Mostrando postagens com marcador Italia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Italia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de março de 2015

Florença, uma das mais belas cidades da Europa

O acaso tinha feito com que eu nunca tivesse colocado os meus pés em Florença, e na minha cabeça não era uma cidade no topo das minhas prioridades. Mas foi de tanto o meu marido insistir "quando iremos à Florença?" e amigos e conhecidos nos olhando atravessado "o quê??? Vocês não conhecem Florença??" que aproveitei as folgas no início do ano e reservei 2 passagens de avião.


Assim que chegamos, apesar de ser uma cidade (falo de seu centro histórico) pequena, em que tudo pode e deve ser feito à pé, a primeira sensação foi de "ai meu Deus, nunca poderemos visitar tudo em 4 dias e 3 noites!"

Sem dúvida Florença é uma das mais belas cidades da Itália e, para mim, mesmo uma das mais belas do mundo! Creio que é uma das cidades com maior densidade de obras de arte por metro quadrado. Nessa cidade símbolo vivo da Renascença, comerciantes e banqueiros dos séculos XIV e XV construíram prédios magníficos para ostentar seus poderes e influências. 

Em Florença os artistas nunca faltaram! Nunca é demais citar Giotto, Michelangelo (símbolo de Firenze), Donattelo, Dante...



A cúpula da catedral projetada pelo escultor-arquiteto Brunelleschi foi uma proeza para a época. Em 1436 ele conseguiu ultrapassar as cúpulas de Pisa e Siena de 100m de altura e 42 de diâmetro (Botticelli tinha tentado anteriormente, sem sucesso). Porém a decoração externa em mármore verde e bege é bem toscana! O interior da catedral é de uma grande simplicidade, com exceção das pinturas ao interior da cúpula que representam o Julgamento Final (são de dar medo!) realizadas por Vasari e Zuccari.


Nosso lugar preferido em Firenze foi a Piazza della Signoria, dominada pelo Palazzo Vecchio que, ao primeiro olhar, com seus ares medievais e militares não deixa transparecer o luxuoso interior reorganizado por Vasari (século XVI, ainda ele) para Cosme I, esse Médicis que criou a República da Toscana.

Plaza della Signoria



Ainda mais charmosa é Loggia dei Lanzi (verdadeiro museu a céu aberto com esculturas fantásticas da Renascença como o Perseu, de Benvenuto Cellini e O Rapto das Sabinas, de Giambologna).


Nessa praça também encontramos a estátua equestre de Cosme I de Médicis (por Giambologna), uma cópia da Judith de Donatello (a original está no interior do Palazzo Vecchio), A Fonte de Netuno, cujo Netuno foi realizado por Ammannati e a fonte com as Nínfeas por Giambologna. Esse Netuno foi considerado medíocre para a época e conta-se que Michelangelo a cada vez que por ali passava comentava: "que disperdício de bom mármore!".
 O David de Michelangelo e o Netuno de Ammannati
Alias, também podemos admirar uma cópia em mármore do famoso David de Michelangelo, de proporções reduzidas. O verdadeiro ali esteve até 1873 e atualmente se encontra na Galleria dell'Accademia. São 5.17m de altura e 5,5 toneladas que os mais interessados não deixarão de conferir de perto!

Uma passada pela Ponte Vecchio e algumas horas da Galeria dos Ofícios (Galleria degli Uffizi) para admirar dentre outras obras-prima o Nascimento de Vênus, de Botticelli...





Com tudo isso você acha que acabou e que viu tudo de Florença? Ledo engano...


sábado, 5 de julho de 2014

Nápoles, entre evidência e mistério

Nápoles, apesar de ser uma grande cidade aberta para o mar, é portando fechada nela mesma, guardando à 7 chaves seus segredos e mistérios. 


Muitos conhecem Nápoles por suas ilhas emblemáticas (Capri), seu vulcão Vesúvio e suas cidades cobertas de cendros ou lava (Pompéia, Herculanum), ou Nápoles da mafia do sul da Itália.

Mas existe toda uma cidade escondida que somente com olhos, coração e alma bem abertos poderemos apreciar. 
Nápoles de seus bairros populares e ruelas estreitas.
Se a pobreza parece reinar, os palácios e igrejas barrocas estão em todas as esquinas, testemunha de uma outra riqueza. Bem compacto, o centro histórico se organiza ao redor da Piazza del Plebiscito e algumas ruas principais, como a via Toledo e outras mais estreitas, como a via del Tribunale.




 Algumas pessoas me acham louca, mas Nápoles foi a cidade que mais gostei da Itália, nela vi tanta autenticidade. Em nenhum momento senti medo ou me senti ameaçada. Adorei o ambiente caótico, toda a bagunça e desordem (mesmo se não poderia viver em um lugar assim). Mas parece que alguns bairros são a evitar.

Contam que existe em Nápoles mais de 200 igrejas e os napolitanos parecem bem fervorosos.
A fachada austera da Igreja do Gésu Nuovo esconde seu interior suntuoso e luminoso do barroco napolitano.



Seu Museo Archeologico Nazionale é um dos mais belos do mundo, reunindo tesouros inestimáveis das cidades que desapareceram em um dia de agosto do ano 79. Para os mais assanhadinhos, o museu conta com um "gabinete dos segredos", com peças bem explicitas encontradas nas cidades destruídas pelo Vesúvio no primeiro século da nossa era.
 Hercules Farnèse, uma obra prima da antiguidade.

 O impressionante mosaico A Batalha de Alexandre foi encontrado em Pompéia, na casa do Faune.
E a fineza dos detalhes dessa jovem pompeiana.

Mas o que seria de Nápoles sem os napolitanos? Eles cantam, festejam, falam alto e gesticulam ainda mais que em outros lugares da Itália. 

Contam que a famosa pizza Margarita foi criada lá em honra à rainha Margarida de Savóia, nas cores da Itália (tomate, mozzarela e basílico). E não vamos deixar passar o babá napolitano nem os sfogliatelles, nem seus cafés, frequentados outrora por Verdi, oscar Wilde ou Sartre, não é mesmo?
 O Castel Nuovo com a sua entrada Renascença que contrasta com suas torres medievais. 
Adoro essas misturas!
 A Galleria Umberto I foi inspirada pela galeria Vitttorio Emanuele II de Milão.


Gostei tanto de Nápoles que quando voltei da primeira viagem, a primeira coisa que fiz foi comprar novas passagens para uma segunda visita. E espero ainda voltar muitas vezes!