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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Por que a Bulgária?

Este ano eu queria muito fazer uma grande viagem de férias de verão, e para mim grande viagem quer dizer viagem "longe" já que teríamos 3 semanas para aproveitar.

Mas quem diz que o meu marido queria? Ele não queria de jeito nenhum uma longa viagem de avião nem muita diferença de fuso horário. Foram muitas discussões, pesquisas, até que um dia ele chegou com a idéia da Bulgária.

Na hora não me atraiu de jeito nenhum. Mesmo se sou bem aberta, não queria "desperdiçar" as férias anuais em uma viagem que não era a viagem "dos meus sonhos". Por uma semana ou alguns dias eu néao via nenhum inconveniente, mas por 3 semanas me parecia bastante. Pesquisamos outros destinos, preços, etc, até que de mau humor aceitei a Bulgária e comprei as passagens de ida e volta para Sofia (capital do país) antes que subissem muito. E disse ao meu marido que agora era com ele de preparar o noss "circuito"!!!
 
E para a minha grande supresa, foram 3 semanas maravilhosas! Claro que o principal foi a companhia da minha maravilhosa filha que se mostrou uma grande parceira de viagens e sempre de bom humor.

Mas descobrimos um lindo país com pessoas adováveis e muita diversidade: uma cidade animada e agradável como Sofia com museus de qualidade e lindas igrejas, cidades antigas e cheias de charme como Plovdiv et Veliko Tarnovo, e do outro lado, as cidades balneáreas do Mar Negro, como a dinâmica e alegre Varna, a turística e imperdível Nessebar e Sozopol de ar bem mais calmo e ainda preservada e cantos selvagens.
Sofia:

Plovdiv:

Veliko Tarnovo:

Varna:

Nessebar:

Sozopol:


 Foi tão bom que eu não queria mais voltar!

Dificuldades?

A principal é a barreira da língua. Em muitos lugares as pessoas não falam nem entendem nenhuma palavra em inglês. A gente pergunta onde fica a "bus station" e nos olham apavorados como se fossemos um ET! Ou então eles nos explicam (aparentemente) direitinho mas na língua deles, só que a gente não entende nada... As pessoas mais antigas, como segunda língua falam e entendem o russo (utilizam o alfabeto cirílico), somente os mais jovens estão se abrindo atualmente ao inglês. Por isso para nós foi importante nos munir de um bom livro de turismo com o máximo de informações possíveis e localizar as hospedagens com antecedência.
 
A segunda são as distancias. Sofia fica bem no extremo esquerdo do país e as praias do lado direito. Então podemos dizer que atravessamos o país de leste à oeste (e depois de oeste à leste, mas foi de avião para ganhar tempo), e pode ser complicado (com um bebê ou crianças) esses longos trajetos.


Facilidades:


Os preços dos transportes (locais e longos deslocamentos) são bem em conta. Para hospedagens e refeições é bem mais barato que a Franca, mas 3 semanas  pode pesar no orçamento.

Existe tudo o que precisamos para o bebê! Potes de qualidade de comida pronta, com marcas orgânicas e reconhecidas como HIPP e a marca Babylove das lojas DM que encontramos na Alemanha.

Fmos aceitos em todos os lugares com bebê, museus (sempre nos deixaram entrar com o carrinho) e restaurantes (geralmente tinham cadeirinha disponível). para os hotéis agora sou bem mais atenta, antes de reservar leio bem se crianças são bem-vindas (e não simplesmete toleradas) e dou preferência para quartos mais espaçosos e que possam emprestar um berço para o bebê. Quando pesquisei notei que alguns quartos são pequenos e não acolhem cama extra (nem de bebê) e outros não possuem para emprestar.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

From Croatia with Love!

Este ano fizemos algumas viagens não muito longas, mas devido à minha gravidez avançada tivemos que cancelar os projetos de "grandes férias de verão". Não programamos nada com muita antecedência pois mesmo se tudo estava correndo relativamente bem, tive um probleminha de saude no inicio de abril (não era relacionado à gravidez mas a situação ficou bem estressante devido à ela), em seguida um susto na noite anterior à nossa viagem para a Lituânia (acabei viajando mas tive que baixar o ritmo). 

Foi então de ultima hora que decidimos fazer uma viagem não muito longe para curtir nossos ultimos momentos à dois antes de MUITO tempo, já que as "semanas atualmente são contadas", e mesmo se algumas companhias aéreas aceitam gestantes até 34 semanas, risco sempre existe e estar longe de casa pode ser um motivo de estresse para algumas mulheres.

E o destino escolhido foi a Croácia!

O objetivo era um lugar não muito longe (da França, onde moramos), com praia, sol para curtir sem estresse, e alguma coisa mais cultural/historica para o meu marido não se entediar!


Voltamos ambos satisfeitos e apaixonados pela Croacia!


Há alguns anos o turismo para a Croácia tem se desenvolvido muito. Os europeus foram seduzidos pela proximidade geográfica (algumas cidades ficam à 1h30 de vôo de Paris!), pela beleza das praias, reservas naturais, cidades historicas, sem contar os preços, que ainda são interessantes!

 Nosso destino foi a cidade de Pula, com muitos sitios arqueologicos da época romana, não muito longe da Italia.  Apesar de ser alta temporada (verão) e os turistas numerosos, nada que nos sufocasse. Pula é uma cidade costeira, mas as praias ficam um pouco mais longe, de facil acesso em transportes publicos.

 As aguas são transparentes, porém não tinha areia, eram pedras! 




Passamos dias muito agradaveis longe da agitação do dia a dia e ainda trouxemos para casa as fotos "oficiais" da gravidez. E tudo isso sem gastar muito!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Vale a pena viajar de low cost pela Europa?

A resposta é que pode ser muito avantajoso em termos financeiros ou não, tudo depende!!! Mas não se desespere se a resposta é ambivalente, aqui seguem alguns pontos a avaliar na hora de fazer a sua escolha:

- Preço:
Pesquise no sites das empresas low cost fazendo a simulação das datas para ver se o preço inicial vale a pena. Se você comprar com antecedência e datas fora de período de "rush" (feriados europeus, finais de semana, etc), provavelmente encontrará preços desafiando toda a concorrência.
Pesquise ao mesmo tempo os valores para as mesmas datas com as companhias aéreas covencionais, você pode ter boas surpresas e encontrar uma opção ainda melhor!

- Bagagem:
Vale lembrar que a tarifa básica de uma passagem low cost não inclui bagagem despachada, SOMENTE a bagagem de cabine.
A bagagem de cabine já é bem grandinha e é o suficiente para as viagens de 4/5 dias ou mesmo mais para os mais inventivos!
Geralmete elas não citam "QUILOS", mas um tamanho específico que não pode ser ultrapassado de jeito nenhum, não tem jeitinho brasileiro. Bagagens maiores do que as estipuladas devem ser pagas, o que pode aumentar consideravelmente o preço da passagem. na maioria dos casos vale mais a pena incluir a bagagem no momento da compra ou do check in pela internet, se deixar para comprar na hora, no guichê da companhia, é mais caro.
Cabe então ao passageiro, na simulação, calcular se o preço "avantajoso" compensa ter que pagar a bagagem despachada.

- Aéroportos:
Muitas vezes as companhias low cost operam em aeroportos secundários, mais afastados e cujo tempo de trajeto é mais longo e o preço do deslocamento MAIS CARO.
Eu por exemplo evito viajar pela Ryanair, pois em Paris os vôos saem (e chegam) de Beauvais, que fica longe de Paris, o trajeto dura cerca de 1h15 de ônibus direto e custa 15,90€ (comprando com antecedência pela internet). Ou seja, eu adiciono 15,90€ em cada trecho nas minhas contas para ver se ainda assim o preço continua interessante.
Ontem mesmo voltei da Lituânia pela Ryanair, paguei 75€ ida e volta (com o trajeto em ônibus o total ficou em 107€), o que achei muito avantajoso, pois as outras companhias cobravam à partir de 250€ pelas mesmas datas e para horários menos bons.

- Horários:
Muitas vezes (mas nem sempre!) os horários dos vôos low cost são muito cedo ou muito tarde, o que "obriga" o viajante a gastar uma noite à mais de hotel. Verificar se ainda assim vale a pena!!!
Quando faço vôos curtos pela Europa, prefiro decolar de manhã (não muito cedo, para ter tempo de chegar no aeroporto com os transportes públicos e assim evitar o taxi, que "encarece" a fatura total). E, da mesma forma, prefiro voltar no final da tarde ou início da noite, evitando igualmente chegar muito tarde e precisar chamar um taxi.
Por exemplo, um vôo às 6h não é legal, você vai acordar à que horas e ainda ter que pegar um taxi? 
Mas se eu tenho a opção de um às 9h e outro ao meio dia, prefiro esse das 9h, pois assim chego mais cedo no destino. Nesse do meio dia, a manhã sera toda perdida, a não ser que o objetivo seja aproveitar de uma boa e longa noite de sono!

- Quais companhias escolher?
Quando se opta por uma low cost, opta-se por um preço ou outras vantagens (horários, etc), não especialmente pela empresa. Todas elas seguem normas de segurança européias e os acidentes são raros (assim como para as outras).
As companhias low cost com as quais mais viajo são a EasyJet e a Ryanair.
Existe também a Vueling (do grupo Iberia), Transavia et Hop! (do grupo Air France), Germainwings (da Lufthansa).

Algumas não são exatamente low cost, como a AirBerlin et Niki (adorei as duas, tinha lanche e/ou bebidas gratuitas e às vezes incluiu bagagem despachada pelo mesmo preço, à verificar), ou a SAS (dos países da escandinávia) e Aer Lingus (Irlandesa) que não são low cost para as longas distâncias, mas praticam as regras de bagagem e lanche nos vôos curtos. Também não tenho nada a reclamar de nenhuma delas.

Como eu disse mais acima, evito a Ryanair devido à localização do aeroporto, mas já usei 5 vezes e nunca tive problemas. Para quem não tem passaporte europeu, a Ryanair também exige a apresentação no guichê, mesmo que não tenha bagagem à despachar, para verificarem o passaporte e carimbarem o cartão de embarque. Acho um pouco chatinho, pois nos obriga fazer fila e chegar um pouco mais cedo
.
A minha preferida é sem dúvida a EasyJet. Saio de casa com o cartão de embarque impresso (que pode ser feito  gratuitamente 30 dias antes da viagem) e então chego direto no aeroporto sem muita antecedência, tempo suficiente para passar o contrôle e chegar na hora indicada na porta de embarque. Com ela devo ter viajado mais de 30 vezes, nunca tive atrasos significativos (20 minutos não cosidero um atraso considerável a assinalar) muito menos vôos cancelados.

Outros pontos a considerar:
Em uma tarifa básica low cost nenhum tipo de modificação é possível, ou se for, nada será oferecido gratuitamente. Um erro no sobrenome, data de nascimento, nacionalidade e número de documento pode ser fatal, ou seja, o embarque torna-se impossível. Cancelamentos ou mudanças de vôo também não são possíveis (somente um seguro pode resolver o problema).

Vocês podem se dizer que não sou muito exigente, por isso não tenho nada a reclamar. E é a pura verdade! Quando opto por um vôo econômico o importante é que a empresa honre a sua palavra de me levar do ponto A ao ponto B com segurança e pontualidade. Quanto aos comissários, eles sempre dizem "bom dia" e "obrigada, adeus". Eu sento no meu lugar e nunca espero nem peço nada extra à eles.
Quando compro a passagem, sei que ela não é modificável nem reembolsável e até a data presente nunca precisei entrar em contato com o Serviço Cliente por conta disso. Tenho consciência que no dia em que não puder viajar (problemas de saúde, atrasos ou outros de ordem pessoal), o problema "será meu" e terei que entrar em contato com o meu seguro para tentar obter alguma coisa.

E você, qual foi a sua experiência com as low cost?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Por onde andei em 2015

De uma forma geral não posso reclamar do ano que terminou, mesmo se para a minha família e alguns amigos 2015 foi um ano de muitas dificuldades em muitos sentidos.

Apesar de não ser muito religiosa, só tenho a agradecer por estar em boa saúde (nem mesmo uma gripe o ano inteiro!), viver ao lado da pessoa que eu amo, continuar em um emprego estável que paga as minhas contas e meus prazeres. Inclusive muitas pessoas que me seguem no Facebook podem achar que mostro uma vida "falsa", mas sinceramente não tenho muito do que reclamar, a não ser do marido que come meus chocolates, me deixa de vez em quando sem pão para o café da manhã, da chefe que de vez em quando pega no meu pé. Na maior parte do tempo trabalho MUITO (= muitas horas), tenho uma carga de responsabilidades relativamente alta, então quer dizer que a minha vida não é moleza, não levo vida de dondoca, mas aproveito muito bem meus momentos livres, as minhas férias e folgas, então consigo manter um certo equilíbrio.

Então venho mais um ano fazer um balanço dos melhores momentos de 2015:

- Janeiro começou com uma viagem à Italia, ocasião de enfim conhecer Florença e me maravilhar com tudo o que li nos livros e vi em imagens. Realmente Florença é tudo aquilo que me contaram, que eu imaginava, e muito mais.

Ainda pude dar uma esticadinha e conhecer Pisa.

- Janeiro foi ainda a época que escolhi para ir ao Brasil, há muito tempo não visitava minha terra natal durante o verão e queria curtir um pouco da família com praia e sol. 

- De volta à Europa, em fevereiro aproveitamos um final de semana para conhecer mais uma cidade francesa, o que sempre procuramos fazer. Como é inverno optamos por Grenoble, em meio às montanhas, que para mim combina com frio. Algumas cidades faço questão de conhecer no inverno.

Em março desta vez foi o marido que planejou uma viagem (coisa rara!) e me levou de surpresa para o Luxemburgo, que realmente eu queria conhecer há muitos anos e nunca dava certo!
- Em abril fomos de férias para o Portugal, que conhecíamos muito pouco, e passamos dias excelentes na cidade do Porto, Braga e Guimarães.



Ainda exploramos os arredores de Paris, o castelo de Breteuil e a Abadia de Vaux de Cernay...

- No início de julho resolvemos curtir o verão nas águas azul turquesa de Ibiza

Julho também foi o mês em que começou nossas grandes férias de verão e nossas aventuras no Japão!


- Em agosto ainda estávamos no Japão. Não dava vontade de voltar!

Subi no monte Fuji, voltamos para que eu retome o trabalho e ainda fomos um final de semana para Vannes, na Franca, história de descansar um pouco das férias que foram bem intensas!

- Outubro começou com seminario da empresa no Château Villiers-le-Mahieu, a cerca de 1h de carro de Paris.

E tiramos mais uma semana de férias e fomos para a Grécia.

Também fomos para Lausanne e o marido pôde enfim se conciliar com a Suiça (com a qual ele tinha uma certa implicância desde nossas viagens à Genebra e Zurique, isso já há alguns anos).

Dezembro é um mês de muito trabalho e não tenho tempo para nada, então nunca viajamos nesse mês, mas conseguimos descansar na Normandia logo após o natal, curtir um pouco a natureza e recarregar as baterias para dar conta do recado esperando as próximas folgas ou férias!!!!

Esse ano, devido ao meu trabalho, tinhamos aceitado viajar menos, o que nos possibilitou de explorar destinos mais caros (como o Japão) e aproveitar um pouco mais da vida parisiense (shows de Charles Aznavour e meu cantor preferido, Francis Cabrel, teatro, exposições, restaurantes).


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dá para viajar para a Europa sem falar inglês?

Essa é uma das principais perguntas que me fazem, e vou falar a verdade: a maioria dos turistas aqui pela Europa não fala nada de inglês e no final tudo dá certo!

Porém não é por isso que devemos ir na cara e na coragem sem nenhum planejamento nem o mínimo de organização.

Primeira etapa, antes de viajar: 
Pesquise tudo antes, como sair do aeroporto e chegar ao hotel, como ir do hotel aos principais lugares que pretende visitar. 

Não chegue sem a mínima idéia de como ir para o Big Ben e já querendo perguntar (em português) qual metrô pegar, onde descer, isso pode atirar caras feias, pois os locais pensam direto "por que ele não se informou antes se nem entende a língua?"

Na minha primeira viagem à França, aluguei carro e pesquisei todos os trajetos via um site e imprimi tudo. Cada detalhe de sinalização, onde dobrar, tudo estava disponível e segui à risca, em nenhum momento me perdi.

Se você não gosta de planejar viagens, não tem tempo ou prefere não usa-lo para isso, as agências e consultorias em turismo servem para suprir essa demanda! Pode-se escolher um pacote completo com guia falando português, visitas e deslocamentos inclusos, ou então contratar cada serviço separadamente.

No avião:
Nem sempre as companhias aéreas estrangeiras disponibilizam funcionários em número suficiente que falem português, mesmo em vôos saindo do Brasil. 
Aprenda palavras básicas do cardápio como chicken (frango), beef (carne de gado), pasta (massa) e isso vai ajudar igualmente nos restaurantes.

No aeroporto/imigração: 
Na imigração, para evitar perguntas em inglês ou na língua do país que você não vai entender nem saber responder, tenha todos os documentos em mãos em caso de necessidade. Além do passaporte (é claro): a passagem de volta, as reservas dos hotéis (ou onde vai ficar), seguro viagem. 
Se realmente tiver um problema eles vão encontrar alguém que fale português. 
No aeroporto, basta seguir as indicações e conhecer palavras importantes, como saida (exit), porta de embarque (gate), bagagem (luggage), etc.

No destino:
Facilite sua vida, anote tudo, salve no celular ou imprima. Tenha sempre consigo o endereço (no idioma local) do seu hotel, pois caso se perca fica mais fácil encontrar alguém que entenda ou mesmo pegar um taxi. Tenha também o endereço do consulado do Brasil (para casos de real necessidade).

Use a abuse dos mapas, aplicativos e tradutores.
Se você gosta de conhecer a historia dos lugares que visita, não abra mão de um bom guia de viagens impresso ou em download, pois dificilmente vai encontrar explicações no local em português.

Nos restaurantes você pode se virar na base da mímica, mas é bom conhecer as palavras dos ingredientes básicos de qualquer cozinha, e se for alérgico ou não comer alguma coisa, também! Meu marido sempre diz "no salad" em qualquer lugar, pois ele não come salada de jeito nenhum. Pode ajudar olhar discretamente os pratos ao redor e tentar pedir o mesmo.
Aprenda a forma de pedir água, vinho, cerveja ou outra coisa que deseja beber.


Em qualquer lugar e situação:
Tente aprender as palavras mágicas do idioma local (bom dia, olá, por favor, muito obrigado, desculpa ...) 
Seja educada/o, sorria, e agradeça sempre.

Falta de educação total:
Ir falando português como se os outros tivessem obrigação de entender, ainda mais se for BEM alto, quase gritando, como vejo muitos brasileiros fazendo por aqui. Lembre-se que o morador ou trabalhador não é surdo (salvo exceções), simplesmente ele não fala e não entende o nosso português. Simples assim. (Será que se um japonês falar com você bem alto você vai entender melhor a língua dele?)

Chegar falando inglês sem perguntar antes se a pessoa fala o idioma ou ao menos dar bom dia na língua local... Se for falar inglês, faça-o inicialmente devagar e evitando palavras rebuscadas até conferir o nivel de inglês de seu interlocutor.

Conclusão: 

É possível SIM se virar sem inglês, mas é melhor pesquisar tudo antes, pois perguntar em português e esperar entender uma resposta vai ser difícil.

E sem falar inglês ou a língua do país fica difícil interagir com os locais, toda comunicação é bem limitada, assim como aprender sobre a cultura. Mas para visitar pontos turísticos e comer dá!


E você, como foi a sua experiência sem falar inglês ou o idioma local?
Quais dicas gostaria de compartilhar com a gente?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Viajar para Paris depois dos atentados?

Des os terríveis atentados, tenho recebido muitas mensagens de pessoas que estavam com passagens compradas para a França ou com um projeto de viagem e agora não sabem se mantém, cancelam ou mudam de planos.

Quem vive aqui não está deixando de viver suas vidas, trabalhar, ir ao cinema, ao restaurante. A vida continua. Não podemos nos desesperar e nos deixar vencer pelo medo e pelo pânico. Temos mais chances de morrer em um acidente de trânsito ou de câncer do que em um ataque terrorista. Isso é fato. Ontem mesmo estive em uma exposição no Petit Palais, passei pela Ponte Alexandre III e depois Chatelet et Saint-Michel e tudo estava normal, muitos turistas nas ruas.

Mas eu entendo que os turistas estejam apreensivos e tenham perdido uma boa parte da motivação. Quem vem para curtir férias, aproveitar, viver uma experiência unica não precisa passar por tudo isso, por isso a decisão é individual, de cada um.

Na minha concepção não podemos viver em uma democracia e liberdade sem riscos, enquanto existem pessoas que justamente condenam a liberdade e a democracia. O proprio Primeiro Ministro francês disse que não existe "risco zero". 

Particularmente eu acredito muito em destino, e para sofrer um atentado todas as condições do azar devem estar reunidas, como estar no lugar errado e na hora errada. 

Atualmente todos os lugares turísticos estão abertos, assim como bares, restaurantes e lojas. Os transportes também funcionam normalmente. 

Houveram diversos ataques terroristas reivindicados por Islamistas nos ultimos anos. Não quero relativizar,  o problema é grave, deve ser combatido, mas ao mesmo tempo esses lugares são ainda muito turísticos e turistas vão e voltam todos os dias com toda a segurança: Nova Iorque em 2001, Bali em 2002 e 2005, Madri em 2004, no metrô de St Michel (Paris) em 1995, em Luxor (Egito) em 1997, varios atentados no metrô de Londres em 2005, diversos atendados na India nos ultimos 15 anos que nem pude contar, Jordânia em 2005, Glasgow (Escocia) em 2007, metrô de Moscou em 2010, Estocolmo em 2010, Frankfurt em 2010, 2014 na Bélgica, 2 na Australia em 2014... A lista não é completa, nem coloquei os lugares menos atraentes para os turistas brasileiros, como recentemente a Tunísia, outros países da Africa, Líbano, Paquistão, Iraque, Síria, etc...

Para quem pretende manter a viagem à França (mas vale para qualquer lugar), vale algumas recomendações:
Não recuse cooperação à policia ou outras Forças de Ordem. Muitas pessoas podem responder de forma agressiva do tipo "eu não tenho nada a ver com isso, sou brasileira!", quando na verdade eles estão fazendo o trabalho deles. Se precisar, mostre bolsas, tire o casaco, deixe-se revistar (homem por homem, mulher por mulher).
- Ao entrar em um lugar fechado, sempre localizar as saídas de emergência. Para o meu marido isso é automático, inclusive no Japão a primeira coisa que ele fazia chegando no hotel era localizar todas as saídas, escadas, lanternas de emergência, etc (em caso de terremoto). Infelizmente muitos morreram ou ficaram feridos na casa de show Bataclan pois não encontraram as saídas. Na hora do pânico, as pessoas iam para qualquer lado, portas sem saída, quando tudo isso está muito bem indicado. 
- Em lugares abertos, estar atento à pessoas de comportamento suspeitos. Isso vale também para evitar roubos.
- Chegue mais cedo aos aeroportos ou estações de trem, pois os controles estão reforçados, evitando assim qualquer atraso. Coopere.
- Caso atravesse fronteiras de carro, esteja pronto para um controle mais reforçado. Coopere.
- Evite piadinhas do tipo "acham que tenho uma bomba?" Lembre-se com essas coisas não se brinca, ainda mais nesse momento!
- Cuide muito bem de seus pertences, por favor!!! Todos os dias, mesmo antes dos atentados, os transportes param prejudicando muita gente ou fechando lugares públicos porque alguém simplesmente esqueceu uma mochila, sacola ou pacote. Além de prejudicar o trabalho da polícia, gerar movimentos de pânico e medo, atrasar a vida de moradores e outros turistas, você ainda corre o risco de ser multado ou ter seus pertences destruídos. E caso note um objeto abandonado, informe.
- Informe amigos ou parentes sobre suas datas e roteiros, e tente mandar notícias regularmente. Assim evita que a família entre em pânico desnecessariamente caso um problema ocorra em uma cidade e o viajante esteja nesse dia em outra. Se possível confie à alguém as datas, números e horários de vôos e deslocamentos. Isso vale para qualquer tipo de problema.

- Mas o mais importante de tudo, fiquem sossegados, Paris continua linda!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Dá para viajar para a França apesar da crise?

Mesmo longe tenho acompanhado de perto como anda a economia do Brasil e não é novidade para ninguém que as coisas não andam nada fáceis para a maioria dos brasileiros.

Sei que não está fácil ir ao supermercado ou pagar as contas e eu poderia ficar horas e horas falando sobre isso, mas como moro na França e muitas pessoas chegam até o blog quando estão pesquisando viagens, resolvi tocar no assunto específico de viagens.

Com o Real se desvalorizando à cada dia, o euro passando dos 4,70 reais, uma boa idéia é explorar destinos nacionais ou internacionais mais baratos, já que a Europa e principalmente a França tem fama de serem destinos muito caros. 

Mas acontece que a França, com seus 85 milhões de turistas estrangeiros por ano, é o país mais visitado do mundo! Se tanta gente vem aqui é porque tem alguma coisa interessante e por que você teria que abrir mão, se esse sempre foi o seu sonho?


Vamos dar um "jeitinho" nisso?

1. Passagens aéreas:
Sim, elas são muito caras e "comem" boa parte do orçamento. Porém as empresas aéreas estão muito preocupadas com essa crise no Brasil e não querem perder os clientes brasileiros que são muito importantes para a economia do turismo. Desta forma você pode encontrar promoções incríveis e preços muito mais baratos que antes. Pesquise muito, dê preferência à baixa temporada, evite viajar sextas, sábados e domingos. As vezes os preços variam muito entre uma semana e outra, o jeito é pesquisar e fazer simulações. 

2. Câmbio:
Igualmente pesquise muito e estipule seu orçamento em EUROS. Tente pensar e calcular em euros, evitando de convertir a cada momento, pois eu concordo com a frase que diz "quem converte não se diverte".
Quando eu morava no Brasil gostava de ir comprando euros todo mês, até juntar o valor necessário, assim tinha a impressão de pesar menos no bolso. Desta forma eu não pensava mais no assunto, tinha meus euros e pronto. Ainda recentemente fiz praticamente a mesma coisa para a minha viagem ao Japão.

3. Hospedagem:
Em Paris e outras grandes cidades a diária geralmente é cara, mas pesquise promoções, abra mão de alguns confortos. Atualmente existem muitas opções de hospedagem, desde os hotéis de categorias mais simples, passando pelos albergues (alguns com quartos duplos ou tripos) e pela locação de apartamento. Alguns sites até mesmo parcelam em REAIS!

4. Alimentação:
Se você for como eu, gosta de experimentar a gastronomia local e viaja sonhando com as especialidades do país ou da região. Porém não é por isso que precisa ir à restaurantes 2 vezes por dia, o que certamente faz os tão suados euros desaparecerem em um passe de mágica! 
Hoje em dia você pode encontrar saladas e pratos prontos de qualidade nos supermercados espalhados pela cidade. Faça você mesmo as suas compras, assim você também vê como os locais se alimentam, o que compram. Faça como eles! 
Excelente escolha de vinhos, queijos, presuntos e tudo o mais a gente encontra nos supermercados (menção especial à rede Monoprix). Mesmo um sanduiche com queijos e presuntos diferentes, acompanhado de um bom vinho, além de sair barato, foge completamente do ordinário se for em Paris!
E prefira comprar a sobremesa nas pâtisseries, as sobremesas dos restaurantes são mais caras.

5. Visitas:
Paris é uma cidade muito rica em museus e atividades culturais, e eu amo tudo isso. Porém a cidade é bela por si só e as mais belas visitas são gratuitas, batendo perna para cima e para baixo, visitando os parques e jardins ou sentando em um banco de praça para ver a vida passar. E isso não custa nem mesmo um centavo de euro.
Mas você já deve ter ouvido falar que DEVE subir na Torre, DEVE ir no Louvre, no Orsay e por aí vai. 
Que fique claro: a viagem é sua e você não DEVE fazer nada disso que os outros fizeram. Tudo é questão de prioridade. Se você não for fã de arte e de museus, por que pagar uns 10€ a cada vez para se aborrecer depois de 15 minutos? Se o dinheiro (e o tempo) está sobrando é uma boa idéia, você pode aprender e descobrir que gosta, mas se não é o caso, deixe para lá sem culpas. 
A Torre é linda mesmo sem subir lá em cima, o Louvre é maravilhoso como arquitetura e só de olhar impressiona qualquer um. E a Notre-Dame, Sacre-Coeur e tantas outras igrejas são gratuitas e acolhem turistas em busca de história, arquitetura, beleza, fé, paz, ou simplesmente de um banco para sentar!!!

O Atelier do escultor Constantin Brancusi é apenas uma das inumeras atividades gratuitas em Paris. Dá para curtir arte sem gastar!

Sem contar que muitos outros museus e atividades são gratuitos o ano inteiro (e outros somente em algumas datas).

6. Compras:
De uma forma geral brasileiros adoram comprar e trazer produtos e objetos de fora faz parte dos desejos de mais de um. 
O jeito é limitar as compras, trazer de volta para casa mais verdadeiras lembranças ("souvenirs"), "causos", histórias e fotos ao invés "souvenirs" em forma de objetos que muitas vezes acabam ficando esquecidos no fundo de um armário.
E se realmente quiser comprar alguma coisa, mais uma vez, use os euros que você tem na hora (em dinheiro ou cartão pré-pago) e evite pagar com o seu cartão de crédito: a surpresa da fatura pode estragar suas lembranças de viagem.

7. Transportes:
Se o objetivo é viajar de forma econômica, então nem pensar em taxi. Prefira os transportes públicos que são eficazes e relativamente pontuais.
Mas melhor ainda e muito mais econômico e descobrir a cidade à pé. Sim, é possível e muito bom! Para isso traga seu calçado mais confortável e sua vontade de conhecer melhor o seu destino. 

8. Outros gastos:
Será mesmo que por duas semanas de viagem você precisa comprar chip de celular e estar conectado 24h ? Prefira hospedagens com WIFI gratuito e deixe para falar com a família e amigos, assim como postar nas redes sociais quando voltar para o hotel, ou quando encontrar wifi gratuito nas suas andanças pela cidade.
Também é bom viajar e se desligar um pouco do dia a dia. 

Espero que cada um consiga encontrar a melhor forma de viajar e realizar seus sonhos apesar da crise.

E você, qual a sua dica para conseguir?

Boa viagem a todos!