domingo, 31 de maio de 2020

Primavera em Paris após quarentena

Quando anunciaram a quarentena na França na metade de março, eu olhava pela janela aqueles dias maravilhosos para a época e me "subia" um sentimento de revolta! Como podiam roubar a minha primavera? Andou circulando um texto (muito bonito, por sinal) sobre isso e eu ficava ainda mais indignada ao ler.

Hoje temos uma trégua (ouso acreditar que definitiva) e tenho conseguido aproveirar dessa primavera com a qual tanto sonhei! Em busca do tempo perdido. Mas agora quando olho para trás e me lembro daqueles 2 meses em casa, privada da minha liberdade e da primavera, nem lembro mais que foi tão difícil e tão longo. E as palavras do texto começam a me fazer sentido: ninguém pode me roubar a primavera pois ela está dentro de mim.



segunda-feira, 18 de maio de 2020

Thierry Marx Bakery, en Paris

 

Em 2 meses em casa até consegui não engordar, longe de tantas tentações que por aqui vemos à cada esquina. 

Mas com a reabertura de muitos lugares, veio hora de prestigiar esses artesões que trabalham com os sabores e texturas. Hoje foi a vez de visitar a "Padaria" do Thierry Marx, um Chef 3 Estrelas conhecido pelo seu trabalho no Restaurante Mandarin Oriental de Paris mas que além de uma cozinha de luxo, também é apaixonado pela cozinha de rua (ele veio de ummeio modesto). Na sua padaria, além de pés deliciosos com ingredientes de ótima qualidade, também encontramos sanduiches, seus "beadmakis" (assinatura do local), e suas sobremesas (pâtisseries).

Se n#ao faz bem para a linha, faz bem para o moral!


Thierry Marx Bakery

Endereço: 17 boulevard Haussmann 75009 Paris

(2 outros endereços estão disponíveis em Paris)

sábado, 18 de abril de 2020

Quarentena na França

Já estamos em quarentena há mais de 1 mês e isso vai durar no mínimo até o dia 11 de maio.

Pelo que vejo na TV e na internet a impressão que tenho é que todo mundo está adorando, tudo é maravilhoso, nunca existiu nada comparável à ter a oportunidade de ficar em casa e ai daquele que reclama, sempre vem alguém nos lembrar da Anne Frank, dos que foram lutar em guerras, ou nos dizer que temos um problema se não gostamos de ficar em casa (e propor um psicológo online). 

Ninguém parece tampouco se preocupar com o futuro das crianças, atualmente privadas de qualquer outro contato humano que não seja o do seu lar, nenhuma outra criança e quase nada de atividades ao ar livre. 

Sem contar os idealistas, para os quais sairemos de tudo isso mais justos, mais solidários, respeitando a ecologia. O mundo após o coronavírus será tão lindo! Ainda estou esperando para ver mas por enquanto estamos produzindo mais lixo e reciclando menos, o que não me anuncia nada de bom.

Ainda faço parte dos nostalgicos, para quem o mundo era melhor antes do que agora, apesar de suas injustiças. Ir e vir sem ser controlado pela polícia, fazer uma longa caminhada (ou bicicleta) até cansar as pernas, tomar um sorvete numa ensolarada tarde de primavera, ouvir (e ver!) as crianças que brincam, riem e correm, se reunir com os familiares e amigos, ir ao cinema (ou qualquer outra atividade cultural)... Parece que sou a única pessoa da França inteira que tem vontade de voltar ao trabalho (ou escola).

Prazeres que antes eram tão banais e hoje temos que aprender a viver sem, cada um na sua família nuclear e todo outro contato passando pelas tecnologias. Vivemos de imagens virtuais em fluco contínuo. Os ecos e reflexos  que nos chegam do mundo exterior nos parecem tão irreais do fundo da nossa caverna. Talvez a idade, mas para mim um jantar por vídeo não tem o mesmo sabor...

Tento imaginar como será esse mundo de amanhã (após o 11 de maio) e mesmo com muita imaginação não consigo vê-lo e o que vejo não me agrada. 
Talvez eu seja uma pessoa muito pragmática, para cada situação que solução? 

A primeira, o que faremos das crianças? Os pais deixarão seus filhos brincar livremente com as outras? Usarão máscaras, quando poderão voltar à escola e suas outras atividades?

Como trabalharemos? Além das máscaras, os intervalos para alimentação? 

Como nos comportaremos nos transportes públicos? Se o privilégio for pelos transportes individuais lá se vai para o beleléu o sonho de cidades menos congestionadas e menos poluídas... E os outros transportes como aviões e ônibus, se reduzirem a capacidade serão ainda mais poluentes (já que para o meio ambiente é mais interessante encher um avião ou ônibus  do que fazer circular dois)

Como consumiremos? Compras não serão mais um prazer (para os olhos), compraremos e sairemos de casa somente por extrema necessidade? Quem não tem dinheiro e "só quer dar uma olhadinha" (pelo prazer dos olhos ou para sonhar, pensar) será privado desse "prazer"?

Será o fim de todas as atividades coletivas ou lugares que recebam o público, bares, museus, cursos, academias, teatros? Será o fim de viagens, hotéis, restaurantes?

Como nos relacionaremos? Além de máscaras, não poder encostar nem nos aproximar? Perdidos de contatos humanos, o que ficará de humano?

Hoje nenhuma certeza. Amanhã talvez a gente possa ver mais claro. Talvez.

terça-feira, 17 de março de 2020

Restrições na França (COVID-19 ou Coronavírus)

Desde hoje, 17 de março ao meio dia, a população deve ficar em casa. Em caso de qualquer tipo de saída temos que apresentar uma autorização (em caso de controle, 100 mil policiais estão mobilizados). 
Podemos sair para trabalhar (quando o trabalho presencial é necessário) com autorização do empregador, compras de primeira necessidade (somente comércios alimentares e farmácias estão abertos, consultas médicas, por um motivo failiar realmente importante (as reuniões de familia ou com amigos estão proibidas), saídas breves para a prática de esportes individuais ou para atender às necessidades dos animais de companhia.
Medidas válidas ao menos por 15 dias.
O governo anunciou diversas medidas para ajudar empresas em dificuldades e garantiu que nenhum cidadão ficará em dificuldades (entenda-se financeiras). Mas não explicou bem e não sei como vai funcionar, ele também disse antes que não faltaria alcool em gel nas farmácias (mas não tem desde janeiro e mesmo hospitais não estão tendo) e que iria distribuir máscaras para os profissionais de saúde que nunca nem viram a cor dessas máscaras e parece que irão receber amanhã (mas estão fora da data de validade). Inútil de precisar que não são vendidas nos comércios, em primeiro lugar porque não existe e em segundo porque após um decreto elas devem ser utilizadas somente por profissionais de saúde e doentes sob prescrição médica.


Desde ontem (segunda 16 de março), estamos em casa. Escolas do país inteiro fechadas, então nossa filha não tem aula e meu marido que é professor também não. Ontem ele teve convocação da escola e se portou voluntário para o atendimento mínimo aos filhos dos profisisonais de saúde mas foi descartado por morar mais longe (risco multiplicado nos transportes, e os transportes estão bem reduzidos). Eu também não trabalho desde ontem já que com o fechamento de todos os comércios do país, todas as lojas da minha empresa estão fechadas e não tenho mais atividade. Ainda não nos explicaram como ficará o meu salário (meu marido sendo funcionário concursado da prefeitura de Paris "imaginamos" que não será penalizado).

Ontem foi como um dia de feriado, não fizemos muita coisa, brincamos de boneca, assistimos um pouco de TV, um pouco de arrumação da casa e só.

Hoje foi o segundo dia em casa.


De manhã queria ir no meu supermercado preferido mas dei com a cara na porta (fechado por falta de funcionários). Fui no outro e deixavam entrar somente 10 pessoas por vez. Tudo calmo e as pessoas bem civilizadas (na TV nos mostram pessoas brigando por macarrão e papel higiênico). Faltava muita coisa mas eu preferi comprar produtos frescos. Saladas, frutas e legumes tinha quase tudo, comprei frango e peixe também. Carne vermelha estava muito feia (queria aproveitar que tinha tempo e fazer uma boa carne de panela mas não vai ser desta vez).

Imprimi a autorizacao para sair de casa e depois vou dar uma volta no quarteirão para fazer um pouco de esporte enquanto ainda podemos (de forma individual), na Espanha nem isso pode e considero fundamental para a saúde mental e física também.

E você, como está vivendo com o COVID-19 entre nós? 




domingo, 11 de agosto de 2019

Yogyakarta, a alma de Java

Java é a ilha mais povoada da Indonésia, com mais de 135 milhões de habitantes nesse espaço "pequeno".
Se a grande parte dos turistas evita Jacarta, eles são numerosos em Yogyakarta e sua região, à procura da arte de viver dos habitantes de Java, seus templos de perder o fôlego e seus vulcões (dos 120, 17 estão ainda em atividade).

Porém na nossa opinião Yogya (para os íntimos) vale a pena como ponto de partida para visitar os locais da região como os templos de Borobodur et Prandaman (além de outros menos famosos na região, são dezenas), além dos passeios nos vulcões

Fora isso andar pela rua Malioboro e fazer compras. O melhor lugar para comprar tecidos e lembrançase preço imbatível. Não encontramos a mesma diversidade em nenhum lugar de Bali.

A visita do palácio (Kraton) onde ainda mora o sultão e sua família achamos sem interesse. Um guia simpático que contratamos na entrada fez a visita ser mais interessante mas nada que nos encantasse.
Interessante foi o espetáculo que marionetes com instrumentos de de música, esse sim valeu a pena e Valentine adorou!
As ruas ao redor são bem agradáveis com seus comércios e artesanado, e são muitas ruelas com algumas coisas para visitar como o Water Castle (uns guias indicam o caminho, é um pouco difícil de encontrar). Mas já era passado do meio dia, um sol escaldante e não encontramos lugar para comer então resolvemos voltar para a rua Malioboro.

Ficamos em uma agradável guesthouse um pouco afastada, em um bairro mais calmo (mas para atravessar as ruas maiores era um caos, a circulação da cidade é um verdadeiro horror).
No primeiro dia nos indicaram um restaurante próximo com comida da Sumatra e era um local bem simples, somente com locais, nada em inglês. Com o celular o atendente tentou nos traduzir mas ainda assim a gente não entendia nada e fomos olhar a comida e escolhemos algumas coisas simples que era mais próximas da comida ocidental. Pagamos muito barato e foi o suficiente.
Nas outras 3 noites fomos testar um outro restaurante mais longe e adoramos a comida (indonesiana) e o ambiente. Eram poucos turistas (a maioria prefere comer pizza ou hamburguer)


Transportes
A idade chegando e o fato de viajar com nossa filha pequena (quase 3 anos) nos fez optar pela praticidade, nada de perrengue. Já no primeiro dia perguntamos na guesthouse o que eles propunham para visitar os templos da região e eles tinham contatos com motoristas para o dia. O preço estava no nosso orçamento e aceitamos sem pestanejar. Em dois dias foram 2 motoristas diferentes, ambos muito simpáticos, conduta segura, carro espaçoso. Falavam pouco inglês, explicando o básico.

Para os deslocamentos dentro de Yogya mesmo, optamos pelo Becak, um estilo de bicicleta (elétrica ou não) que transporta os passageiros em um compartimento adaptado na frente. Adrenalina garantida, folclórico e usamos pois eles são muito simpáticos (e honestos, ao contrário dos tuc tucs de Bangkok que podem causar muita dor de cabeça), mas cofesso que talvez tenha sido um tanto inconsequente com uma criança. Naquele transito todo ficamos completamente desprotegidos sem cinto de segurança nem capacete.

No último dia, para ir ao aeroporto, nossa guesthouse nos chamou um veículo de aplicativo (um concorrente do que todos conhecem) e ficamos chocados com o preço tão barato para um carro novo, confortável e com ar condicionado!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Jacarta, porta de entrada da Indonésia

Jacarta é uma cidade gigantesca e a capital do arquipélago da Indonésia. Não é exatamente o local sonhado para uma viagem de turismo mas para muitos uma passagem obrigatória para outros destinos da região.

Em primeiro lugar viajar para a Indonésia é uma viagem longa, muito longa, mesmo saindo daqui da Europa onde moro, e em alta temporada as passagens de avião não são muito baratas. Optamos então por chegar em Jacarta através de um vôo Air France/ChinaEastern saindo de Paris com uma escala em Xangai.

Chegamos completamente esgotados às 22h30 (mesmo sem atrasos, tudo correu como previsto) e pegamos um taxi diretamente para o hotel. Com uma criança de quase 3 anos e em uma cidade tentacular desconhecida, para nós foi a melhor opção. Neste horário tardivo, através do taxi, percebemos uma cidade com pessoas em todos os cantos e stands de comida para todos os lados. O povo parece amical e sorridente.

Tivemos um dia inteiro e resolvemos ir até a parte antiga da cidade, o bairro chamado Kota Tua com seu passado colonial holandês, superanimada em um dia ensolarado.



Museu Wayang
Passagem no museu dos marionetes, wayang Golek et Kulit, esses teatros de sombras tradicionais. Para quem quer comprar para colecionar ou presentear foi o melhor lugar que vimos. Não compramos pois era o inicio da viagem (não queríamosnos sobrecarregar) e no final foi difícil encontrar peças de qualidade mais tarde.




Aproveitamos para almoçar no Café Batavia, parada obrigatória para qualquer turista na cidade, com seu ambiente colonial e sua cozinha holandesa colonial. Um local lindo, comida deliciosa, um momento que realmente valeu muito à pena.




Foi depois disso que o passeio se estragou um pouco. Olhando no mapa parecia perto e de facil acesso ir até o porto e mesmo ao Alcol Dreamland (com a sua area verde, aquário), fomos caminhando, caminhando, sem chegar à lugar nenhum! Um tráfico intenso de carros e motos, praticamente não tinha calçada, um horror para atravessar as ruas e nunca conseguimos achar! As placas indicavam mas a cada vez tinha uma passagem bloqueada, uma estrada em reformas, um guardinha impedindo a passagem. Caminhamos por umas 3 horas naquela confusão de ruelas, Valentine dormindo no carrinho, até que me bateu o desespero que ira escurecer e não queria ter que refazer todo o caminho de volta com uma criança que iria acordar e nem tinha calçada para andar! Conseguimos encontrar um transporte (uma sorte de van que pega passageiros) e pedimos para nos deixar na parte turística na praça Fatahillah, perto do Café Batavia! Ufa, enfim em território familiar.

Refizemos o caminho de volta para o hotel onde descobrimos um encantador templo budista e jantamos em um Food Market aberto antes de voltar para o hotel.




Não tivemos tempo de passar pela Praça Merdeka com o monumento National, a Mesquita Istiqlal, o Museu Histórico de Jacarta, Chinatown... Ou seja, Jacarta tem do que se ocupar para quem quiser!

(data da visita: 6 de agosto de 2019)

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Viajar com crianças, maravilhoso ou perrengue?

Viajar com a Valentine é algo tão normal para a gente que ainda nos surpreendemos com a surpresa e incredulidade dos outros.
Vamos falar de alguns mitos e verdades?


 1. "Eles não vão lembrar de nada": provavelmente não, ao menos não da forma como concebemos a memória, mas tenho a conviccão que muitas coisas ficarão impregnadas em seu espírito.
Ela volta e meia nos fala de alguma coisa que aconteceu há bastante tempo e que tínhamos esquecido.

 2. "Eles não vão gostar, vão se entediar". Ainda não aconteceu. Acredito muito em preparar a viagem, mostrar livros, imagens, contar histórias, dar vontade. A Valentine gosta de "arrumar" a mala e escolher seus brinquedos e livros. Se diverte durante todo o vôo, gosta menos do trem mas ainda assim se diverte. Adora hotéis e o café da manhã, restaurantes. Nos acompanha em museus e se intetessa e curte muita coisa neles, acha tudo lindo. Nesta idade é fácil pois tudo interessa e vira brincadeira.



 3. "Vai ser muito cansativo". Provavelmente vai, pois temos que cuidar de uma pessoinha e chegando exaustos no hotel dar ou supervisionar o banho, ler uma história, brincar um pouco, preparar as coisas para o dia seguinte, imagina esquecer de algo importante... ou seja, a rotina de ser mãe e pai continua. E esses momentos de cumplicidade são inesquecíveis.


4. "Os pais não vão aproveitar". Depende do que é aproveitar para cada um. Com ela visitamos todos os lugares que desejamos, só tentamos adaptar escolhendo restaurantes e comidas que ela vai gostar, evitamos lugares muito barulhentos como shows, programas muito tarde (já estamos velhos, só de vez em quando), seguimos um ritmo mais lento e não subiríamos com ela o Monte Fuji e seus 3.700 metros de altitude como fizemos em 2015 antes dela nascer! Mas sobra muita coisa para fazer com as crianças e os japoneses até sobem quando elas são maiorzinhas!

sábado, 10 de novembro de 2018

Muro dos "Je t'aime"

Em pleno coração de Montmartre, à dois passos do metrô Abesses (linha 12) um pequeno jardim (Jehan Rictus) guarda os azulejos com "eu te amo" escrito em 250 línguas.

Aberto aos apaixonados do mundo inteiro que lugar melhor do que esse para celebrar o amor?



Em um mundo dominado pelo individualismo e marcado pela violência, os muros sempre serviam para separar os povos e se proteger do outro, esse muro teria uma função de união, de reconcialição e de paz, o que todos precisamos.

* O muro é uma idealização de Frédéric Baron com a ajuda da artista Claire Kitoe Daniel Boulogne.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Museu Bourdelle, um pedaço do paraíso

Há alguns anos meu marido queria me levar no Museu Bourdelle e eu sempre recusei por preconceito do bairro em que ele está situado, perto da Torre de Montparnasse. Realmente não gosto desta parte da cidade e evito de ir a todo custo!

Desta vez, em um lindo domingo do final do verão acabei aceitando e foi uma experîencia mágica e inesquecível!

 A alguns passos da Torre de Monteparnase (e toda a sua feiúra) se encontra o Museu Bourdelle com seu magnifico jardim, um oásis de Paz nesta parte da cidade propício ao calma e à meditação.
Trata-se do local onde o escultor Antoine Bourdelle (1861-1929) viveu e trabalhou. Foi ele mesmo que plantou a maioria das árvores do jardim onde hoje se encontram algumas de suas peças em bronze.

 
Se o jardim é muito bem cuidado, florido e verdejante, nosso local preferido é o atelier do artista que foi conservado intacto. A gente se sente fora do tempo e do espaço.
 

 Uma visita fantástica que hoje me arrependo de não ter indicado mais cedo! Porém, sem dúvida, muito mais agradável nos bons dias.

Outra vantagem? A entrada aos jardins e o acesso à coleção permanente é gratuito o ano inteiro!

O que esta esperando?

 Crianças são muito bem vindas, inclusive muitos moradores do bairro trazem os bebês para passear nos jardins (apesar disso o local é muito silencioso e calmo)

Informações práticas:

Aberto de terças à domingos, de 10h à 18h (fechado segundas e certos feriados)
18, rue Antoine Bourdelle
75015 Paris
Metrôs : Montparnasse - Bienvenüe // Falguière
Ônibus : n°s28, 48, 58, 88, 89, 91, 92, 94, 95, 96

Angelina e suas delicias

Ha alguns anos que a gente não colocava os pés no Angelina (o "verdadeiro", na rue de Rivoli em Paris, proximo ao Louvre e da Praça de la Concorde).
Ontem o domingo cinzento estava bem convidativo para um chocolate quente em um local bonito e agradavel. Não resistimos!

Eram 16h, hora do "lanche da tarde" para franceses (e ingleses e outros), então era certo que teria fila. 30 minutos de fila e chegou a nossa vez.

O chocolate quente do Angelina continua sendo para mim o melhor que ja provei. Ele é ontuoso, um doce por ele mesmo.  E o Mont Blanc é o doce "assinatura" do Angelina, desta vez uma receita nova (o tradicional ainda existe) com um toque de pralines.

Fomos surpreendidos agradavelmento ao tratamento dado às crianças, principalmente à minha que ainda é pequena e não consumia. Nos dera uma mesa relativamente grande (espaço em restaurante é coisa rara por aqui!), emprestavam uma cadeirinha de bebê e ela ganhou lapis de cor e um desenho para colorir.

Atendentes super atenciosos. Inclusive tinha um trocador no banheiro (mais uma vez coisa rara por aqui) cujo acesso é facil (não é no subsolo nem no andar superior como é muito comum). 
Ou seja, voltaremos com certeza ainda muitas vezes com a Valentine que adorou o chocolate quente e a chantilly!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Por que a Bulgária?

Este ano eu queria muito fazer uma grande viagem de férias de verão, e para mim grande viagem quer dizer viagem "longe" já que teríamos 3 semanas para aproveitar.

Mas quem diz que o meu marido queria? Ele não queria de jeito nenhum uma longa viagem de avião nem muita diferença de fuso horário. Foram muitas discussões, pesquisas, até que um dia ele chegou com a idéia da Bulgária.

Na hora não me atraiu de jeito nenhum. Mesmo se sou bem aberta, não queria "desperdiçar" as férias anuais em uma viagem que não era a viagem "dos meus sonhos". Por uma semana ou alguns dias eu néao via nenhum inconveniente, mas por 3 semanas me parecia bastante. Pesquisamos outros destinos, preços, etc, até que de mau humor aceitei a Bulgária e comprei as passagens de ida e volta para Sofia (capital do país) antes que subissem muito. E disse ao meu marido que agora era com ele de preparar o noss "circuito"!!!
 
E para a minha grande supresa, foram 3 semanas maravilhosas! Claro que o principal foi a companhia da minha maravilhosa filha que se mostrou uma grande parceira de viagens e sempre de bom humor.

Mas descobrimos um lindo país com pessoas adováveis e muita diversidade: uma cidade animada e agradável como Sofia com museus de qualidade e lindas igrejas, cidades antigas e cheias de charme como Plovdiv et Veliko Tarnovo, e do outro lado, as cidades balneáreas do Mar Negro, como a dinâmica e alegre Varna, a turística e imperdível Nessebar e Sozopol de ar bem mais calmo e ainda preservada e cantos selvagens.
Sofia:

Plovdiv:

Veliko Tarnovo:

Varna:

Nessebar:

Sozopol:


 Foi tão bom que eu não queria mais voltar!

Dificuldades?

A principal é a barreira da língua. Em muitos lugares as pessoas não falam nem entendem nenhuma palavra em inglês. A gente pergunta onde fica a "bus station" e nos olham apavorados como se fossemos um ET! Ou então eles nos explicam (aparentemente) direitinho mas na língua deles, só que a gente não entende nada... As pessoas mais antigas, como segunda língua falam e entendem o russo (utilizam o alfabeto cirílico), somente os mais jovens estão se abrindo atualmente ao inglês. Por isso para nós foi importante nos munir de um bom livro de turismo com o máximo de informações possíveis e localizar as hospedagens com antecedência.
 
A segunda são as distancias. Sofia fica bem no extremo esquerdo do país e as praias do lado direito. Então podemos dizer que atravessamos o país de leste à oeste (e depois de oeste à leste, mas foi de avião para ganhar tempo), e pode ser complicado (com um bebê ou crianças) esses longos trajetos.


Facilidades:


Os preços dos transportes (locais e longos deslocamentos) são bem em conta. Para hospedagens e refeições é bem mais barato que a Franca, mas 3 semanas  pode pesar no orçamento.

Existe tudo o que precisamos para o bebê! Potes de qualidade de comida pronta, com marcas orgânicas e reconhecidas como HIPP e a marca Babylove das lojas DM que encontramos na Alemanha.

Fmos aceitos em todos os lugares com bebê, museus (sempre nos deixaram entrar com o carrinho) e restaurantes (geralmente tinham cadeirinha disponível). para os hotéis agora sou bem mais atenta, antes de reservar leio bem se crianças são bem-vindas (e não simplesmete toleradas) e dou preferência para quartos mais espaçosos e que possam emprestar um berço para o bebê. Quando pesquisei notei que alguns quartos são pequenos e não acolhem cama extra (nem de bebê) e outros não possuem para emprestar.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Viajando com bebê

Ando sumida, mas não quer dizer que ando trancada em casa sem viajar nem passear mais...

Claro que com um bebê muito pequeno (ou 9 meses que é a idade atual da minha filha), a gente pensa muito bem antes de escolher a nossa programação, tem que ser agradavel para ela e para nos.

Até agora o que fizemos:

1. Uma primeira viagem de trem para a Normandia (2h40 de trem) quando ela tinha 1 mês.
Na volta houve muito atraso (um acidente com o trem que vinha na frente), chegamos às 2h da manhã em casa, mais de 3 horas de atraso presos no trem, mas ela não chorou nem incomodou nada!
2. Com 3 meses levamos ela para passar o Natal com a minha familia no Brasil. Durante os vôos tudo foi perfeito, pela primeira vez ela dormiu a noite inteira. Infelizmente ela ficou doentinha no Brasil, tivemos que correr para médico, e vimos o quanto é importante viajar SEMPRE com um seguro viagem!!! Até então nunca tinhamos usado.


3. De volta para casa, janeiro entramos em pleno inverno europeu, mas bem quantinha nada nos impedia de sair com ela para cima e para baixo!


4. Em abril fomos para a Alemanha. Ela não gostou muito do avião desta vez, mas adora viajar de trem. Adora museus, restaurantes, parques... Eh uma excelente companhia!




5. Ela curte muito a vida parisiense, atividades culturais e a natureza!



6. E ontem estivemos no Festival Medieval de Provins, ela adorou! Ou seja, não nos privamos de nada com ela. Porém tudo exige um planejamento ainda mais organizado, preparar a bolsa sem esquecer de nada, e voltamos felizes mas é bem mais cansativo. 


Confesso que antes de ter a minha filha realmente eu tinha muito medo de virar muito sedentaria e não "fazer mais nada". Inclusive era a primeira coisa que as pessoas nos diziam quando ficavam sabendo da minha gravidez "agora vocês vão se acalmar!". 
Nada disso aconteceu! Temos muita vontade de mostrar o nosso mundo para ela, e cada vez estamos mais motivados pois ela parece muito feliz com todas as descobertas. O importante é respetar o ritmo do bebê (os soninhos, hora das refeições, de dormir, que ela possa se movimentar, brincar). Estou inclusive convencida que é muito bom para o desenvolvimento dela!