segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Auvers-sur-Oise: em busca de Van Gogh

Essa simpática cidadezinha perto de Paris ficou imortalizada pelos pintores paisagistas e sobretudo os impressionistas que por ali passaram no final do séclo XIX. 

Porém o morador mais ilustre foi Vincent Van Gogh, que pintou ali cerca de 70 telas nos últimos 70 dias de sua vida. 

Após sua hospitalização psiquiátrica que durou um ano e durante a qual ele teve três crises importantes, Van Gogh foi morar em Auvers-sur-Oise para estar próximo do Dr. Gachet, que além de médico é colecionador de obras de arte e ele mesmo pintor amador.

 Albergue onde Van Gogh alugou um quarto e viveu suas últimas semanas. Ele comia praticamente todos os dias no restaurante, que é aberto até hoje. 
Também é possível visitar o quarto do artista, mas atenção aos horários.

Ele pintou vários retratos da filha do dono o albergue, Adelina Ravoux.

 O artista representado pelo escultor Zadkine (cujo atelier pode ser visitado em Paris).

 Acima a paisagem, abaixo à tela que foi inspirada por ela.



 A Igreja da cidade possui uma atmosfera incrível, como se o tempo tivesse parado por lá. A alma do artista parecia tão presente que cheguei a ficar arrepiada, como se fosse encontrá-lo a qualquer momento.
 A escadarias da igreja são consideradas patrimônico histórico.
E essa era a forma como Van Gogh representou essa igreja. Uma imagem famosa no mundo inteiro e que fascina pelas suas cores, pinceladas e deformação.

 Na parte mais alta da cidade ficam os campos (perto de onde ele atirou uma bala em si mesmo), não tenho fotos pois nessa época do ano escurece muito cedo. Ali Van Gogh pintou essa paisagem de chuva.

Mas ainda conseguimos chegar ao cemitério onde ele repousa em companhia de seu irmão Théo, de quem era muito próximo. 

Tanto talento, tanta força criadora e uma vida tão conturbada que terminou de forma tão trágica e triste.

Para quem aprecia o artista e/ou sua obra, a visita de Auvers-sur-Oise  é cheia de magia e nostalgia. Um ponto de encontro COM o artista. Mas os pontos de encontro com A OBRA do artista são sem dúvida principalmente o Museu Van Gogh em Amsterdam e o Museu d'Orsay, em Paris.

Interessado na vida de outros artistas? Não perca:

- A casa de jardins de Claude Monet, em Ginerny
- Atelier de Paul Cézanne, em Aix-en-Provence
- Atelier e casa de Gustave Moreau, em Paris
- Casa do escritor Victor Hugo, em Paris
- Casa de Freud, em Viena
- Casa de Charles Dickens, em Londres

Informações práticas:
- De abril a outubro existe trem direto de Paris até Auvers-sur-Oise, mas no restante do ano, é necessário fazer uma troca de trem. Apesar de barato, o trajeto pode ser longo, apesar de não ser longe de Paris, pois os trens são lentos.

15 comentários:

Larissa & Edgard disse...

Nossa que lugar lindo! As fotos do lugar realmente passam uma sensação de que tudo ficou parado no tempo... Muito bonito!

Ana Maria Brogliato disse...

Milena, que interessante, adoraria conhecer este lugar! Quando eu for novamente a Paris, vou me programar para visitar Auvers-sur-Oise.
Beijos,
www.viagensebeleza.com

Renata disse...

Concordo com vc Milena,é triste saber que um genio da arte como este teve uma vida tão complicada e triste.Vou mandar o link desse post pra minha mãe ler, ela é fã do Van Gogh.
Bjos e excelente semana.

Enaldo Soares disse...

Coincidentemente, acaba de ser lançada no Brasil a biografia mais completa de Van Gogh.

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13202

Mulher de Fases disse...

Que delicía morar num lugar assim cheio de inspiracão. Além de ser um orgulho para os moradores, não? Saber que alguém tão famoso e conhecido no mundo fez parte desse mundinho aí.

Gostoso voltar na história!

KINHA disse...

Olá Milena

A próxima vez que for a Paris quero alugar um apê por um mês e poder viajar pelas redondezas. Vou necessitar de sua ajuda.

AMIGA DA MODA by Kinha

Minha vida na Italia... disse...

Muito interesante!!! suas postagens sao maravilhosas. Essas viagens que vc faz, nos leva para lugares fantasticos cheios de cultura...parabéns amiga

Bruxa do 203 disse...

Deve ser emocionante, de arrepiar mesmo, ver tudo isso de perto.

CELSO FELÍCIO disse...

Queria acrescentar que os túmulos (tombes) dos imãos Van Gogh e Theo estão unidas por uma mesma vegetação. Theo, seu protetor marchando frustrado morreu seis meses após seu irmão artista, que quis morrer do tiro em si dado, ficando a sangrar quando poderia ser salvo. Seu irmão Theo não conseguiu levá-lo até Paris para socorro. Sangrou por horas. É dito que seu irmão morreu de tristeza, e a vegetação idêntica sobre os dois túmulos foi realizada pela filha do Dr. Gachet, por quem ele se apaixonou, mas nada tinha com ela, por só andar com prostitutas. A filha do médico fez essa quase única sepultura " PARA UNIR EM MORTE OS QUE FORAM MUITO UNIDOS EM VIDA". O quadro de Van Gogh Dr, Gachet, obteve venda milionária em Nova York, sendo recorde na S`Othebis, faz pouco tempo. Celso

Celso Panza disse...

Milena, conheço bem a Europa, sou filho de italiano, tenho dupla cidadania. Paris é minha porta de entrada e saída faz anos, mais de trinta. Fui a Auvers (sou ligado às artes) subindo o Sena de barco, voltei por Giverny. Você disse que há trem direto a partir de Paris,isso evita as conexões, pegar ônibus em Pontoise, etc. Estou com preguiça de investigar, já investigo muita coisa. Dá para vocè dizer o trem direto de onde parte, qual a gare? Conhece a última história sobre a cabeça de Henri IV, cujo túmulo em Sant Denis foi saqueado faz centenas de anos(?), não conhecendo diga que te reporto e vc vai gostar, tenho certeza. Abraço e grato pela informação futura, certo de que ela virá. Celso Felício

Milena F. disse...

Larissa, Ana Maria e Deborah, realmente é muito bonito e merece uma visita!

Renata, espero que a sua mãe goste!

Enaldo, que delícia, vontade de ler essa biografia!

Celso, sim, os túmulos dos dois irmãos estão unidos, emocionante de ver! Os trens que saem direto de Paris para Auvers são SOMENTE de abril a outubro, e somente aos sábados (o trem sai da estação parisiense St-Lazare). Nos demais dias e períodos, é necessário fazer uma correspondência como você disse, o que deixa o trajeto meio demorado.

Milena F. disse...

Celso, sobre a cabeça de Henri IV seria que ela foi encontrada há alguns anos na casa de um aposentado? Ou tem história mais cabeluda por trás?

CELSO FELÍCIO PANZA disse...

Milena, a história compreende sua referência, agora, o destaque é que essa cabeça rodou por mais de duzentos anos nas mãos de colecionadores (que mal gosto), e foi localizada no sotão de um colecionador em 2010. Periciada pelo médico forense Poincaré, com todo o aval da moderna tecnologia, autenticou ser a cabeça do "Bom Rei", o gostosão das mil mulheres que tinha, as mais belas da época. O " vert galant", Henri IV, e retornou a cabeça recentemente, em 2011, para a Basílica de Saint Denis. Abraço e obrigado pela dica, volto a Auvers em maio. Abraço. Celso

Celso Felício disse...

Lamento que vc não tenha gostado da história do grande Salvador Dali no Closerie de Lilás,me pareceu gostar de arte, talvez por não querer indicar o lugar, um restaurante, melhor, um bistrô histórico e um pouquinho mais caro, mas não é nem poderia ser um Maison Blacche, na Av. Montaigne nem um Fermete Marbeuf, nem mesmo um Bofinger na Bastille ou o Budha Bar, mas respeito sua linha, Agora, agradeço e reitero, a partida aos domingos, sabados e feriados para Auveres Sur Oise, direto, ratifico, é na Gare du Nord. A tout alleurs. Celso

Milena F. disse...

Celso, as suas dicas são muito interessantes, mas sobre o Closerie des Lilás você publicou no post sobre as exposições de Hopper e Canaletto, por isso não vai encontrar nesse aqui sobre Auvers.
Sobre o trem direto, você tem razão, esse ano pelo menos ele saia da gare du Nord, mas é melhor verificar quando chegar mais perto, pois gare du Nord e St Lazare fazem o trajeto até Auvers (com correspondência), e tb os horários mudam a cada ano! Obrigada pela retificação!