Mostrando postagens com marcador Bourges. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bourges. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cake Thé, Delícias de Bourges

Quando estivemos no ano passado na simpática cidade de Bourges, na França, no sábado à noite nos aventuramos por umas ruazinhas perto dos antigos muros da cidade e nos deparamos com o que parecia ser um adorável  "Salon de Thé" (Salão de Chá), infelizmente fechado naquele momento. 


Mas porque o local me chamou a atenção?
Primeiro porque ele não estava em nenhuma rua animada, e se "funciona" é porque os clientes são atraídos de outra forma (não são simplesmente clientes de passagem).
Segundo porque vimos pelos cartazes colados em frente que o local foi selecionado por diversos anos consecutivos pelos famosos guias de viagem franceses Le Routard e Le Petit Futé, sendo que praticamente nenhum francês interessado em história, arquitetura e bons endereços não viaja sem o primeiro deles. Geralmente essa indicação é coisa séria!
Então decidimos que não poderíamos ir embora sem passarmos para o "café da tarde" no domingo, quando abre das 15h às 18h.
 Localizada em uma antiga construção do século XIV, o local lembra a casa da vovó (não a minha!), com objetos espalhados para todos os lados, quadros, luminárias...

Se as pessoas vem durante o almoço para apreciar seus pratos salgados, à tarde a festa é ao redor de seus bolos caseiros, acompanhados de creme inglês ou chantilly. Para os mais gourmands, imperdível o chocolate quente à moda antiga, e para os mais "conscientes", uma excelente escolha de chás de excelente qualidade.


Tudo é delicioso, e o atendimento é ótimo, feito pela própria proprietária que é apaixonada pelo que faz. Bom chegar cedo ou reservar pois o local fica lotado (não tinhamos reservado e compartilhamos a mesa com duas senhoras).
Cake Thé
74 bis, rue Bourbonnoux
18000 BOURGES

terça-feira, 3 de julho de 2012

Noites ilumidadas de Bourges

Comer bem faz parte das minhas prioridades em viagens. Então assim que tenho um destino em vista, vou pesquisar o que existe lá em especialidades locais. Infelizmente Bourges não conta com nenhuma especialidade "típica", como puderam nos informar no serviço de turismo e nos livros. Mas na sua base era uma cozinha simples que sofreu influências de toda a região. Escolhemos o restaurante Le Sénat para o nosso jantar, considerado "tradicional" e de boa qualidade, já que o outro que nos indicaram eu não gostei muito da cara: os nomes dos pratos do cardápio tinham sido transformados em nomes, para mim, um tanto quando vulgares, então peguei implicância!
Como entrada, pedi cuisses de grenouille (coxas de rã), que apesar de não ser exatamente uma especialidade local, sempre quis provar e então aproveitei a ocasião! Achei uma delícia!

 Apesar dos franceses serem "reputados" por comerem rã e são até chamados de "frogs" no exterior, não é todo mundo não que come! Assim como o escargot!
 O prato sim era uma especialidade da região, o coq en barbouille (um galo flambado). Para mim que adoro o coq au vin (galo ao vinho), aprovei! Mas um detalhe: fazendo pesquisas para o blog, descobri que a diferença entre os dois pratos é que nesse galo em barbouille (também se pode utilizar um frango!) vai o sangue também! Eu que achava um pouco nogento, tive que me render à evidência: o prato é muito saboroso!
 Como sobremesa, as peras ao vinho, outra especialidade da região, com as suas variantes.

Com a fome devidamente saciada, fomos aproveitar a "noite iluminada de Bourges", que consite em um projeto de iluminação da cidade, com imagens e sons. Todo um percurso é previsto, basta seguir as luzes azuis no chão. Telões também contam a história. 
 O ponto de partida fica nos jardins da catedral, com um filme projetado que conta a história da cidade desde a época galo-romana até a história recente.
 A cidade outrora completamente fortificada.
Depois seguimos ao nosso ritmo e visitamos os nossos pontos de interessa, já que tinha muita coisa para ver e estavámos levemente cansados. Parada obrigatóra na catedral, que fica aberta até tarde da noite nesses dias de evento.
 Antiga grange aux dîmes, onde se recolhia o dízimo, atualmente sede da paróquia.
 O magnífico Palais Jacques-Coeur

 Hôtel Lallemant, onde fuciona o Museu de Artes Decorativas.

Hôtel des Echevins, onde se localiza o Museu Estève, com obras do pintor Maurice Estève (1904-2001)

O percurso incluía outros prédios históricos, mas decidimos que já tinhamos aproveitado bastante e fomos recarregar as energias para o dia seguinte!

Les Nuits Lumières de Bourges
Todos as quintas, sextas e sábados em maio, junho e setembro. Em julho e agosto, todas as noites.
Acesso gratuito, início ao cair da noite e dura cerca de 2 horas.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A catedral de Bourges

A catedral Saint-Etienne (São Estevão) de Bourges começou a ser construída no final do século XII. Em puro estilo gótico, suas dimensões são excepcionais: 118 metros de comprimento, 41 de largura e 37 de altura. Para quem pensa que todas essas catedrais em estilo gótico são parecidas, essa não possui transepto, as 5 naves correspondem aos 5 portais externos e ela comporta um duplo deambulatório.
Majestosa, ela domina a cidade de onde estivermos.
Ela é única na sua concepção, e por isso é inscrita no patrimônio mundial da Unesco desde 1992.
Se ela demonstra a potência do cristianismo na França medieval, ainda hoje essa tradição parece se perpeturar por lá: sábado pela manhã o acesso à visitação estava suspenso devido à primeira comunhão que estava acontecendo ali. Vimos quando os "fiéis" sairam da catedral, eram centenas de crianças comunhando pela primeira vez, e com as famílias o grupo facilmente ultrapassava mil pessoas.




 Alguns dos vitrais datam dos séculos XIII e XV.
Uma das capelas apresenta a policromia típida da época.

 Acima a porta e a entrada da cripta, que desta vez optamos por visitar a cripta, que na verdade não é uma verdadeira "cripta" já que esse termo significa uma capela subterrânea, e essa não é enterrada, mas servia como estrutura e para cobrir o desnível do terreno, já que entre a frente e a parte de trás da catedral há 6 metros de diferença! A catedral foi construída (como geralmente acontece aqui na Europa) sobre uma antiga igreja romana. A visita da cripta não é livre, é necessário acompanhar umas das visitas guiadas. 
Muito interessante essa descoberta!
 A "cripta" serviu como atelier para os trabalhadores que talhavam a pedra, e podemos ver no chão as marcas das grandes peças que foram esculpidas ali, como a grande "rosa" da catedral. Marcas que estão ali há mais de 8 séculos!
 Ali também podemos ver o que restou do jubé (do latim jube domine benedicere) da catedral, uma espéce de portal de 18 metros e largura pour 6,5 de altura, todo em arcos e inteiramente esculpido, construído no século XIII e infelizmente destruído em 1562 durante o cerco da cidade pelos protestantes. 

Esse conjunto abaixo de esculturas foi encontrado muito mais tarde, escondido atrás de uma parece falsa. 
A cor é de origem e o estado é excelente!
 Reparem o "tecido", as dobras parecem tão reais!

 Após essa relativa descida à cripta, descidimos subir até o alto da torre Norte... nada mais do que 398 degraus!!! A torre literalmente desabou em 1506 e teve que ser reconstruída.
Até que se montava fácil, o problema é que a minha cabeça começou a rodar...
E a cada passo nos deparávamos com essas criaturinhas que nos vigiavam...
Apesar do tempo chuvoso, valeu a pena!
 Essa foi a torre na qual subimos... Mas a melhor parte foi curtir um solzinho ao redor da catedral!!!
Os jardins de l'Archevêché (do "arcebispado"), desenhado em torno de 1730, mas infelizmente o tempo não estava bom quando passamos por ali, e depois já era noite, então ad fotos não ficaram boas :(

sábado, 16 de junho de 2012

Um final de semana romântico em Bourges


Para quem estava curioso sobre o final de semana planejado por Sylvain ou simplesmente deseja conhecer um pouco mais da França, passamos um final de semana muito agradável na cidade de Bourges! Bourges fica a cerca de 2 horas de trem de Paris (parece que tudo fica há duas horas de Paris, de uma forma ou outra!), no departamente chamado Cher, pertinho dos castelos de la Loire, de grandes domínios vinícolas (como a região onde é produzido o vinho Sancerre) e de cidades como Orléans e Tours. 

Uma das particularidades de Bourges é o seu centro medieval e ela é orgulhosa de contar com 430 casas em pan de bois (com essas madeiras que vocês podem ver abaixo! Se alguém souber o nome correto em português, me avise, por gentileza), construídas na maior parte no final do século XV. 

 Se existem mesmo 430 eu não sei, mas acho que devo ter passado por mais de 200!!!

 Geralmente a colombagem é em forma de losango ou cruz de Santo André.
 Na sua origem, as casas eram divididas da seguinte forma: um comércio no térreo, com uma cozinha da parte traseira, e nos demais andares as peças de moradia.
Essa é a rue Bourbonnoux, que fica do lado de fora dos antigos muros da época gallo-romana e que foi urbanizada no século XIII (as casas foram reconstruídas após um grande incêndio em 1487).
Sem sombra de dúvidas é uma das ruas mais chamosas de lá!
 


 Nessa livraria muito simpática encontrei por 1 euro um exemplar do livro "Os Cisnes Selvagens", de Jung Chang, que estava querendo ler há muito tempo!
Muitas dessas passagens estreitinhas datam dos séculos XVI (em algumas podemos ver a data). 
A cidade é bem calma, mas deveria ser meio amendrontador na época!

  Mas se engana quem pensa que Bourges é apenas um aglomerado de casas antigas!
Uns de seus cartões postais é a catedral, o Palácio Jacques-Coeur e o pântano que fica há 10 minutos à pé do centro da cidade!!! Também comemos muito bem e fizemos algumas visitas culturais. 
Mas tudo isso são cenas dos próximos capítulos...
Deseja conhecer um pouco mais sobre outras cidades francesas? Talvez você encontre seu próximo destino nos posts abaixo sobre: 
Aix-en-ProvenceAnnecyAvignonBesançonBiarritzDeauvilleDijonEtretatFécampLa-Haye-du-PuitsLe Mont Saint-Michel (ok, não é uma "cidade"), Le TouquetLilleLyonProvinsReimsRouenStrasbourg.