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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Chambéry, aos pés dos Alpes


Eu estava com um pouco de medo de conhecer Chambéry, que para muitas pessoas é uma cidade cinza e triste. Eh verdade que quando a gente chega na estação de trem a cidade não parece lá muito bonita (como são praticamente todos os bairros aos redores das estações de trem na França, então não se deixe nunca levar por essa primeira impressão). O centro histórico é muito charmoso!




Com seus prédios coloridos e suas passagens "secretas", verdadeiros labirintos, que lembram um pouco as famosas traboules de Lyon. Essas passagens na verdade serviam para que antigamente os habitantes pudessem atingir o mais rapidamente possível as proteções dos muros da cidade (que não existem mais) em caso de ataque.





Porém, mesmo se dizem que a cidade atualmente não dorme mais com as galinhas, o que vimos foi a cidade completamente deserta assim que escureceu, o que no inverno quer dizer muito cedo! Dizem que a animação noturna está na cidade vizinha, Aix-les-Bains.
Porém parece que todo mundo sai para jantar, foi tarefa quase impossível encontrar um restaurante disponível sem reservação. Todos nos pediam para voltar às 21h30 (e eu ali morrendo de fome!), até que encontramos um por acaso, e logo após a nossa chegada eram os outros que chegavam e que eram "mandados embora"!
E que tal um prato savoyard (devido ao nome da região) muito apreciado por aqui? A raclette, cujo princício eu já tinha explicado na ocasião do nosso passeio a Annecy.


Eu não queria sair na foto e deixar essa prova documentada de que ingeri todas essas calorias.

Para jantar, os melhoes restaurantes ficam ao redor da Place Monge e alguns na rue Croix d'or. Também encontramos um restaurante muito legal que serve de refeição uma opção entre "bife",frango ou tartare (eca, carne crua), servido com batatas fritas de verdade à vontade e salada. Como não faço fritura em casa, nem sei há quanto tempo não comia fritas! E a dona e as demais pessoas que trabalham no restaurante eram tão agradáveis que acabamos pedindo também asobremesa (jáque o almoço foi tão baratinho e bem servido). Só lembrei da foto no momento da sobremesa:

Mas o que ver em Chambéry?

A fonte dos elefantes: principal cartão postal da cidade, apesar de ser considerada de muito mal gosto... Eu até que gostei!!!

Castelo dos Duques de Savoie: com a parte mais antiga do século XIV, mas alternando estilos, sendo o mais recente do século XVIII. 



Dali partem várias ruas históricas, como do as dos séculos XIV e XV.

  (Esses arcos à direita são mais recentes)

A catedral é reputada pelo seu teto em ilusão de ótica!



A feira de produtos regionais:

 Adoro esses marchés espalhados pela feira inteira, a céu aberto ou cobertos. 
Nunca volto para casa com as mãos abanando!

Museu de Belas Artes


Gostei muito dessa pintura à esquerta de Jerôme-Martin Langlois (um dos alunos de Jacques-Louis David), representando Cassandra, um personagem da mitologia grega, e esse à direita, representando Anibalatravessandoos Alpes, por Benedict Masson.

Museu Savoisien, perto da catedral e localizado em um antigo convento franciscano, na verdade se trata de um museu de história e tradiçéoes populares (a exemplo do que visitamos em Dijon). bem lúdico, acredito que esse tipo de museu pode agradar a quem não é muito chegado tradicionalmente nesse tipo de visita.


 Casa de Jean-Jacques Rousseau ou Musée des Charmettes. Fora do centro da cidade, a cerca de meia-hora a pé sobre uma colina, a morada parece não ter mudado nada desde a chegada de um dos  mais ilustres filósofos Iluministas, o "pai dos direitos humanos", em 1735 (antes dasua celebridade). Ao interior, a decoração mudou um pouco, trata-se de uma reconstituição do século XIX. Uma verdadeira descoberta!!!


 A gente se sente voltar no tempo, a funcionária é um amor, os audioguias são excelentes, mas no inverno é muito frio ali na casa sem aquecimento!!!


Gostei muito de Chambéry e voltaria com o maior prazer!!!

Endereços dos restaurantes:

Le Sporting (para a Raclette, fondue e outros pratos típicos das montanhas): 88 rue Croix d'Or
La Frite Dorée (para as fritas): 27 place Monde

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Passeio pelos Alpes Franceses

Na semana passada a região parisiense foi invadida por uma frente fria que trouxe muito frio e muita neve... E eu que adoro frio e neve passei o final de semana inteiro doente, imprestável e sem vontade de fazer nada além de dormir.

Essa semana, devidamente recuperada, convenci o maridão a acordar muito cedo, pegamos o TGV e em menos de 3 horas estávamos em Chambéry, uma cidade da região Rhone-Alpes, o que chamamos de Alpes Franceses. De lá, um ônibus nos deixou em cerca de meia hora na estação de esqui La Féclaz, que com o Le Revard e Saint-François-de-Sales formam 3 portas de entrada do Savoie-Grand-Revard,  um dos mais belos domínios esquiáveis da França, no Parque Natural do Massivo des Bauges.

Eu ainda nunca esquiei, e como não teria tempo para aprender, a idéia era fazer caminhada a pé. Ali são cerca de 60km de itinerários para os caminhantes em "raquettes" (umas pranchas de plástico nos pés), mas também acessível com calçados previstos para a neve. O nosso trajeto foi de cerca de 5 horas (2h30 de ida e o mesmo tempo de volta).
Para algumas pessoas pode parecer loucura ver essa imensidão de neve, mas para uma grande parte dos franceses (e imagino que seja assim em muitos países europeus), a neve e as atividades de esporte e aventura ligadas a ela são verdadeiras paixões nacionais. De crianças a idosos, são atividades para todos os gostos.  
 Um passeio muito agradável em total comunhão com a natureza...
 Na maior parte do tempo estávamos sozinhos. Até fiquei com um certo medinho de nos perdermos, já que tudo é branco e tudo se parece.
 Mas o caminho era relativamente bem indicado, aos poucos a gente foi se acostumando e foi bem fácil voltar.
 Encontramos bem poucas pessoas, alguns caminhantes como nós, todos muito sorridentes e sempre diziam "bonjour", prática muito comum por aqui que eu já tinha relatado no nosso passeio a Etretat.



Mas um dos momentos mais agradáveis foi quando, quase de volta ao pé da estação, cruzamos um grupo de cachorros... Eu sou apaixonada por cachorro e esses amiguinhos da neve!
 São muito lindos e muito fofos!!!

Nada muito badalado nem extremamente turístico.
 La Féclaz é uma pequena estação familiar, então vemos muitas crianças aprendendo ou já esquiando. Fica fácil entender como, adultos, essa gente se locomove sobre dois esquis como se nunca tivessem feito outra coisa na vida!!! 
Os alojamentos parecem bem agradáveis! Um dia eu quero alugar um verdadeiro chalet perdido no meio da montanha e na neve, com um cachorro e uma lareira, meu marido poderá pintar à vontade e eu fico ali com as minhas leituras, longe do mundo...

 Voltei com as energias completamente renovadas!!!

Alguém duvida???


Informações práticas: a entrada no parque é gratuita, mas é necessário pagar para utilizar as pistas de esqui, que são de cores verde (as mais fáceis, para debutantes, passando pelas azuis, vermelhas, até as temíveis pretas). Quem não tem equipamente pode alugar facilmente.