quinta-feira, 14 de maio de 2015

O que é bom saber antes de casar com um estrangeiro

Sei bem que ninguém gosta de conselho, mas cada vez tenho visto mais casos de casais de nacionalidades diferentes que terminam de forma bem traumática, então acredito que seja ainda mais importante considerar alguns pontos antes de tomar a decisão de deixar tudo para trás para viver uma história de amor (ou de conveniência).

- Sim, tem muita história de amor que começa e termina todos os dias, algumas mais ou menos traumáticas do que as outras, mas morando longe da família e amigos complica. Não dá para correr para o colo da mãe ou ir dormir na casa da melhor amiga em caso de problemas.

- O amor pode ser o mais importante em uma relação, mas eu sempre digo que só ele não é o suficiente
E a gente ama o outro pelo que ele realmente é, pelo que ele nos mostrou, ou ainda pelo que gostaríamos que ele fosse? Na verdade, um pouco de tudo, mas não raras vezes esse amor é baseado no "engano". A pessoa vem com um discurso com o qual a gente se identifica, mas com o tempo a gente descobre que era tudo da boca para fora, ou nem era verdade, ou vai ver que ele muda com o tempo.
Como se proteger? Conversar, conversar e conversar sobre vários assuntos. E querem saber? Quando existe um limite muito grande na comunicação (pessoas que não falam a mesma língua), é bem mais difícil fazer as boas perguntas e bem fácil de se enganar.
Pode parecer bobagem?  Quando você "ama" e para você fidelidade é fundamental, a vida será muito difícil se o outro acha que fidelidade (a dele) não existe em um relacionamento...
Ou você conheceu o seu companheiro em uma situação de infidelidade? Ele ficou com você quando ainda estava comprometido? As chances são de que ele repita esse comportamento no futuro...
Ele tem 45 anos, nunca foi casado nem morou com ninguém... será que ele pode se adaptar a uma vida à dois? Desde coisas simples como dar satisfação quando vai chegar mais tarde (até por medida de segurança).

- Você conhece realmente o outro?
Questão complexa, pois dizem que a gente nunca pode conhecer completamente o outro. Mas podemos ter indícios.
Hoje em dia com a internet fica fácil colocar um nome do google e descobrir algumas coisas.  Uma vez descobri que o homem com quem eu estata saindo era na verdade bem mais velho do que ele dizia... Ou então ele tinha se formado em medicina com 15 anos!!! Facebook também pode ser útil. Ele diz que vocês estão juntos e vão se casar, mas não coloca nenhuma foto de vocês juntos? Não mudou de status? O marido mulherengo de uma conhecida tem várias "amigas" facebook em fotos semi-nuas... Um tanto estranho...
Olha que já conheci tanta gente por aqui! Uma menina começou a apanhar do noivo e não podia sair de casa, até que um dia o convenceu que precisava visitar a familia no Brasil e nunca mais voltou, mas não são todas as mulheres que conseguem sair de uma relação patológica assim.

- Situação financeira:
No Brasil é considerado "chique" casar com um gringo. Dá status. Muita gente fica impressionada com o namorado que ganha 2500 euros por mês, já que convertendo dá quase 7500 reais. Por mais que seja um salário correto aqui na Europa, uma renda familiar desse valor aqui na França não permite pagar faxineira, manicure e cabelereiro toda semana... também não permite viajar para o Brasil todo ano... Se for o seu desejo de se tornar dona-de-casa, o salário do marido permite a vida que vocês dois gostariam de ter? Ele não se importa de ter uma mulher que não trabalha fora? Na França principalmente, o cidadão "médio" espera que a companheira trabalhe para ajudar nas despesas da casa e no alcance dos sonhos.
Ou você não tem nenhuma idéia do que ele ganha e como ele ganha a vida, se ele tem economias guardadas ou dívidas? Cuidado!

- Adaptação:
Muita gente acha lindo e romântico viver "no estrangeiro", mas nem tudo são rosas. Vai ser necessário se adaptar a tudo. Ao clima, ao modo de vida, à comida, às pessoas... O quanto você é capaz de se adaptar?
Algumas amigas nunca se adaptaram ao frio, ou a comida, ou ao povo a ponto de todos os dias ser um sofrimento.

- Domínio do idioma:
Fala-se que em 6 meses no novo país estará falando fluentemente o idioma. Quem dera fosse assim para todo mundo!!! Mas tudo depende do idioma, da facilidade (ou não) em aprendê-lo, do esforço dispensado... são tantos fatores! E já encontrei muita brasileira que mora aqui na França há quase 10 anos e que fala muito mal, sem contar que praticamente não escreve.
Além disso, quem já não gostava de estudar, de ler e tinha dificuldades na escola no Brasil, provavelmente terá ainda mais dificuldades nos seus estudos no exterior (em outra língua e com outras regras).

- Situação profissional:
Essa é uma das principais frustrações que tenho visto nas brasileiras casadas com estrangeiros. A dificuldade de adaptação (falta de confiança em si mesma), dificuldades com o idioma, experiência inadaptada à realidade do mercado de trabalho local e a crise econômica dificultam essa etapa. O quanto você é capaz de recomeçar de mais baixo, ou mesmo do zero? 
Eu tive a sorte de sempre gostar de muitas coisas e poderia ser feliz em muitas profissões. Já quis ser arqueóloga, professora de história, geografia, matemática, psicóloga, farmacêutica, engenheira, arquiteta, jornalista, geóloga, bibliotecária, etc. Mas conheço pessoas que só se imaginam felizes em uma determinada profissão e pronto (como um amigo que tentou 10 vezes vestibular para medicina). Uma menina, morando há alguns anos na França e nunca tendo conseguido emprego na sua área acabou largando o marido e voltando ao Brasil quando obteve uma proposta na sua área. No caso dela, a vontade de ser uma "profissional" e desenvolver a sua carreira foi mais forte do que o amor pelo marido e a vontade de fundar uma família.
Outras foram ficando em casa, no início "se adaptando", aprendendo a língua... e continuaram, ficam vendo a vida passar pela janela e o tempo passar. A gente se acostuma a não fazer nada e depois é ainda mais trabalhoso recomeçar.

- Família:
São poucos os maridos europeus que decidem viver com a esposa no Brasil, geralmente é a mulher que vem morar com ele na Europa. Nesse caso, é necessário ter em mente que você verá muito pouco a sua família, a não ser que tenham uma situação financeira muito privilegiada e que  não trabalhe para viajar diversas vezes por ano ao Brasil. Então provavelmente você não conseguirá estar presente em todas as situações de família como Natal, casamentos, aniversários, nascimentos, falecimentos, doenças...

- Filhos:
Eu tenho lá a minhas opiniões quanto a colocar filho no mundo sem pensar muito e para passar dificuldades. Porém isso acontece e nem sempre a gente pode prever e muitos casais se separam com filhos pequenos. Normal, quando é para o bem dos adultos e das crianças. Mas nesse tipo de casamento, na maioria das vezes, quando a mulher não está adaptada, acaba voltando ao Brasil. E como fica a criança nessa história? As brasileiras nesses casos pensam que o filho pertence à mãe e que o pai é uma mera fonte de ajuda financeira, e quanto mais distante melhor. Eu já acredito que uma criança precisa dos dois para se desenvolver, e os franceses, principalmente, estão cada vez mais participativos em todas as atividades do dia a dia da criança.

No início eu achava estranho que muitas francesas não amamentavam seus bebês, até que comecei a prestar mais atenção e ouvia sempre a mesma resposta: durante 9 meses elas estabeleceram uma relação única com o bebê da qual o pai estava excluído. Com a amamentação esse fenômeno persistiria, deixando muito pouco espaço ao pai. Então, no caso da mamadeira (não digo que eu concorde), o pai pode prepará-la e estabelecer uma ligação com a criança através da alimentação, o que de outra forma seria impossível ao pai. Além disso, o casal pode se revezar durante a noite.
Inclusive um colega de trabalho resolveu utilizar seu direito de uma licença paternidade de longa duração, mesmo perdendo uma parte muito significativa do rendimento, para acompanhar o desenvolvimento do filho!
Temos também muitos amigos divorciados e na maioria dos casos a guarda é compartilhada, tendência atualmente.
Vale lembrar que em alguns países, inclusive, como alguns países árabes, em caso de separação os filhos ficam com o pai e a mãe não tem praticamente nenhum direito... Incidente diplomático na certa e muito difícil de resolver.

Ninguém casa pensando em se separar, mas é bom ter em mente que a guarda dos filhos não vem automaticamente para a mãe, ainda mais se ela não apresentar condições financeiras, psicológicas e sociais (adaptação, integração, idioma, etc.) conformes ao que se espera de um responsável.

Ou seja, criança é assunto muito sério e na minha opinião, melhor pensar muito. Bom seria que a relação entre o casal seja sólida, baseada no respeito e em objetivos comuns.

59 comentários:

Eliana disse...

É Milena, pés no chão e a relação tem que ser de apoio mútuo, de muita compreensão. A razão de não se conseguir trabalho deve ser bem analisada sim. Uma coisa é vc aceitar e viver numa boa sabendo disso ou procurar outros caminhos e outra é vc ficar totalmente frustrada. Tivemos um caso tb aqui que a moça largou o marido por causa da carreira no Brasil. Ele foi atrás, não conseguiu trabalho lá e voltou, bem dizer, tendo que recomeçar tudo do zero por aqui também, os papéis se inverteram. O casamento foi mesmo pro espaço.
Agora os filhos...vejo muito conflito quando a criança cresce e começa a escola...aí o conflito com a educação da mãe brasileira com o pai estrangeiro...é, tem que ter muito amor, respeito e cooperação. Belo post.

little cintia disse...

Amei seu post, otimas observacoes. Muitas pessoas tem uma visao bem romantica da vida no exterior quando, na verdade, a vida eh a mesma em todo lugar. A gente quer ser feliz, trabalha e cuida da familia. Pronto :)

Liza disse...

Adorei o post. As vezes as pessoas se jogam em um relacionamento com estrangeiro pra viver algo novo mas muitas vezes tiveram pouco contato com ele. Aquela namoro pela internet muitas vezes Não dá certo porque, como você falou, não dá pra conhecer a outra pessoa sem convivência.

Que me deixar irritada é a galera (qualquer nacionalidade) que já está aqui a milênios e não fala a língua e dai reclama que não conhece ninguém, que se sente sozinho. Tem que fazer por onde, né? Conheço vários brasileiros que acabam ficando em panelinhas brasileiras porque não apreenderam o idioma. Triste, né?

Beijinhos

Nina disse...

Oi Milena,
Acho que quando uma pessoa se apaixona, não pensa em nada disso, mas deveria!
Beijos

angela disse...

Excelente post!
Sou portuguesa e expatriada há cinco anos.
Gostei muito do seu blog e este post é mesmo muito bom.
Um bom alerta para pessoas têm visões muito ilusórias e romanticas do que é ser expatriado.

Vânia Wolf disse...

Olá Milena!
Adorei esse post, abriu meus olhos pra várias coisas que às vezes a gente não quer ver. Estou nesse processo de encarar a realidade e pensar mais com os pés no chão.

Um beijo!!

Kellen Bittencourt disse...

Milena, achei sensacional suas colocações, é bem assim mesmo que muitas pessoas imaginam, um conto de fadas casar com gringo e ter uma vida melhor em países "melhores", mas vc colocou os pontos de atenção que a pessoas não podem passar por cima! Tenho visto algumas amigas que não encontram maridos no Brasil, tentando fora dele essa façanha rsrsr mais por conveniência mesmo do que por amor! Muito legal essa postagem! Bjooos

Beth Blue disse...

Ótimo post, Milena. Já escrevi sobre o tema morar no exterior várias vezes no meu blog (tenho até um marcado vida de imigrante). E só digo uma coisa:

Morar fora pode parecer bonito mas não é pra qualquer um! Já vi gente volta pro Brasil e conheço muita gente com problemas de adaptação aqui na Holanda que mal consegue falar a língua (que alías é mais difícil que o francês né?), só come feijão com arroz, só anda com brasileiras e por ai vai (você entendeu né?).

Uma coisa que eu concordo 100% com você é isso aqui: E como fica a criança nessa história? As brasileiras nesses casos têm mania de pensar que o filho pertence à mãe e que o pai é uma mera fonte de ajuda financeira, e quanto mais distante melhor. Eu já acredito que uma criança precisa dos dois para se desenvolver, e os franceses principalmente estão cada vez mais participativos em todas as atividades do dia a dia da criança.

Quando me divorciei, meu filho tinha 6 anos e eu NUNCA sequer cogitei em voltar com ele pro Brasil. Contrário ao que muitas pensam, filho precisa de mãe e de pai (menino então nem se fale, pai é o role model). E digo mais, temos guarda alternada há mais de 6 anos, meu filho mora uma semana comigo e uma semana com o pai...e confesso que até para Holanda somos pioneiros!!!

Enfim, ao menos neste aspecto tenho certeza que estou fazendo a coisa certa. A felicidade do meu filho sempre veio em primeiro lugar pra mim. Ser mãe é isso...

Beth Blue disse...

Quanto ao tal conflito que a Eliana citou no comentário acima, eu acredito que eu tenha uma mentalidade européia em muitos aspectos, o que facilita bastante...eu e meu ex-marido não temos muitos conflitos na educação do nosso filho.

Enfim, a gente faz o que pode, né?

Sandra disse...

Super interessante o post! Normalmente as pessoas só enxergam o "glamour" (se é que ele existe), quando o assunto é casamento com estrangeiro. O fato é que conviver com alguém com uma cultura muito diferente da sua requer muita paciência e esforço de ambos. Como vc citou é preciso mais do que amor.
Um tempo atrás conversando com uma brasileira que conheci por aqui ela me contava, não sem um certo orgulho, que quando conheceu o seu marido ele tinha uma namorada mas que ele acabou ficando com ela. Em uma outra ocasião em que nos encontramos ao acaso, ela comentou novamente sobre o marido, (desta vez sem orgulho, rs...) pois ela havia descoberto que ele andava fazendo contato com outra moça pela internet. Pois é, as pessoas tendem a repetir o comportamento, mas muitas mulheres preferem acreditar que com ela será diferente.
Enfim, a vida no exterior não é o mar de rosas que muitos pensam, embora haja muitos brasileiros que fazem questão de mostrar uma vida de glamour e status pelo FB quando na verdade a gente sabe que não é nada disso :-(.

Comer e Coçar é só começar disse...

Milena
Maravilhosos post! As pessoas acham que ser casada com gringo é levar uma vida de conto de fadas e não é!
Sou casada com um Italiano e não diria que não gostaria de morar na Itália no entanto às vezes me pego pensando o quanto a vida seria seria difícil sem ganhar o mesmo que ganho aqui e ter o mesmo estilo de vida (manicure, faxineira, viagens, bons restaurantes etc)
Tudo tem que ser meticulosamente pensado!

bjs
Dani

Inaie disse...

Menina, casamento dentro da sua cultura já é complicado...imagina num mundo de diferenças. E nessas minhas andanças pelo mundo, eu já vi de tudo, mas confesso que nem tudo foi bonito.

Concordo plenamente com você.

E vou um passo a frente. Você diz que o amor é lindo, mas não é suficiente sozinho? Imagine o número de meninas que opta pelo casamento como uma forma de fuga? Eu já vi tantas...

Fuga da rotina, da pobreza, fuga de uma situação chata, vontade de desbravar ou viver contos de fadas...

Adorei seu post e espero que ele possa ajudar muitas meninas que pretendem se casar com esrangeiros, principalmente as que não os conhecem bem.

Tá na moda casar com estrangeiro que se conheceu pela internet,né não?

Allan Robert P. J. disse...

Prometo, nunca vou me casar com um estrangeiro!
[Acho que minha esposa nem deixaria]

:)

Gisley Scott disse...

Achei seu post muito emocionalmente sóbrio, com muitas questões a serem levantadas. As mulheres que eram acostumadas a viver de uma certa forma no Brasil terão que se adaptar à nova realidade e umas das mais dolorsas será não está presente nas festividades familiares, como vc mencionou.

Realmente a vida toma outra forma, quer a pessoa deseje ficar em casa ou quer decida ir atrás de uma carreira, tudo muda. É imporante levantar todas essas questões antes do casamento, do noivado, deixar as coisas as claras e estabelecidas para que não haja nenhuma frustração de ambas as partes.

Bjs

Patricia Fernanda disse...

Oi,
Gosto muito de ler teu blog, teus textos! Escreveu muito bem, concordo com TUDO! No meu caso, não quero sair do Brasil, mas gostaria que o nosso povo fosse um pouco mais 'civilizado' em alguns assuntos! Abraço

Stéfane Almeida disse...

Excelente post! Esse foi o melhor texto que já ouvi sobre esse assunto, sem tirar nem por!
beeijo

Anônimo disse...

Milena,
Gostei de sua abordagem quanto ao assunto...com sensibilidade e bom senso!Realmente, quando se trata de um relacionamento com um estrangeiro, muita encrenca poderia ser evitada se a mulher tivesse mais clareza quanto aos objetivos.Amar o outro ou estar muito apaixonada nao basta para manter o namoro e um futuro casamento transcultural.Quanto a viver em outro pais e se adaptar a uma outra cultura,creio que essa tarefa exige bastante de um pessoa que queira se comprometer com o outro,porisso e' preciso estudar muito, observar, avaliar o lado positivo e negativo antes de embarcar nessa viagem de sonhos,para que essa viagem nao se torne um pesadelo!Moro na India,onde vim a trabalho em 2001 e conheci meu marido em 2006,quando ja' estava de volta ao Brasil.Hoje moramos juntos na India,onde ele exerce a profissao de medico e temos crescido em nosso relacionamento,aprendendo juntos e nos adaptando sempre a fim de manter a harmonia. Infelizmente, conheci alguns casos desastrosos de mulheres brasileiras que acabam se tornando prisioneiras do marido estrangeiro, ou simplesmente levam uma vida mediocre,se anulando em todos os sentidos apenas para satisfazer a vontade do homem ou por medo...Ainda bem que existem tambem casos de amor que deram certo e continuam firme e forte,principalmente quando a mulher consegue manter o equilibrio entre a razao e a emocao,nao se deixando levar apenas por palavras vazias jogadas ao vento e colhidas no mundo virtual. Paz seja contigo.Felicidades,sempre!Bjo

Anna Thereza Di Maximo disse...

Bem interessante seu post!


Bjs da Espanha

Anna Thereza Maximo

divinanoiva.blogspot.com

de galénica... y retórica disse...

Oi...adorei o post pq falou mta coisa q eu ja.tinha na cabeca . Eu sou.chilena e to namorando um brasileiro ha um ano. Ele ainda esta morando no brasil e eu no chile. Alem de tudo.nossas profissoes sao mto diferentes. Ele nao quer vir aem ter trabalho certo e eu nao posso ir pq tenho trabalho aqui e nao posso largar daqui a 10 anos.
Tudo o q vc falou e certo, os medos, as tristezas, as insegurancas...afff...trsitemente...o amor nao e tudo

Anônimo disse...

Sou casada com um francês e tenho procurado me informar sobre as dificuldades do casamento com estrangeiro quando é ele (o marido estrangeiro) que se muda para o Brasil. É um peso enorme alguém deixar o próprio país por você. Além das diferenças culturais, diante de problemas profissionais de ambos e da dificuldade dele em fazer amigos e criar o próprio mundo, tudo fica muito difícil, pesado. Difícil amor que resista quando o outro vira uma sombra e deixa de ser um companheiro. Quando todo sacrifício que vc faz é insuficiente, pq afinal, o outro já deixou o país dele por você. Fazem três anos e não esta mais dando certo no meu caso. Esse texto me ajudou um pouco, mas mesmo quando calculamos tudo isso que foi listado, as coisas ainda podem sair diferentes do que esperávamos. Admitir que o casamento transcultural pode não ser um conto de fadas é uma parte importante do caminho. Abraços. Cristina.

Ana Gusso disse...

Oi Milena, gostei muito do seu artigo. Vou divide-lo no meu blog se voce nao se importer. Escrevi sobre o assunto essa semana e acredito que muitas pessoas que leem o meu blog irao se identificar.
Abs,

diana disse...

Nao conhecia teu blog..vi hoje e gostei muito.E impressionante como tudo muda qdo se vai p Europa morar com o marido estrangeiro.Morei 1ano na Italia e foi la o meu calvario.Comi o pao q o diabo amassou..eu estava completamente apaixonada e CEGA..ele mudou da agua p vinho...arranjou ate uma amante.adoeci.entrei numa dwpressao terrivel,cortei meu cabelo sozinha num surto de loucura e medo de n conseguir voltar p meu pais...me peguei c Deus chorava dia e noite junto com minha filha de 12 anos que e brasilwira e levei comigo p la...se n fosse ela eu teria enlouquecido....gracas a minha familia e Deus consegui voltar..cheguei em Sao Paulo eu chorava igual crianca.Deixei tudo no Brasil por 1 amor mas nao faco isso nunca mais na minha vida.Fikei traumatizada e ate hoje ainda n superei, MAS DE UMA COISA TENHO CERTEZA "DO MEU PAIS NAO SAIO NUNKA MAIS POR AMOR NENHUM".

Milena F. disse...

Diana, muito triste o seu depoimento. Espero que você consiga superar esse trauma e que volte a acreditar no amor. Mas na minha humilde opinião tem que ser um amor maduro e com os pés no chão!

Linda Nascimento disse...

Muito forte

Linda Nascimento disse...

Eu estou sofrendo também nao é facil

Heloísa Bomtempo disse...

Oi Milena

Gostei muito do seu post.

Estou casada com um italiano há um ano. Conheci meu marido em um intercâmbio e resolvemos viver juntos aqui no Brasil.

A adaptação dele é muito difícil pois o europeu em geral tem uma cultura muito mais expansiva que a do brasileiro.

Viver em qualquer país, diferente do seus hábitos e costumes é bem difícil. Vivo intensamente esta situação. Não tem nada de glamour ou de status. Tem que ser amor verdadeiro misturado com paciência para se concretizar.

Acompanho e participo da dificuldade dele e, como esposa, é complicado de aguentar este tranco. Estamos em uma cidade nova para mim tb. Não tenho família por perto. Ter que segurar este momento sozinha é massacrante e requer muita paciência pois o companheiro precisa de muito apoio na fase de adaptação.

Consegui ler em seus comentários a história dele por aqui. Eu como companheira, gostaria de mais respostas.

Obrigada por compartilhar sua experiência.

Abs

Anônimo disse...

Adorei o Post Milena
Tudo que penso sobre relacionamento com estrangeiros. O mal de algumas mulheres é não namorar ou conhecer a pessoa o suficiente e ir logo embarcando para viver em outro país.
Acho que tudo deve ser bem pensado e ponderado.Quanto ao status, ele ainda existe para algumas... Mulher de gringo daqui a alguns dias vai virar profissão, com direito a registro e tudo... rs
Beijão

Anônimo disse...

Achei muito bom o post! Em 2011 eu era uma solteira que vivia intensamente, não acreditava muito em casar novamente, talvez nem em relacionamento algum rss. Relacionamento pela Internet para mim era pura ilusão! Mordi minha língua!!! Através do messenger e sem sabermos como, recebi o convite dele para amizade!! Eu de Porto Alegre, ele da Tunísia, árabe!!! Ficamos 10 meses conversando intensamente pela Internet, ele me ensinou inglês, pois eu não falava árabe e ele não falava português!! O inglês foi nosso meio de comunicação, até ele decidir vir para o Brasil para nos casarmos!!! Vamos fazer 3 anos de casamento, ainda moramos em Porto Alegre com planos de ir para a Itália. Nos amamos!! O impensável aconteceu!! :)

rosemary silva disse...

Falando dessa maneira,parece que somente almas iluminadas podem ter uma existência menos ordinária aí na França.É claro,que nenhuma mulher de bom senso,vai entrar em canoa furada,nem com brasileiro e nem muito menos com um francês.Tenho conhecidas,que eram semi alfabetizadas,que se casaram com alemães e espanhóis.Todas elas vivem bem,uma delas tem até filhos
Acho válido suas opiniões,mas como em todo regra há uma exceção e acho que é essa exceção,que faz com que mulheres saim dessa porcaria que está o Brasil e ir viver no estrangeiro.

Milena F. disse...

Rosemary, claro que existem muitos casais que vivem bem, felizmente! Mesmo se o que a gente vê de fora não é bem o que se passa entre o casal, e ter filhos não é nenhuma garantia de que tudo vai bem. Ainda recentemente tenho visto outras brasileiras que vivem situações muito ruins dentro de casa mas não se separam por medo de perder a guarda das crianças e o conforto financeiro... Mas talvez para melhorar a condição financeira algumas mulheres sejam capazes de tudo! Mais uma vez, cada um tem direito às suas escolhas, só prezo que elas sejam conscientes!
Acredita que ainda tem muita menina ingênua? Recentemente foi descoberto na França uma rede de prostituição organizada por uma brasileira (e seu marido francês) que recrutavam brasileiras prometendo emprego e vida melhor. Quando elas chegavam aqui, era regime de semi-escravidão e o tal emprego era prostituição. Para se ter uma idéia que muita gente entra em canoa furada que poderia ser evitada se buscasse mais informação.

Anônimo disse...

Muito bom este comentário...
No meu caso foi um pouco diferente... Eu vivia uma fase difícil a qual estava em processo de separação... conheci um homem na net
um companheiro maravilhoso, atencioso... um brasileiro que vivia há 20 anos no Japão...me apaixonei e durante um ano namoramos via msn... durante esse período nos dedicamos um ao outro...comprei um caminhão para que ele pudesse trabalhar ao regressar para o Brasil... eu já tinha meu emprego como funcionária pública a qual vivia com dignidade eu e meus 3 filhos... depois de um ano ele veio... a princípio achei ele muito diferente do príncipe da net...fomos viver juntos... a princípio foi tudo bem... passaram os meses e os anos, eu vi que foi a pior coisa que eu poderia ter feito... me senti responsável por ele ter vindo... ele tinha uma mentalidade bitolada,os vinte anos de Japão o tornaram com uma mentalidade restrita incapaz de se adaptar novamente a novos horizontes... tentei várias formas de emprego pra ele, inclusive montei uma empresa e nada...ele não se adaptou com o caminhão...durante 4 anos eu o mantive o pouco dinheiro que trouxe ele logo gastou... porque bebia e fumava muito, coisa que eu não sabia antes...e ele começou a apresentar uns costumes a qual me desencantei... uffaa!!! foram cinco anos... até que dei um basta... depois disso... comecei a ser muito seletiva... e quando não queria mais encontrar ninguém... meu grande amor apareceu... o conheci na net também... um brasileiro estamos dois anos juntos e nos amamos muito...vivemos por aqui em algum lugar desse paraíso chamado Santa Catarina...

Casamento Com Estrangeiro disse...

Acho muito valido esses post sobre casamento com estrangeiro. Eu sou um caso real de uma amor que comecou na internet e demos certo, casamos e conto minha historia e experiencias de todas as etapas nesse blog http://casamentoestrangeiro.blogspot.com.br/

Visitem e comentem!! Obrigada :D

Smf Amor Intercultural disse...

Realmente, muitas pessoas se iludem pensando que o homem estrangeiro é um "príncipe" e que tudo será um "conto de fadas" quando ele vier buscá-la. Nesses 4 anos administrando um grupo de brasileiras casadas com estrangeiros, tenho ouvido todos os tipos de histórias, algumas bem cabeludas e dramáticas, e outras muito bonitas mas nada fáceis. Sim, é possível ter um relacionamento intercultural bem sucedido, mas tem que se ter consciência e pés no chão. Parabéns pelo post!!! O meu blog também é sobre Amor Intercultural http:/amorintercultural.blogspot.com Até mais.

Anônimo disse...

Hj estou buscando essa resposta, que infelizmente veio tarde para mim. Namorei durante dois anos a distância com meu atual marido e até percebi que ele tinha umas atitudes meio chatas, mas mesmo assim resolvi arriscar a casar com ele. Ele é chileno naturalizado americano. Esse lance do status de casar com gringo e morar no exterior e a maior armadilha. Casei através de procuração e viajei com meu filho de 13 anos. Chegando nos Estados Unidos, estava com o dinheiro da minha recisão do trabalho( larguei o trabalho e a. Faculdade) e enquanto tinha dinheiro ótimo... Mas precisamos casar aqui e regularizar nossos documentos... Daí o dinheiro acabou, minha mãe começou a enviar, agora imagina o dólar subindo em disparada.. Para vc ter uma ideia, são 2 limões por 1 dólar quase três reais por dois limões. 400 reais não compra nada de comida, ele ganhava como 9 mil reais, dois mil praticamente é para pensão da filha. Ele não tem amigos, o lazer dele é apenas ir para casa da mãe e passar com a filha de 15 em 15 dias... Não me da um centavo para fazer cabelo, unhas, comprar roupa... Moramos em um lugar bem pequeno, com banheiro sala e cozinha tudo junto, não tem quartos e sala, é apenas um vão com 1 cama e um sofá cama para meu filho dormit e a mesa para comer. Esse lugar foi cedido pela tia dele, Pq ela tem uma dívida com a mãe dele. Agora imagina a situação eu sem trabalho, com filho adolescente, sem amigos, até falo inglês mas não tenho como praticar, Pq eu ensinei português para ele e ele só fala em português... Eu reclamo e ele fala inglês apenas durante 30 minutos e volta o português ... Os custumes aqui são outros... Já tentei fazer amizade com brasileiros, mas são metidos e desunidos... Ele trabalha viajando, passa quinze dias fora... Qndo volta quer ir pra casa da mãe, conheço a cidade com gps e sem ele estou perdida... Muito triste minha realidade. Agora ele está doente da coluna é pra completar fraturou o pé e está sem receber nada da empresa Pq aqui a empresa assiste o funcionário depois de 1 ano de trabalho ele emprestou mil dólares de um primo é minha mãe continua enviando dinheiro para ajudar pagar as contas e para a comida . A mãe dele ajuda ele com a pensão da filha.
Nossa relação sexual é péssima, não tenho plano de saúde e ele tem ejaculação precoce e estou ficando frígida. Pq fico sempre na expectativa do orgasmo, Pq ele é muito rápido. Meu filho não tem privacidade e nem eu.,, é muito pequeno onde moramos ... Para todas as mulheres e jovens q estão em alguma relação com gringo, presta muito atenção antes de largar tudo. Aconselho primeiro vcs viajarem para conhecer a família repassar um mês com o gringo e vivênciar a realidade do país. Estou muito arrependida de ter embarcado nessa furada. Esses dias estou decidindo bem o que fazer... Gente contei apenas o básico...

Rafael Dourado disse...

Milena publicamos sua entrevista lá no blog PapoCafeína, agradecemos muito pela atenção, muito obrigado!

Debora Gleice disse...

Preciso de ajuda. Conheci um espanhol em um site de relacionamentos... nos falamos todos os dias pela internet e pelo whatzap. Ele se mostra interessado por mim e disse que sonhava em casar com uma brasileira. Ele é médico... acabou de se formar. Tem 32 anos e uma mãe medica também. Mora em Barcelona e trabalha lá também. Em janeiro quer vir me conhecer pessoalmente. Será que estou correndo algum perigo? Como saber que ele é real? Onde posso encontrar ajuda?

Ismael Rocha disse...

Nossa, adorei, me chamo Ismael rocha e tenho 19 anos, sou gay e sei que não e nada facil, mas n tenho medo de começar do zero e tenho muito p viver, sonho muito com esse momento e eu so preciso de uma oportunidade, conheço muita gente q ja saiu do pais, tenho amigas que morarm na Noruega. Eu gostaria de conhecer alguem especial para me ajudar a realizar o sonho de paris e a imigrar, mesmo ainda n saber bem onde ficar, nem ter outro idioma mas eu aprendo rápido

Anônimo disse...

Me relaciono há 1 ano com um alemão que vive na minha cidade mesmo há uns anos. Mora, trabalha e estuda aqui. Já viveu em outros países.
Quando conheci tinha acabado de se divorciar de uma brasileira e achei que seria só mais um casinho rápido, algo passageiro, mas vi que é mais que isso.
Não entende bem essa nossa cultura de pegação e menos ainda em quem namora/casado e tem amantes. Pra ele se tá apenas com 1 pessoa(seja pegando ou casado), não tem pq ter outras.
Me trata como namorada, porém nem sempre(nunca pedi em namoro e nem ele a mim). E pra ficar mais confuso, dizem que alemães namoram sem pedir e ele já exigiu me fidelidade.
Além do mais trabalha, estuda muito, vive recebendo a toda hora amigos alemães e parentes em casa, que vem pra turistar e por isso vive atarefado. Nisso fica com pouco tempo de me ver e não é flexível. É chato, mas entendo.
Porém se tá ocupado fica todo atrapalhado e nem sempre me responde se pergunto se tá livre ou coisa do tipo por telefone(não tem whatsapp e nem facebook). Mas se fica livre, gruda em mim e me chama pra sair ou nas horas mais improváveis(uma vez me chamou num domingo chuvoso a noite com as ruas desertas) ou assim que fica livre ou folga.
Se comunicar com ele estando ocupado é dificílimo principalmente por telefone, mas quando tá livre se solta demais.
Parece não confiar muito em brasileiros, ele acha o nosso povo falso e por isso fica meio paranóico pra falar comigo quando tem gente conhecida nossa por perto. Tenta disfarçar(mal)que tamos juntos, mas já me apresentou todo feliz a uma irmã. Ele é 8 e 80.
É confuso, é muito doido tudo isso, porém quando me vê fica feliz e se mostra interessado em mim.
Se isso dará em algo mais ou em alguma coisa, só o tempo dirá.

Anônimo disse...

No meu caso, ele é americano e eu sou Brasileira, nos "conhecemos" na copa, só trocamos apenas um "oi, tudo bem" acabou a copa, ele voltou para o EUA e no final do ano passado, conversamos todos os dias pelo whatsapp, facebook, FaceTime, falamos o tempo todo, ele me mostra ser sinceramente o príncipe encantado que toda mulher quer ter! Um cavalheiro, romântico, atencioso, lindo... Ele me mostrou via FaceTime para a família dele toda e passamos o natal "juntos" eu aqui e ele lá, então ele veio para o Brasil e está morando aqui agora e vamos nos conhecer semana que vem e estou pesquisando sobre os pôs e contras destas relação, lendo os comentários e o texto, me senti uma boba, pois realmente estava nas nuvens com ele, ele me parece ser tão honesto, mas pensando seriamente no assunto, é muito complicado uma relação assim, ele mesmo falou tem q ter compreensão e muito esforço das duas partes, certamente o primeiro ano será muito difícil, não ter conversas longas e boas... Pode frustar... Mas, ele já está aqui e não posso dar pra trás agora né? Me desejem sorte!!!

Jessica disse...

Olá Milena! Muito bom seu blog! Parabéns!
Seguinte... Estou namorando um francês há quase 9 meses. Nos conhecemos no Rio, ele veio para cá algumas vezes, e eu passei o mês de dezembro todo com ele na França. Eu sempre tive consciência que não seria flores largar tudo por aqui e ir embora, mas pelo nosso tempo de convivência, por conhecer ele no dia a dia, na casa deleachei que estivesse preparada... Até... Ler seu post. Fiquei insegura em 2 trechos: ele tem 40 anos e nunca foi casado e pode não se adaptar mesmo! Eu tenho apenas 23, não que seja um problema, mas claro que fico insegura em falhar. Outro ponto: não falo francês fluentemente, vou começar a ter aulas essa semana ainda para conseguir pelo menos me virar sem situações cotidianas e continuar a estudar lá! Mas, até eu aprender a falar, não vou conseguir trabalhar, ou seja, vou ficar dependendo dele por um tempo, e como você disse, eu penso que ele queira alguém que ajude... Não acho legal depender dele, mas eu teria que passar por isso até eu aprender e poder trabalhar. Queremos ficar juntos e essa é a única solução, ao meu ver. Gostaria muito de um conselho seu! Um abraço :)

Anônimo disse...

Oi Jessica.
Eu me cassei com um francês. Quando nos encontramos eu tinha um trabalho e ele estava trabalhando ai no Brasil para uma agencia francesa. Nossa diferença de idade é de 10 anos, ate ai tudo bem. Mais o tempo passa. Aqui na frança quando chega aos 60 os homens se sentem velhos ou no momento da aposentadoria. Se deixam levar pela monotonia.Deixei toda minha familia ai no Brasil, tive que me acostumar com outra cultura, aprender a falar e o principio e duro, pois os franceses nao sao nada faceis, sao frios, egoistas. Vivo aqui faz mais de 20 anos tive que me transformar para me adaptar, hoje em dia tenho a nacionalidade francesa mais quando falo eles sempre me perguntam de onde vem esse sotaque voce nao é francesa. Jessica chorei bastante, o que me deu forma de continuar aqui foi meus filhos e cotinuo a viver aqui na França, estou esperando somente que meus filhos tenham sua propria autonomia e diz tchau se meu marido quiser se seguir serà com maior prazer. Mais quero viver, quero ser feliz, quero ter amigos, compartilhar otimos momentos com as pessoas que amo. E quanto ao trabalho se voce tem um diploma Brasileiro voce terà que validar, e se nao tem terà que fazer formaçao para adquerir um diploma. Nao é nada facil. Verifique tudo isso antes de tomar qualquer tipo de decisao. Procure a embaixada francesa e peça informaçoes. Boa sorte.

kathy silva disse...

Hj em dia esta bem complicado

mel disse...

oi, depois de ler todos estes comentários, talvez tardiamente, vejo o quanto é difícil viver com uma pessoa de outra cultura.

eli disse...

Oi Milena sou brasileira a 4 meses conheci o homem pela NET ele e britânico/americano ele que vim pro brAsil mim conhece e casar comigo ele e viuvo tem uma filha de 6ano. Ele vem primeiro conhece minha familia e se diz apaixonado e que vive aqui no Brasil ele e oficial do exército tem 45 ano eu tenho 37 ele ta perto de se aposenta ele vem agora fim do ano compra a casa e nos casar o que você acha.

Milena F. disse...

Eli, se entendi bem ele pretende vir conhecer a sua familia, e desta forma vocês devem aproveitar para se conhecerem melhor, para você ter certeza dos sentimentos e intenções dele, assim como dos seus sentimentos. Ele com 45 anos e você com 37, imagino que ambos jah tenham tido outras experiências e você pode ser mais lucida para analisar a situação. Se ele preten de vir no final do ano, comprar uma casa, é porque tem intenção de morar no Brasil? Pois essa seria uma vantagem para você, que não precisarah se adaptar a uma nova cultura, lingua, amigos, e ficar longe da familia. O que eu posso te dizer? Case somente se estiver certa de que é isso que deseja. Boa sorte e seja feliz!

Anônimo disse...

Realmente um relacionamento onde existe essa diferença cultural não é nada fácil. Conheci meu namorado quando veio trabalhar em minha cidade, em um projeto da empresa que ele trabalha. Ele é Alemão, mas porém seus pais são Turcos, então ele carrega muito das duas culturas. Desde seu retorno para Alemanha no fim do projeto, estamos tentando encontrar um meio termo para nossa situação. Apesar de adorar o Brasil ele não consegue se imaginar morando aqui, pois diz que as condições de vida lá são melhores. Optamos então por eu ir a princípio para estudar e ver se me adapto a cultura e a vida lá, para então tomarmos uma decisão. O glamour que muitas pessoas enxergam não passa de dia após dia do muito diálogo, compreensão, paciência e reciprocidade para conseguir contornar o choque cultural que nos cerca. A verdade é que ninguém enxerga tudo que há por trás dessa decisão de mudar de país, nem nas dificuldades diárias de adaptação. O povo quer é saber de festa e acha que a vida é fácil, aí acaba quebrando a cara.

Anônimo disse...

olá conheci um rapaz coreano a 4 meses atrás na net, desde então estamos conversando todos os dias no whatsapp e pelo skype nos vemos quase diariamente, já chegamos a ficar cerca de 1mês nos encontrando no skype como uma rotina das 13pm as 16pm aqui o que é no caso 1am as 4am na coreia ... ele ficava acordado de madrugada para nos vermos muitas vezes eu falava que era melhor ele ir dormir pois ele tem trabalho no dia seguinte mas ele queria continuar pois queria me ver me conhecer mais .. eu gosto muito dele ele é um rapaz muito amoroso ..até agora ele só teve uma namorada em toda a vida ela era coreana isso foi a uns 3 anos atras, eu nunca tive namorado e atualmente tenho 25 e ele 23 .. ele esta falando em vir para o brasil me conhecer mês que vem e também para saber sobre trabalho aqui pois na coreia ele não tem uma profissão digamos de status ele é açougueiro e planeja vir me conhecer e se rolar de fato amor vir morar no brasil .... tenho muita duvida muito medo ao mesmo tempo nada é impossível né e realmente eu adoro caras asiaticos a aparencia e o respeito que eles passam me sinto segura ... ele fala que me ama e quer ficar comigo que gosta da minha forma de pensar que gosta da minha aparência pois ele sempre gostou de negras, morenas e latinas .. haaa sim esqueci de mencionar tem esse fato também sou morena tipo a tais araujo o que me deixa um pouco assustada pois não sei se as pessoas aceitarão facilmente principalmente da parte da família dele apesar de que a familia dele sabe que ele esta falando com uma brasileira e ele mesmo diz que a família não perguntou mas provavelmente sabe que eu sou de pele negra ou morena pois na cabeça de asiáticos no brasil só tem negros e morenos hahaha ... outra coisa que me deixa sismada é que sou evangélica mas ele não e a família dele também não porem eu já deixei claro coisas com relação a sexo e a minha forma de pensar em casar virgem e ele aceita pois na coreia isso é normal muitos casais so tem relação sexual após o casamento ... a minha família nem sonha que eu tenho quase um namorado na net e que não mora no brasil e ainda mais é coreano hahah mais minha família aceitaria com relação a raça dele sim sem preconceitos e caso ele vir mesmo irei contar para os meus pais pois não quero já começar fazendo algo errado escondido né... enfim fora isso temos muitas coisas em comum eu realmente gosto dele, o que voces acham?? por favor me deem mais opiniões a respeito obrigada

Milena F. disse...

Anonimo 1: muitos sabios seus comentarios. Acredito que vocês tomaram a decisão mais acertada. Boa sorte e espero que encontrem o equilibrio e felicidade!

Anônimo 2:
Se ele esta disposto e vir passar 1 mês no Brasil, esse é um ponto muito importante, para vocês se conhecerem melhor. Porém você precisa esclarecer alguns pontos, como a situação da familia (sera que ele é proximo da familia?), religião (quando as religiéoes são diferentes isso complica, ainda mais se um não aceitar com o tempo a do outro). E sobre a profissão dele, jah falaram sobre isso? Como é a situação financeira/status dessa profissão no Brasil? Pois se ele pensa em abrir um açougue e ficar rico, não é tão simples assim, e se ele for trabalhar de empregado no Brasil eu acho que os salarios não são muito sedutores, seria o suficiente para ele?
Ah, imagino que ele seja da Coréia do Sul?

Anônimo disse...

Boa noite !
Gostei muito do seu comentario que é muito importante para ajudar tantas de nós que estamos nessa situacao.

No meu caso ocorreu tudo bem, sou casada com um rapaz italiano nos estamos muito bem, é uma pessoa boa comigo, mas uma coisa esta me fazendo um pouco mal é que ele nao gosta de sair de fazer nada. Passo o tempo todo dentri de casa, eu antes de me casar a minha vida era muito ativa, saia ia passear, mas depois com o tempo acabou tudo isso.
Praticamente estou me cansando.
E percebi tambem que agente so saimos quando algum dos seus amigos chamam, caso contrario ficamos sempre em casa. Nao sei se vou suportar isso por muito tempo.
Queria que fosse diferente, que fosse uma pessoa mais compreensiva, é uma dor muito grande que estou sentindo nesse momento. Pow sem cao, se eu nao suportar na boa vou continuar no país e levando a minha vida normal na humildade. Vlw

Anônimo disse...

Namoro um sueco ha 7 anos mas ele nao quer casar antes deu me formar e ajudar ele a se mudar PRO brasil. ele diz que esta preocupado com meu futuro mas acho que esta me enrrolando ate porque ele tem dinheiro. Como EU faço pra saber se ele realmente me ama?

Anônimo disse...

olá sou a moça do cometário acima que conheceu o coreano :-) Então devido ao meu trabalho ele não pode vir no final do ano de 2015 porém marcamos para janeiro 2016 e adivinhem siiiiiiiiiimmmmm ele realmente veio .. chegou no dia 15, uns 20 dias antes dele chegar eu contei toda a nossa história como nos conhecemos detalhes sobre a vida dele como idade etc e para minha surpresa quase toda a minha família aceitou pois geralmente asiaticos tem uma boa reputação com relação a educação pessoal e estrutura familiar (uns 3 membros da minha família ficaram com medo pois hoje em dia tem tanta gente doida na net né ... porém não ficaram contra apenas falaram para ter cuidado e etc ficaram com um pezinho atrás sabe kkkk) então fui para o aeroporto com o coraçaõ a mil e nosssaaaaa foi maravilhoso ele realmente era como eu imaginava fisicamente e ele tambem não se decepcionou com relação a minha aparência, não sou soberba viu só estou repentindo o que ele disse kkkk pooooorém não fui tão rapidá em cair nos braços dele kkkkk ele me pediu em namoro no primeiro dia, segundo dia, terceiro dia kkkk só no quarto dia eu aceitei haaainnn é que sei lá estava um pouco com medo pois seria meu primeiro namorado e já de cara a longa distância complicado né porém analisando tudo realmente pude perceber que ele gosta de mim e me ama sim uma prova é essa loucura de enfrentar 27 horas de vôo só para me conhecer e eu também cada dia mais gosto dele e o amo e estou disposta a enfrentar a distância pois sei que ele vale a pena .. e até minha família sentiu isso também todos adoraram ele e perceberam que ele é um rapaz gentil e familiar ... foram 15 dias maravilhosos na companhia dele com muitas risadas pois tudo ele achava diferente aqui e ele amou a nossa comida mas ele já tinha data marcada para voltar e infelizmente ele voltou para a Coréia dia 27 de janeiro .. agora voltamos para a nossa rotina de viver nas mensagens e Skype ... ele planeja estudar alguma coisa na Coréia e vir morar no brasil isso significa que provavelmente iremos ficar 1 ano sem nos ver pessoalmente digo 1 ano pois mesmo que ele tenha que ficar mais de 1 ano lá para estudar ele já falou que ano que vêm volta nem que seja só para mais uma rápida férias ou até mesmo eu vá para a Coréia para visitá-lo ainda estamos estudando as possibilidades mas uma coisa é certa esse nosso 'encontro virtual' foi obra de Deus e assim como desde o principio estou entregando tudo nas mãos de Deus que seja feita a vontade dele e que cada dia mais ele venha habitar nas nossas vidas ... Deus no controle!!!! :-) :-)

lusiara disse...

sou post é muito bom, gostei muito, está me ajudando a refletir sobre uma decisão que tenho que tomar. estou conhecendo uma pessoa há mais de um ano. nos falamos todos os dias. no entanto ultimante ele está querendo que eu vá para França. ele mora lá ha mais de quinze anos, mas é português,estava fazendo planos de vim morar no Brasil, mas essa crise que estamos passando, não é propicio a vinda dele agora. e não sei o que fazer. estou com muitas dúvidas em relação a muita coisa, adaptação, idioma, mercado de trabalho para estrangeiros lá, ficar longe da minha família, amigos. sem contar que toda minha família é contra. Pelo menos ele sempre deixou claro que eu indo ou ele vindo os dois tem que trabalhar para termos uma vida melhor. nem quero ter uma vida apenas de dona de casa. já que sempre estudei e trabalhei. sou formada em pedagogia, e atualmente estou cursando licenciatura em música. também comecei a estudar francês. No entanto se eu for gostaria de continuar a estudar também. pra vocês que moram aí , mesmos com todas as dificuldades é possível? o que me aconselharam ?

lusiara disse...

tenho 39 anos e ele 50 anos, ele já foi casado e tem duas filhas do primeiro casamento, porem elas moram em Portugal. eu nunca tive ninguém. pensei em pedir para ele vim, mas tenho receio, porque ele quer vim para casar e voltar. estou sem saber o que fazer. como você já ouviu muitas historias espero que possas me dar algumas dicas para me ajudar a decidir o que fazer. obrigada.

Milena F. disse...

Cara Anonima, obrigada por voltar aqui compartilhar conosco a sua experiência! Boa sorte!!!

Lusiara, essa decisão é realmente muito dificil e exige muita reflexão. Sim, se você vier pode continuar estudando e eu aconselho, pois é a melhor forma de entrar no mercado de trabalho francês (com um diploma daqui). Se você estiver motivada, tiver capacidade de adaptação e aceitar "recomeçar", é possivel sim! Também é muito importante ter o apoio do companheiro, ele também precisa entender que tudo acontece no seu devido tempo e as coisas não acontecem da noite para o dia. Também é importante pesquisar a localidade onde você pretende morar, pois algumas regiões não oferecem muitas oportunidades de emprego. Também morar à 30 minutos de carro da cidade maiorzinha mais proxima não ajuda muito se a gente não dirige ou não tem carro, ou se não tem universidades/escolas perto.

Anônimo disse...

Gostaria de agradecer pela sua atenção,
Como todos são contra eu ir sem conhecer-lo pessoalmente, ele resolveu vim até o fim do ano, assim vou ter um pouco mais de tempo para aprender francês e terminar a universidade. Embora já sendo formada estou estudando para concluir mais um curso muito obrigada mesmo. Sou lusiara.

Anônimo disse...

Muito útil este post. As pessoas não devem se iludir. Vou contar o meu caso. Aceitei pedido de amizade no Face de finlandês que mora no Canadá. Um charmoso homem. Ele disse que procurava amigo de infância e, ocasionalmente, me encontrou. Não acredite. Achei, e acho, que foi intencional. Mas tudo bem. Ele gostou e me enviou pedido. Desde então (2 meses), conversamos quase que diariamente. Ele tem 60 anos, diz ser divorciado e tem dois filhos menores, que vivem com a ex, na Inglaterra. O gringo é extremamente gentil, educado e romântico. Vive dizendo que me ama e faz poesia. Quer casar. Faz planos para vir ao Brasil, em abril. Nunca me pediu nada, a não ser que jamais partisse o coração dele Acho tão estranho! Ele não me conhece! Esse cara é muito carente ou um tremendo cara de pau! Ainda não decidi. Tô dando corda. Mas algumas coisas nele já me incomodam. Pequenas mentiras e/ou omissões. Ele só conta algo da própria vida se eu perguntar. O acho beeem reservado pro meu gosto. Certa vez, pedi que gravasse e me mandasse um vídeo. Ele disse que o celular havia quebrado. Mas que compraria outro e faria a gravação. Pediu meu telefone. Mas disse que não estava conseguindo me ligar. Pediu que eu ligasse. Não liguei. Às vezes, a comunicação fica meio difícil. Ele não fala o português, e eu não domino o inglês. É o entendimento e a confiança ficam ainda mais difíceis sem o olho no olhi, fundamental pra avaliar a situação. Enfim, tô com os dois pés atrás com este homem. Por mais charme e papo que a pessoa tenha, devemos ser racionais e agir com a razão. Concordam?

mariza rodrigues disse...

Kkkkkkkkkkk........tem histórias aqui bem bizarras......mas concordo plenamente com o blog.....não fiquem cegas,nós mulheres somos sensíveis e bobas com palavras doces,coisa que no mundo virtual está a 1000....se o cara te quer que ele venha te conhecer etc,a não ser que você esteja com grana dando"sopa"😀 ....aí sim ,vá experimentar.bjs😘

Anônimo disse...

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Ana Costa disse...

Otimo post!descobri seu blog ontem e ja li um bocado!agora q vc ta gravida a coisa vai ficar mais intetessante!quero suas impressoes futuras das diferencas com relacao a criacao de um filho com um Frances;)Por aqui sao 7 anos de relacionamento(1 a distancia+6 ele no Brasil) e uma linda filha de 9 meses!agora ele acaba de aceitar uma proposta de trabalho na franca e eu topei largar emprego estavel pra ir tentar uma nova vida!nao e Paris(onde tudo e mais facil ao meu ver) mas e uma regiao interessante!inclusive achei o blog atraves do post de la(Reims na regiao da Champagne).ja moramoa juntos ha anos mas no Brasil!mesmo assim penso como vc,que tem q ter muita paciencia e contade de ficar junto pq amor so nao basta!vou continuar devorando o blog!otimo trabalho aqui!ja vi q alem de tudo tem vaaaarias dicas culturais/turisticasss!au revoir!