segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Pinheiro de Natal Ecológico

Nesse meu sexto Natal na França, até então eu nunca tiinha tido um Pinheiro de Natal.
No Brasil, a minha mãe sempre decorava um todos os anos, era um lindo pinheiro natural, geralmente que tomava conta da sala inteira!!!
Mas o que eu nunca gostei foi de decorar e da sujeira que o pinheiro faz, tendo que limpar ao redor praticamente todos os dias.
Aqui na França se vende muito pinheiro de natal, mas eu acabo achando que eles são ainda mais volumosos na base... E quando se mora em apartamento (pequeno), aí já viu, hein? 
Já pensamos em comprar um artificial, mas os que são realmente bonitos são muito caros, e os baratinhos são tão sem graça...

Porém este ano decidimos passar o Natal em casa, e ao organizar a ceia, realmente vimos que estava faltando alguma coisa. O que fazer? Sair correndo e comprar um pinheiro, mesmo se iríamos aproveitar pouco, investir em um de qualidade, ou comprar um baratinho só para quebrar o galho???

A solução encontrada pelo meu marido foi esta:

 Eu tinha comentado que "bem que ele poderia me desenhar uma árvore de Natal", mas quando cheguei em casa o resultado foi esse, bem mais elaborado do que eu poderia imaginar.

E olha, para quem gosta de tralahos manuais e pintura, não é tão difícil.
Seguem aqui as etapas:


O que eu mais gostei do meu pinheiro de natal é que ele é ecológico: feito de papelão reciclado, o que evita de cortar mais uma árvore.


O que vocês acharam? Apoiam essa idéia?

domingo, 15 de dezembro de 2013

Istambul: Santa Sofia e Pequena Santa Sofia

Um dos momentos mais marcantes que tive esse ano foi durante minha visita à cidade de Istambul. Tive a oportunidade de "descobrir" essa maravilha através de meus próprios olhos, se sentir seu cheiro e respirá-la.
São muitos locais e monumentos para visitar, e a cidade não se esgota com o passar dos dias. Se tudo nos parece exótico e novo (apesar do seu passado) duas maravilhas da arquitetura bizantina me marcaram em pleno centro histórico:

Basílica de Santa Sofia (Aya Sofya Camii)

Aya Sofya significa Santa Sabedoria ou Sabedoria Divina. Inaugurada no ano de 570, foi o maior templo cristão até a construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano, mas isso cerca de 1000 anos mais tarde, façanha de Michelângelo.
 Vista noturna
Vista diurna em um dia ensolarado de março

Imagem anterior a 1453, quando era um templo cristão.

Em 1453, com o episódio histórico conhecido como Queda de Constantinopla (antigo nome de Istambul), foi transformada em mesquita na mesma noite, ordens do Sultão Mehmet.

Infelizmente seu interior ricamente decorado está em péssimo estado de conservação. Porém, considerando os séculos passados e os esforços, até que damos um desconto.

 Seus mosaicos são de uma fineza em cada detalhe.

 Seu interior esplendoroso contrasta drasticamente com sua arquitetura externa pesada e "desgraciosa". Vale lembrar que se trata de uma construção muito antiga. Teme-se um novo seísmo, e dizem que mesmo se a cidade inteira pode ser destruída pela (falta de) qualidade de seus prédios, a Santa Sofia deve permanecer em pé. E eu acredito fiamente nisso!





Vista da Mesquita Azul através de uma de suas janelas.

Se o local já foi Igreja e Mesquita, desde Ataturk não é mais local de culto, mas sim um museu. A entrada é paga e fecha às segundas.

Pequena Santa Sofia (Kuçuk Aya Sofya Camii)

Não muito longe da Santa Sofia, perdida em uma das ruelas dos bairros baixos (na parte baixa da colina, em direção ao Mar de Marmara) e escondida pelos prédios ao redor, uma outra mesquita/igreja impressiona, apesar do seu tamanho reduzido e da sua simplicidade.

Trata-se de uma Igreja Bizantina datando dos anos 530 (ainda mais antiga que a santa Sophia), mais tarde transformada em Mesquita, que é chamada de "Pequena Santa Sofia" pela similitude arquitetural com a ilustre. Eu não queria perder de jeito nenhum!
Foi nossa última visita, e mesmo com um mapa não é fácil de encontrar. Mas que maravilha de se perder pelas ruas de Istambul!
 Fortemente abalada pelos terremotos de 1648 e 1763, mas restaurada em 1831. se a sua decoração interna bizantina desapareceu, ela não resta menos autêntica e testemunha da evolução de Istambul ao longo de cerca de 15 séculos.
 Inicialmente preferi não entrar, já que estava de saia (apesar de meia calça grossa e opaca) e fiquei esperando do lado de fora. Foi então que o imam me convidou para entrar, pedeindo que eu tirasse os sapatos (serve para todo mundo) e cobrisse a cabeça (somente para as mulheres). Ele foi muito atencioso e nos explicou tudo em turco, pena que não compreendemos esse idioma. Mostrou todo o interior da mesquita, insistindo para que fotografássemos cada detalhe, que infelizmente não compreendíamos o real significado e importância.
 Eramos as únicas pessoas ali presentes (Sylvain, o Imam e eu) e pudemos apreciar com calma a simplicidade e a magiada pequena Santa Sofia. Toda a luminosidade era natural.
 O local transpira serenidade e é um convite para um momento de calma, o instante de uma prece, independente do "Deus" de cada um. Por que não, já que talvez só exista um?
Agradecemos e deixamos uma contribuição para a manutenção da mesquita, contribuição esta que não é obrigatória, mas de bom tom. 

Além disso, espero que ela continue viva e presente ainda por muitos séculos.



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Homens franceses

Certa vez algumas meninas na França comentaram que os franceses não são bonitos, que são sem graça, sem sal...

Bom, tudo é questão de gosto e gosto não se discute...
Porém existe uma infinidade de formas físicas

Mas resolvi fazer uma listinha dos meus franceses preferidos (em termo de beleza):


Alain Delon, que dispensa apresentações

Christopher Lambert: agora está um pouco acabadinho, mas sempre achei muito lindo esse ator franco-americano.

 Lambert Wilson, um gatão quando era jovem, e mesmo agora que já está um pouco passadinho, ainda arranca suspiros!
Um outro homem que sempre achei muito bonito e charmoso é o cantor Marc Lavoine (e que voz!!!). Mas como a idade chega e pesa para todo mundo, esse ano ele tem aparecido bem magro e envelhecido. Espero que não seja nada grave!

Vincent Cassel (ator e ex Monica Bellucci) é um outro que tem lá o seu sex appel e uma grande presença em cena. Ele e Monica Bellucci representavam o casal sexy por excelência!

Gilles Lellouch tem aparecido em quase todos os atuais filmes franceses e a sua cotação tem aumentado... Não é o meu tipo, para mim tem uma cara de "mulherengo", mas confesso que não me deixa indiferente.

O cantor Christophe Maé me dá vontade de levar para casa e dar colinho... Tem um ar tão meiguinho!
Os franceses odeiam, mas as francesAs (jovens) geralmente adoram.

 Não só ator, mas realizador de sucesso, Guillaume Canet é muito apreciado no círculo do cinema.

Não faz muito o meu tipo, mas a mulherada está correndo atrás do Jean Dujardin (do filme mudo The Artist)!

Jean Galfione, um esportista de alto nível... Ahhh

Mesmo François-Henri Pinault, uma das maiores fortunas francessas não é tão mal assim. No lugar da Salma Hayak eu também não teria pensado duas vezes, mesmo se muita gente acredita que ela se casou por interesse.

Pelo mundo afora os franceses têm uma reputação de infidéis... E muito disso se deve ao que pregava toda uma era de intelectuais franceses (só para citar Sartre e Simone que Beauvoir).
Ao mesmo tempo, a infidelidade dos políticos não é vista de forma tão negativa na França, como no caso do ex-presidente François Miterrand que levava uma vida dupla com a esposa e a amante, com quem teve uma filha ilégítima, e mais tarde Jacques Chirac, que confessou em suas "memórias" que amou muitas mulheres, o mais discretamente possível. para os franceses, o que o político faz em casa não tem nada a ver com o que ele pode fazer pelo país.
Fala-se que 34% dos homens e 24% das mulheres francesas já traíram o companheiro em algum momento da vida... Os sites de relacionamentos (extra-conjugais) adoram lançar dados chocantes, mas todos os estudos sérios apontam que a fidelidade é mais importante do que nunca, e os franceses são cada vez menos tolerantes às infidelidades.

Sinceramente, não creio que entre os brasileiros e brasileiras essas estatísticas sejam muito mais baixas.

Então, o que acharam da minha seleção de homens franceses? Levariam algum para casa?
Acrescentariam algum à lista?

domingo, 8 de dezembro de 2013

Domingo Cultural

Um domingo em Paris como muitos outros. Ensolarado, mas muito frio. Nesses domingos de inverno não dá muita vontade de ficar passeando pelos parques e jardins da cidade, então aproveito para visitar o máximo possível os lugares fechados e cobertos, como museus, igrejas e outros monumentos.

E se for o primeiro domingo do mês, ainda podemos encontrar muitos locais com acesso gratuito:

Panthéon

Se inicialmente esse prédio foi previsto para ser uma Igreja em homenagem à Santa Genevieve, sua função há muito tempo é de honorar grandes personagens que marcaram a história da França.
Medindo 84 metros de largura por 110 de profundidade, ele se eleva a 83 metros na sua parte mais alta.




Seu interior é ricamente decorado com telas gigantes representando a história de Santa Genevieve, as grandes epopéias das origens cristãs e monárquicas da França.

A cripta cobre toda a superfície do prédio, e é ali, naquele labirinto austero que repousam os restos de 73 homenageados pela nação, dentre eles os filósofos Voltaire e Jean-Jacques Rousseau, os escritores Emile Zola, Alexandre Dumas e Victor Hugo (que além de escritor, foi importante político).



A única mulher ali presente é Marie Curie (tem uma outra, mas que estah ali somente para seguir o marido, que nunca quis se separar dela).
Em termos arquiteturais, o arquiteto Soufflot queria se aproximar da grandiosidade da Catedral São Pedro de Roma e São Paul, em Londres. E podemos notar que foi fortemente inspirado pelo Panthéon de Roma

Infelizmente o Panthéon está passando por importantes reformas e o famoso "Pêndulo de Foucault" (que prova a rotação da Terra) não está disponível para visitação. Assim como as fotos da sua parte externa estão comprometidas pela mesma reforma.

Sainte-Chapelle
Uma jóia da arquitetura gótica tanto na época em que foi edificada quanto hoje. Mas visitamos sobretudo para contemplarmos a luz que entra pelos seus vitrais.

Na verdade são 2 santuários, um sobre o outro, e o mais impressionante é o nível superior, com seus 15 vitrais que contam 113 cenas do Antigo Testamento e da Paixão de Cristo. Datando de 1242-1248, dois terços deles são originais!

Na parte inferior, é a sua pintura mural que impressiona, a mais antiga de Paris.


Conciergerie
A Conciergerie é esse prédio à esquerda

O mais antigo testemunho dessa primeira residência dos reis de França, em plena Île de la Cité, foi mais tarde Palácio de Justiça e prisão (mais de 5 séculos de vida prisional na Conciergerie).
As partes restantes, ou seja, as salas baixas, foram construídas em 1302, um exemplo de arquitetura civil gótica (geralmente reservada às catedrais).

Podemos visitar o corredor dos prisioneiros e algumas celas foram reconstituídas, dentre elas a cela onde Maria Antonieta esteve detida.

Atualmente (até o dia 6/1/2013), uma (pequena) parte da coleção de arte comtemporanea do milionário e colecionador François Pinault pode ser vista nas vastas salas da Conciergerie: A Triple Tour
O tema é o "confinamento", e por isso a escolha de uma antiga prisão não surpreende. São um conjunto variado de pinturas, esculturas, instalações e vídeos que falam de confinamento em todas as suas formas: psicológico, penal, político, mental e afetivo.

Sn Yuan e Peng Yo, dois artistas chineses que travalham juntos desde o final dos anos 90 estão ali representadas com uma obra perturbadora: Old Persons Home, onde 13 personagens imitando o real (como bonecos de cera) representados em idade avançada, todos de origens e condições de vida diferentes, que para mim mostra o quanto diante da morte somos todos parecidos. Ao mesmo tempo foi chocante foi ver que os visitantes "não os viam" espalhados pela sala, para mostrar o quanto fechamos os olhos diante dessa fase da vida. E assim que percebiam os "personagens" inanimados, a reação era um enorme desconforto.


Informações práticas:
Panthéon: Visita gratuita no 1º domingo dos meses de novembro à março.
Sainte-Chapelle e Conciergerie: Visita gratuita todos os primeiros domingos de cada mês.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Comidinhas do final de semana, por mim!

Quando fico muito tempo sem postar novidades é porque andei ocupando meu tempo livre com outra coisa, além do blog... 
E desta vez ocupei meu tempo cozinhando!

No Brasil eu quase nunca cozinhava (tinha a minha mãe para fazer isso) e também nunca me interessei muito. Nunca gostei de cozinhar as coisas do dia a dia (arroz, feijão, bife, batata frita)... Ao invés disso, preferia testar coisas esquisitas que minha familia quase nunca gostava!

Porém morando no exterior, tive que aprender a me virar. Se eu não fizesse as compras e cozinhasse, ninguém faria isso por mim. Mas foi a gastromonia francesa que realmente me conquistou, além do meu publico francês, que adora ser cobaia das minhas aventuras culinarias.

Não renego a cozinha brasileira, mas sei que nunca conseguirei copiar o gosto de saudade que me vem a cada vez que lembro de um prato da minha mãe, irmã ou da minha tia. E como aprendi a cozinhar realmente aqui na França, nada mais natural que minhas especialidades sejam especialidades francesas... Ou do mundo, devido ao meu interesse pela gastronomia do mundo.

Desta vez fiz um dos meus pratos preferidos, o coq au vin (galo no vinho) que, segundo meus convidados, ficou muito bom (soh estou repetindo o que me disseram!). As batatas não deveriam estar ali, mas substitui na ultima hora jah que uma das pessoas não comia champignon.

O segredo é deixar o galo marinar MUITAS horas no vinho tinto, é isso que vai dar essa cor à carne e ao molho.. Servi com um tipo tagliatele italiano de verdade e salada verde. 
Um bom pão não pode faltar para não desperdiçar o molho!

E estou muito orgulhosa de ter acertado meu primeiro carrot cake (bolo de cenoura). 


Sempre amei bolo de cenoura, principalmente o da minha irmã, mas ha alguns anos descobri os carrot cakes ingleses e desde então fiquei viciada. Quando planejo uma viagem à Inglaterra jah fico pensando nos bolos que vou comer, ou compro um sempre que passo na frente de uma loja Mark & Spencer em Paris (ou faço toda uma volta somente para passar na frente de uma de proposito para comprar um bolo).

Com esse friozinho, uma sobremesa com canela cai bem! Gostinho de Natal no ar?

A pedido, receitas:

Coq au vin:
Em um recipiente, colocar o galo cortado em pedaços, cenoura cortada em rodelas, cebola picada, alho e temperos. Cobrir tudo com o conteúdo de uma garrafa de vinho tinto. Tampar o recipiente e deixar repousar de um dia para outro (fiz por volta da meia-noite para cozinhar no dia seguinte às 17h e deixei na geladeira).
Prever 3 boas horas de preparação+cozimento. Separar o galo e coar a marinada para separar o líquido dos legumes. Em uma panela (usei uma "cocotte"), colocar para dourar a carne em um pouco de óleo (uso de oliva). Quando estiver dourada, retirar e deixar esperando. Colocar os legumes da marinada, mexendo bem para pegar de todos os lados. Jogar por cima uma colher de farinha e mexer bem. Recolocar a carne (uma opção é flambar com cognac). Cobrir tudo com o vinho da marinada. Adicionar sal e outros temperos que desejar. Deixar cozinhar por cerca de 2h30.

Em uma frigideira, dourar os lardons (pedacinhos de bacon?) e o champignon, adicionando esses ingredientes na panela do galo cerca de 15 minutos antes de servir. provar para verificar se o tempero ficou a gosto, corrigir se necessário.

Carrot Cake:
(Fiz tudo em batedeira ea receita rendeu esse bolo da foto + um outro menorzinho: ou seja, para uma forma relativamente grande, então)
Bater 125g de manteiga (tem gente que prefere óleo vegetal) com 250gr de açucar até que fique cremoso. Adicionar 4 ovos (claras e gemas), misturando tudo.
Separadamente, misturar 300gr de farinha, 20gr de canela em pó, fermento para bolo e 10gr de sal. Em opção: cravo e gengibre (que não coloquei, não gosto de cravo). Adicionar essa mistura com os outros ingredientes já batidos e continuar batendo até que fique tudo homogeneo. Acrescentar 5 cenouras raladas, um punhado de nozes e castanhas do pará (ou outros ingredientes semelhantes), lembrando de picar ou quebrar bem. Bater para misturar tudo.
Untar a forma e assar em fogo médio por cerca de 35 minutos (tenho um forno bom)

Cobertura:
Bater 200gr de açucar de CONFEITEIRO, 25gr de manteira, 150gr de creamcheease e algumas gotas de limão. Cobrir o bolo com essa cobertura.
Opção: fazer duas camadas de bolo, com essa cobertura igualmente como recheio. decorei com as nozes.

Et bon appétit !