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segunda-feira, 16 de março de 2015

Lugares que nos deixam com uma imensa vontade de voltar...

Quando a gente gosta de viajar e conhecer lugares e culturas diferentes, um dilema se impõe: como conhecer todos os destinos com os quais sonhamos em uma vida tão curta, em meio à tantas obrigações do dia a dia (trabalho, família, orçamento)?

Mesmo o mundo sendo tão vasto, alguns destinos nos dão vontade de voltar... E não é nada fácil tomar uma decisão e escolher entre o desconhecido ou o conhecido que nos deixou com vontade de conhecer mais!

Creio que eu poderia voltar tranquilamente e feliz em quase todos os lugares onde já estive, mas resolvi pensar melhor no assunto e  colocar no papel (ou melhor, no blog) uma lista não exaustiva dos destinos nos auqis ainda tenho vontade de ver e fazer muitas coisas. Não necessariamente nessa ordem!

1. Paris

Paris foi a primeira cidade da Europa que conheci e meu grande amor. 
Eu imaginava uma cidade cara, cheia de turistas e estrangeiros, e é assim mesmo mas eu a amo mesmo assim!
Talvez não tenha sido por acaso que também me apaixonei por um quase-parisiense (a alma dele é parisiense) e que por aqui fiquei. E mesmo se moro a 10 minutos de Paris (e não em Paris mesmo) não me canso dessa cidade! Eh ali que se concentram a maioria das nossas saídas: restaurantes, bares, cinema, teatro, exposições... Paris faz parte da minha vida, sinto saudades quando estou longe e ainda considero uma das cidades mais belas da Europa e do mundo.
Se ainda não veio, venha você também!

2. Pequim / Beijing

Quem acompanhou um pouco as minhas viagens sabe que sou apaixonada pela China e voltei ainda mais fascinada após viagem que fiz para lá em 2012. Tudo por lá é tão diferente da Europa ou dos outros países que conheci, mas ao mesmo tempo me senti tão bem que eu poderia morar mesmo na China, o único problema seria a poluição das grandes cidades (que durante a nossa viagem não chegou a nos incomodar, parece que tivemos sorte) e acho que eu não poderia contar com a companhia do marido, que teria dificuldades em abrir mão de Paris.
Sonho em retornar, quem sabe daqui uns 15 anos (acho que vai ser difícil antes, temos outras prioridades), não apenas em Pequim, mas rever a Grande Muralha da China, outras cidades que tanto amei e outras que infelizmente tivemos que deixar para outra ocasião, mas que povoam meus sonhos de viagens.

3. Nápoles

A Italia inteira é um convite para voltar, mas Nápoles me atrai como um imã, é difícil de explicar. Dizem que é uma cidade perigosa e suja, mas em meio a um certo caos eu encontro meu equilíbrio e me sinto em casa, em total liberdade. Foi uma paixão tão intensa que ao voltar da primeira viagem já comprei passagens para uma segunda vez! E aqui em casa até virou uma piadinha, quando não temos nada para fazer e não tivemos tempo para orgnizar nada mais elaborado dizemos: vamos para Nápoles?
Mas da Italia sempre voltamos com a sensação de que deixamos de ver e viver muitas coisas, então temos que voltar em Roma, Milão, Veneza e Florença, isso é certo.

4. Praga


Sempre sonhei com Praga e adorei minha viagem em pleno verão Europeu. Porém na minha cabeça essa cidade combina com o inverno e eu sonho com as ruas geladas de Praga e atravessar a ponte cedo pela manhã com muita névoa e poucos turistas... 

5. Londres


Quem não gosta de Londres? Ops, eu... Não é bem assim, mas na minha primeira viagem a Londres voltei bem decepcionada. Não achei uma cidade bonita, praticamente não temos contato com ingleses em uma viagem de turismo e não me senti bem por lá, achei tudo frio e distante... Mas ao mesmo tempo não consigo deixar de voltar. Tem o fato de ser tão "pertinho" da minha casa que acabo voltando todos os anos para uma exposição, compras, bater perna ou simplesmente sentar em um café e ver a vida passar.

6. Rio de Janeiro
A cidade é linda, as praias, o mar... Como eu queria voltar!

Infelizmente achei uma cidade pouco prática, não é tão fácil se virar em transportes públicos, o que sempre preferimos nas nossas andanças por aí e a gente fica um pouco perdido nesses detalhes práticos. 
Em qualquer lugar do mundo, na China, Tailândia, na Russia, mesmo sem falar a língua a gente consegue se virar e ir para qualquer lugar, mas no Rio a gente perguntava como chegar em tal lugar e nos diziam que tinha que ser de taxi! Nada contra os taxistas, que precisam trabalhar, mas particularmente não é meu passatempo preferido o de ver a cidade através dos vidros de um carro, que são uma barreira para os sentidos.
Gosto de estar no meio do povão!

7. Buenos Aires
Foi minha primeira viagem ao exterior, acho que em 2006, por isso me lembro com muito carinho. Sempre quis voltar, mas a ocasião nunca se apresentou até então, agora que moro tão longe e meus dias na América do Sul são sempre contadinhos. Porém a cada dia aumenta a minha vontade e sonho em mostrar Buenos Aires ao meu marido, assim como todos os lugares que marcaram o meu passado.
Infelizmente não consegui encontrar nenhuma foto dessa época.

8. Bangkok

A capital da Tailândia não tem mais muita coisa a ver com as imagens que tinham ficado na minha cabeça da antiga capital do Sião, mas ainda assim é um lugar surpreendente! Não me cansei dos templos, das comidas de rua, da animação noturna e das massagens tailandesas em todos os lugares. Já fico sonhando em passar 2 dias por lá a cada nova viagem que gostaria de fazer pela Asia. Será que vai dar?

9. Luxor


Luxor é tudo o que eu imaginava no que diz respeito ao Egito Antigo. Posso ficar horas e horas admirando o tempo de Karnak ou o de Luxor e poderia ir centenas de vezes visitar o Vale dos Reis. Se eu fosse "condenada" a repetir todos os anos a mesma viagem, com certeza seria um cruzeiro pelo Nilo, tendo como ponto de partida e chegada Luxor.

10. Antalya

Adorei a minha primeira viagem à Turquia para visitar Istanbul, mas foi mais tarde Antalya que deixou um gostinho doce na minha boca. O clima de praia com aquela água linda, as cores, tão perto das antigas cidades gregas e romanas e um clima de total liberdade. Existem mesquitas sim, o povo é muçulmano e ouvimos as 5 preces diarias (o que é muito bonito), mas é uma mistura entre moderno e antigo difícil de definir, mas eu poderia passar horas passeando por aquelas ruelas e sentar olhando o mar. Além, é claro, da possibilidade de conhecer os arredores!

E você, para quais lugares você morre de vontade de voltar?

Compartilhe conosco ou comente a minha listinha!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sobre morar no Brasil e Bicicletas

Se um dia eu voltar voltar a morar no Brasil acredito que uma das coisas mais dificeis a me readaptar seria a mentalidade das pessoas. O Brasil é aquele pais lindo, todo mundo é alegre, amigo, hospitaleiro, ninguém nunca quer te passar a perna e não existe preconceito. Não é isso?

Uma vez jah tinha comentado aqui algo que me chocou muito e volto a bater na mesma tecla: infelizmente uma parcela significativa da sociedade brasileira soh vive para julgar os outros pelo carro que se tem, pelo meio de transporte que se usa e por ai vai. 

Vocês leram a reportagem do Estadão sobre as ciclovias? Pior do que os moradores serem contra (ninguém é obrigado a ser a favor de tudo), foram alguns moradores que disseram frases do tipo:
"quem anda de bicicleta não presta"
"são pessoas não-qualificadas"
"se eu fizer um jantar na minha casa onde meus amigos irão estacionar?"
 Sinceramente, quando ouço ou leio frases desse tipo em um primeiro momento não acredito, penso que deve ser uma pegadinha, devo ter entendido errado. Não é possivel esse tipo de comentario tão preconceituoso e tão centrado no seu proprio umbigo.

Então, para mim, eu não poderia morar em um pais que soh valoriza os veiculos, onde a população soh acha bonito viadutos e rodovias com uma dezena de vias e onde uma pessoa que não tem carro proprio e que anda de transporte publico (ou bicicleta) é não qualificada. 

Cada vez que vou ao Brasil encontro mais carros, mais engarrafamentos, mais poluição. Mas as pessoas acham bonito. Claro que as cidades da Europa passaram por isso, mas houve um momento em que elas perceberam que não podiam continuar daquele jeito e que era necessario pensar outras formas de locomoção no meio urbano. Não digo que eu esteja certa e os brasileiros errados, mas simplesmente que nossos pontos de vista não batem e o quão seria dificil viver nesse ambiente hostil.

Aqui na Europa as pessoas usam bicicleta como lazer (inclusive a burguesia adora o patinete, eu achava muito engraçado!) e como meio de transporte, na cidade e no interior. Fazem 40km por dia para visitar os castelos de bicicleta, levam os filhos para andar de bicicleta e inclusive incluem um assento para os menorzinhos. 


Mas enquanto essa "elite" brasileira acredita que quem não tem carro não presta, a não qualificada aqui prefere continuar andando de bicicleta (ou de ônibus/metrô/trem) pelo mundo afora.




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quelques informations sur le Brésil

Un voyage au Brésil est un rêve pour beaucoup de monde, mais je remarque que le pays reste assez méconnu pour la plupart des français.

Vous souhaitez partir en vacances ou y vivre ? Voici quelques informations basiques avant le départ:

Au Brésil on parle le portugais !

Ancienne colonie du Portugal (pays très riche et puissant dans le XIV-XV ème siècles, à l'époque des grands navigateurs), le Brésil est le seul pays d'Amérique à parler cette langue. Certes, elle est un peu différente du portugais parlé au Portugal, mais reste le même idiome. Cela dit, ne vous étonnez pas si un brésilien se sent offensé quand vous dites que la langue officielle est le "brésilien". Et si vous pensez qu'il s'agit de l'espagnol, on va vous prendre pour un nul de chez les nuls !!!

Au Brésil, on trouve toutes les origines !

Une partie de la population est d'origine africaine dû à l'esclavage qui a eu lieu jusqu'à la fin du XIX siècle. par contre toutes les origines sont présentes ! Au départ, quand les portugais sont arrivés en 1500, le Brésil était habité par des indigènes de différents groupes. Ensuite sont arrivés les européens (surtout espagnols, français, hollandais, en plus des portugais, bien entendu) et les esclaves venus d'Afrique qui, eux, ont perdu leurs liens avec leurs origines et leurs langues. Tous se sont mélangés, ce qui fait la diversité du pays.

Plus tard, au XIX siècle, avec le déclin de l'esclavage, on a fait appel à des immigrés pour travailler la terre. les premiers arrivés ont été les allemands (dès 1824), suivi par les italiens. Nous trouvons au Brésil des villes entières construites par des allemands ou italiens, où chacun parle encore sa langue d'origine. 

Il y a énormément de personnes d'origine japonaise également, surtout autour de São Paulo et cela depuis plus de 100 ans. Le Brésil est le pays où il y a le plus de japonais (hormis le Japon). Normalement les jeunes brésiliens d'origine japonaise partaient travailler quelques années au Japon pour revenir les poches pleines (cela avant la crise de 2008), mais il paraît qu'au Japon il ne sont pas traités comme de vrai "japonais"...

Ensuite d'autres nationalités sont venues, fuyant les guerres, c'est le cas des polonais, entre autres.
Nous avons des juifs et je n'ai jamais remarqué de préjugés à leur égard, même si le Brésil reste un pays très catholique.
Il y a eu aussi des migrants d'origine syro-libanaise, mais très peu de musulmans parmi eux (plutôt des minorités religieuses dans leur territoire). Actuellement il y a une grande communauté musulmane plus récente à Foz do Iguaçu (ville où l'on peut visiter les merveilleuses chutes d'eau, les plus grandes au monde en volume d'eau). C'est là-bas que j'ai vu des musulmans pour la première fois. Il paraît qu'il y a beaucoup de nouvelles mosquées au Brésil, mais elles ne sont pas très "visibles" et il est rare de voir des femmes voilées dans la rue (exception pour Foz du Iguaçu).

Par conséquent, nous pouvons trouver des brésiliens avec la peau très foncée, énormément de métisses à la peau mate, mais également des blonds aux yeux bleues, des roux, et certains avec les yeux bridés du type asiatique ! Ne vous étonnez pas !

Le Brésil, pays riche et pauvre
Oui, il y a énormément d'inégalités au Brésil. Si la pauvreté et les favelas existent bel et bien, il y a également de riches à profusion, et chaque fois plus. 
Avec le Smic brésilien c'est très dur de vivre, c'est vrai. Mais très vite, dès qu'on fait un peu d'études, on monte dans la hiérarchie ou si on s'en sort biens dans les affaires, on peut facilement obtenir un salaire de 10 fois le Smic et cela ne veut pas dire qu'on est riche! C'est juste assez pour vivre confortablement, habiter dans un beau quartier, acheter des vêtements de marque et voyager, car tout cela coûte très cher au Brésil. 
Les gens qui n'ont pas fait beaucoup d'études (il y a encore de l’analphabétisme) doivent se contenter du Smic... sauf s'ils se débrouillent bien comme entrepreneur, s'ils deviennent footballeur ou "travaillent" pour le trafic de drogues. 
Jeune étudiante universitaire, j'arrivais en bus dans les quartiers sensibles de Porto Alegre (pour mes stages) et les enfants et adolescents me disaient qu'ils voulaient être trafiquants de drogue, car les étudiants arrivaient en bus, habillés modestement, ils n'avaient ni enfants ni femme alors que les jeunes filtrants avaient de belles voitures, des vêtements de marque, trois copines enceintes autour de la voiture... Bon, je ne pense pas que cette façon de penser soit très différente de ce que je vois dans certains quartiers sensibles en France ! J'aimerais bien savoir comment changer cette mentalité, mais je pense qu'il n'y a pas de solutions magique.

domingo, 6 de abril de 2014

Eu ando de ônibus!

Há poucos meses eu comentei por aqui o quanto me chocava o fato de sermos julgados no Brasil pelo tipo de transportes que usamos.

Uma parte significativa da sociedade fala mesmo! Quando eu morava lá, quantas vezes as pessoas me falavam que era absurdo eu, que tinha estudado, tinha um bom emprego, chegar no trabalho em transporte público. Uns amigos realmente cheios da grana diziam que eram "obrigados" a ter e trocar de carro de luxo todo ano, pois na área de trabalho/negócios deles avaliava-se o sucesso de alguém pela imagem (=carro, etc). Outro dia um amigo médico comentou no facebook que estava trabalhando em Canoas (uma "cidade dormitório" ao lado de Porto Alegre) e que ia ao trabalho de metrô (rápido, limpo e eficaz). Para quê... os comentários eram uns piores do que os outros, do tipo: "onde já se viu médico usando metrô?", "se a situação dele estava realmente tão ruim para ir trabalhar nessa cidade"... e por aí vai. 

(E são os mesmos que criticam o Programa mais Médicos, mas na verdade é raro encontrar um médico brasileiro que queira ir trabalhar em cidades que não sejam "da moda", ou mesmo se tem um que quer, é visto pelos colegas como inferior profissional e economicamente, mesmo se ele pode estar ganhando mais!)

Mas, e por que faz bem andar de transporte público?
- do ponto de vista ecológico, as grandes cidades não suportam mais tantos veículos e tanta poluição. 
- você caminha mais, o que faz bem para a saúde, pode ter certeza! 
- Durante o seu trajeto em ônibus/metrô, você pode ler, escutar música, notícias, aprender um idioma, navegar pela internet... Ou socializar-se se gosta de falar, ou observar as pessoas, o que também ajuda a conhecer o ser humano.

Não é só na França que utilizo transportes públicos. Sempre que vou ao Brasil também utilizo, pode ser em Porto Alegre, no Rio, Recife ou Curitiba, mas realmente as pessoas ficam chocadas que EU (que nem sou famosa nem rica) ande de ônibus ou metrô ao invés de alugar um carro ou andar de taxi. O brasileiro tinha que entender que não é vergonha nenhuma pegar ônibus e deveria ter mais o que fazer ao invés de JULGAR os outros pelo tipo de transporte que eles usam. Ou julgar alguém como pobre porque bebe água ao invés de refrigerante/suco, ou porque não usa uma roupa com um jacarézinho ou um jogador de pólo...

Quando surgiram as primeiras manifestações no Brasil pelos transportes públicos, sinceramente eu achei a maior piada porque justamente as pessoas que reinvicavam no meu facebook eram justamente aquelas que NUNCA pegaram um ônibus na vida, que desde os 18 anos tinham carro e que nem iam à faculdade se o pneu furava ou se tinham outro problema, onde já se viu "classe média se misturar com pobre"?
Acho que no Brasil um dia a classe média pode vir a andar de transporte público se proibirem a entrada de pobres, negros, índios, nordestinos... O pessoal não quer se misturar!

Se eu não preferiria andar de carro?

Um carro é importante quando se mora em um local de difícil acesso e com transportes limitados, o que sei que acontece em muitas localidades do Brasil, mas também aqui na Europa quando se sai dos grandes centros urbanos.
Igualmente quando os deslocamentos são longos e não tem hora marcada para terminar (reuniões e festas com amigos, famílias) e com crianças pequenas.

Mas outras coisas me chocam no Brasil:

- Nunca saio de casa sem uma garrafinha de água na bolsa e aqui na França é muito comum. No Brasil as pessoas acham que é coisa de pobre que não pode pagar o preço de uma água na rua;
- Se vamos ao restaurante e pedimos uma água mineral ou nada (afinal sempre aprendi que deveríamos beber antes ou depois das refeições, não durante), as pessoas acham que é por economia;
- Se você decide levar comida fresquinha de casa, feita de forma saudável para não comer em restaurante ao meio dia, é visto como um pobre-coitado que não pode se dar ao luxo de ir ao restaurante;
- no Brasil se levamos nossa comida à praia somos farofeiros, na Europa é normal sair de casa com o pique-nique.

Em resumo, o brasileiro se preocupa muito com a vida dos outros!

(a idéia desse post surgiu a partir da polêmica  sobre a atriz Lucélia Santos andando de ônibus: http://diversao.terra.com.br/gente/lucelia-santos-desabafa-apos-ser-flagrada-pegando-onibus,9b64a16a20db4410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Oficina Francisco Brennand, em Recife

Francisco Brennand é um dos nomes mais importantes da escultura contemporânea no Brasil, mais conhecido pelo seu trabalho de ceramista, apesar de ser um artista plástico atuando igualmente no desenho e pintura, dentre outros domínios das Artes Plásticas.

Seu Museu-Oficina, localizado no domínio do Engenho Santos Cosme e Damião (no bairro  da Várzea, em Recife) abriga mais de 2 mil obras do artista, espalhadas a céu aberto e em enormes galpões. Trata-se de uma antiga olaria herdada de seu pai, que em 1971 estava em ruínas quando o artista começou a dar uma outra forma e utilidade ao local.

Localizado em plena Mata Atlântica (ou o que ainda resta dela), o Museu-Oficina Cerâmica Francisco Brennand é um recanto de paz, arte e criação.

Suas criações nos transportam para um universo fantástico, evocando o mundo animal e vegetal.

 Eu prefiro na obra dele tudo que é mais lúdico, mas ele também evoca um todo outro universo que é aterrador e trágico, que nos perturba e atrai ao mesmo tempo
 Tudo é muito bem cuidado, organizado e limpo, colocando ainda mais em valor cada criatuda, que a um certo momento nos parecem animadas. 
Infelizmente lá estivemos em um chuvoso dia do final de julho, mas o local deve ser ainda mais lindo com mais sol e menos chuva.

 O local funciona como uma verdadeira fábrica de cerâmica, produzindo e exportando para muitos lugares do Brasil e do mundo. Porém as peças têm um custo elevado, visto a notoriedade do artista.

 Nos espaços cobertos, a luz natural penetra e nos deixa boquiabertos. 
As cores, relevos e texturas são impressionantes

Na sala escura e a pobre criaturinha ali "presa":
  

Quem tiver sorte pode vê-lo por ali, já que ele continua indo ao local, criando e produzindo em pleno gás, apesar de seus 86 anos!


Informações práticas:

Por ser um local privado, não abre sábados, domingos e feriados.
O acesso por transportes públicos não é nada fácil nem rápido, já que fica realmente fora do centro da cidade e dos bairros mais turísticos. A melhor forma para visitar a oficina é de carro ou de taxi. De taxi não deve ser nada barato (pela distância e engarrafamentos), melhor dividir com outras pessoas.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Inverno no Sul do Brasil

Você pensa em visitar o sul do Brasil em julho ou agosto? 
Esqueça!  
Quero dizer, Esqueça os vestidinhos, a bermudas, as havaianas... e por aí vai!

Você faz realmente questão de ir nessa época do ano? Então aqui seguem algumas dicas de sobrevivência:

- "polaire", roupas de tecido sintético muito quentinho podem ser encontradas nas sessões de neve e montanha das principais lojas de esporte (da Europa, quero dizer), de todos os preços, desde as grandes marcas caras até os preços minúsculos e máxima eficácia. Esse tecido tecnológico tem a propriedade de ser extremamente quente. oriundo da petroquímica, ele é ecológico pois exige muito pouco material para ser fabricado e é reciclado infinitamente, além de poder atualmente ser fabricado a partir de garrafas de plástico.

- botas quentinhas: as oficiais são da marca australiana UGG e custam uma pequena fortuna (mais de 100€), mas é possível encontrar as genéricas bem mais em conta.

- xale russo pura lã, bem leve e estiloso, aprovado até mesmo no inverno russo!!! Para usar enrolado no pescoço, não exatamente sobre as costas.

- jaqueta forradinha (down jackets): essas da Uniqlo são excelentes, leves, extra-quentes e praticamente não engordam. Na foto acima era está enroladinho na sua embalagem, não pesa, não ocupa espaço e não amassa!
Se eu pareço gordinha na foto não é a jaqueta, sou eu mesma.

Outros acessórios indispensáveis para enfrentar todo esse frio são o calor da família e amigos, muita comidinha gostosa, um chimarrão para esquentar e por que não uma balada?

domingo, 11 de agosto de 2013

Comidinhas do Brasil

Três semanas no Brasil foram suficientes para mandar meu regime para o bebeléu... Com tantas comidinhas gostosas e praticamente 4 refeiçõs por dia que são de praxe na minha família, não tem balança que passe neste teste...

"Café da tarde", minha perdição...
 Cucas de todos os sabores... Minhas preferidas são de morango e uva, mas topo qualquer uma.
  Doces com recheio de goiabada 
Risoles, empadinhas e folheados...
 Bolo de cenoura com cobertura de chocolate
 Cueca virada
Torta fria de frango, pizza de sardinha, bolo de laranja...

E para o almoço ou jantar:
 Bolinho de arroz
 Aipim
Tortei. Quase desmaiei quando encontrei uma vez em Paris, depois nunca mais vi :(
 Feijoada
 Um bom churrasquinho

 Polenta com queijo
 Carne de panela em duas versões 
Bom, não lembrei de fotografar tudo, mas acho que deu para dar uma idéia que as férias foram tudo, menos light...

sábado, 10 de agosto de 2013

Impressões sobre o Brasil

Voltei essa semana do Brasil, onde lá estive por pouco mais de 3 semanas e gostaria de compartilhar algumas coisas que percebi com o meu olhar "de fora", mas ao mesmo tempo de alguém que já viveu lá:

Segurança

- Em termos de "sensação" (não estou falando de estatísticas), não senti medo nem me senti em perigo em nenhum momento. Cada vez que leio ou ouço de amigos o quanto a violência tem aumentado, fico meio paranóica, mas é a terceira vez que felizmente não me senti em insegurança. 
De vez em quando tenho a impressão que quem é alvo dessas violências são os ricos (ou que querem se passar por) que ostentam riquezas, como carros e objetos de luxo. Ou então a violência que se vê todos os dias ligada ao tráfico, ou violência entre pessoas que seconhecem. Mas passeando como turista sem sinais de riqueza e utilizando transportes publicos em nenhum momento vivenciamos situações estranhas.
Fico pensando se muitas vezes a mídia não exagera um pouco, já que é interesse de muitos vender essa imagem de um país violento, caso contrario não existiriam tantas empresas de segurança privada enriquecendo, carros blindados, etc...

Ricos e pobres
- Fica cada vez mais evidente essa dissociação. Recentemente o Brasil tem "acordado" e manifestado pelos seus direitos básicos de saúde, educação e transportes públicos. Mas será mesmo que o rico quer se misturar com o pobre? Quer colocar seu filho em uma escola em que parte dos coleguinhas são "pobres"? Quer andar em ônibus ou metrô no meio de gente muitas vezes mal-vestida, suada? Quer ficar no mesmo quarto de hospital que alguém que mora na favela? Eu tenho lá as minhas dúvidas.

Transportes
Nas capitais onde mais fiquei, como Porto Alegre e Recife achei os transportes muito bons. Ônibus com ar condicionado, muitos com acesso a cadeirantes, não muito lotados e limpos. Mas quem utiliza é praticamente quem é pobre. Desde que possivel, os brasileiros sonham em comprar um carro e ir para o trabalho de carro... mesmo que demore 1h para fazer um trajeto que poderia ser feito de metrô em 20 minutos... E consequentemente as estradas não comportam toda essa massa veiculada que sai de casa de carro todos os dias... Não tem reestruturação urbana que funcione... E nisso as cidades vão se transformando em grandes estacionamentos gigantes e rodovias enormes. Na ditadura diziam que o progresso é construir estradas... Eu acho que o brasileiro ainda tem essa mesma mentalidade.

Recepção ao estrangeiro
Em Porto Alegre e arredores eu nunca me surpreendi de encontrar poucas pessoas que falam inglês, já que não é uma cidade turística. Mas fiquei muito surpresa que em Recife era igualmente dificílimo encontrar alguém com um conhecimento básico da língua. Nem mesmo nas Informações Turísticas o pessoal não se comunicava bem em inglês. Cardápio em inglês? Nem pensar...
Fora isso o povo parecia muito contente em receber turistas, eram sorridentes e prestativos (mas sempre tinha eu, que falava português e já tinha uma idéia do que queria e do preço). 

Cordialidade
O brasileiro pode ser cordial e hospitaleiro, um povo simpático, mas ainda assim nas ruas as pessoas andam sérias e de cara fechada. Quem vem para a França adora dizer que os franceses (parisienses, de uma forma geral) não sorriem nas ruas, mas olha, no Brasil ninguém fica andando sozinho na rua e sorrindo... de repente a pessoa que teve uma noite fantástica, que ganhou uma promoção... mas não é regra geral.

E nem todo mundo gosta de dar informações, principalmente quando são constantemente importunadas com isso no seu dia a dia:
Você já se colocou no lugar da pessoa para quem centenas e centenas de passantes ficam pedindo informação todos os dias?
Preços
Em 2011 já tinha percebido que o Brasil andava caro, então por isso desta vez não fiquei de cabelos em pé. Supermercado naminha opinião custa uma fortuna para o brasileiro "médio", além de estarem pagando por produtos de baixa qualidade. Marcas consideradas boas que vendem produtos com muita gordura ruim, conservantes e colorantes que não são mais utilizados na Europa há muito tempo, e até mesmo parabenos na comida! Tenho impressão que o brasileiro não se preocupa muito ainda com o que come, e prefere comprar tudo industrializado, que é considerado sinônimo de qualidade, como maionese pronta, molho pronto, etc... 
Claro que aqui na França as pessoas também aproveitam essas facilidades das comidas prontas, mas é muito valorizado quem faz a sua própria maionese, seu molho, seu pão, etc... No Brasil tenho a impressão que é considerado meio anti-higiênico e coisa da vovózinha!!!

Morar no Brasil
Eu particularmente por enquanto não tenho vontade de voltar a viver no Brasil simplesmente porque a minha mentalidade não bate com a maioria das pessoas de lá. 
Apenas um exemplo: a minha mentalidade é que devemos deixar o carro em casa sempre que possível no dia a dia, tanto pelo meio ambiente quanto para evitar esse trânsito horrível, um dos canceres das grandes cidades. Mas fale isso para uma pessoa de classe média/alta? Eles acham loucura. Ninguém quer perder um pouco do seu conforto e andar no meio de "pobre".

No Brasil fica cada vez mais evidente para mim que mais importante do que "ser" ou mesmo ter é "mostrar que se tem".