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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Le Mans, 1700 anos de arquitetura e história

Não é a primeira vez que visito a cidade francesa de Le Mans. Aproveito as reuniões familiares para conhecer melhor as suas ruas, arquitetura e gastronomia. 

Desta vez fui explorar melhor uma parte da Cité Plantagenêt, que da última vez não foi possível fotografar pois a disposição do sol não ajudou. 
 Como é a parte mais antiga de Le Mans (medieval), reagrupando mais de 1700 anos de história e arquitetura, é a minha preferida!!!
 A muralha do período galo-romano é construída nesses tons de vermelho, e no século XVII fez dela uma das 4 "cidades vermelhas" do reino na França, junto com Bourges, Lyon e Limoges (que já visitei e ainda não consegui mostrar para vocês).


A cidade antiga fica em uma "colina" às margens do rio Sarthe. 
 Melhor levar um relógio para não perder a noção do tempo... Ou esqueça, justamente para perder a noção do tempo! 


 A Cité Plantagenêt é formada de ruelas, muitas delas classificadas como monumento histórico.
Esse desenho é de 1854... e pouca coisa mudou nesse cenário desde então.

 São mais de 100 casas de "pans de bois" (com essas estruturas de madeira), sendo as mais antigas do final do século XIV. Trata-se de uma herança dos gauleses, que construíam de forma semelhante. Mas no meio de tudo isso, os traços ou arquiteturas da Renascença não passam desapercebidos, já que floresceu muito na cidade.

Desta vez aproveitei para visitar o Jardim de Plantas, composto do jardim francês (mais "organizado" e simétrico) e o jardim inglês (uma natureza mais na sua forma selvagem). Mas não tivemos sorte e o mesmo estava em reformas, então não estava muito "bonito", com exceção de algumas partes isoladas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Le Mans e seu museu a céu aberto

Le Mans é muito mais do que a sua corrida de carro que dura 24h e as rillettes (um tipo de patê mega gorduroso). A cidade e seus moradores se orgulham de um centro histórico muito bem preservado, um dos lugares preferidos dos cineastas para ilustrar cenas de outrora.

Posso dizer para vocês que é uma delícia se perder por essas ruelas medievais...

Se vocês tiverem sorte, o urso amigo vai estar abanando pela janela!

 Um enorme trabalho de resnovação foi realizado nas últimas décadas, e os turistas não se cansam de flanar por essa parte da cidade atualmente branchée, mas que até uns 30 ou 40 anos atrás era um local a evitar.



 Essa é uma das mais elegantes moradias antigas, tendo pertencido a Scarron, um poeta feio mas considerado brillhante. Ela data do século XII mas foi remanejada no século XVI.
A visita do centro histórico se completa pela Catedral São Juliano, um dos mais belos edifícios religisosos franceses, contando a história entre os séculos XI e XV, período que durou a sua construção.


 O interior é ainda mais interessante, com um destaque a uma das capelas com pinturas no teto representando os anjos músicos, uma obra de arte do século XIV! 47 instrumentos de música foram identificados!
Infelizmente nos faltou tempo para visitar o que restou do período gallo-romano, mas saímos um pouco do centro de de bondinho fomos visitar a abadia de l'Epau (abbaye de l'Epau), fundada em 1229 pela rainha Bérengère, viúva de Ricardo Coração de Leão. O local representa uma das últimas construções cistercianas (muito comum na velha Inglaterra).
 Um lugar muito calmo, mas não tivemos muita sorte pois justamente nesse final de semana ocorria no local um evento de gastronomia! O povo afamado tinha invadido a abadia!
 O gisant (escultura dos mortos) da rainha Bérangère repousa ali, nessa sala com belas colunas.

Um final de semana é suficiente para visitar os pontos principais, e vale lembrar que o trajeto em TGV é de apenas 50 minutos de Paris.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Restaurante em Le Mans

Quem estiver pela França e der uma passadinha em Le Mans (50 minutos de TGV de Paris), além de visitar a parte antiga da cidade, não pode deixar de reservar uma refeição no restaurante Auberge des 7 Plats.

 Estratégicamente localizado no centro histórico da cidade e não muito longe da catedral, a comida é deliciosa e o ambiente aconchegante. Apesar do prédio antigo, todo o interior foi refeito em estilo mais moderno.

O que fez a fama do restaurante é a proposição de 7 pratos a escolher no menu principal. Pode parecer estranho, mas aqui na França o assunto é sério: geralmente quanto menos opções no cardápio, melhor a qualidade. Significa que tudo é feito na hora e com produtos frescos e de qualidade. Então, melhor desconfiar dos restaurantes que propõe infinitas escolhas!

Porém, nesse restaurante o chef propõe aos clientes 7 pratos saborosos e de qualidade (sem contar as saladas, por exemplo, uma opção aos vegetarianos), 7 entradas e 12 sobremesas.

Como bons carnívoros e sendo a especialidade da casa, optamos pela carne de gado. A mesma era muito macia e suculenta, realmente de excelente qualidade e muito bem preparada. Esse era o tipo "Rossini", cozido ao Porto.
 O acompanhamento era purê de batadas, cogumelos e topinambour (da mesma família da batata, considerado um "legume" antigo)
 O acompanhamento, assim como o pão e a água foram repostos espontaneamente à nossa mesa.

Escolhemos a fórmula prato e sobremesa, sem entrada, já que tínhamos pouco tempo para visitar a cidade, e confesso que foi uma excelente escolha: eu que sou comilona não poderia ter comido mais.
 Como sempre Sylvain escolheu uma sobremesa com chocolate.
 Eu escolhi essa sobremesa em forma de sorvete, mas com uma textura de suflê, feito com a bebida alcoólica muito utilizada em gastronomia, o Grand Marnier.

Com a sobremesa, foram servidos igualmente gratuitamente essas guimauves (que eu nem toquei, não gosto) e um digestivo de cereja, esse sim uma delícia!

Também gostei dos banheiros modernos, perfumados, com flores naturais e música ambiente!

Gostou? Recomendo reservar pois esse restaurante tem uma boa reputação e está sempre lotado para o almoço e jantar. Vale lembrar que os restaurantes que não são especialmente turísticos atendem em horários relativamente organizados, como às 12 às 14h (mas geralmente não recebem clientes a partir das 13h30) e das 19h/19h30 até 22h/22h30 (mas melhor não chegar depois das 21h30, com risco da cozinha estar fechando ou fechada!) Aqui na França, locais que servem refeições non-stop quase sempre não são restaurantes de qualidade. Em Paris até é possível encontrar alguns bons (como o Relais Gascon), mas nas demais cidades é raro. Quer comer bem? Tente fugir dos restaurantes "non-stop" e prefira comer em horários "normais".

Endereço: 79, Grande Rue, Le Mans.