
Pertinho de Paris (25 minutos o trajeto mais rápido de trem), antigamente foi uma fortaleza medieval. A construção que vemos atualmente é do século XIX, com exceção de uma parte antiga do século XVI. A propriedade passou por diversas mãos, até chegar à família Bourbon-Condé (primos dos reis da França), do qual o mais famoso, "Le Grand Condé" fez construir os jardins pelo famoso paisagista Le Nôtre (antes de trabalhar em Versailles). Seu sobrinho-neto, o Duc d'Aumale herdou a propriedade e reconstruiu o castelo para abrigar a sua rica coleção de pinturas, desenhos, livros, dentre outros objetos de arte. Falecido sem deixar herdeiros, ele lega seu patrimônio ao Institut de France com a condição de que o mesmo seja aberto ao público. Sorte nossa!
O interior do castelo é deslumbrante, contando com uma vasta coleção de obras de arte que faz do local um dos mais belos museus de pinturas (1000)e desenhos (2500) antigos (antes de 1850) da França, perdendo apenas para o Louvre.
Duas obras de Raphael
Ingres por ele mesmo aos 24 anos (1804).
Uma galeria inteira é consagrada aos 44 vitrais que retratam a história de Psyqué (1542-1544)
O tema da caça é muito presente em todo o castelo, mas a biblioteca com seus 13 mil volumes ilustra a importância dos livros para o Duc d'Aumale, um erutido apaixonado por livros e rico, considerado o mais importante colecionador francês de livros do séculos XIX.
"Les grandes écuries" foram construídas de 1719 a 1740, podendo abrigar 240 cavalos e 500 cães que eram utilizados quotidianamente na caça. Atualmente foi transformada em "Musée Vivant du Cheval" (museu vivo do cavalo), acolhendo todos os anos espetáculos eqüestres.
L'Île d'Amour, que no século XIX era um lugar de festas de verão. A estátua de Eros está lá, sublime.
O hameau foi construído em 1774 e é composto de 5 casinhas de aspecto rústico. O exterior modesto contrastava com o interior muitas vezes luxuoso. Um ambiente de calma e paz no coração do domínio, que teria inspirado Maria Antonieta para a construção de seu próprio hameau.
O creme chantilly teria sido criado lá, e hoje ainda podemos saborear a deliciosa receita no restaurante do hameau ou do castelo mesmo. Imperdível!
Um passeio ainda melhor a dois... sempre que possível!
Informações práticas:
- O castelo pode ser visitado o ano inteiro (horários diferenciados no inverno e verão), fechado às terças.
- As tarifas para adultos vão de 6€ (jardins) à 20€ (visita completa) dependendo do que está incluído. Os espetáculos e passeio de trenzinho não estão incluídos.
- Os trens saem da Gare du Nord (Paris), descer na estação Chantilly-Gouvieux. Outra opção é o RER D, mas demora bem mais tempo (45 minutos). Saindo da estação, vale a pena fazer o trajeto a pé até o castelo, pois a cidadezinha de Chantilly é muito charmosa, o passeio é agradável e dura em torno de 20 minutos. De carro, saindo de Paris o trajeto pode ser feito em 45 minutos.
- As tarifas para adultos vão de 6€ (jardins) à 20€ (visita completa) dependendo do que está incluído. Os espetáculos e passeio de trenzinho não estão incluídos.
- Os trens saem da Gare du Nord (Paris), descer na estação Chantilly-Gouvieux. Outra opção é o RER D, mas demora bem mais tempo (45 minutos). Saindo da estação, vale a pena fazer o trajeto a pé até o castelo, pois a cidadezinha de Chantilly é muito charmosa, o passeio é agradável e dura em torno de 20 minutos. De carro, saindo de Paris o trajeto pode ser feito em 45 minutos.