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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Museus de Milão

Milão é uma cidade extremamente rica em atividades culturais e seus museus são reputados em toda a Europa. Mais uma razão para dar um pulinho por lá quando a ocasião se apresenta.

Pinacoteca di Brera


Considerado o museu mais importante de Milão (pela sua vasta coleção que abrange diversas épocas), sua coleção de pinturas é inestimável, e é um sacrilégio passar alguns dias em Milão sem visitá-la. Dentre as pinturas famosas, o Cristo Morto de Mantegna (com uma perspectiva invertida)

 "O casamento da Virgem", de Rafael, que mostra que além de dominar a geometria e a perspectiva (era novidade na época), ele desenhava e pintava rostos e corpos com uma incrível delicadeza.
Carlo Carra
 Sala dedicada às restaurações. Nos dias úteis podemos observar o trabalho dos restauradores.
 Umberto Boccioni, em seu auto-retrato
 
Francesco Hayez, "O Beijo", uma obra da época da unificação italiana, cheia de poesia e romantismo. Hayez foi o artista preferido da alta burguesia e aristocracia da região lombarda (da época) e muito trabalhou sobre a história cívica e o patriotismo.

Pinacoteca Ambroisiana
Trata-se do mais antigo museu milanês (1618). A entrada é banal, mas seu interior é espetacular.


Se as instalações já são belíssimas, a coleção não deixa a desejar, daí a sua reputação:
O Músico, de Leonardo da Vinci, sem contar que a Pinacoteca detém o Codex Atlântico do Mestre!!!

a Madona del Padiglione, de Botticelli.

O "rascunho" da "Escola de Atenas", de Rafael, que serviu para os afrescos do Vaticano.

Museo del Novecento

Abriga uma rica coleção de arte italiana do século XX. Ali podemos ter uma bela idéia do movimento chamado futurismo italiano, com um destaque especial a Umberto Boccioni (que vimos acima no seu auto-retrato).

Com certeza vocês já viram essa escultura, que consta mas moedas italianas de 20 centavos de euro. Trata-se do seu "Homem em Movimento ou no espaço" (em linguagem popular, mas que na verdade seria "formas únicas da continuidade no espaço). O modelo origial, em gesso, está em São Paulo. estamos podendo, heim???

Castello Sforzesco
Neste mapa antigo de Milão podemos verificar que o castelo da família sforza dominava a cidade. Hoje  ele abriga diversos museus, com uma entrada única. Eh necessário atravessar todas as salas para ir visitando uma a uma. O primeiro museu é dedicado à escultura, com a última obra de Michelângelo.

Em seguida uma coleção de armas (e armaduras), móveis, pinturas, artes decorativas, instrumentos musicais e por aí vai.

Gosta de enriquecer a sua cultura? Então Milão "vai fazer a sua cabeça", como fez a minha!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Milão: arquitetura, arte e história

Milão não faz unanimidade, mas é uma cidade que com certeza vai conquistar os amadores de arquitetura e de "cidades". Se por um lado é a capital da moda e do design, sinônimo de criatividade, progresso e tecnologia, por outro ela soube preservar seus bairros populares, sua história, sem contar seu lado cultural riquíssimo com seus museus, exposições de qualidade e seus teatros (dentre ele o Scala, um dos mais famosos do mundo).

Quer vir comigo e ver a cidade pelos meus olhos?


Impressionada pelas 16 colunas cotintianas em mármore (antigo templo datando do século II) que se elevam diante da Basílica San Lorenzo Maggiore, cujo domo é o maior de Milão e seus mosaicos (no interior) datam da origem da construção (século IV), apesar das diversas reconbstruções do edifício como um todo.

 No centro histórico da cidade, o Duomo simboliza 600 anos de história  e de arte ! Trata-se da terceira maior igreja católica do mundo, só perdendo para São Pedro de Roma e a Catedral de Sevilha. Se a construção começou em 1386, a fachada só foi finalizada em 1813. E quanta extravagância!!!

 Sempre vi muitas fotos da fachada, mas notei que nunca tinha visto ou prestado atenção ao seu interior, que é fabuloso, diga-se de passagem. Tivemos sorte de visitar o Duomo em dias bem ensolarados, e no seu interior reinava uma luz amarelada que deixava o local com um ar misterioso e medieval.

 E quanta realidade nessa imagem de São Bartolomeu (realizada em 1562), esfolado vivo e portando a sua própria pele. Quanto talento na execução dessa obra de arte por Marco d'Agrate.
A famosa Galleria Vittorio Emanuele II, tomada pelos turistas.

E quem diria que praticamente colada à praça do Duomo, podemos admirar com toda a tranquilidade a Piazza dei Mercanti, um dos últimos resquícios medievais de Milão. Esse poço ao meio é do século XVI e a praça sobreviveu às destruições dos bombardeamentos de 1943.
E como falar de Milão sem passar por Leonardo da Vinci???
Em 1483 "Leonardo" (para os íntimos) deixa Florença para trás e vai para Milão, trabalhando para o duque Ludovic Sforza como engenheiro militar, arquiteto, pintor e escultor, permanecendo na cidade por 20 anos. Na Piazza della Scala (praça do teatro Scala) podemos ver a sua estátua. Vale lembrar que ele também era um músico espetacular.
No refeitório da igreja Santa Maria delle Grazie podemos adminar a ilustre "Santa Ceia" do artista, que infelizmente sofreu muito nos últimos 5 séculos e teve que ser restaurada muitas vezes.  Importante reservar a visita com antecedência.

O Castello Sforzesco foi uma fortaleza militar no século XIV e mais tarde residência da família Sforza na época de Leonardo da Vinci (que tinha acesso livre ao castelo, para nele testar suas experiências.

Hoje ele abriga diversos museus, e em um deles a última obra (inacabada) de Michelângelo, a Pietà Rondanini, na qual ele trabalhava poucos dias antes da sua morte.

Os antigos canais da cidade (Navigli), sobreviventes dos canais projetados mais uma vez por ele.

E um passeio pelos bairros mais afastados, longe dos turistas mas repleto de charme.