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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Vale a pena viajar de low cost pela Europa?

A resposta é que pode ser muito avantajoso em termos financeiros ou não, tudo depende!!! Mas não se desespere se a resposta é ambivalente, aqui seguem alguns pontos a avaliar na hora de fazer a sua escolha:

- Preço:
Pesquise no sites das empresas low cost fazendo a simulação das datas para ver se o preço inicial vale a pena. Se você comprar com antecedência e datas fora de período de "rush" (feriados europeus, finais de semana, etc), provavelmente encontrará preços desafiando toda a concorrência.
Pesquise ao mesmo tempo os valores para as mesmas datas com as companhias aéreas covencionais, você pode ter boas surpresas e encontrar uma opção ainda melhor!

- Bagagem:
Vale lembrar que a tarifa básica de uma passagem low cost não inclui bagagem despachada, SOMENTE a bagagem de cabine.
A bagagem de cabine já é bem grandinha e é o suficiente para as viagens de 4/5 dias ou mesmo mais para os mais inventivos!
Geralmete elas não citam "QUILOS", mas um tamanho específico que não pode ser ultrapassado de jeito nenhum, não tem jeitinho brasileiro. Bagagens maiores do que as estipuladas devem ser pagas, o que pode aumentar consideravelmente o preço da passagem. na maioria dos casos vale mais a pena incluir a bagagem no momento da compra ou do check in pela internet, se deixar para comprar na hora, no guichê da companhia, é mais caro.
Cabe então ao passageiro, na simulação, calcular se o preço "avantajoso" compensa ter que pagar a bagagem despachada.

- Aéroportos:
Muitas vezes as companhias low cost operam em aeroportos secundários, mais afastados e cujo tempo de trajeto é mais longo e o preço do deslocamento MAIS CARO.
Eu por exemplo evito viajar pela Ryanair, pois em Paris os vôos saem (e chegam) de Beauvais, que fica longe de Paris, o trajeto dura cerca de 1h15 de ônibus direto e custa 15,90€ (comprando com antecedência pela internet). Ou seja, eu adiciono 15,90€ em cada trecho nas minhas contas para ver se ainda assim o preço continua interessante.
Ontem mesmo voltei da Lituânia pela Ryanair, paguei 75€ ida e volta (com o trajeto em ônibus o total ficou em 107€), o que achei muito avantajoso, pois as outras companhias cobravam à partir de 250€ pelas mesmas datas e para horários menos bons.

- Horários:
Muitas vezes (mas nem sempre!) os horários dos vôos low cost são muito cedo ou muito tarde, o que "obriga" o viajante a gastar uma noite à mais de hotel. Verificar se ainda assim vale a pena!!!
Quando faço vôos curtos pela Europa, prefiro decolar de manhã (não muito cedo, para ter tempo de chegar no aeroporto com os transportes públicos e assim evitar o taxi, que "encarece" a fatura total). E, da mesma forma, prefiro voltar no final da tarde ou início da noite, evitando igualmente chegar muito tarde e precisar chamar um taxi.
Por exemplo, um vôo às 6h não é legal, você vai acordar à que horas e ainda ter que pegar um taxi? 
Mas se eu tenho a opção de um às 9h e outro ao meio dia, prefiro esse das 9h, pois assim chego mais cedo no destino. Nesse do meio dia, a manhã sera toda perdida, a não ser que o objetivo seja aproveitar de uma boa e longa noite de sono!

- Quais companhias escolher?
Quando se opta por uma low cost, opta-se por um preço ou outras vantagens (horários, etc), não especialmente pela empresa. Todas elas seguem normas de segurança européias e os acidentes são raros (assim como para as outras).
As companhias low cost com as quais mais viajo são a EasyJet e a Ryanair.
Existe também a Vueling (do grupo Iberia), Transavia et Hop! (do grupo Air France), Germainwings (da Lufthansa).

Algumas não são exatamente low cost, como a AirBerlin et Niki (adorei as duas, tinha lanche e/ou bebidas gratuitas e às vezes incluiu bagagem despachada pelo mesmo preço, à verificar), ou a SAS (dos países da escandinávia) e Aer Lingus (Irlandesa) que não são low cost para as longas distâncias, mas praticam as regras de bagagem e lanche nos vôos curtos. Também não tenho nada a reclamar de nenhuma delas.

Como eu disse mais acima, evito a Ryanair devido à localização do aeroporto, mas já usei 5 vezes e nunca tive problemas. Para quem não tem passaporte europeu, a Ryanair também exige a apresentação no guichê, mesmo que não tenha bagagem à despachar, para verificarem o passaporte e carimbarem o cartão de embarque. Acho um pouco chatinho, pois nos obriga fazer fila e chegar um pouco mais cedo
.
A minha preferida é sem dúvida a EasyJet. Saio de casa com o cartão de embarque impresso (que pode ser feito  gratuitamente 30 dias antes da viagem) e então chego direto no aeroporto sem muita antecedência, tempo suficiente para passar o contrôle e chegar na hora indicada na porta de embarque. Com ela devo ter viajado mais de 30 vezes, nunca tive atrasos significativos (20 minutos não cosidero um atraso considerável a assinalar) muito menos vôos cancelados.

Outros pontos a considerar:
Em uma tarifa básica low cost nenhum tipo de modificação é possível, ou se for, nada será oferecido gratuitamente. Um erro no sobrenome, data de nascimento, nacionalidade e número de documento pode ser fatal, ou seja, o embarque torna-se impossível. Cancelamentos ou mudanças de vôo também não são possíveis (somente um seguro pode resolver o problema).

Vocês podem se dizer que não sou muito exigente, por isso não tenho nada a reclamar. E é a pura verdade! Quando opto por um vôo econômico o importante é que a empresa honre a sua palavra de me levar do ponto A ao ponto B com segurança e pontualidade. Quanto aos comissários, eles sempre dizem "bom dia" e "obrigada, adeus". Eu sento no meu lugar e nunca espero nem peço nada extra à eles.
Quando compro a passagem, sei que ela não é modificável nem reembolsável e até a data presente nunca precisei entrar em contato com o Serviço Cliente por conta disso. Tenho consciência que no dia em que não puder viajar (problemas de saúde, atrasos ou outros de ordem pessoal), o problema "será meu" e terei que entrar em contato com o meu seguro para tentar obter alguma coisa.

E você, qual foi a sua experiência com as low cost?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dá para viajar para a Europa sem falar inglês?

Essa é uma das principais perguntas que me fazem, e vou falar a verdade: a maioria dos turistas aqui pela Europa não fala nada de inglês e no final tudo dá certo!

Porém não é por isso que devemos ir na cara e na coragem sem nenhum planejamento nem o mínimo de organização.

Primeira etapa, antes de viajar: 
Pesquise tudo antes, como sair do aeroporto e chegar ao hotel, como ir do hotel aos principais lugares que pretende visitar. 

Não chegue sem a mínima idéia de como ir para o Big Ben e já querendo perguntar (em português) qual metrô pegar, onde descer, isso pode atirar caras feias, pois os locais pensam direto "por que ele não se informou antes se nem entende a língua?"

Na minha primeira viagem à França, aluguei carro e pesquisei todos os trajetos via um site e imprimi tudo. Cada detalhe de sinalização, onde dobrar, tudo estava disponível e segui à risca, em nenhum momento me perdi.

Se você não gosta de planejar viagens, não tem tempo ou prefere não usa-lo para isso, as agências e consultorias em turismo servem para suprir essa demanda! Pode-se escolher um pacote completo com guia falando português, visitas e deslocamentos inclusos, ou então contratar cada serviço separadamente.

No avião:
Nem sempre as companhias aéreas estrangeiras disponibilizam funcionários em número suficiente que falem português, mesmo em vôos saindo do Brasil. 
Aprenda palavras básicas do cardápio como chicken (frango), beef (carne de gado), pasta (massa) e isso vai ajudar igualmente nos restaurantes.

No aeroporto/imigração: 
Na imigração, para evitar perguntas em inglês ou na língua do país que você não vai entender nem saber responder, tenha todos os documentos em mãos em caso de necessidade. Além do passaporte (é claro): a passagem de volta, as reservas dos hotéis (ou onde vai ficar), seguro viagem. 
Se realmente tiver um problema eles vão encontrar alguém que fale português. 
No aeroporto, basta seguir as indicações e conhecer palavras importantes, como saida (exit), porta de embarque (gate), bagagem (luggage), etc.

No destino:
Facilite sua vida, anote tudo, salve no celular ou imprima. Tenha sempre consigo o endereço (no idioma local) do seu hotel, pois caso se perca fica mais fácil encontrar alguém que entenda ou mesmo pegar um taxi. Tenha também o endereço do consulado do Brasil (para casos de real necessidade).

Use a abuse dos mapas, aplicativos e tradutores.
Se você gosta de conhecer a historia dos lugares que visita, não abra mão de um bom guia de viagens impresso ou em download, pois dificilmente vai encontrar explicações no local em português.

Nos restaurantes você pode se virar na base da mímica, mas é bom conhecer as palavras dos ingredientes básicos de qualquer cozinha, e se for alérgico ou não comer alguma coisa, também! Meu marido sempre diz "no salad" em qualquer lugar, pois ele não come salada de jeito nenhum. Pode ajudar olhar discretamente os pratos ao redor e tentar pedir o mesmo.
Aprenda a forma de pedir água, vinho, cerveja ou outra coisa que deseja beber.


Em qualquer lugar e situação:
Tente aprender as palavras mágicas do idioma local (bom dia, olá, por favor, muito obrigado, desculpa ...) 
Seja educada/o, sorria, e agradeça sempre.

Falta de educação total:
Ir falando português como se os outros tivessem obrigação de entender, ainda mais se for BEM alto, quase gritando, como vejo muitos brasileiros fazendo por aqui. Lembre-se que o morador ou trabalhador não é surdo (salvo exceções), simplesmente ele não fala e não entende o nosso português. Simples assim. (Será que se um japonês falar com você bem alto você vai entender melhor a língua dele?)

Chegar falando inglês sem perguntar antes se a pessoa fala o idioma ou ao menos dar bom dia na língua local... Se for falar inglês, faça-o inicialmente devagar e evitando palavras rebuscadas até conferir o nivel de inglês de seu interlocutor.

Conclusão: 

É possível SIM se virar sem inglês, mas é melhor pesquisar tudo antes, pois perguntar em português e esperar entender uma resposta vai ser difícil.

E sem falar inglês ou a língua do país fica difícil interagir com os locais, toda comunicação é bem limitada, assim como aprender sobre a cultura. Mas para visitar pontos turísticos e comer dá!


E você, como foi a sua experiência sem falar inglês ou o idioma local?
Quais dicas gostaria de compartilhar com a gente?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Como enfrentar o friozão europeu?

Não sentimos frio todos da mesma maneira, e com o tempo inclusive sinto cada vez menos no meu dia a dia por aqui na Europa. Mas a situação muda de figura quando viajamos, pois "turistar" por ai geralmente é sinônimo de passar muito tempo ao ar livre e expostos ao frio, umidade, vento e mesmo neve!

Como aproveitar da melhor forma possível seu passeio no inverno?

Sempre aposto em um bom casaco, realmente quente, que não deixe passar o frio (tem gente que prefere "doudone", casacos de lã, de peles, cada um escolhe o seu) e para mim tem que cobrir o bumbum, onde sinto muito frio!

Além disso, tenho que enrolar algo no pescoço (se passo frio no pescoço fico com dor de garganta na certa). Pode parecer um pouco sufocante para quem não está acostumado, mas a gente se acostuma. Muita gente que vem morar na Europa, volta para o Brasil usando lenços no pescoço em qualquer época do ano.
Também é importante cobrir as mãos.

E a vantagem é que quando entramos em lugares aquecidos, como museus, restaurantes e outros, basta tirar o casaco e os acessórios.

Quando fico muito tempo na rua (passeios e/ou viagens, por exemplo) gosto de usar calçados com sola grossa e posso incluir uma palmilha de lã, que não deixe passar frio ou umidade. Nada pior do que o frio que começa a subir pelos pés e toma conta da gente. Acaba com qualquer sensação de conforto. 

E não vamos esquecer de cobrir a cabeça. Quando faz muito frio, parece que a cabeça gela e ficamos com dores de cabeça ou ouvido, se não tomamos esses cuidados.

Algumas pessoas acham feio, o jeito é provar vários acessórios e ver qual deles combina melhor conosco. Mas mesmo que você não se sinta uma "bomba", o mais importante é se sentir confortável, conseguir aproveitar e não ficar doente, não parece lógico?

Algumas meninas com cabelos crespos me disseram que não usam pois o cabelo ficaria "élétrico" com isso.
Bom, não tenho cabelo crespo, mas o meu cabelo nunca foi liso e sempre foi muito indisciplinado e elétrico, e posso garantir que com um gorro na cabeça, o cabelo fica "no lugar". Quando tiro o gorro, o cabelo está lisinho, não tem nada que saia do lugar.


Uso meia calça fio à partir de 80 com saia no inverno e não sinto frio. Existem meias até mesmo com fio 200! Acho mais fácil fazer entrar a meia nas botas do que uma calça, por mais slim que ela seja! Mas para quem não consegue nem imaginar usar saia no inverno europeu, podem optar por outras calças quentinhas, como de lã, de veludo, etc. Evite o jeans, mesmo com a classica meia calça de "nylon" por baixo, que não esquenta nada!

Outros indispensáveis:
- Creme bem nutritivo para rosto e mãos, pois o frio parece "cortar a pele.
- Protetor labial


E você, qual o segredo para não passar frio no inverno?
E como faz para manter um toque feminino e um pouquinho de charme?

segunda-feira, 30 de março de 2015

Dicas práticas para a sua primeira viagem à Europa

Quando estive recentemente em viagem de férias ao Brasil percebi que não deve ser nada fácil viajar ao exterior pela primeira vez e resolvi selecionar algumas informações que podem ser úteis aos passageiros de primeira viagem. Boa leitura e boa viagem!

1. Evite uma conexão muito apertada quando o vôo seguinte é de LONGA distância.
Exemplo: um trajeto Porto Alegre - Paris com conexão (troca de avião) no Rio ou em São Paulo.
Se o seu vôo de Porto Alegre atrasar, você terá muito pouco tempo de margem para conseguir recuperar o seu vôo para Paris, lembrando que se for uma outra companhia aérea precisará recuperar as bagagens, trocar de terminal, fazer novamente o check in, despachar a mala, passar novamente o controle. Se o atraso não for seu, você será colocado no próximo vôo, mas cada companhia só tem um ou dois vôos por dia, então você terá que esperar o dia seguinte...
Mas se for o inverso o problema não é tão grave, pois se o seu vôo da Europa chegar no Brasil atrasado, geralmente as opções são maiores para que você seja colocado no próximo vôo para a sua cidade.

2. Chegue cedo no aeroporto E se apresente para check in.
O horário do seu vôo é na teoria o horário em que o avião já deve estar com as portas fechadas e pronto para decolar. Então você precisa chegar cedo para: 
- encontrar o bom guichê da companhia aérea, fazer check in, despachar as malas (fila), passar o controle (fila) e procurar a porta de embarque. Tudo isso pode demorar, sem contar os imprevistos.

3. SEMPRE levar uma bagagem de mão "reforçada" com artigos necessários para no mínimo um dia, pois pode acontecer algum problema com a sua bagagem despachada.
Não se desespere, pois geralmente as bagagens perdidas chegam nas 24 horas seguintes à sua chegada (as vezes uma conexão muito apertada não permitiu que a bagagem fosse transferida de avião), mas pode demorar mais tempo. Já as bagagens perdidas para sempre restam bem mais raras. 
Pode ser uma mochila, mala, sacola de viagem; pouco importa, mas que possa FECHAR. Explico: essa bagagem ficará nos compartimentos superiores, que são compartilhados com outros passageiros, então melhor evitar que sacolas abertas deixem cair algum objeto ou que alguém mexa.

Aproveite e guarde sempre consigo todos os seus documentos organizados, como o passaporte, passagem de ida e volta, reserva de hotel, seguro, receitas médicas, dinheiro, cartão, etc. Você precisará mostrar um ou mesmo todos esses documentos antes de recuperar a sua mala.

3. Não deixe para passar o controle do aeroporto muito tarde (tem gente que chega cedo no aeroporto, faz check in mas perde o vôo porque demorou para passar o controle!). 
Eu sei, às vezes a família toda acompanha ao aeroporto e querem aproveitar até o último minuto, mas pode ser um risco. Caso o avião espere, lembre-se que você estará atrasando o vôo de muitas outras pessoas!
Porém, cuidado para não passar o controle MUITO cedo, pois se você tiver fome ou sede, tudo é mais caro na zona de embarque e as opções são mais limitadas.

4. Ao passar o controle para o voo internacional você vai encontrar muitas lojas "bonitas" e as vezes os preços são interessantes (se comprar confira se os os preços são afichados em reais ou dólares para evitar surpresas, mesmo se podemos pagar em reais, dólares ou mesmo euros). Entretanto fique atento ao seu vôo e eu sempre aconselho a ir se aproximando do seu portão de embarque, que as vezes fica BEM LONGE e exige uma certa caminhada. Telas indicam o estado do vôo e o portão de embarque.
A todo momento fique atento à sua bagagem de mão: ao visitar as lojas, ir ao banheiro, lanchar. Lembre-se que não é porque todos estão ali viajando e pagaram normalmente caro por uma passagem que são pessoas 100% honestas. Não confie em ninguém e não peça a estranhos para cuidar dos seus pertences. JAMAIS

5. Quando for anunciado o embarque para o seu vôo, normalmente as pessoas se organizam em fila. Quem embarca primeiro são os passageiros com carta de fidelidade VIP, pessoas com crianças, e por aí vai. Depois embarca a classe econômica em geral, mas atenção para as filas, ultimamente eles separam em duas ou mesmo 3 filas, de acordo com o número do assento (que está escrito no cartão de embarque)
Para que a pressa em entrar no avião? Algumas pessoas não ligam, mas se embarcamos no final pode ser que não tenha mais espaço disponível acima do seu assento para guardar a sua bagagem de mão, e aí você vai ter que guardá-la mais longe.

Durante o vôo:
6. Você tem o direito de reclinar a sua poltrona, mas é proibido antes e durante os processos de decolagem e aterrisagem.
Porém tenha a gentileza de levantar a sua poltrona DURANTE as refeições servidas no avião. Pense na pessoa que está sentada atrás de você, o quão difícil/ruim é comer com a poltrona da frente reclinada. Além disso, sempre que os comissários vêem eles vão chamar a sua atenção e pedir para levantar a poltrona.

7. Evite de chamar os comissários por qualquer razão. Sim, é o trabalho deles, mas eles têm muitos outros passageiros para se ocupar e outras tarefas. Saiba que após a decolagem e quando o sinal "apertem os cintos" estiver desligado você pode se levantar (e faz bem para a circulação). Aproveite para ir no fundo do avião (ou meio) e pedir água. As vezes já está disponível e nem precisa pedir.

8. Não jogue lixo no chão e não deixe uma bagunça ao redor de você. Pode parecer surpreendente dizer isso, pois a gente imagina que "pessoas que viajam" têm uma certa educação, mas quantas vezes vejo restos de comida, bebidas, papéis, plásticos, tudo jogado pelo chão. Para que o vôo seja agradável para todos depende de cada um.

Se você tiver problemas com odores fortes vindos dos pés, opte por um calçado confortável para a viagem e evite de tirar os calçados, os outros passageiros agradecem!

9. Ao chegar na Europa, você passa a imigração no primeiro país de chegada. Desça do avião com todos os seus pertences de mão, siga o fluxo que se encaminha para a imigração, fala a fila e na sua vez apresente o seu passaporte. Se você não fala inglês nem a língua local, eu aconselho a apresentar junto seu cartão de embarque e passagem de volta com os trajetos e datas em evidência com caneta marca-texto (europeu adora uma caneta marca-texto). Assim eles geralmente só olham e não perguntam nada. 

As perguntas que podem fazer: qual o destino final, quantos dias vai ficar, tipo de viagem (turismo, profissional), onde vai ficar hospedado (nesse caso mostrar confirmação do hotel ou carta de quem vai recebê-lo), quanto dinheiro está levando, se está levando seguro.
Se você não fala a língua eu recomendo apresentar todos os papéis em ordem (hospedagem, seguro, etc), mas se realmente você não entende e não mostra nada eles vão tentar encontrar um intérprete, mas melhor evitar toda essa demora, não é?

10. Após a imigração você pode recuperar a bagagem na esteira correspondente ao seu vôo (verificar as telas de informação) e quando estiver com toda a bagagem, procurar a saída (exit). Caso você ainda tenha uma conexão, melhor se informar antes de embarcar, mas normalmente:
- você só recupera a sua bagagem no país do seu destino final. Exemplo: se você vai para a Itália pela companhia TAP, passará pela imigração em Lisboa (Portugal) mas só pegará a sua mala ao chegar na Italia.
- Mas se você tiver uma conexão no MESMO país, você retira a bagagem ao chegar no país.
Exemplo: se você chega na Itália em Milão mas seu destino final é Roma e tem um vôo para essa cidade, você terá que pegar a mala ao chegar na Italia, ou seja, em Milão.
Caso a sua mala não aparecer na esteira ou estiver danificada, você precisa fazer a reclamação no balcão correspondente ANTES de sair dessa zona de bagagens.  Lembre-se de colocar etiquetas de identificação nas bagagens e certifique-se de saber descrever a sua mala (cor, tamanho, tipo de material, marca), pois será necessário para preencher os formulários. 

Provavelmente eu esqueci de algum detalhe, fiquem à vontade para contribuir ou perguntar.


Pronto para embarcar?

segunda-feira, 2 de março de 2015

Florença, uma das mais belas cidades da Europa

O acaso tinha feito com que eu nunca tivesse colocado os meus pés em Florença, e na minha cabeça não era uma cidade no topo das minhas prioridades. Mas foi de tanto o meu marido insistir "quando iremos à Florença?" e amigos e conhecidos nos olhando atravessado "o quê??? Vocês não conhecem Florença??" que aproveitei as folgas no início do ano e reservei 2 passagens de avião.


Assim que chegamos, apesar de ser uma cidade (falo de seu centro histórico) pequena, em que tudo pode e deve ser feito à pé, a primeira sensação foi de "ai meu Deus, nunca poderemos visitar tudo em 4 dias e 3 noites!"

Sem dúvida Florença é uma das mais belas cidades da Itália e, para mim, mesmo uma das mais belas do mundo! Creio que é uma das cidades com maior densidade de obras de arte por metro quadrado. Nessa cidade símbolo vivo da Renascença, comerciantes e banqueiros dos séculos XIV e XV construíram prédios magníficos para ostentar seus poderes e influências. 

Em Florença os artistas nunca faltaram! Nunca é demais citar Giotto, Michelangelo (símbolo de Firenze), Donattelo, Dante...



A cúpula da catedral projetada pelo escultor-arquiteto Brunelleschi foi uma proeza para a época. Em 1436 ele conseguiu ultrapassar as cúpulas de Pisa e Siena de 100m de altura e 42 de diâmetro (Botticelli tinha tentado anteriormente, sem sucesso). Porém a decoração externa em mármore verde e bege é bem toscana! O interior da catedral é de uma grande simplicidade, com exceção das pinturas ao interior da cúpula que representam o Julgamento Final (são de dar medo!) realizadas por Vasari e Zuccari.


Nosso lugar preferido em Firenze foi a Piazza della Signoria, dominada pelo Palazzo Vecchio que, ao primeiro olhar, com seus ares medievais e militares não deixa transparecer o luxuoso interior reorganizado por Vasari (século XVI, ainda ele) para Cosme I, esse Médicis que criou a República da Toscana.

Plaza della Signoria



Ainda mais charmosa é Loggia dei Lanzi (verdadeiro museu a céu aberto com esculturas fantásticas da Renascença como o Perseu, de Benvenuto Cellini e O Rapto das Sabinas, de Giambologna).


Nessa praça também encontramos a estátua equestre de Cosme I de Médicis (por Giambologna), uma cópia da Judith de Donatello (a original está no interior do Palazzo Vecchio), A Fonte de Netuno, cujo Netuno foi realizado por Ammannati e a fonte com as Nínfeas por Giambologna. Esse Netuno foi considerado medíocre para a época e conta-se que Michelangelo a cada vez que por ali passava comentava: "que disperdício de bom mármore!".
 O David de Michelangelo e o Netuno de Ammannati
Alias, também podemos admirar uma cópia em mármore do famoso David de Michelangelo, de proporções reduzidas. O verdadeiro ali esteve até 1873 e atualmente se encontra na Galleria dell'Accademia. São 5.17m de altura e 5,5 toneladas que os mais interessados não deixarão de conferir de perto!

Uma passada pela Ponte Vecchio e algumas horas da Galeria dos Ofícios (Galleria degli Uffizi) para admirar dentre outras obras-prima o Nascimento de Vênus, de Botticelli...





Com tudo isso você acha que acabou e que viu tudo de Florença? Ledo engano...


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O muro de Berlim

Nesse momento em que se fala tanto em erguer um muro, vamos revisar brevemente a história do Muro de Berlim.

Com o final da Segunda Guerra Mundial - ou seja, a derrota da Alemanha e vitória dos aliados (EUA, França, Inglaterra mas igualmente União Soviética) - , Berlim foi dividida em 4 setores de ocupação, um para cada um desses quatro paises, mas a URSS ficou com a metade enquanto os outros 3 paises com a outra metade (o papel da antiga URSS tendo sido decisivo nesse lado da Europa para a vitoria doa Aliados).

Porém a fragilidade das relações entre os países do ocidente e a União Soviética fez com que essa divisão se passasse bem mal. "Isolados", os moradores de Berlim Oriental passaram fome e frio (sem energia), tiveram seus meios de comunicação cortados. Em 1961 foi construído o Muro, que só foi destruído em 1989.

No início se tratava de um muro só, mas em 1972 foi erguido um segundo, mais reculado, e entre os dois um vazio com arame farpado, torres de controle, minas e cachorros. 

Porém se naquela época o muro do lado ocidental já era coberto de "grafites" (que desaparecem com o tempo), do lado oriental ele continuava cinza (como toda Berlim Oriental, aliás) para facilitar o trabalho de controle. 

Da sua estrutura original resta muito pouco.

Atualmente, a parte mais longa, de 1,3km é o que hoje se chama East Side Gallery, onde 118 artistas (street art) de 21 países diferentes foram convidados a se expressar após a queda do muro. Infelizmente esse tipo de pintura não resiste muito assim exposta ao sol, chuva e outras condições climáticas, além de sofrer muito a ação dos turistas, que por alguma razão que escapa ao meu entendimento, querem deixar uma marca nessa história da qual não participaram, não ajudaram a construir nem desconstruir.











Fico muito triste quando vejo alguém estragando o patrimônio dos outros, na verdade triste nem é a melhor palavra, pois fico realmente irada!

Também podemos visitar o Memorial do Muro, com fios de ferro onde antes se encontrava o muro e 300 metros do verdadeiro, que sobreviveu e hoje é Munumento Histórico graça ao Pastor da igreja que ali se encontrava e que foi destruída por estar muito próxima da zona limítrofe. No seu lugar foi construída a Capela da Reconciliação.

 Vista da "fresta" do muro mais recuado: o cinza do concreto




Não muito longe da Potsdamer Platz (que antes era um no man's land), outros vestígios do muro.



E o Checkpoint Charlie, local de passagem entre os dois lados, visto e revisto em tantos filmes de espionagem! Foto de um soldado russo olhando para o oeste, enquanto um soldado americano olha para o leste.


(foto presente no local)

Você tem certeza que um muro é a melhor solução para os problemas de uma nação?