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segunda-feira, 16 de março de 2015

Lugares que nos deixam com uma imensa vontade de voltar...

Quando a gente gosta de viajar e conhecer lugares e culturas diferentes, um dilema se impõe: como conhecer todos os destinos com os quais sonhamos em uma vida tão curta, em meio à tantas obrigações do dia a dia (trabalho, família, orçamento)?

Mesmo o mundo sendo tão vasto, alguns destinos nos dão vontade de voltar... E não é nada fácil tomar uma decisão e escolher entre o desconhecido ou o conhecido que nos deixou com vontade de conhecer mais!

Creio que eu poderia voltar tranquilamente e feliz em quase todos os lugares onde já estive, mas resolvi pensar melhor no assunto e  colocar no papel (ou melhor, no blog) uma lista não exaustiva dos destinos nos auqis ainda tenho vontade de ver e fazer muitas coisas. Não necessariamente nessa ordem!

1. Paris

Paris foi a primeira cidade da Europa que conheci e meu grande amor. 
Eu imaginava uma cidade cara, cheia de turistas e estrangeiros, e é assim mesmo mas eu a amo mesmo assim!
Talvez não tenha sido por acaso que também me apaixonei por um quase-parisiense (a alma dele é parisiense) e que por aqui fiquei. E mesmo se moro a 10 minutos de Paris (e não em Paris mesmo) não me canso dessa cidade! Eh ali que se concentram a maioria das nossas saídas: restaurantes, bares, cinema, teatro, exposições... Paris faz parte da minha vida, sinto saudades quando estou longe e ainda considero uma das cidades mais belas da Europa e do mundo.
Se ainda não veio, venha você também!

2. Pequim / Beijing

Quem acompanhou um pouco as minhas viagens sabe que sou apaixonada pela China e voltei ainda mais fascinada após viagem que fiz para lá em 2012. Tudo por lá é tão diferente da Europa ou dos outros países que conheci, mas ao mesmo tempo me senti tão bem que eu poderia morar mesmo na China, o único problema seria a poluição das grandes cidades (que durante a nossa viagem não chegou a nos incomodar, parece que tivemos sorte) e acho que eu não poderia contar com a companhia do marido, que teria dificuldades em abrir mão de Paris.
Sonho em retornar, quem sabe daqui uns 15 anos (acho que vai ser difícil antes, temos outras prioridades), não apenas em Pequim, mas rever a Grande Muralha da China, outras cidades que tanto amei e outras que infelizmente tivemos que deixar para outra ocasião, mas que povoam meus sonhos de viagens.

3. Nápoles

A Italia inteira é um convite para voltar, mas Nápoles me atrai como um imã, é difícil de explicar. Dizem que é uma cidade perigosa e suja, mas em meio a um certo caos eu encontro meu equilíbrio e me sinto em casa, em total liberdade. Foi uma paixão tão intensa que ao voltar da primeira viagem já comprei passagens para uma segunda vez! E aqui em casa até virou uma piadinha, quando não temos nada para fazer e não tivemos tempo para orgnizar nada mais elaborado dizemos: vamos para Nápoles?
Mas da Italia sempre voltamos com a sensação de que deixamos de ver e viver muitas coisas, então temos que voltar em Roma, Milão, Veneza e Florença, isso é certo.

4. Praga


Sempre sonhei com Praga e adorei minha viagem em pleno verão Europeu. Porém na minha cabeça essa cidade combina com o inverno e eu sonho com as ruas geladas de Praga e atravessar a ponte cedo pela manhã com muita névoa e poucos turistas... 

5. Londres


Quem não gosta de Londres? Ops, eu... Não é bem assim, mas na minha primeira viagem a Londres voltei bem decepcionada. Não achei uma cidade bonita, praticamente não temos contato com ingleses em uma viagem de turismo e não me senti bem por lá, achei tudo frio e distante... Mas ao mesmo tempo não consigo deixar de voltar. Tem o fato de ser tão "pertinho" da minha casa que acabo voltando todos os anos para uma exposição, compras, bater perna ou simplesmente sentar em um café e ver a vida passar.

6. Rio de Janeiro
A cidade é linda, as praias, o mar... Como eu queria voltar!

Infelizmente achei uma cidade pouco prática, não é tão fácil se virar em transportes públicos, o que sempre preferimos nas nossas andanças por aí e a gente fica um pouco perdido nesses detalhes práticos. 
Em qualquer lugar do mundo, na China, Tailândia, na Russia, mesmo sem falar a língua a gente consegue se virar e ir para qualquer lugar, mas no Rio a gente perguntava como chegar em tal lugar e nos diziam que tinha que ser de taxi! Nada contra os taxistas, que precisam trabalhar, mas particularmente não é meu passatempo preferido o de ver a cidade através dos vidros de um carro, que são uma barreira para os sentidos.
Gosto de estar no meio do povão!

7. Buenos Aires
Foi minha primeira viagem ao exterior, acho que em 2006, por isso me lembro com muito carinho. Sempre quis voltar, mas a ocasião nunca se apresentou até então, agora que moro tão longe e meus dias na América do Sul são sempre contadinhos. Porém a cada dia aumenta a minha vontade e sonho em mostrar Buenos Aires ao meu marido, assim como todos os lugares que marcaram o meu passado.
Infelizmente não consegui encontrar nenhuma foto dessa época.

8. Bangkok

A capital da Tailândia não tem mais muita coisa a ver com as imagens que tinham ficado na minha cabeça da antiga capital do Sião, mas ainda assim é um lugar surpreendente! Não me cansei dos templos, das comidas de rua, da animação noturna e das massagens tailandesas em todos os lugares. Já fico sonhando em passar 2 dias por lá a cada nova viagem que gostaria de fazer pela Asia. Será que vai dar?

9. Luxor


Luxor é tudo o que eu imaginava no que diz respeito ao Egito Antigo. Posso ficar horas e horas admirando o tempo de Karnak ou o de Luxor e poderia ir centenas de vezes visitar o Vale dos Reis. Se eu fosse "condenada" a repetir todos os anos a mesma viagem, com certeza seria um cruzeiro pelo Nilo, tendo como ponto de partida e chegada Luxor.

10. Antalya

Adorei a minha primeira viagem à Turquia para visitar Istanbul, mas foi mais tarde Antalya que deixou um gostinho doce na minha boca. O clima de praia com aquela água linda, as cores, tão perto das antigas cidades gregas e romanas e um clima de total liberdade. Existem mesquitas sim, o povo é muçulmano e ouvimos as 5 preces diarias (o que é muito bonito), mas é uma mistura entre moderno e antigo difícil de definir, mas eu poderia passar horas passeando por aquelas ruelas e sentar olhando o mar. Além, é claro, da possibilidade de conhecer os arredores!

E você, para quais lugares você morre de vontade de voltar?

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Golpes aos turistas

Com o aumento desenfreado do turismo pelo mundo afora, também tem aumentado o número de golpes aos turistas. Uma forma para os espertinhos de ganhar dinheiro fácil, mas você não será a próxima vítima, não é mesmo?

Seguem aqui alguns golpes que tenho presenciado por aí:

Paris:

- Golpe da pulserinha: sobretudo perto da Basílica do Sacre-Coeur encontraremos diversos homens de origem africana super-simpáticos (no início) que nos param e rapidamente começam a "fabricar" uma pulseira da sorte direto no nosso pulso. Mas no final eles pedem um preço absurdo, 20€ por exemplo! Você não quer dar e eles começam a ficar agressivos e não largam o nosso braço, e aí no final a gente acaba deixando algum dinheiro para conseguir partir livremente.
O melhor é evitá-los, não dar conversa e não deixar tocar em você! Cortar o mal pela raiz.

- Abaixo-assinado: perto da Torre e de outros pontos turísticos vamos encontrar meninas/mulheres geralmente magrinhas, de saia longa e com um lenço enrolado no pescoço. Elas perguntam se falamos inglês e nos pedem para assinar algum abaixo-assinado em favor de alguma causa que parece nobre, mas são falsas associações e o dinheiro nem fica com essas meninas, mas sim com seus exploradores, verdadeiros mafiosos. Muitas elas elas se fazem passar por surdas-mudas.
Se você fica tentado a dar alguns euros a elas, é bom levar em con sideração que enquanto esse tipo de golpe funcionar, elas continuarão a serem exploradas!

- Anel: pode existir diversas variações, mas geralmente será uma mulher que se aproxima e diz que você deixou cair o anel de ouro, e como está devolvendo esse anel, pede uma compensação financeira...
Bom, essa pessoa anda com diversos desses anéis que não valem nem 10 centavos e aplicam esse golpe à turistas desavisados...

- Jogo dos copos: um grupinho se lançando com muita rapidez em um jogo em que um embaralha os copos e os outros (cúmplices) fazem de conta que acertam e que ganhyam muito dinheiro! A gente vê as notas de 50€ passando de mão e não e os ingênuos podem tentar ganhar também! Já observei muitas vezes, eles são todos do mesmo grupinho e se movem sempre em grupo, são cúmplices com o único intuito de tirar dinheiro dos turistas. 

- Terrasses dos cafés: não é exatamente um golpe mas é importante tomar muito cuidado ao sentar em uma terrasse para tomar um café, beber um aperitivo ou comer. Não perca sua bolsa e outros objetos importantes de vista, os espertinhos estão por ali em busca de uma oportunidade de roubar!
Eu uso sempre uma bolsa daquelas que se porta atravessada, e ela fica ali comigo e não tiro para me sentar, se for em lugares abertos! (mas cuidado também no café da manhã dos hotéis...)

China: 

- Jovens com boa desenvoltura em inglês puxam conversa e depois propõe de nos levar a uma casa de chá ou simplesmente sentar e beber alguma coisa. Golpe na certa! Eles nos levam a um lugar onde recebem comissão e os preços são 10 vezes mais caros que os preços "normais"! 
Também dizem que em casos mais graves, seguranças bem fortinhos nos impedem de ir embora!
Quase caímos nesse golpe em Pequim e fomos abordados outras duas vezes em Shanghai. A nossa estratégia é sempre ser simpático, sorrir mas não dar conversa. 

Tailândia:
- A pior praga de Bangkok e outras cidades tailandesas são os motoristas de tuk tuk, uma pena, pois o conceito de se locomover em um meio de transporte desses é muito legal! Porém já é conhecido que eles vão nos pedir um preço absurdo, dizendo que o lugar onde queremos ir é muito longe (quando as vezes dá para ir em 15 minutos a pé), ou então um preço barato, mas eles não nos levam ao lugar que pedimos! Nos levam a lojas ou outros lugares onde recebem comissão, e aí não sabemos onde estamos e ficamos completamente refém desses motoristas!

- Também somos abordados pelos mesmos ou outros passantes, que puxam conversa e dizem que o lugar que queremos visitar está fechado naquele momento e nos propõe a visitar outra coisa. Fomos abordados 2 vezes em Bangkok, uma por um senhor que se dizia policial de folga e outro professor em uma escola para monges. Ambos com aparência bem respeitável e inspiravam confiança, fizemos de conta que acreditamos no quediziam, mas que iriamos só dar uma volta no bairro. E nos dois casos os locais que eles diziam fechados, estavam abertos (tinhamos verificado bem antes em um guia de viagem).

- Motoristas de taxi e de tuk tuk podem dizer que o hotel ou restaurante onde queremos ir está fechado (reformas, etc) e eles nos leva a outro. As vezes nem é mais caro, mas simplesmente de um "amigo" de quem ele recebe comissão!

Egito:

1€: Os vendedores lançam um preço bem em conta, como 1€, a gente dá o dinheiro e ele diz que a gente entendeu mal, que era 10€, a coisa mais ridícula que já vi!!! E isso por um objeto que realmente não vale mais do que 1€. Mas o problema é que o dinheiro que a gente deu (1€, por exemplo) desapareceu, o vendedor já guardou e não devolve! Quando isso aconteceu conosco pela primeira vez, sem ter o dinheiro de volta, meu marido pegou a estátua e fomos embora sem olhar para trás, o que pode ser muito arriscado, não aconselho ninguém a fazer isso. Depois disso a gente insistia mostrando o dinheiro sem dar, e pegávamos primeiro o artigo para dar o dinheiro depois.

Moedas: vamos encontrar em todos os cantos pessoas que nos pedem para trocar moedas de euro (mas vai ver pode ser de dolar também) por notas. Na verdade eles ganham muita gorjeta em moedas, mas elas não podem ser depositadas no banco, e por isso eles pedem aos turistas para trocar.
Porém cuidado se quiser fazer essa boa ação: verifique que as moedas que está recebendo em troca das notas são verdadeiras!!! Uma vez conosco nos deram moedas de 1€ completamente falsas, tão leves que pareciam de plástico e mal impressas! Mais uma vez meu marido fez um escândalo, disse que chamaria a polícia turística e o homem apareceu com moedas verdadeiras... Mas melhor não contar com a sorte, a gente nunca sabe com quem estamos lidando e presenciamos diversas brigas e violências entre vendedores ambulantes (inclusive por minha causa pois segundo um dos vendedores eu teria prometido visitar a loja dele mas estava comprando com o outro! Eles começaram a brigar feio e sair no tapa, até que mais uma vez o meu marido disse que se eles não parassem a gente não compraria nada, nem com um nem com o outro. Se eles quisessem, que compartilhassem os ganhos. Eles resolveram parar com aquela violência toda).


Países pobres em geral:

O turista que vive uma condição econômica melhor é confrontado com situações de extrema pobreza e tem tendência a dar esmola. Por favor, que fique claro que esmola não resolve problema nenhum! Dar esmola à crianças as incentiva a não ir à escola e a se profissionalizar em "pedir esmola", como é muito comum na India e no Egito, para citar apenas dois países, mas eu poderia citar outras dezenas e dezenas.
A mesma coisa é dar esmolas a um adulto, pois ao invés de valorizar que ele ganhe dinheiro pelo seu trabalho, o turista corrobora a idéia de que é mais simples ganhar a vida sem trabalhar.

Se realmente você quiser dar algum dinheiro, que seja para alguém que realmente mereceu, uma pessoa que o ajudou ou que realizou ótimos serviços, por exemplo. Mas recompensar alguém que disse que  rua X é a próxima à direita? Que mundo é esse em que as pessoas só dão informação esperando uma recompensa em troca?


Agora é a sua vez: 
Você já foi vítima ou conhece algum outro golpe e gostaria de compartilhar?
Seja bem-vindo!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Templo de Edfu

Edfu é uma cidade às margens do Nilo entre Luxor e Assuã cuja celebridade se deve ao magnífico Templo de Hórus, protetor direto do Farao, um dos santuários mais bem conservados do Egito. A localidade é bem pobre e vive do turismo e da agricultura. Não tivemos muita escolha e esse foi o nosso meio de transporte até o templo:
Em Edfu os vendedores são ainda mais agressivos que em outras localidades no Alto Egito, então melhor evitar de ficar passeando no meio da multidão, ou em uma manhã inteira você não conseguirá andar 300 metros.

Construído em 237 a.C., esteve durante séculos coberto de areia, por isso o excelente estado, ao contrário do Templo de Karnak, que foi encontrado em péssimas condições e praticamente não tinha nenhuma parede em pé! 
Trata-se de um templo jovem (somente pouco mais de 2 mil anos), uma cópia da arquitetura antiga, que já estava ultrapassada na época. Mas foi devido a ele que foi possível aos arqueólogos e historiadores de preencher diversas lacunas presentes até então. 
E o Deus Falcão Hórus está presente em cada detalhe!

 
 Nos muros estão gravados os rituais, cerimônias e costumes do Egito Antigo.

 Porém houve muito degradação, sobretudo nas paredes externas, aparentemente pelos coptas. Principalmente os rostos dos personagens foram destruídos.
A deusa Hátor, sua esposa, é representada 365 para preservar o templo das influências nefastas todos os dias do ano. Ela é representada tanto com a sua forma humana (e com chifres), ou na sua forma animal, a de uma vaca divina (daí os cornos, não pensem bobagem!)


Nas salas mais escuras, quando estamos sozinhos, até podemos sentir uma parte desse mistério dos ritos antigos.

Seus pilones principais se elevam à 36 metros de altura!



segunda-feira, 17 de junho de 2013

O fascinante Templo de Luxor

 O Templo de Luxor fica bem no centro da atual cidade do mesmo nome (que foi a cidade antiga de Tebas, dominio do deus Amon). O local é privilegiado pela luminosidade, que é ainda mais bela bem cedo pela manhã ou ao pôr-do-sol.
 Inteiramente dedicado ao deus Amon, ele começou a  ser construído no ano 1400 a.C. durante o reinado de Amenophis III (ou Amenhotep III, dependendo da lingua utilizada) e continuou durante a época de Ramsés II. Porém, entre um e outro, muitos outros faraós colocaram as mãos, no senso figurado.
Durante o reino de Ramsés II, dois obeliscos de dimensões perfeitas foram acrescentados. Quando o templo foi redescoberto, quase completamente coberto de areia, habitado por miseraveis, galinhas, pombos e lixo, ninguém queria e os obeliscos foram presenteados à França, que aceitou apenas um e recusou o outro, que estava torno. O obelisco em perfeito estado está na praça da Concórdia, em Paris, desde 1836.
A parte inferior de ambos os obeliscos representa 4 macacos um tanto quanto exibicionistas...Chocado com essa imagem, Luís Filipe, o rei "dos Franceses" mandou esconder os macacos na reserva do Louvre, mas a outra versão dos macaquinhos é bem exposta em Luxor para quem quiser ver.

Hoje a entrada é dominada pelas estátuas de Ramsés II e o único obelisco que sobrou.







  O Templo também é inteiramente iluminado durante a noite, com suas temperaturas mais agradáveis.
No interior do podemos avistar a mesquita de Abou el-Hagag, construída no século XIII quando o templo estava recoberto de areia. Ela atrapalha o trabalho dos arqueólogos mas também é um patrimônio histórico (além de ser muito importante em um país muçulmano).

Durante o período cristão, afrescos religiosos foram realizados nas paredes do templo... Que funcionou como uma igreja.

O Templo de Luxor era interligado ao Templo de Karnak pour um alinhamento de esfinges de 2,5km. Uma parte pode ser vista, mas a maioria ainda está enterrada esperando ser mostrada ao mundo.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Vale dos Reis e Templo de Ramsés III

Nas margens oeste de Luxor se encontra a antiga necrópole ("cidade dos mortos", ou um tipo de cemitério) de Tebas: a última moradia dos faraós do Novo Império do Egito. Durante 500 anos, faraós e nobres construíram ali as suas tumbas nessas montanhas sagradas e desérticas ao lado de uma natureza verdejante. São muitos sítios arqueológicos por ali e preferimos visitar o Vale dos Reis e deixar para uma outra ocasião o Vale dos Nobres, das Rainhas, dos Artesãos e o Templo de Hatchepsout (onde houve um massacre de turistas há poucos anos).

Se os primeiros faraós preferiam construções como pirâmides, seus sucessores preferiam uma certa discreção para evitar a pilhagem. Porém não adiantou muito, já que a maioria foi pilhada pouco tempo após a morte do defunto...

Infelizmentes fotos são proibidas e as câmeras fotográficas devem ser deixadas na entrada. Preferimos não arriscar e deixamos os aparelhos e celulares no ônibus.

Aqui é a foto da casa de Howard Carter (quem descobriu a tumba de Toutankhamon), no alto de uma montanha, antes da entrada propriamente dita.
O caminho que leva à necrópole.
 De um lado a paisagem era como essa acima, e do outro como essa abaixo.

São 63 tumbas até então descobertas (numeradas de acordo com a sua ordem de descoberta), mas apenas umas 15 são abertas a cada dia. O bilhete de entrada permite visitar apenas 3, quem quiser visitar outras terá que comprar ingressos complementares. Vale salientar que a tumba de Toutankhamon tem um preço separado, mais cara a ela sódo que para visitar 3 outras e a visita não vale a pena, não tem nada interessante a ver, apenas pelo contexto mesmo. Muitas outras ainda estão esperando serem descobertas, e equipes de arqueólogos de diversos cantos do mundo trabalham na região.

Nesse dia escolhemos visitar 3 das tumbas que nos pareciam mais interessantes dentre as que estavam abertas: 
- Ramsés IV (2): Esse faraó reinou apenas 7 anos (lá pelos anos 1170a.C). Com cerca de 90 metros de comprimento, essa tumba foi descoberta e era visitada desde a Antiguidade (podemos ver os grafites da época em grego e latim!). Champollion, que decifrou os hieróglifos egípcios "acampou" ali quando esteve no local. A decoração dessa tumba é em grande parte inspirada do Livro dos Mortos. As paredes são cobertas de textos sagrados

Mérenptah (8): essa tumba do 13º filho de Ramsés II, apesar de grande em superfície (só o corredor eentrada mede 135m, todo decorado), relativamente simples em comparação com as mais suntuosas.

Ramsés III (11): uma das mais visitadas do vale, e a únicacom vidros de proteçéao para evitar que os turistas (e empregados!) toquem nessas riquezas da história.

Templo de Ramsés III (Medinet Habu)
Os gigantescos pilones são comuns nas entradas dos templos egípcios, mas em Medinet Habu a façada é de uma variação que lembra mais a arquitetura síria (com andares)

 O templo estava ainda mais deserto e conseguimos aproveitar cada detalhe desse local que está muito bem conservado. Dedicado à glória do faraó Ramsés III, por isso toda a decoração guerreira, cenas e combates violentos. Nas partes cobertas, impressionantes traços de policromia (cores) da época dão uma idéia de como deveria ser na época.

  O interior é composto de dois grandes pátios, mas nas salas "hipostilas" só sobraram as bases das grandes colunas..
 Primeiro pátio

 Segundo pátio

Primeira sala hipostila




Vista das "brechas" do templo.

Terminamos a visita com uma passagem rápida (e a única gratuita) pelos colossos de Memnon. Pode não parecer, mas eles medem 19,5 metros! As estátuas representam o faraó Amenophis III sentado, nessa posição que é o símbolo da eternidade. Uma pena que estejam nesse estado (devido às cruas do rio Nilo e terremotos)!

Impensável fazer um passeio desses pelo deserto sem um chapéu, óculos de sol  e protetor solar!