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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Como se come carne de gado na França?

(Cuidado, esse post não é adaptado aos vegetarianos e às pessoas sensiveis.)

Na França se come muita carne de gado, de frango, pato, porco, ovelha, sem falar de outras, em menores proporções (e por uma pequena parcela da população) como o coelho, o cavalo ou animais de caça.

Mas hoje vou falar da carne de gado. De uma forma geral os franceses comem carne (bem) mal passada e acham um sacrilégio a forma como se come a carne (torrada) no Brasil. Aqui segue um exemplo que encontrei circulando pelo facebook e que reflete bem:


Quando a gente pede uma carne de gado, vão nos perguntar o tipo de cozimento:
Bleu, saignant, à point, cuit, bien cuit.

Quando cheguei na França eu pedia "très très bien cuit, s'il vous plaît !" (muito, muito bem cozida, por favor!)
Agora eu peço "à point", para ver como o nosso paladar muda. E hoje posso dizer que adoro a carne francesa, quando é de boa qualidade.

Mas por favor, amigos brasileiros, se vocês não comem carne mal passada, muito menos crua, nunca peçam em um restaurante o "tartare de boeuf". Tudo que é tartare é cru!!! Quantos brasileiros ja vi cairem nessa cilada!

Esse ainda não tive coragem de pedir, mas você vai encontrar em praticamente todos os bistrots franceses. Dizem que quando é bem feito é uma delicia!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Camion qui fume: street food in Paris

Os parisienses se renderam à "street food", mas com estilo. Quer provar um legítimo hamburguer americano com sotaque americano em pleno coração de Paris?

O que de mais banal que um veículo que faz e vende comida? A gente já conhece isso no Brasil...
Desta vez se trata de uma chef californiana (Kristin Frederick) que estudou gastronomia na França e que resolveu aventurar-se nessa idéia aqui em Paris.

Mas o que tem de especial? Um pão fresco feito todas as manhãs por um padeiro, uma carne moída e preparada em hamburguer pela equipe, queijos de qualidade, produtos frescos e batatas fritas de verdade, com gosto de "batata", diferente do que se come nos fast food tradicionais.

Alguns pontos negativos: sendo um verdadeiro sucesso, a fila de espera é imensa!!! Bom chegar cedo, ainda sem muita fome, em um dia ensolarado (não como eu, quando o frio era intenso, e morrendo de fome fiquei sem muita paciência). O preço para o hamburguer + fritas é de 10€ (sem bebida). Cerca de 150 hamburguers são comercializados por servido, então chegando tarde corremos o risco de não sermos servidos.
Bleu e Campagne, os dois escolhidos.

Pelo site oficial podemos nos informar sobre onde o "caminhão" vai estar posicionado a cada dia.

http://www.lecamionquifume.com/

Esse tipo de "refeição" já está na moda há um certo tempo por aqui, e os franceses também estão se rendendo ao sanduíche Bagel e ao Fish and Chips. Ainda dizem que os franceses não gostam do que vem de fora...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Le Chardenoux, de Cyril Lignac

Cyril Lignac é um dos grandes nomes da nova geração da gastronomia francesa e é considerado o "chef" preferido dos franceses há alguns anos. Atualmente ele conta com um restaurante gastronômico (Le Quinzième, com uma estrela pelo guia Michelin) em Paris e dois bistrots (restautante mais simples).
Semana passada estive no seu bistrot Le Chardenoux, cujo local por si só merece uma visita por estar inscrito aos Monumentos Históricos. Trata-se de um antigo bistrot aberto em 1908. Ali Cyril Lignac retoma as raízes da culinária francesa e atualiza receitas tradicionais do interior dando um toque de modernidade. Ou seja, uma cozinha simples e autêntica.

Os muros são decorados de espelhos, o teto é trabalhado, e o espaço é dividido entre "bar" e a sala mais íntima.

O bar é todo trabalhado em 14 tipos diferentes de mármore, espetacular.

Podemos escolher à la carte (individualmente no cardápio), ou no almoço optar por um menu simples e de preço bem acessível:
 As entradas do menu:
A salada
 A sopa

Os pratos:
 O peixe (lieu jaune)
A carne de porco (servida em cocotte com macarrão)

Desta vez preferimos não pedir sobremesa e atravessar a rua para escolhermos nosso doce na pâtisserie do mesmo Cyril Lignac!
Vale lembrar que no início da sua carreira ele trabalhou com o famoso pâtissier francês Pierre Hermé, então ele entende do assunto!


Os pratos são deliciosos, sempre com um gostinho surpreendente. Os doces então, o quê dizer?

O único inconveniente foi que achamos o atendimento um tanto frio... Eficaz, mas distante, se vocês entendem o que quero dizer. Os dois atendentes vestidos com seus ternos modernos e de qualidade tinham um ar branché, diferente do que geralmente esperamos de um bistrot.

Escolhemos o Le Chardenoux que fica entre a estação de metrô Charonne e Faidherbe-Chaligny, no 11º arrondissement de Paris, uma região bem pouco explorada pelos turistas.
Mas para quem prefere locais mais turísticos, existe o equivalente, com a mesma cozinha: Le Chardenoux des Près, no famoso bairro St Germain (metrô St Germain des Près), no 6º arrondissement.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Le Chalet Savoyard ou para quem gosta de queijos

Já comentei por aqui de um prato muito apreciado no inverno francês: a raclette. Se incialmente a origem é suiça, há muito tempo ele foi se afrancesando e se incorporando nas mesas francesas.

Nada mais simples: queijo derretido que colocamos sobre batatas e presuntos. Para muitos brasileiros pode parecer estranho, mas além dos franceses apreciarem queijos e presuntos, eles adoram esse tipo de comida que é bem convivial e que não exige muito tempo de preparação. O anfitrião não passa o dia inteiro na cozinha, e sim um bom momento na mesa com os convidados. Acompanhado de conservas (pepino, cebola, etc).

Se existem uns aparelhos simples e queijos próprios para isso vendidos em fatias no supermercado, para mim nada substitui uma verdadeira raclette tradicional, com queijo de verdade, que é assim:

 A metade de um queijo enorme é inserida nesse aparelho e um dos lados vai aquecendo (resistência elétrica), derretendo o queijo.
Os queijos utilizados são os das regiões das montanhas. 
  Um dos tradicionais é a "tomme de montagne", esse que aparece à esquerda, com a casca "envelhecida" e o outro é ao laite cru (lait cru), à direita. Ambos têm sabor relativamente leve.

 Um casal de amigos preferiu o queijo defumado (esquerda), que é muito bom mas é forte para o meu paladar, não dá para comer muito. Um outro escolheu o morbier, esse queijo com uma linha "verde/azul" no meio.
 
Esses restaurantes ficam lotados no inverno, mas da última vez que fomos o tempo estava ameno, não tinha muito gente às 19h, mas meia hora depois estava lotado!

Gosta de queijo? Com o friozinho chegando por aqui, não deixe de fazer uma boquinha!

P.S.: o único problema desse tipo de refeição é que no início estamos super-felizes e animados, mas no final bate uma tristeza... Ainda mais quando saindo do restaurante me deparo com essa publicidade: não é comendo raclette que terei esse corpinho! :(

Le Chalet Savoyard 
58 rue de Charonne – 75011
Metrô: Ledru-Rolin ou Charonne

Para quem passa por Annecy ou Chambery, excelentes raclettes por lá!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

La Marée, restaurante de frutos do mar em Paris

O restaurante La Marée é muito reputado na capital francesa no que diz respeito a frutos do mar. A decoração é refinada e cosy, os pratos bem frescos e de qualidade.

Os preços variam muito, mas o restaurante é de uma forma geral considerado caro para os parisienses. Desta forma, a clientela é gente que vive em um outro patamar de luxo, diferente do meu, e algumas pessoas podem achá-los um pouco esnobes e pedantes. O restaurante fica não muito longe do Arco do Triunfo, então pode atrair uma clientela de estrangeiros, mas não exatamente o turista que anda de tênis e pega metrô com uma câmera fotográfica pendurada no pescoço. 

Bom, nossa carteira não estava tão recheada para pedirmos lagosta e outros pratos custosos, então optamos por um cardápio básico. Vale lembrar que os produtos são frescos e as opções podem mudar diariamente, de acordo com os produtos encontrados no dia.

Pelo que percebemos a maioria dos clientes pedia ostras como entrada, mas nem Sylvain nem eu curtimos. Eu fiquei com as sardinhas e ele preferiu a sopa de peixe, um clássico da culinária francesa que ele nunca tinha tido a oportunidade de me fazer descobrir.



Como prato, ambos escolhemos um peixe que em francês se chama "rascasse" (scorpion fish), relativamente raro e caro nos restaurantes daqui. Boa parte dos clientes optava pelo Saint Pierre (John Dorry fish), pelo Homard (lobster, da família da lagosta), mas o Bar (seabass), o Turbot e a Sole também faziam sucesso.

Em relação à sobremesa não podemos avaliar a qualidade, pois eu não estava com vontade de comer doces e optei por um assortimento de queijos (que esqueci de fotografar) e Sylvain me surpreendeu pedindo abacaxi fresco (?!?). Ele disse que já tinha comido muito doce naquele dia e que queria terminar a refeição de forma mais leve.
 Sobre os vinhos, já comentei muitas vezes que meu marido não bebe nada alcoólico, então quando vamos apenas os dois ao restaurante não pedimos vinho, já que seria um disperdício (eu que bebo uma módica taça), mas segundo os comentários, os vinhos seriam de boa qualidade, porém caros. Ficamos com nossa água mineral preferida e nunca nos decepcionamos!

Restaurante La Marée
Situado no ângulo das ruas: 258 rue du faubourg Saint-Honoré et 1 rue Daru, 75008 PARIS
Metro : Linha 1 "Etoile" ou Linha 2 "Ternes" - www.lamaree.fr


segunda-feira, 25 de março de 2013

Ma Cocotte, restaurante "design" em Paris

Todo mundo está falando do novo restaurante em Paris projetado pelo grande "Arquiteto e Designer" francês Phillippe Stark que já decorou diversos restaurantes de sucesso pelo mundo afora. 

Mas esse restaurante tem uma certa particularidade, ele néao fica "dentro" dos muros de Paris, como a maioria dos restaurantes da capital, mas atravessa esses muros (imaginários, que na verdade hoje são autoestradas) para se instalar em um local um tanto quanto contraditório: o marché aux puces de St Ouen. Trata-se do tradicional mercado de antiguidades, tomado por amadores e curiosos aos sábados, domingos e segundas, mas igualmente um local onde se instalou uma mistura de enorme camelódromo e "25 de março", ou seja, uma grande feira popular onde se pode encontrar de tudo. Eu odeio essa parte e por isso não costumo muito frequentar o local (multidão nos 3 dias de feiras, vendedores nos abordando com falsificações de grandes marcas, temos que tomar cuidado com a bolsa e objetos de valor...).

Mas muito curiosa, reservei o restaurante para sexta-feira ao meio dia. Chegamos é o ambiente, apesar de supermoderno, é muito acolhedor: uma decoração um pouco industrial com madeira, lustres e peças criativas, livros, um solo bem original e uma cozinha totalmente aberta em que podemos ver todo mundo trabalhar!!!
Os empregados são simpáticos, e a clientela é bonita e bem-vestida (apesar do bairro onde está localizado). O restaurante é grande, mas mesmo ao meio dia é importante reservar: meia hora após a nossa chegada o mesmo estava lotado!!! Durante a semana a clientela ésobretudo local e francesa, porém, aparentemente sábados e domingos ao meio dia eles não reservam (multidão no bairro) e temos que contar com a sorte (e a espera) para conseguir uma mesa, e a clientela é sobretudo internacional, já que um restaurante desse estilo não se encontra ali no bairro!

Mas e a comida? Simples e excelente!!!

 O tradicional fois gras para quem gosta ou quer descobrir essa iguaria da culinária francesa
 Uma salada de champignons e camarões, bem original
 O parmentier, um prato da "vovozinha", com uma carne "de verdade" e deliciosa.
 O simplesinho frango assado, e é muito legal ver a quantidade de frangos que eles assam na cozinha aberta.
 Na nossa opinião, se tem algo que eles poderiam melhorar é a sobremesa, que foi relativamente banal. Pedimos "arroz de leite" (riz au lait), mas nada de especial a dizer. Como qualquer outra.

Com o restaurante lotado e gente meio chique fiquei com vergonha de fotografar a decoração, então colocarei algumas fotos da internet para ilustrar:
A cozinha aberta (fonte aqui.)
O segundo andar (fonte aqui.)

 Apesar do restaurante lotado (250 couverts), o banheiro era muito limpo. Uma curiosidade: quando sai do banheiro, uma mulher me disse "bonjour" de forma bem simpática e retornei o cumprimento. Ela estava vestida de um terninho cinza, poderíamos jurar que se tratasse de uma cliente: era a pessoa encarregada da limpeza! Gosto muito dessa idéia de vestir os funcionários de forma a serem menos estigmatizados. Uma vez até comentei que as babás brasileiras, ao invés de usarem essas roupinhas brancas poderiam usar um terninho confortável.

Realmente um lugar a conhecer, e eu pretendo me tornar uma cliente habitual, tanto gostei da comida e do ambiente!

Informações práticas:
http://www.macocotte-lespuces.com/
Aberto todos os dias (exceto domingos e segundas à noite).

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Restaurante em Le Mans

Quem estiver pela França e der uma passadinha em Le Mans (50 minutos de TGV de Paris), além de visitar a parte antiga da cidade, não pode deixar de reservar uma refeição no restaurante Auberge des 7 Plats.

 Estratégicamente localizado no centro histórico da cidade e não muito longe da catedral, a comida é deliciosa e o ambiente aconchegante. Apesar do prédio antigo, todo o interior foi refeito em estilo mais moderno.

O que fez a fama do restaurante é a proposição de 7 pratos a escolher no menu principal. Pode parecer estranho, mas aqui na França o assunto é sério: geralmente quanto menos opções no cardápio, melhor a qualidade. Significa que tudo é feito na hora e com produtos frescos e de qualidade. Então, melhor desconfiar dos restaurantes que propõe infinitas escolhas!

Porém, nesse restaurante o chef propõe aos clientes 7 pratos saborosos e de qualidade (sem contar as saladas, por exemplo, uma opção aos vegetarianos), 7 entradas e 12 sobremesas.

Como bons carnívoros e sendo a especialidade da casa, optamos pela carne de gado. A mesma era muito macia e suculenta, realmente de excelente qualidade e muito bem preparada. Esse era o tipo "Rossini", cozido ao Porto.
 O acompanhamento era purê de batadas, cogumelos e topinambour (da mesma família da batata, considerado um "legume" antigo)
 O acompanhamento, assim como o pão e a água foram repostos espontaneamente à nossa mesa.

Escolhemos a fórmula prato e sobremesa, sem entrada, já que tínhamos pouco tempo para visitar a cidade, e confesso que foi uma excelente escolha: eu que sou comilona não poderia ter comido mais.
 Como sempre Sylvain escolheu uma sobremesa com chocolate.
 Eu escolhi essa sobremesa em forma de sorvete, mas com uma textura de suflê, feito com a bebida alcoólica muito utilizada em gastronomia, o Grand Marnier.

Com a sobremesa, foram servidos igualmente gratuitamente essas guimauves (que eu nem toquei, não gosto) e um digestivo de cereja, esse sim uma delícia!

Também gostei dos banheiros modernos, perfumados, com flores naturais e música ambiente!

Gostou? Recomendo reservar pois esse restaurante tem uma boa reputação e está sempre lotado para o almoço e jantar. Vale lembrar que os restaurantes que não são especialmente turísticos atendem em horários relativamente organizados, como às 12 às 14h (mas geralmente não recebem clientes a partir das 13h30) e das 19h/19h30 até 22h/22h30 (mas melhor não chegar depois das 21h30, com risco da cozinha estar fechando ou fechada!) Aqui na França, locais que servem refeições non-stop quase sempre não são restaurantes de qualidade. Em Paris até é possível encontrar alguns bons (como o Relais Gascon), mas nas demais cidades é raro. Quer comer bem? Tente fugir dos restaurantes "non-stop" e prefira comer em horários "normais".

Endereço: 79, Grande Rue, Le Mans.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Restaurante em Paris: Au Petit Marguery

Há alguns anos Sylvain me levou ao restaurante Au Petit Marguery que fica no 13ème (arrondissement de Paris), com a sua decoração que data ainda de 1900 e sua culinária tradicional. As especialidades são as carnes fortes oriundas da caça, mas tem carne de gado, cordeiro e peixes! Desde então fiquei fã da comida, do lugar (uma verdadeira instituição da cozinha francesa) e do serviço!

Porém recentemente descobrimos que eles abriram 2 novos endereços, e fomos conferir o mesmo restaurante que abriu no 17ème, não muito longe da Champs Elysées, justamente na rue de Ternes, localização que adoro!

 A façada retoma o mesmo estilo, mas a decoração interna é bem mais simples, nada de anos "1900". Acredito que pessoas em busca de mais modernidade vão preferir esse endereço, enquanto eu, pela decoração, prefiro o antigo!

Mas o melhor de tudo: o serviço e a qualidade dos pratos, para não dizer mesmo o cardápio, é o mesmo em ambos os restaurantes! O maître d'hôtel nos explicou que tudo é elaborado pelo mesmo chef.

Durante a noite, o menu com entrada, prato e sobremesa começa em 35€, o que considero um preço muito justo para a qualidade. Os preços mais caros são devido aos "suplementos" por pratos considerados mais "custosos" ou "elaborados". Ficamos no básico mesmo:
 Fois gras mais uma vez para Sylvain, os defensores dos animais de plantão vão se revirar em frente da telinha!
 Coxinhas de rã para mim, uma iguaria que considero deliciosa desde que provei em Bourges
 Minha entrada já tendo sido bem "copieuse" (abundante), preferi um peixe com legumes. 
No ponto, textura e sabores perfeitos!
 Sylvain mais uma vez ficou na carne de gado! 
Sempre digo que ele não prova pratos diferentes, mas fazer o quê?
 Como sobremesa, confesso que não aguentávamos mais comer e escolhemos algo que nos parecia bem leve, um creme com morangos (era a sobremesa do dia, e era um dia de verão e muito calor!). Olhando parecia "pesada", mas o creme era bem aerado, ou seja, leve ao máximo, então não tivemos nenhuma dificuldade em terminar a sobremesa.
E ainda descobrimos uma água mineral chamada Chateldon, considerada um produto fino e servida nos melhores restaurantes. Quem acompanha o blog de longa data sabe que Sylvain não bebe nada alcoólico e que sua bebida preferida é água. 
Na descrição da água Chateldon diz que era mesmo considerada medicinal e por essa razão teria sido recomendada ao rei Louis XIV pelo médico oficial da corte! Ela teria sido utilizada diariamente pelo rei e servida em banquetes, inclusive no seu casamento com a rainha Maria Teresa da Espanha. Descobrimos mais tarde que essa água pode ser encontrada em alguns Monoprix (supermercados em todos os cantos da cidade, que vende produtos geralmente de qualidade).

Em resumo, mais uma vez o Petit Marguery nos proporcionou um jantar perfeito!

Detalhe: o endereço do 13ème é menos turístico devido ao bairro mesmo, já o novo deve atrair mais turistas devido à proximidade com os pontos mais turísticos da cidade. Porém em ambos eles pedem "traje correto". Ninguém falou de terno e gravata, ok? Mas melhor evitar a bermuda, sandálias e o aparelho fotográfico no pescoço (nunca vi ninguém lá com essas catacterísticas).

Informações práticas:
Au Petit Marguery - Rive Gauche
9 bd de port Royal (metrô linha 7, Les Gobelins)
75013

Au petit Marguery - Rive Droite
64 avenue des Ternes (metrô linha 2, Ternes)
75017

P.S.: Esse blog nunca recebeu nenhum tipo de contrapartida para falar de algum tema. Todas as informações são baseadas na minha experiência como cliente normal, sem nenhum tipo de ajuda. Caso essa situação venha a mudar no futuro, os leitores serão devidamente informados.