terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Hopper e Canaletto, duas exposições imperdíveis em Paris


Ainda não tinha tido tempo de falar de duas exposições incríveis que estão acontecendo em Paris nesse momento e que infelizmente terminam agora em janeiro:

Edward Hopper (1882-1967), no Grand Palais, prolongada até o dia 3 de fevereiro de 2013. Um verdadeiro sucesso: mais de 580 mil pessoas já passaram por ali.


Esse artista é um ícone do realismo americano e sua exposição em Paris (que é na verdade uma retrospectiva bem completa da sua grande carreira) está sendo um imenso sucesso! Foi muito trabalhoso organizá-la, pois as principais obras geralmente nunca são emprestadas, mas eles conseguiram reunir pela primeira vez essa coleção impressionante: 160 telas, aquarelas e gravuras.

Suas pinturas falam de seu tempo, sempre com um toque de simplicidade. Mas a sua marca mesmo é a solidão é o silêncio. Duas palavrinhas mágicas sobre a obra dele, facilmente reconhecível.
Hotel Room (1939)
 Morning Sun (1952)
Summertime (1943)

Eu tinha visto algumas obras dele em Madri no museu Thyssen-Bornemosza e adorei conhecer um pouco mais do seu universo, mas confesso que não virei lá muito fã... Talvez seja justamente essa solidão e esse silêncio do qual tanto falam que me incomoda...Além disso, de perto, não gostei da expressão dos rostos (os olhos dos personagens são vazios, isso me incomodou muito!), apesar de ter gostado da composição.
Preferi esse, com mais movimento e representando quase um diálogo.
Seu Auto-Retrato.

Mas o que eu gostei mesmo foi que no início da sua carreira ele adorava pintar ao ar livre... Porém depois decidiu criar somente em atelier. Ele teria dito que algo como "somente face a si mesmo em um lugar isolado que vamos ao mais profundo de nós mesmos".

Canaletto e Guardi no museu Jacquemart-André, até 21 de janeiro de 2013
O meu museu preferido em Paris trouxe desta vez as obras desses dois mestres que tão bem imortalizaram Veneza! Confesso que minha preferência continua para Canaletto, esse gênio da perspectiva e seu olhar fotográfico do século XVIII e das cidades por onde passou. Mas Veneza foi seu tema preferido e o mais esmiuçado! Praticamente cada cantinho da Sereníssima foi pintado por ele, e hoje podemos notar que pouca coisa mudou desde então... Adoro as cores de suas pinturas, a arquitetura e a vivacidade dos personagens.
A exposição é composta por cerca de 60 obras maiores dos dois artistas.


Gostou? Talvez você também goste da exposição sobre o Impressionismo e a Moda, no Museu d'Orsay. Ela também termina em breve!!!
E agende-se, pois essas eu néao vou perder de jeito nenhum:
Salvador Dali (até o dia 25 de março 2013), no Centro George Pompidou
Marc Chagall (a partir de 21 de fevereiro), no Museu du Luxembourg

6 comentários:

Elvira disse...

Oi Milena.

As exposições parecem bem interessantes.
Eu gostei dos quuadros de Edward Hopper. Eles dão mesmo uma sensação de solidão mas eu gostei mesmo assim.
Aqui no Brasil está acabando a exposição "Impressionistas" comquadros que vieram do Museu d'Orsay. A exposição esteve em São Paulo e agora está no Rio. Eu fui e adorei. Essa exposição sobre Impressionismo e moda também deve ser muito boa.

Bjs.
Elvira

Rosely disse...

Que maravilha viver em Paris! Mil coisas pra ver, pra fazer... As exposições parecem maravilhosas! Fico feliz que compartilha com a gente o que vê por aí. Beijinhos

Celso Felício Panza disse...

Poie é Milena,para mim o maior estrategista da perspectiva do desenho (pintura) tem história interessante no Closerie de Lilás, não sei se conhece, famoso e quase vizinho dos costumeiros Café de Flore, etc triunvirato notório, O Closerie, frequentedo por muitos artistas e pessoas célebres, tem um livro em que os mesmos celebrizados assinam, e o dono nada lehe cobra, O único brasileiro que tem seu nome é Pelé. Salvador Dalí e sua mada Gala, lá jantaram. Dado o livro para assinar, recusou. De qualquer forma o atual dono, sucessor de seu avô que começou a tradição, continuou sem cobrar e agradeceu a presença, Dal´então pediu que fosse trazido de volta o livro e aberto no meio onde duas páginas pudessem ser utilizadas. Lançou entáo rapidamente um de seus monumentais traçados e disse. Agora este ivro vale milhões, E estava falando a verdade, O Closerie (pátio) de Lilás vale uma ida. Bucólico e paradigmático teve inúmeres nomes relevantes como cliente. Por oportuno agradeço a indicação da ida direto, só que fui rastrear e nã é Gare Saint Lazare, mas Gare du Nord a saída direta para Auvers, no período indicado e sábados , domingos e feriados, a retificação é para colaborar, mas muitíssimo obrigado Abraço. celso

Natália M. disse...

Legal Milena! Eu ouvi falar muito da exposição do Hopper mas não tinha me interessado tanto assim. Agora estou curiosa para ver, vou tentar ir semana que vem!

Beijos

KINHA disse...

Olá Miena

Hoje ainda vi na TV um documentário sobre o impressionismo. Uma coisa chamou minha atenção, a pintura Summertime. Tirei foto de uma moça, nas ruas de Paris que irmã gêmea da moça da pintura. Adorei ver estas obras.
Um ótimo Sábado para vc...

AMIGA da MODA by Kinha

Anônimo disse...

obrigado filha me sinto lisongeada com a homenagem.Viajo com voce olhando suas fotos e lendo seus comentarios.Minha felicidade e te ver feliz.beijos .