quarta-feira, 7 de março de 2012

Igreja da Ressurreição (ou do Sangue Derramado)

Chegando em São Petersburgo, a nossa primeira impressão é que a cidade é linda! Primeira impressão que nos acompanha durante toda a viagem... Tudo lá é grandioso, é esplêndido... Belezas para todos os lados (na arquitetura, nas pessoas, nas roupas...), enormes palácios, parques e estátuas. E no meio disso tudo a gente fica meio perdido, sem saber para onde ir, e com um certo receio de "perder" alguma coisa importante que fica  situada ao lado (o que aconteceu, fazer o quê!).

Algo que nos impressiona muito é a arquitetura das igrejas e templos religiosos, que já estão no imaginário coletivo. E já vou adiantando que tem para todos os estilos e gostos!!!

A mais conhecida dos guias de turismo e que de certa forma representa a cidade aos nossos olhos ocidentais é a Igreja da Ressurreição, também conhecida como Igreja do Sangue Derramado. A Igreja começou a ser construída em 1883 no local exato onde o Czar Alexandre II tinha sido atingido mortalmente 2 anos mais cedo. 










E estilo exterior é neomoscovita, também conhecido como renouveau russo, ou ainda neo-renascença, nada de exatamente novo, mas uma cópia do que já se fazia no século XVII. No alto, 5 grandes bulbos (ou "cebolas"), de alturas e tamanhos diferentes, tão exóticos aos nossos olhos. As cores tardicionais são o branco, azul, verte e amarelo. Dezenas de mosaicos com figuras de santos completam a fachada, o que quebra com o estilo barroco, clássico e neoclássico do resto da cidade. Ela foi totalmente restaurada e reaberta ao público em 1998. 
O interior já é bem diferente, repleto de mármore e toda a iconografia (em mosaico) da igreja ortodoxa que conta a vida de Cristo. 32 artistas trabalharam nos mosaicos do interior, totalizando 12 anos de trabalho. Algumas obras são de extrema maestria, enquanto outras realmente bem simples

Ao lado encontra-se o Museu Russo e os Jardins Mikhaylovskiy, com sua grade em estilo Art Nouveau... S éao metros e mais metros de grades metálicas, tudo feito à mão (!), onde cada motivo vegetal é único. Os jardins são em estilo inglês, restaurado no espírito dos anos 1830. Nessa época do ano só deu para apreciar a neve, as árvores secas e as famílias passeando, mas acredito que na primavera e verão deve ser lindo!



Eu já tinha visitado uma igreja ortodoxa russa quando estive em Biarritz e Genebra e na época fiquei impressionada com os "bulbos/cebolas", assim como com a riqueza da decoração interna, com todo aquele dourado e ícones. A "missa" pode durar horas, os cantos são lindos, mas é claro que não entendi nada... O que sei é que a Virgem Maria é um personagem muito importante e colocado em destaque. Em uma outra igreja que visitamos (falarei mais tarde), nos explicaram que para a Igreja Ortodoxa Russa existem mais de 300 imagens de Maria! Cada uma com um significado e representação diferentes!!!

terça-feira, 6 de março de 2012

São Petersburgo: chegando e entrando no clima

Chegamos no aeroporto de São Petersburgo logo após o meio dia (horário local) de um ensolarado dia de inverno suave. Foi simples e rápido passar pela imigração russa (um pequeno desconforto pois para verificar o passaporte eles nos olham fixamente nos olhos!), e logo estávamos liberados para visitar a cidade!

Saindo do aeroporto pela porta principal, logo a esquerda tem uma parada de ônibus cuja linha 13 (21 rublos a passagem) nos deixa na estação de metrô (linha 2) Moskovskaya. Basta descer logo após um enorme ponto circular onde fica o munumento aos Defensores da Cidade de Leningrado (como se chamava São Petersburgo). A gente começa a entrar "no clima" das pessoas e dos costumes e começa a entender que foi um povo que sofreu muito ao longo da história.




Aproveitamos para visitar um pouco essa localidade longe do centro da cidade e que fica fora dos guias turísticos. Ali encontra-se um pequeno complexo de 3 igrejas ortodoxas, com a Igreja da Natividade:

 São Jorge:
(não tinhamos entendido que estávamos caminhando sobre um lago congelado! Que medo!)
E essa que não consegui desvendar o nome!

Como eles se divertem:
Sentíamos todo o tempo um gostoso friozinho na barriga como se estivessemos de fato vivendo uma aventura... A primeira barreira era a língua, pois já tinhamos lido que os russos falam muito pouco inglês e que é dificílimo se comunicar, além do fato de serem antipáticos! 
Mas eu que sempre sou "do contra" tive uma outra impressão dos russos! Eles parecem um pouco "fechados" e "frios" num primeiro olhar, mas se esforçaram conosco para falar inglês (ou mesmo francês!) e quando não falavam mesmo, se esforçavam para nos compreender e nos comunicávamos com gestos. Eles riam muito dos meus gestos ou da minha forma de tentar dizer  zdravstvuitye , dobrii den (bom dia) ou da svidaniia (adeus), mas ajudava a quebrar o gelo e eles acabavam sendo simpáticos e agradáveis conosco!




Locomover-se na cidade também foi muito fácil, pois além da escrita no alfabeto russo, tinha sempre alguma indicação no nosso alfabeto ou mesmo em inglês.

 Sabíamos que tinhamos que pegar a direção "Parnas" para descer bem no centrão de São Petersburgo (estação Nevskiy Prospekt) e era fácil encontrar entrada e saída. Mas basta seguir a multidão, ou melhor, nem tente ir contra ela, pois eles nos empurram mesmo!


De lá é possível visitar a maioria dos pontos turísticos à pé, apesar da cidade ser relativamente grande. Mas os russos adoram caminhar e fazem longas caminhadas até as 2 horas da manhã mesmo no inverno e mesmo sob a chuva, bem diferente da imagem que tivemos dos suiços, que não encontramos mais nas ruas ao cair da noite, deixando a cidade completamente deserta...

Assim que cheguei tive que me concientizar que não daria para ver ou visitar tudo. Felizmente para quem mora aqui na Europa as passagens para a Rússia são acessíveis e assim poderemos voltar facilmente em um outro momento, o que me deixou mais tranquila para seguir meu caminho turístico sem pressa.

Tivemos a impressão de São Petersburgo como uma cidade relativamente segura, pelo menos na parte mais turística onde estivemos. Em nenhum momento tivemos medo, tudo era bem iluminado e sempre tinha gente nas ruas, parques e jardins. Comércios ficam abertos até tarde da noite (22h30, por exemplo), e muitos locais abrem 24 horas, como cafeterias e restaurantes. O paraíso para os insoníacos!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tratamentos desiguais

A viagem foi ótima, posso adiantar que amei São Petersburgo e quero voltar!!! Foi triste o momento "levantar acampamento". Ainda tenho que selecionar entre as mais de 1500 fotos que fizemos e confesso que nem sei por onde começar!!! Foram alguns dias de agitação e descanso ao mesmo tempo, e foi ótimo passar 4 dias sem telefone, sem internet, sem blog e sem facebook, por escolha, já que no nosso hotel tinha wi-fi disponível gratuitamente. 

Mas se foi muito simples entrar e sair da Rússia, foi um pouco mais complicado entrar e sair da "Europa".

Como falei aqui há algum tempo, por enquanto tenho que renovar todos os anos a minha permanência aqui. Desta última vez, ainda recebi pelo correio todo o meu dossier "recusado" por documentação incompleta, sendo que eu tinha enviado tudo há 3 meses, tudo que estava na lista que me dera. Mas na "recusa" eles incluiram à mão um documento que não estava na lista original!

A "carte de séjour" francesa é como uma carteira de identidade, e é assim:

Como resultado, minha carta de 1 ano não ficou pronta e tive que pedir um documento provisório. Ele é assim:
Eles grampeiam esse papel (récépissé) na carte de séjour e teoricamente temos que andar com os dois juntos, em caso de controle ou problemas. Basta os dois para circular na França, mas basta sair do país, mesmo na união européia, é necessário igualmente o passaporte.

Meu vôo de ida para São Petersburgo foi pela Lufthansa e tinha escala em Frankfurt. Lá no aeroporto, quando passei pela imigração, apresentei apenas meu passaporte. A mulher que me atendeu folheou, pediu a carte de séjour (até usou o termo em francês) e me perguntou meu motivo de residência na França. Felizmente eu a tinha comigo, mas fiquei me perguntando o que aconteceria se não tivesse... Não carimbaram meu passaporte, será que é por que moro aqui?

Na volta, meu vôo era pela Swiss Air, com escala em Zurique. A gente percebe então que europeu do oeste não gosta mesmo de europeus do leste (aqui colocam tudo "no mesmo saco" e chamam todos de países do leste no sentido pejorativo que o termo pode conter, independente se a criatura vem da Rússia, Polônia, Roménia, República Tcheca, Hungria, Ioguslávia*, etc...). Na saída do avião já tinha um grupo de policiais de fronteira pedindo para todo mundo sair do avião mostrando o passaporte. Quem tinha passaporte da União Européia passava direto, quem tinha passaporte russo era parado rapidamente para verificação do visto, e no meio de tantos passaportes bordôs e vermelhos, lá estava eu com um passaporte azul que chamou a atenção dos funcionários. A conversa foi a seguinte:
- Onde você vai?
- França.
- Mas você está na Suiça (como se eu não soubesse desse detalhe!!! Tive que resistir muito para não responder "ah bon? Não sabia!)
- Eu sei, tenho uma conexão para Paris. 
E mostrei meus dois papéis acima. Olharam em todos os sentidos e me liberaram...

Naquele terminal pelo que percebi chegavam naquele momento apenas vôos  oriundos da "europa do leste". A gente percebe que está realmente em um país de primeiro mundo, tudo limpinho, espaçoso, asséptico. No mesmo momento tinha vôo que chegava de Bucarest, Sofia, Minsk. Uma fila enorme para passar no detector de metais. 
Nunca tinha reparado nisso antes, mas no meio naquele saguão enorme tinham umas cabines como de provador de roupa de loja, com aquelas cortininhas... Demorei alguns segundos para me ligar que era para a revista (bem) íntima!!!

Coloquei minha bolsa no cestinho com uma sacola de tecido onde estava meu gorro, écharpe e um envelope pardo de tamanho A4 contendo 3 pinturas que Sylvain tinha comprado e que não podiam amassar de jeito nenhum.

Meu cestinho ficou bloqueado!!! Felizmente eu passei sem precisar de revista íntima e fiquei lá esperando os meus pertences. Após uns bons minutos vem um funcionário e começa a abrir tudo e apalpar tudo. Não quero dizer qual a melhor forma de fazer o seu trabalho, mas não seria melhor tirar tudo ao invés de ficar amassando cada conteúdo? Sem contar que ele começa a amassar o envelope com as pinturas!!! 
Sylvain ao meu lado estava branco, me dizia que ele estava amassando tudo... Enfim ele decide repassar meus pertences na maquina e vai até o aparelho para repassar o meu cestinho. Vi de longe, mas não podia voltar no controle para acompanhar o processo. Ele volta e me devolve o cesto...

Mas quem diz que o envelope com as pinturas estava ali dentro?

Entrei em pânico e pela primeira vez na vida vi Sylvain nervoso. Tentei explicar que estava faltando um envelope pardo e o imbecil do suiço insistia que não tinha visto envelope nenhum!!! Eu insistia que sim, descrevi as pinturas, disse que ele ainda tinha aberto,  e tocado em cada canto e que eu não sairia dali sem o envelope. E ele ali insistindo para que a gente saísse dali e avançasse. 
Então eu tento olhar em toda a esteira e sinalizo que do outro lado tinha um envelope como o nosso, mas estava no cesto de uma outra pessoa. Ele não queria nos deixar passar mas eu insisti com Sylvain e ele foi lá, abriu o envelope e era o nosso!!! A mulher pediu desculpas (mas nem era sua culpa, pois ela também estava esperando seu cestinho como nós e não tinha tocado nele), e o funcionário ainda tira o envelope das nossas mãos e diz, antes de nos devolver:
- Que fique bem claro que esse envelope nunca esteve em minhas mãos. Vocês que não sabiam onde o tinham colocado.

Que ódio!!! Mas fazer o quê, a gente tem que se submeter... Pouco mais tarde ainda tive que passar pela imigração para de fato "entrar" da Suiça e mais uma vez tive que mostrar meus mil papéis e responder a todas as perguntas possíveis sobre a minha permanência no país.

Olha, foi cansativo e estressante! Então por isso sempre aconselho a quem viaja pela Europa de ter todos os documentos em sua possessão. Se a gente não pode evitar os problemas, podemos ter em mãos todas as soluções!

Pronto, desabafei!

* salientando que esse último "país" não existe mais, ou seja, foi desmembrado e deu origem a outros nomes. Mas ainda fica no imaginário dos europeus que como eu disse mais acima, colocam todos os "europeus do leste" no mesmo "saco".

** a minha nova carte de séjour é parecida com um cartão de crédito, trata-se do novo formato.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Disneyland Paris: voltando a ser criança

Já com 30 anos passados e morando por aqui há mais de 3 anos, somente agora consegui conhecer a Disney!

Cada vez era uma desculpa: muito frio, muito quente, muita gente, falta de tempo... Desta vez aproveitamos que a família de Sylvain (parte dela!) vinha à Paris e fizemos esse passeio com a criançada!


 A versão é muito menor da dos EUA, mas realmente a gente se sente em um ambiente de fantasia...


 Aqui se vive um mundo de sonhos e acredita-se que conto de fadas existe... 
Não deixa de ser contrastante com o mundo real!
 As lojas são umas mais lindas do que as outras, com um produto mais sedutor que o outro... O outro lado é esse "despero de consumação" que se instala. Eh legal comprar uma lembrancinha, mas me incomoda um pouco esse consumismo que começa mesmo com as crianças bem pequenas, que começam a pedir todos os brinquedos, roupas e acessórios! Pode virar o desespero dos pais!
Existem vários tipos de ingressos, todos com preços diferentes, dependendo da data, promoções, e levando-se em conta visitar um ou dois parques (Disneyland e Wall Disney Studios). Visitamos em apenas um dia os dois parques, mas é claro que não conseguimos fazer muitas atrações pois nosso grupo era grande e ainda tinha criança no meio, algumas pequenas, mas foi muito legal passear, passar um momento em família e descobrir algumas atrações.
Na entrada dos parques podemos obter (gratuitamente) um mapa e assim escolher as atrações que desejamos, de acordo com o tipo: radicais, família, crianças pequenas...

Dentre as radicais fizemos a Torre do Terror, com o elevador que cai... Eu que não sou lá dessas coisas adorei!!! Toda a preparação, as explicações, tudo parece realmente bem real!

Fizemos uma atração sobre o tema do filme Nemo, mas não se enganem, pois é radical mesmo!!! Em um brinquedo que imita uma tartaruga de 4 lugares, mergulhamos e seguimos as correntes marítimas... Tudo muito rápido, girando para todos os lados, e uma parte no escuro... saí de lá com o cérebro completamente sacudido e fora do lugar!

Também fizemos uma montanha russa bem menos agitada que a Space Mountain e Indiana Jones, foi a Big Thunder Mountain. Nessa podemos apreciar a paisagem e vista do parque, mas com menos velocidade e loopings.

 As demais atrações foram famialiares e bem mais leves... Mas os cenários são lindos! 
Um passeio para todas as idades, mesmo se você já não é mais criança e nem tem uma!

Os personagens estão por toda parte, mas para tirar uma foto com eles, melhor desembolsar uma boa quantia... Ok, não sou mais criança e posso sobreviver sem uma foto do Mickey!

Qual foi a última vez que você se sentiu novamente criança? 


Disneyland Paris:
Como chegar: todos os caminhos levam à Disney! Mas aconselho os transportes públicos. O RER A (linha vermelha), estação Marne-la-Vallée/Chessy, que nos deixa literalmente na porta dos parques a apenas 40 minutos de Paris.
De carro, contar o preço do estacionamento (15€/dia para um carro "normal"), uma caminhada até os parques e um possível engarrafamento!
Outra opção sãos os hotéis dos arredores para quem quer dedicar mais de um dia à Disney. Alguns são muito bons que disponibilizam "pacotes" para famílias e estacionamento gratuito. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Desvendando o mistério russo


Não deu para pesquisar muito desde que programamos a viagem, primeiro com um mês de dezembro corridíssimo, o início do ano que começou com Munique, Dijon, Londres, Normandia, Reims, Eurodisney, espetáculos e exposições...

E no meio disso tudo a gente precisa trabalhar, pois as contas não deixam de chegar...
Peguei meus dias de férias que restavam do ano passado e vamos conhecer uma cidade com a qual sempre sonhei! Maridão reticente durante um segundo, mas sua vontade de visitar o Hermitage (um dos mais importantes museus do mundo) falou mais alto!

Sou apaixonada pelos escritores russos, li Ana Karenina, Dr Jivago, Crime e Castigo, etc... Mas um que mora no meu coração e que marcou a minha vida foi um livro de Aleksander Solzhenitsyn chamado "Pavilhão de Cancerosos" (em dois volumes). O livro escrito nos anos 60 se passa em um serviço de oncologia de uma cidade soviética. Através da experiência do câncer, passando pelo sofrimento e a morte, seguimos os pontos de vista dos médicos, infermeiros e doentes, onde cada um se indaga sobre o sentido da vida. São personagens muito diferentes e posições sociais que se misturam e é claro que o pano de fundo é o sistema político e o contexto soviético. Li este livro na minha adolescência e há alguns anos tive a sorte de encontrá-lo em um sebo!!!

Não sei explicar porque a Rússia sempre me interessou... Mas meu interesse vai muito mais longe do que os filmes de espionagem e guerra fria (que adoro!). Quando comento por aqui que passarei alguns dias pisando o solo desse país que considero fascinante quase todo mundo me chama de louca!!! Engraçado que a visão dos franceses em relação à Rússia e aos russos é bem diferente da minha...

Primeiramente eles vêem a Rússia como um país superatrasado, onde nada funciona, pobre e subdesenvolvido... Eu já não tenho essa mesma imagem pois sempre estudei cientistas russos famosos (como Pavlov, por exemplo) que mostram que a pesquisa sempre foi muito valorizada, sem contar o cpmplexo sistema de espionagem e de tudo que envolveu a engenharia espacial. Também tenho uma imagem de um lugar onde muito cedo as mulheres começaram a ser independentes e ter uma carreira! 

Muito antes disso, teve a imperatriz Catarina da Rússia, que além de ser muito famosa por colecionar amantes (mais jovens do que ela!), era muito culta e inteligente, fez de São Petersbourgo  uma cidade seguindo os modelos europeus, estabeleceu a língua francesa na corte, frequentava e recebia grandes personagens como os filósofos da sua época. Durante seu reinado, a cidade se tornou capital da cultura e das artes (era apaixonada pelo mundo da arte e sua coleção particular é a origem da Museu Hermitage).

Outra imagem que se tem por aqui é que os russos são extremamente frios e desagradáveis! Os brasileiros acham que os franceses são frios e mau-humorados, os franceses acham que são os russos!!!

Além disso, visitar a Rússia é visto como algo muito complicado pelos franceses! Primeiro é necessário um visto para europeu (brasileiro não precisa!), e para pedir o visto é necessário um tipo de carta convite do hotel (para turista), que é paga, ou de quem convidou. Todos os guias de turismo dirão que o procedimento é muito complicado, o que no caso aqui de casa foi bem simples, seguindo todos os passos do site do consulado da Rússia.

Como dizem que é muito difícil se localizar e conseguir se comunicar confortavelmente em inglês, até tentei encarar esse desafio, mas confesso que não ultrapassei a terceira lição!
Resolvi "estudar" um outro livro, assim pelo menos não devo morrer de fome!!!
(os nomes dos pratos são em russo e explica os ingredientes!)

Bem, veremos tudo isso e em breve estarei aqui falando das minhas impressões...
Já imagino que o choque não será muito grande pois ficarei em São Petersbourgo, que  é considerada a cidade mais ocidentalizada e européia da Rússia... Mas veremos em relação às pessoas!

Por enquanto fico aqui tentando desvendar esses mistérios do alfabeto cirílico