma ferramenta aos professores e demais pessoas que trabalham nesses locais. Para quem não conhece essa realidade, seria um pouco como uma escola dentro de uma favela barra-pesada. Eu que já trabalhei em vilas e locais bem complicados, a diferença é que nós éramos respeitados lá (pelas famílias e até pelos chefes de gangues)... Aqui pelo que eu percebo não.
Isabelle Adjani interpreta uma professora de ensino médio em uma dessas escolas complicadíssimas. A gente percebe seu estresse e o quanto ela quer fazer o seu trabalho mas não consegue. Ela está no seu limite, até que descobre uma arma nos pertences de um dos piores alunos. Ameaçada, humilhada, ela perde completamente o controle e toma os alunos como reféns. No inicio achei que não seria possível sustentar um filme inteiro assim,  mas o filme se desenrola (de forma brutal e forte) perfeitamente com a professora mantendo os alunos como reféns. Em nenhum momento fiquei entendiada.

Copacabana (fr)
Babou é inconsequente de seus atos, nunca trabalhou na muito na vida, não se importa com o que os outros pensam dela, e é mãe solteira de uma jovem que vai casar e que tem vergonha da mãe... Sua filha tem tanta vergonha do comportamente da mãe (que se comporta como uma adolescente) que decide não convidá-la para o seu casamento. A mãe então resolve aceitar um emprego daqueles que ninguém quer "tipo vender terrenos no céu", para poder provar a filha que ela pode mudar e ganhar alum dinheiro para o presente de casamento. E por que Copacabana? A mãe sonha com o Brasil, Copacabana e a música brasileira... Claro que tudo no maior clichê, é claro! Em uma passagem ela olha a vitrine de uma agência de viagens e vê o Brasil. Uma colega diz: "Brasil é Rio?". Ela responde que sim... Eh verdade que o Brasil todo é como uma grande Copacabana (ironia).
Um filme que fala igualmente de relações mãe-filha, que eu sempre vi como um pouco complicada aqui na França!

Never Let Me Go

Uma atmosfera super-pesada e estranha... Sylvain e eu nos sentimos mal o filme inteiro! 
Do ponto de vista técnico ele apresenta uma história original, os papéis são bem interpretados, existe uma beleza nos gestos dos personagens e nas paisagens. Mas o filme é tão deprimente e a gente pode até torcer para que tudo termine bem, mas não... Os personagens são resignados aos seus destinos... Não existe nenhuma luta, nada... O filme é uma adaptação do best-seller do escritor Kazuo Ishiguro (o mesmo que escreveu "os vestígios do dia"), e talvez eu pudesse apreciar melhor o filme se tivesse lido o livro.

Half Nelson
Sinceramente, não gostei, e apesar da história pesada, achei um filme extremamente "vazio". os espectadores ficam realmente na expectativa de que algo aconteça, mas nada acontece, a situação do professor branco e inteligente dependente de drogas vai se degringolando, cada vez ele cai mais fundo no poço. E a sua aluna pobre e negra, que a gente pensa que pode sair do caminho que estava pré-destinado para ela, na verdade ela não pode. Eu meio que interpretei o filme como "vejam só, um branco que estudou e que tem uma família pode estar em uma situação muito pior que a de um jovem negro e pobre da periferia". 
Para mim o filme não passou nada de positivo...

sábado, 26 de maio de 2012

O segredo do Perfume

Durante toda a minha vida não fui muito de gostar de perfume. "Herdei" esse costume da minha mãe, que sempre preferiu um sabonete ou leite corporal perfumado a um perfume de fato. Mas para alguém que nunca se perfumava, até que evolui... Ossos do oficio!
Mas é verdade que no Brasil perfume de qualidade custa caro, e quando digo qualidade, falo dos perfumes franceses, considerados os melhores do mundo. E claro que a qualidade do perfume vai depender do "nez" (nariz) como é chamado em linguagem de perfumaria e que se refere ao profissional que cria a fórmula de um parfum.

Uma fórmula, ou receita de um parfum pode conter uma dezena de notas diferentes ou mesmo centenas, formando o que chamamos de pirâmide olfativa. Nessa pirâmide encontramos: 
- as notas de tête (topo, cabeça), geralmente notas bem leves efêmeras e voláteis, ou seja, que desaparecem rapidamente, como as notas de agrumes, por exemplo.
- as notas de coeur (coração do perfume), com as notas que vão predominar, composto pelos ingredientes-chave do perfume.
- notas de fond (fundo, base do perfume), geralmente notas amadeiradas e que ficam até horas e horas após a aplicação.

Um perfume é um produto delicado e deve ser mantido ao abrigo do sol e do calor, que transformam todos os elementos odorantes. 

Para testar, jamais sentir diretamente no frasco, o que nos dá uma idéia prematura do perfume que não é a sua verdadeira natureza. Além disso, ele não deve jamais ser sentido no seu estado concentrado (ou seja, direto no frasco, por exemplo), mas deve ser sentido no ar, em um tecido ou mesmo em um papel. Depois basta aguardar alguns segundos que o álcool evapore (sim, pois perfume de verdade sempre vai ter álcool, que é o que permite que as notas em seu estado concentrado sejam diluídas e ao mesmo tempo "fixa" o perfume, o que não seria o mesmo da água). Não adianta "frotar" a pele para "sentir melhor o perfume", como vejo centenas e centenas de pessoas fazerem, pois o perfume sendo delicado, as moléculas se quebram com esses movimentos e o cheiro/ resultado não é mais o mesmo!

Então temos uma primeira impressão do perfume. Mas apenas alguns minutos ou poucas horas após o seu  "corpo" vai ser revelado, quando as notas voláteis se evaporarem. Ou então horas depois (no final do dia, por exemplo), quando as notas leves desaparecem e deixam espaço as suas notas mais profundas.

Então, diz a regra que um perfume vive no tempo, que ele tem a sua juventude, sua maturidade e sua velhice, e que ele só pode ser considerado bom se ele sente bem nessas três idades.

Além disso, também vai depender da qualidade da matéria-prima, ou seja, as essências perfumadas que constituem o perfume, que podem ser naturais ou sintéticas. Notas naturais existem apenas umas 300 e sintéticas mais de 3 mil. Assim, os perfumes apenas com notas naturais são bem mais "básicos", enquanto que misturando as notas sintéticas o perfumista (nez) consegue criar algo bem mais sofisticado. Por exemplo, o "muguet", uma flor emblemática (uma florzinha branca que se presenteia no dia 1º de maio), até o momento é impossivel de "capturar" a sua nota natural. Da mesma forma, pelo menos na Europa, os ingredientes de origem animal são proibidos, então nenhum perfumista vai usar o ambre e musc naturais, que são proibidos já há uns bons anos. Mesmo grandes maisons do perfume como Guerlain e Chanel reconhecem que utilizam igualmente notas sintéticas por essa razão e também muitas vezes pela constância dos ingredientes (caso contrário cada lote de Chanel nº 5 seria diferente, só para ilustrar).
Mas é claro que existem sintéticos e sintéticos, pois as notas sintéticas de grandes perfumistas como os dois citados acima são de excelente qualidade e imitam perfeitamente a verdadeira, mas já existem outras marcas e perfumes de baixa qualidade cujas imitações sintéticas são muito artificiais!!!

E como eu disse acima, o que vai fixar o perfume é o álcool. O nível de concentração do perfume final, em si, depende se se trata de uma eau de parfum (pode chegar até 15%, o perfume vai durar mais), eau de toilette (na faixa dos 10-12%, o perfume se sente na tal zona de proximidade, quando as pessoas se aproximam). Depois existem os ainda mais leves como eau frâiche ou eau de cologne, ainda mais leves e a utilizar em abundância, sem medo. Mais do que esses 15% de concentração em perfume o mesmo vai se tornando mais enjoativo e fica impossível de sentir o que quer que seja! 

Além disso, muita gente pensa que o álcool do perfume vai manchar a pele, mas na verdade o que pode manchar são algumas moléculas de perfume, como alguns agrumes, que são fotosensíveis. Atualmente as grandes marcas isolam e retiram essa molécula. Mas não é aconselhado se perfumar diretamente na pele antes de uma exposição prolongada ao sol.

Outra particularidade: notas amadeiradas e orientais duram muito mais tempo do que notas efêmeras e frescas, como o limão, bergamota, etc, mesmo sendo naturais. 

Eu tive a oportunidade de sentir as verdadeiras essências concentradas e conservadas em minúsculos frascos (para se ter uma idéia é necessário 10 mil rosas colhidas à mão cedo pela manhã para uma grama de extrato de rosas!), e o cheiro é normalmente insuportável. Quando o diluimos com álcool e água reencontramos o cheio de todo um jardim de flores...

Quem se interessa um pouco mais pelo tema, recomendo o filme Le Parfum, Histoire d'un Meurtrier (Perfume: the Story of a Murderer), uma co-produção franco-alemã de 2006, que se passa em Paris e em Grasse (a cidade francesa do perfume por excelência) no século XVIII. Ela conta a história de um estranho personagem que nasceu com o dom de sentir e reconhecer todos os tipos de cheiros, mas ele mesmo não possuia nenhum tipo de cheiro. Convencido de que não possuir nenhum perfume era uma das razões da sua triste existência e de não ser amado, ele utiliza todas as suas faculdades para criar o perfume capaz de fazer com que todas as pessoas o idolatrem, a partir do perfume natural de jovens que ele sentia de longe. 

O filme foi baseado no livro do mesmo nome, do alemão Patrick Süskind (1985) que retrata o universo olfativo como nenhum outro!!! Comecei pelo livro e sentia os cheiros e a podridão que ele descreve, como se eu tivesse realmente ficado impregnada daquele cheiro! Eu que sempre fui uma pessoa muito sensível aos cheiros, quase que os vi materializados! 
Fiquei fascinada!
Assisti ao filme logo após. Apesar de ser uma adaptação e não 100% conforme o livro (como sempre, e nem seria possível), não deixou nada a desejar! Muito bem realizado, percebemos um ambiente sombrio como a época e de acordo com a história. Porém como o assassino é muito instrospectivo, para podermos realmente entrar no personagem foi necessario a utilização de uma fonte narrativa (eu que não gosto de filmes narrativos não cheguei a ficar incomodada) e pode chocar o publico em suas cenas de sujeira e podridão, sem contar uma cena mais ao fim que não é recomendada a menores.

E você gosta de se perfumar? Eh fiel a um ou costuma variar ?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dicas (ou não) de filmes

Estava em falta com a 7ª arte. Pura falta de tempo e, confesso, sem muita vontade de assistir tanta coisa que anda em cartaz por aí... Acumulei os filmes das últimas semanas e aqui estão!

Avengers:

Para quem gosta desse é a sensação do ano, mas para mim que não sou fã de carteirinha, passei um bom momento, nada de mais. Minha opinião pessoal é que prefiro mil vezes X-Men!!! Um Thor com um QI abaixo do de uma ervilha, um vilão sem nenhum carisma, um príncipe gótico com umas vingancinhas bobas de jardim de infância para com o irmão...
Mas o público adora, sala cheia e a mulherada realmente perde as estribeiras cada vez que o Capitão América entra em cena. Os homens ficam babando pela Scarlett Johansson em suas roupas justinhas. A banalização da violência: todo mundo cai na gargalhada quando Hulk, combatendo os inimigos, dá uma porrada no "amigo"! Não me perguntem o que a Gwyneth Paltrow fazia no filme, a participação é tão pequena de pés descalços e mini short jeans rasgado e camisa mostrando seu decote que poderiam ter economizado no seu cachê. Não sei no quê acrescentou na história! 

Les adieux à la reine

Filme francês que saiu no mês de março nos cinemas franceses e que mostra os últimos dias de Versailles em 1789, às vespéras da Revolução. No papel da rainha Maria Antonieta, Diane Kruger, falando francês com um charmoso sotaque. Mostra o castelo com toda a sua corte, um pouco como se vivia na época... Ainda mais interessante para quem, como eu, adora a visitar os castelos e conhecer as suas histórias! 
Para os fãs de Maria Antonieta o filme decepciona um pouco, pois a personagem principal não é ela, mas a sua leitora Sidonie Laborde, empregada completamente devotada à rainha. Ou seja, o filme se passa a partir do seu ponto de vista, começa e termina com ela. 
Adorei e recomendo para quem se interessa pelo tema do ponto de vista histórico. 

No dvd:

Fighter

Não é o tipo de filme que me interessa, mas acabei assistindo. Confesso que os primeiros 15 minutos do filme quase me fizeram desistir, cenas de violência gratuita, apenas boxe, boxe, boxe, a vulgaridade da mãe e das irmãs, a droga... realmente, eles viviam em um submundo...  
Mas aos poucos o filme foi mostrando a sua complexidade, as relações, ou seja, ele vai muito além do boxe. No seu conjunto, gostei muito, principalmente da atuação de Mark Wahlberg e do seu seboso irmão. 


O complexo do castor

Sim, estou bem atrasada em relação a esse! Do ponto de vista psicológico gostei muito do filme e da abordagem um tanto quanto original da depressão. Um filme pesado, com um desfecho que não me surpreendeu em nada, pois eu já me imaginava que não tinha outra saída devido à amplitude que os eventos tinha tomado.
Um filme também bem ilustrativo sobre a depressão, recomendo para todos que têm um parente ou amigo que sobre dessa doença e que não consegue entender, colocando todas as "culpas" no indivíduo, como se  fosse fácil enfrentar o estado depressivo e sair dele... Infelizmente é uma doença muito mais complicada do que podemos imaginar e supor.


Il y a longtemps que je t'aime

Um 'dramalhão' daqueles!!! Juliette (Kristin Scott Thomas) sai da prisão após 15 anos e é acolhida pela irmã mais jovem em sua casa. Tendo cometido um crime classificado "horrendo" pela sociedade e pelos pais, a família nunca mais teve contato com ela. Mas com o pai falecido, a mãe doente de Alzheimer em uma instituição, essa irmã quer ter contato com a única parente que lhe resta. No início queremos saber qual o crime que ela cometeu, depois o porquê, mas a história não gira exatamente ao redor disso, mas na relação entre as duas irmãs. Outras perguntas se colocam: existe vida após a prisão? E a confiança? 
Um filme extremamente humano e verdadeiro, fala de nossos medos. Muitas emoções! Quem como eu adora  dramas psicológicos vai adorar!

Quatre étoiles
Era para ser uma comédia roântica engracadinha, mas não gostei. Ando chata mesmo para filmes. Uma jovem herda 50 mil euros e decide gastá-los na Côte d'Azur. Não se trata de muito dinheiro para investir, então ela decide gastar mesmo. Lá ela encontra um trambiqueiro, para mim completamente sem nenhum charme, e fica correndo atrás dele. Além de trambiqueiro, ele está endividado. Ela SABENDO de tudo isso empresta dinheiro a ele, mesmo ele sendo completamente desagradável com ela (ele a deixou sozinha em um lugar, depois jogou os sapatos dela com força nela, em um momento ele diz que tem vontade de bater nela e lhe dá uma bofetada...
Esse mundo realmente está perdido, ele tem esses comportamentos horríveis e ela continua atrás dele... Eu preferia ter faltado à chamada!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Filmes de agora e de ontem

Para começar o ano bem, aqui segue a minha lista de filmes vistos ultimamente!


A Dangerous Method, o novo filme de David Cronenberg sobre C.G. Jung, o início da psicanálise, sua paciente Sabine S. e Freud.
O filme na minha opinião foi bem relista de acordo com os registros, sem fantasiar muito. O figurino é lindo, a fotografia também... Michael Fassbender está muito bem no seu papel de Jung, assim como Viggo Mortense no de Freud, mas eu tenho já as minhas reticências em relação à Keira Knightley... Vicente Cassel estava perfeito como Otto Gross! Porém, para mim que conheço de cor e salteado a história, o filme não me trouxe nenhuma supresa, entendem o que quero dizer? Imagino que para quem não conhece bem a história, mas que se interessa pelo tema, seja muito enriquecedor...
Eu já tinha assistido a uma peça aqui em Paris sobre o mesmo tema, "Parole et Guérison" (palavra e cura), em 2009, excelente com os atores Barbara Schulz e Samuel le Bihan. Todo o círculo psicanalítico parecia estar ali presente, e os comentários ao final eram bem positivos!

Hugo Cabret (Hugo, no original), o filme de natal de Martin Scorsese. Encantador e tocante! Um verdadeiro presente!
O filme foi inspirado do livro infantil "A invenção de Hugo Cabret" e se passa em Paris nos anos 30. Infelizmente a estação de trem Montparnasse descrita no livro não existe mais (no local existe a atual estação de mesmo nome, mas em estilo moderno), então Scorsese queria gravar o filme durante 3 meses na estação Gare du Nord em Paris, mas claro que não foi autorizado (a Gare du Nord é a maior estação de trem da Europa, a circulação diária é enorme, então seria impossível uma intervenção desse tipo no sua rotina de funcionamento). Desta forma um cenário gigante foi realizado em Londres, inspirado na Gare du Nord, Gare de Lyon e a antiga Gare d'Orsay (atualmente museu d'Orsay). Mas as imagens foram passadas em computador, pois muita coisa era impossível de reconstruir, além do filme todo ser em 3D e para dar o toque "mágico" proposto pelo filme e alcançado!
Hugo Cabret não é um filme apenas para crianças. A gente mergulha no mundo do cinema, no universo da magia e dos primordios da história do cinema (a construção dos sonhos). A gente descobre e se apaixona por George Méliès, o criador da primeira empresa de cinema e realizador de filmes, considerado o "pai" dos efeitos especiais. Seus primeiros filmes foram rodados desde 1896, e até 1914 rodou mais de 600, dentre eles a "Le Voyage dans la Lune" (Viagem na Lua). Com o início da primeira guerra as dificuldades começaram, e no retorno dos soldados em 1918 o público não se interessavamais pelo seu tipo de filme. Ele então caiu no esquecimento por muitos anos, até ser redescoberto. Faleceu em 1938 e sua sepultura pode ser visitada no cemitério parisiense du Père Lachaise.

Tous les Soleils (2010)
Um filme francês sem pretenções mas muito agradável. Estava disponível no meu vôo de retorno do Brasil, mas me faltou tempo. Para começar, a história se passa na cidade francesa de Strasbourg (que vale a pena conhecer, visite ao menos o post!). Alessandro é um professor universitário italiano de música barroca, pai de uma adolescente. Viúvo, sua esposa faleceu quando sua filha era bem pequena (a mesma nem se lembra da mãe), e ele nunca se casou novamente nem teve relacionamentos sérios.   Com o pai e a filha mora o irmão de Alessandro, um pintor anarquista um pouco "louco". Quando a sua filha começa a descobrir o amor sua vida se transforma, ele mesmo percebendo que por anos e anos esqueceu de reconstruir a sua vida e amar... Adorei!

Ne le dis à personne (mais antiguinho esse, de 1996). Um filme com os astros franceses dos quais já falei por aqui Guillaume Canet (ator e realizador do mesmo) e François Cluzet.
François Cluzet é Alex, cuja esposa Margot foi brutalmente assassinada. 8 anos após ele ainda não conseguiu superar o trauma, esquecer o amor que sentia por ela e reconstruir a sua vida. No 8º aniversário da morte dela, ele recebe um e-mail anônimo com uma imagem em tempo real, sugerindo que se trata de sua esposa em vida... Ao mesmo tempo a polícia descobre outros elementos do crime e ele passa a ser perseguido como principal suspeito! Um filme que me manteve atenta do início ao fim, praticamente sem piscar... Mas eu acho que o desfecho foi revelado completamente e de uma só vez... Prefiro quando os elementos séao revelados aos poucos, e deixam a algumas pessoas a possibilidade de descobrirem sozinhas!

Le chat du rabbin
Falei recentemente que tinha lido a história em quadrinhos, mas vi também o filme. Infelizmente ele deixou muito a desejar! Começa muito bem, mas parece que faltou tempo e aí aceleraram da metade para o final do filme!!! Sem contar que detalhes para mim importantes foram mudados na maior cara-de-pau! Decepção!
Mas é uma possibilidade para quem tem acesso ao filme e não ao texto, de conhecer o universo de Joann Sfar, esse excelente desenhista francês (de origem argelina e judeu, o que inspirou fortemente sua obra), e se apaixonar por esse gatinho mignon! Ele é mesmo um amor! Queria ter um desses aqui na minha casa!

Une histoire de Famille (Then she found me, 2008 na França), realizado por Helen Hunt e com a mesma como atriz principal. Aos 39 anos, casada há não muito tempo, ela tenta engravidar (sem sucesso), mas é "largada" pelo marido, que diz ter cometido um erro se casando com ela! 
Ainda chocada, ela conhece o pai de um de seus alunos, recém-divorciado, e sua mãe adotiva morre, não sem antes aconselhá-la a dotar uma criança (pois aos 39 anos estaria meio tarde para ter conseguir engravidar), o que ela recusa, tendo sido uma filha adotiva e ter se sentido "menos" amada que seu irmão, filho biológico. Ao mesmo tempo aparece em sua vida sua mão biológica (Beth Midler, que adoro!), uma apresentadora de TV que atingiu o sucesso na sua carreira e excêntrica é o que o menos que podemos dizer... Dividida entre os dois homens, a aproximação dos 40 anos, seu desejo de ser mãe  e seus conflitos quanto a sua origem (sua identidade a vida toda como filha adotiva e agora filha biológica), o filme pretende ser um conto de fadas moderno. Para mim com sucesso. Com exceção de uma cena que achei ridícula, gostei muito do filme como um todo!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Seleção de filmes

(nas telonas)
The Lady
Uma produção franco-inglesa com a assinatura do renomado Luc Besson que conta a história da militante birmanesa Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz em 1991 e que ficou mais de 10 anos prisioneira na sua própria casa na Birmania. Confesso que nunca antes tinha ouvido falar dela ou de sua luta (será que zapei ou simplesmente esse assunto praticamente não foi discutido no Brasil?), e parece que aqui na França todo mundo conhece a sua história.
Mas na minha opinião o filme é muito "romanesco", focando muito mais na história de amor entre ela e seu marido inglês. Em prol de seu povo, ela sacrifica seu casamento e sua vida de família, deixando na Inglaterra o marido e os dois filhos... No início os mesmos a visitam na Birmânia, mas com o passar do tempo o governo recusa todos os pedidos de visto de sua família e ela se vê prisioneira em seu próprio país (sem poder sair de casa). Ela poderia retomar a sua "liberdade" deixando o país, mas então seria uma decisão definitiva, sem possibilidades de retorno.
Gostei muito de assistir a esse filme para entender um pouco dessa conjuntura que até então era desconhecida para mim. Mas por outro lado, o filme me deixou com uma grande sensação de tristeza, pois sinceramente (de acordo com o filme), todo o seu sacrifício serviu para quê? As mudanças foram tão lentas e extremamente pequenas, praticamente invisíveis... E ganhar o prêmio Nobel da Paz e o apoio internacional serviu para quê? Ninguém quis interferir nos problemas da Birmania! E quando vejo toda essa violência interna presente em muitos países, acho realmente um comportamente bárbaro (no verdadeiro sentido da palavra) e mesmo primitivo. Claro, alguns vão dizer que o Brasil é um país violento, mas para mim não é o mesmo tipo de violência, em que as forças de ordem assasinam e uns matam os outros por diferenças etnicas, religiosas ou políticas (mesmo no nosso período de ditadura não chegou a esse ponto).
Remarcável interpretação de Michelle Yeoh no papel de Aung San Suu Kyi.

Les aventures de Tintin : le secret de la licorne



Novo filme de Spielberg, ou melhor, animação, baseado nas aventuras do personagem de história em quadrinhos Tintin, do belga Hergé, um verdadeiro sucesso aqui na França. A primeira história apareceu em 1929. Tintin é um jovem reporter sempre acompanhado de seu cachorrinho branco Milou. juntos, eles desvendam mistérios e crimes!

Muita gente crítica Tintin por uma visão estereotipada dos países emergentes, mas não podemos esquecer que trata-se de uma outra época, e o olhar era um olhar colonizador em relação aos outros povos. Mas ao mesmo tempo as aventuras de Tintin representam o gosto pelas viagens e pelo exotismo, presente em muitos franceses que cresceram com essas histórias. São pessoas que amam visitar lugares distantes como Tibet, México, China, etc... e aprender sobre as outras civilizações, sem levar ao pé da letra passagens que podem ser classificadas no original como racistas.
Eu li as 24 histórias (acho que são todas!), que se passam em lugares como as montanhas do Himalaia, o deserto do Saara, floresta amazônica, Africa e Escócia (o que me ajudou muito com o idioma!) e me apaixonei pelas aventuras. Parace que Spielberg também, pois li que desde seu primeiro Indiana Jones ele ouviu comparações com Tintin e sem conhecer, resolveu ler tudo a respeito, vindo daí a idéia de fazer o filme! Eh possivel visitar o museu Hergé na Belgica (perto de Bruxelas), e na França o Château de Cheverny, no vale de La Loire, que inspirou o château de Moulinsart que aparece em várias aventuras de Tintin. Já visitei esse castelo e ele é realmente lindo! Assim que der colocarei aqui para vocês!

L'Or Noir (black gold)
Novo filme de Jean-Jacques Annaud com Antonio Banderas. Uma produção Quatar-França, mas dialogado em inglês. O filme foi por aqui um verdadeiro fracasso de bilheterias!
Eu achei um filme médio, mas não tão ruim assim! Fala da descoberta do petróleo no oriente médio, a disputa e as diferenças de opiniões sobre o mesmo. Entre as tradições e a necessidade de dinheiro, em terras que não produzem nada e onde faltava riqueza, o que escolher?
Além disso, o filme também conta com lindas paisagens desérticas.

(nas telinhas)
La fille sur le Pont (1999), com Vanessa Paradis (queridinha da França, esposa de Johnny Deep, a "Angélica" francesa, a música "Vou de Taxi" vem da original francesa "Joe le taxi", gravada por Vanessa Paradis em 1987) e Daniel Auteuil.

Adèle (Vanessa) nunca fez nada certo na vida e uma noite decide de se jogar no Sena (rio que atravessa Paris) e acabar de vez com a sua existência, mas é abordada por Daniel Auteuil, um lançador de facas em circos e outros eventos desse tipo, que busca um alvo. Sem ter nada a perder ela aceita. O filme fala de sorte e de amor... Lindo em preto e branco e trilha sonora de arrepiar! Destaque para "Who will take my dreams away?" (Marianne Faithfull) e "I'm sorry" (Brenda Lee)

Un coeur simple (2008), inspirado em um conto de Gustave Flaubert (o mesmo que escreveu Madame Bovary). Félicité é uma mulher simples que viveu uma infância miserável no interior da Normandia. Jovem, apaixonou-se por um homem que aproveitou-se de sua ingenuidade e que a largou em seguida, para se casar com uma mulher rica. Então muda de cidade e acaba trabalhando na casa de uma jovem e difícil viúva mãe de um menino e de uma menina. O filme/livro fala de sua necessidade de afeto e as frustrações resultantes da falta dele, primeiro por esse jovem homem, após com a filha de sua patroa, de quem era impedida de ter uma relação mais carinhosa (abraçar, beijar, ou seja, qualquer manifestação de afeto), depois com seu sobrinho, que acabou morrendo jovem, e mais tarde por um papagaio! Ela vivia em seu mundo interior, e durante a sua vida tudo fez pelos outros, sem pensar em si mesma. Uma história muito tocante!

sábado, 12 de novembro de 2011

Intouchables e outros filmes franceses

Intouchables (Intocaveis)


Hoje fui assistir esse filme francês que está dando o que falar, a sensação do ano! O filme, baseado em uma historia real, fala do encontro improvável de um homem rico e tetraplégico com um jovem pobre de periferia, de passado duvidoso. Mas antes de ser uma lição de vida, um filme com uma mensagem e tudo o mais, o que faz a sensação do filme são os diálogos "cortantes" e o humor, até então muito pouco (ou quase nada) levados em conta em filmes que tratam de deficiência e limites.
Salas lotadas, público mais do que satisfeito, esse é sendo o resultado do filme até então... Especialistas estimam que esse filme francês baterá todos os recordes. Será mesmo distribuido nos EUA e os direitos foram vendidos para a realização de uma versão americana. Um filme do qual todo mundo fala aqui na França e se a gente não viu, fica com cara de paisagem nas conversas atuais!

E a minha opinião pessoal? Adorei! Interpretação tocante de François Cluzet (que adoro). Um filme lindo, com muito humor, muito sentimento e muita verdade...

          Como o tempo não está muito para cinema, com o maridão atolado de trabalho, o cinema tem sido o que menos temos feito ultimamente - ele passará uma inspeção no final do mês que dura 2 semanas, na qual o inspetor vem avaliar seu trabalho, então ele precisa apresentar as fichas pedagógicas de suas 19 classes, com objetivos, metodologia, referências teóricas e resultados, tudo de acordo, é claro, com o programa da educação nacional, ou seja, são centenas e centenas de páginas; além disso, como as aulas serão observadas, ele precisa mostrar que consegue transmitir o conhecimento e gerenciar uma sala de aula muitas vezes com alunos difíceis, já que trabalha em uma zona de educação prioritária, que quer dizer em outras palavras "difícil".
         Foi assim que aproveitei para assistir alguns filmes mais velhinhos, por coincidência todos franceses, e venho aqui trazê-los para vocês:

Paris

Muitos filmes que conheço se chamam Paris, mas esse é do realizador Cédric Klapisch, com os atores Romain Duris (L'arnacoeur, Albergue Espanhol), Juliette Binoche (Chocolate), François Cluzet (Intouchables), dentre outros.
Romain Duris é um dançarino parisiense que precisa de um transplante de coração para tentar continuar a viver... Sem poder mais dançar, ele se interroga sobre a vida, passa seu tempo a observar os outros, dando um sentido novo à vida e às pessoas que ele cruza... Vários personagens desfilam pela historia, cada um com sua existência única, seus problemas únicos. Mesmo os problemas mais insignificantes que podem nos parecer, para quem os vive são os mais importantes do mundo... E toda essa historia é contada tendo como cenário Paris, "la plus belle ville du monde" (a mais bela cidade do mundo), em um clima de inverno e de nostalgia...

Jeu d'enfants (Jogo de Crianças).
Um menino e uma menina de mundos diferentes (ela originária de uma família pobre polonesa), ele de classe média francesa que se cruzam e começam a jogar um jogo que aqui na França parece que é comum "cap ou pas cap?" (você é capaz ou incapaz de fazer isso?). E eles são capazes de tudo! O jogo começa com o menino tentando esquecer que a sua mãe vai morrer de câncer, e a menina tentando esquecer suas origens, já que é discriminada na escola. Com o passar do tempo, eles são capazes de qualquer coisa: do bem e do mal, ultrapassando todos os limites, desafiando tudo e todos... Menos de confessar que se amam. Mas será que se amam mesmo, ou é apenas mais um jogo? 
A idéia do filme é muito interessante, Marion Cotillard (Edith Piaf) e Guillaume Canet (atualmente um casal na vida real e pais de Marcel, nascido esse ano) estão em ótima forma, no auge da juventude... Mas na verdade existe algo que não gostei no filme: as crianças que fazem o que querem, sem nenhum senso de limites... Isso me incomodou muito!

Espion(s)
Guillaume Canet (ainda ele!) é um jovem brilhante que vive de pequenos empregos, tendo recusado o caminho que poderia ter seguido proporcionado por seus estudos. Ele trabalha no aeroporto de Paris (Charles de Gaulle), e com um colega tem o hábito de roubar pertences nas bagagens. Mas um dia seu amigo morre diente dele em uma explosão ao tentar mexer em uma bagagem diplomática (que pela lei, não pode ser revistada nem passada por nenhum controle). Então, tocado pela morte do colega e amigo, e colocado contra a parede pela "polícia", que o ameaça de cadeia, ele se vê obrigado a seguir uma missão de "espião" em Londres, em busca da resolução desse mistério da bagagem diplomática explosiva.  Um filme médio, uma sensação de "dejà vu" (já vista, nada de novo). Passei um bom momento em frente a telinha, mas o tipo de filme que a gente assiste e esquece logo apos... O ponto alto é a interpretação de Canet, sempre na pele de seus personagens improváveis que conseguem nos seduzir acima de toda probabilidade...

Além dos filmes americanos e estrangeiros que chegam às massas por aqui, a gente não se aborrece com o cinema francês! Tem para todos os gostos!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Filmezinhos

Não falo dos filmes que ando vendo simplesmente porque não estou vendo!!! Bem que gostaria, tinha tanta coisa nova em cartaz, mas o tempo passou tão rápido que nem percebi! Falta imperdoável que pretendo recompensar em breve!

Mais Comment font les femmes ? ( I Don't Know How She Does It ), o novo filme com a Sarah Jessica Parker e o bonitão do Pierce Brosnan. 
Um filme superagradável do início ao fim! Se ele entra e reforça alguns clichês, a gente entra no filme (e faz associações com a realidade!) e não encontra nada negativo a dizer! Fica aquela mensagem de que a família é sempre o mais importante... e quem vai dizer que néao? As mamães já sabiam disso há muito tempo, mas talvez as profissionais feministas de plantão terão algumas críticas a acrescentar!
Adorei e recomendo! Mesmo meu marido gostou, o que pode querer dizer que não precisamos necessariamente assistir entre amigas! Mas como ele é um pouco diferente, não sei se os companheiros de vocês vão gostar!

Super 8
Um filme superesperado do J.J. Abrams (Lost) e Steven Spielberg que eu queria muito ver!  Ele me prendeu a cada segundo até o momento em que ele revela "a coisa". Depois desse instante, para mim perdeu quase toda a graça. Incrível como os filmes desse tipo se parecem todos no que diz respeito à imagem da criatura! Um ponto alto para a atuação das crianças, que estavam excelentes cada um em seu papel!
Valeu a pena ainda assim!

Greenberg
Assisti essa semana no dvd esse filme com o Ben Stiller. Estava querendo olhar alguma coisa leve e engraçada e achei que com ele não tinha erro... Que engano! Filme superpesado, do meu ponto de vista completamente desinteressante! Deve ser por isso que nunca tinha ouvido falar dele antes! E o personagem da Florence, que banalidade, e ainda achei que ela interpreta muito mal! As cenas de intimidade me deixaram até mesmo com um grande mal-estar.
Em resumo, o filme não me acrescentou nada, nem mesmo me proporcionou risadas e nem mesmo lágrimas! Se você nunca ouviu falar, não perdeu nada! A riscar e nunca mais ver mesmo se um dia não tiver outra opção! Uma perda de tempo!


Harry Potter e as relíquias da morte (parte 2)
Tendo assistido todos os outros, claro que não poderia deixar esse de lado! Gostei muito desse último e da forma como a história foi finalizada. A última cena foi bem banal e deixou a desejar, mas fora isso o filme foi muito bom!!!

sábado, 30 de julho de 2011

Filmes de avião

Rapidinho antes que eu esqueça: gostaria de falar de 2 filmes que assisti no vôo de ida e 1 no de volta (queria assistir mais na volta, mas com uma gripe de 3 dias que me deixava com um sono horrível mas que não me deixava dormir pelo desconforto do nariz entupido e da dor de cabeça, sem contar o lugar horrível em que nos colocaram, não deu). Mas poderia ter sido pior, pois fiquei completamente surda de um ouvido desde que saí de Porto Alegre, mas esse detalhe me impediu de estar incomodada pelos dois bebês de colo que estavam na fileira ao lado e da criancinha maiorzinha que estava com eles, sem contar os pais que ainda incomodavam mais o sossego da tripulação do que as crianças!!!

Depois dessa sessão de desabafo, aqui seguem os filmes:

Unknown, com Liam Neeson, Diane Kruger e January Jones, e cuja trama se passa em Berlim. Uma história que nos deixa boquiabertos do início ao fim! Adorei!

The Dilemma, marcando o retorno da Winona Ryder. Até esqueci que nunca gostei do Vince Vaughn e entrei na história! Por sinal, bem engraçadinha, com alguns momentos longos, mas nada que estrague o bom momento passado com o filme!

The Lincoln Lawyer, com um Matthew McConaughey perfeito em um papel sério como eu nunca o tinha visto atuar desde então!!! E Marisa Tomei deslumbrante com seus 40 e muitos anos. Eh um prato cheio para quem, como eu, adora filmes ou séries envolvendo tribunal, defesa e crimes!

* Em breve com dicas e novidades quentinhas direto da França.

sábado, 18 de junho de 2011

Mais Filmes

Queria falar de filmes há algumas semanas, mas só agora consegui sentar e preparar o post, aqui vai:
(no cinema)

Minuit à Paris (Midnight in Paris)

Adoramos!!! Um filme superleve... Nem diria Woody Allen (quem o detesta pode amar o filme, mas o problema é que quem adora pode se decepcionar).
O filme percorre os principais pontos turísticos de Paris, mostrando o charme da cidade e da forma de viver que se diz dos parisienses... Não sem clichês, é claro, mas disso é impossível fugir. Quando vi o trailler não consegui perceber o que se passava quando o personagem principal desaparecia todas as noites, mas foi uma surpresa maravilhosa! Para quem gosta de arte, literatura, história e de quebra Paris, é um prato cheio! Corra antes que acabe!
Não é lindo o cartaz, inspirado no Van Gogh "A noite estrelada"?

P.S.: quem viu, eu gostaria de tirar uma dúvida sobre o final do filme, pois eu entendi uma coisa e Sylvain outra!

L'affaire Rachel Singer (The Debt)
Ontem estavamos na fila para comprar os ingressos e esse era o que começava mais cedo, mas eu não sabia nada do enredo, nem mesmo tinha ouvido falar. Entretanto, o filme nos surprendeu positivamente! Uma história bem amarrada, atores que interpretam muito bem, uma reconstrução impécavel de Berlin oriental... A gente se sente ligado nos acontecimentos do começo ao fim, nem dá vontade de piscar e não nos aborrecemos em nenhum momento. Final surpreendente!
Porém, algumas cenas de violência são bem fortes... eu que não posso ver isso, tive que fechar os olhos até que passasse.


L'aigle de la neuvième légion (The Eagle)

Um filme que se passa durante o império romano. O estilo de filme que os homens adoram, como Gladiador, dentre outros. Para quem, como eu, apesar de ser mulher adora filmes desta época, excelente! Agente se sente transportada nesse universo de grandeza que era o império romano! Muito bom momento no cinema, mas com algumas passagens meio bobinhas.

P.S.: Muito pouca mulher no filme... sem cenas de amor nem de sexo... Quem diz que não se pode fazer um filme sem mostrar ao menos uma cena desse tipo? 

(em DVD)

The Tourist (com Angelina Jolie e Johnny Deep)
Angelina nos papéis que ela sempre faz e Johnny Deep muito convincente em seu papel de desajeitado. Entretanto, muitas incoerências no filme: eles saem de trem de Paris e durante o tempo de um jantar eles chegam em Veneza... Quando na verdade conheço muito bem o trem que faz esse trajeto, e leva a noite inteira!!! Sem contar que na vida real mesmo a primeira classe não tem nada a ver com o luxo que eles mostram no filme, e o vagão-restaurante, então... Sem contar a paisagem que passa, a gente vê de cara que a imagem é colada. Uma fantasia absurda para quem conhece a realidade! Depois em Veneza, uns efeitos especiais muito amadores e problemas com a luminosidade... Eh dia em uma cena e um segundo após, de outro ângulo é noite, e vive versa... Se como eu você não se importa tanto com essas incoerências, vale a pena. Mas se você é do tipo que vê cada derrapada, melhor nem passar perto!

L'Arnacoeur:

Filme francês que fez muito sucesso em 2010 e até então não tinha conseguido ver. Confesso que esperava mais e fiquei decepcionada. Primeiro pela interpretação da queridinha da França, Vanessa Paradis, que achei muito fraquinha. Segundo pelo ator principal, que para mim não tem nenhum charme, não considero nada sedutor... Sem contar que detestei a história dele, uma pessoa que deve dinheiro à uns gângsters... E ela, a mocinha, ainda se apaixona por ele!!! Durante todo o filme fiquei pensando: como ele vai conseguir se sair bem dessa história toda? E não é que ele consegue? O amor é realmente cego... Nada a ver com o estereótipo dos filmes franceses, com histórias pesadas, com uma carga dramática superforte, e que nos deixa supermal ao sair do cinema... Esse foi o típico estilo hollywood, mesmo em um filme francês!

Quer mais dicas de filmes? Veja os tópicos mais antigos aqui ou aqui.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Filmes da semana

E como não só de viagens e passeios é feita a vida, vim aqui falar rapidinho dos últimos filmes aos quais assisti no cinema.
O primeiro foi "Detective Dee, le mystère de la flamme fântome" (Di renjie zhi tongtian diguo) um filme chinês de Tsui Hark. Sempre me interessei pelos de filmes asiáticos de ação, mas esse eu queria assitir pois a história se passa justamente na época da imperatriz WU, e eu li há alguns meses uma história que se passava na mesma época, então queria ver se materializar diante dos meus olhos toda a beleza das paisagens e arquiteturas da China nos meados do ano 690 d.C. Quando vi o trailler, gostei muito e então fomos. Gostei muito do filme, fiquei de boca aberta com a reconstituição da China antiga e passei um bom momento. As intrigas são fascinantes! Como ponto negativo são alguns (d)efeitos especiais!


O segundo filme que eu vi foi "La fille du Puisatier" (A filha do poceiro). A história, ao ler o resumo, parecia um pouco banal, mas aqui na França é impossível perder um filme inspirado de uma obra do escritor Pagnol, que retrata em seus recitos a região da Provence como ninguém. E o segundo motivo é a atuação e direção do filme pelo ator francês Daniel Auteuil. Bem menos conhecido que Gérard Depardieu ao redor do mundo, deparei-me pela primeira vez com Daniel Auteuil no filme The Closet ("Le placard", que conta igualmente com a presença em cena de Depardieu!) e virei fã. Ator consagrado há X anos em outra obra cinematográfica de Pagnol, um clássico do cinema francês Jean de Florette, Excelente comediante, ele interpreta personagens dramáticos com uma tal força de expressão que é impossível não sentir as emoções do personagem.
E o filme se mostrou realmente emocianante! E a trilha sonora então... A altura das expectativas do público, que se deslocou em massa aos cinemas, fazendo do filme o segundo colocado em numero de entradas nas suas duas semanas até então em cartaz!


O terceiro filme assisti por acaso: Sucker Punch.  Dos 20 que estavam em cartaz, era aquele cuja sessão começava mais cedo (ou seja, para os outros teriamos que esperar muito tempo, e como já estávamos o dia inteiro na rua, não queriamos voltar para casa muito tarde no domingo à noite). Além disso, estava marcado bem grande que o filme estava na sua quinta semana em cartaz, o que é raro por aqui. Com a afluência de filmes de todos os países (com especial atenção aos filmes americanos e franceses, claro), a maioria dos filmes ficam em cartaz por uma ou duas semanas... Quando a gente viu, já passou. Então, indiretamente significa que o filme está sendo (muito) apreciado pelo público. E outra razão foi o fato de Sylvain ler no resumo que se trata de um filme de Snyder (eu sou uma negação para realizadores de filmes, já tinha ouvido falar desse nome mas não conseguia saber de jeito nenhum o que ele já tinha feito antes). E como a minha cunhada que estava junto queria ver também, acabei perdendo (2 contra um) e fomos assistir. Olha, confesso que tive muita dificuldade em ficar sentada quase 2 horas olhando o filme. Desde os primeiros 15 minutos o mesmo se mostrou completamente desistentessante para mim. E a história? Se podemos dizer que tem uma história, é uma história sem pé nem cabeça, com uma heroína que se chama Babydoll, loirinha falsa com um blush bem rosadinho. Além das lindas meninas suas companheiras "loucas de hospicio ou prostitutas de cabaré ou combatentes de guerra", todos os outros personagens são feios, com alguma coisa realmente para chocar o público. Personagens com roupas sujas e ambientes feios jogam com outras cenas de excelente reconstituição, como os cenários de guerra e a paisagem asiática de neve, extremamente complexos. E além disso, essas meninas seminuas que "dansam"... Sem contar a interpretação que julguei horrível do personagem responsavel do hospicio (ou do cabaré). Para mim foi uma tortura dar 2 horas da minha vida a esse filme e saí realmente muito indignada (varias pessoas deixaram a sala no meio do filme). Mas para a minha surpresa... Sylvain e sua irmã gostaram do filme!!! Eles falavam "é bem o universo de Snyder!" Eles justificavam que cada cena era de uma perfeição incrível, que cada segundo de imagem foi trabalhado à exaustão... Nesse ponto até concordo, como eles concordaram que a história era muito ridícula, assim como os atores interpretavam muito mal. Então, EU não vou ao cinema para ver imagens! Se é para ver imagens vou a um museu, mas para mim cinema tem que ter uma boa história e atores que interpretem bem (ou então alguma comediazinha bem leve para passar um momento agradavel e rir muito, sem esquentar muito a cabeça). Visões e definições bem diferentes da sétima arte.

Em casa, procurando criticas sobre o filme, encontrei os elogios às cenas, decoração, paisagens, que realmente cada segundo foi "dirigido"... Mas em relação à historia fraca e à interpretação mais que insuficiente dos atores, a maioria estava de acordo.

A vocês de julgarem!!!