sexta-feira, 26 de abril de 2013

Basilica Cistern e Igreja São Salvador em Chora

Dentre os diversos locais a descobrir em Istanbul gostaria de falar de dois que me deixaram muito impressionada:


Com 336 pilares oriundos de diversos templos ainda mais antigos, a Cisterna da Basílica (seria esse mesmo nome em português?) é uma construção impressionante, a dois passos da Mesquiza Azul, bem no centro histórico de Istanbul.
Construída em 542, necessitou do trabalho de 7 mil escravos. A água era ali estocada e ia para o Grande Palácio, mais tarde abasteceu o Palácio de Topkapi e mais recentemente era até possível visitá-la de barquinho (o que não é mais possível), como fez James Bond em 1963.
 A iluminação realmente valoriza o local e nos transporta para um mundo completamente diferente de tudo o que já vimos.
O ambiente é bem úmido e as passarelas por onde passam os visitantes são bem escorregadias.


Duas medusas completam a visita, descobertas somente em 1984! Uma de cabeça para baixo e aoutra de lado. Provavelmente foram colocadas lá para afastar as influências malígnas.



O segundo se trata da Antiga Igreja de São Salvador em Chora (Kariye Camii) que é tão antiga que ninguém sabe precisar com exatidão quando ela foi construída:

 Ligeirament perdidos, um rapaz nos acompanhou até o local.

Mas se por fora ela não impressiona, no seu interior ela guarda uns dos tesouros mais preciosos do mundo Bizantino: os seus afrescos e mosaicos (do século XIII, quando ela foi restaurada). 

Quando a Igreja foi transformada em mesquita, ela ganhou o seu minarete e as imagens cristãs foram cobertas de cal, o que permitiu protegê-las.
 Atualmente o local foi transformado em museu, ou seja, mais nenhum culto (seja de que religião for) é celebrado ali.
O Cristo aparece nessas imagens como o salvador do mundo e mestre o universo, com uma delicadeza incrível.


Então, qual dos dois lugares você preferiu?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Síndrome da Mulher Maravilha

Parece que ela está de volta, com mais força do que nunca, encarnando o ideal de toda uma geração feminina de ter tudo: carreira, família, supervida social, corpo escultural e rainha do sexo. Essa é a mulher moderna. 

Eu me pergunto: porque as mulheres se auto-pressionam tanto? Para mim, à força de querer se igualar aos homens, mas acumulando tarefas e querendo fazer mais do que eles. Esse tipo de Mulher Maravilha ou Super-Poderosa dorme cada vez menos e nunca pode se mostrar cansada. E nessa guerra, todas as mulheres se tornam rivais. Cada uma precisa mostrar que cozinha melhor, ou que tem mais criatividade da decoração da casa, que acumula mais diplomas e é completamente quadrilangue. Ou que tem o filho maior, mais inteligente ou mais bonito do que a média, tudo isso devido à genética e educação passada pela mãe, que tem o cargo mais importante e a vida mais ocupada.

Olha, eu já fui um pouco assim: eu achava que se eu trabalhasse mais eu existiria mais. Hoje eu já sei que o trabalho não é tudo na vida e não tenho mais a ambição de me tornar PDG de uma grande empresa ou presidente da República. 

Ainda esses dias vi uns comentários no facebook de mulheres dizendo que trabalham muito, fazem pós-graduação e milhões de cursos pois não podem se desatualizar, cuidam sozinhas dos filhos (levando e buscando na escola, atividades, médico), do marido (em 2013 ainda tem marido que não sabe se "cuidar" sozinho? Na minha casa, o meu marido "cuida" de mim e eu "cuido" dele, mas muito mais no sentido de carinho e atenções, pois cada um sabe se virar sozinho!), das tarefas domésticas (as ditas "femininas" e outras como reparos, decoração), jardinagem, etc... E que ainda tem que estar linda e disponível quando o marido chega.

Sinceramente, por que as mulheres se sobrecarregam com tudo isso?

Posso estar fora de moda, mas eu preciso dormir 8 horas por dia para estar em forma, sou muito feliz de ter alguém com quem dividir bons momentos mas também as tarefas mais chatas como passar o aspirador e passar roupa, e o marido sabe que só vai rolar um bebê se ele participar no dia a dia, como trocar fraldas, levar ao médico, dar banho. E nesse momento não sinto vontade nenhuma de voltar aos bancos escolares de forma regular. Posso muito bem me atualizar por conta própria e com leituras apropriadas e discussões com pessoas do ramo. Respeito muito quem é doutor, mas não é um doutorado que vai fazer de mim uma profissional melhor nem muito menos uma pessoa melhor...

Não tenho uma capa vermelha, não sei voar, não tenho superpoderes. e estou muito bem assim.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Primavera em Saint-Germain-en-Laye

Domingo foi o primeiro dia por aqui em que saímos de manga curta (coisa rara!), e pelo que andei lendo, essa onda se propagou por toda a Europa!!! A meteorologia estava anunciando e todos esperavam ansiosamente o grande dia.
Não era para menos, pois entre outubro e março deste ano foram constatadas 117 horas a menos de sol do que a média para a época, e esse foi o segundo inverno mais cinzento desde 1946. Além disso, foram registradas 15% a mais de chuvas.
Aproveitamos para visitar a simpática cidade de Saint-Germain-en-Laye, na região parisiense. De fácil acesso pelo RER A, basta seguir a direção oposta à Disneyland e descer na estação que se chama St-Germain-en-Laye, como a cidade.

Considerada uma localidade nobre em uma situação geográfica privilegiada, tem castelo como toda cidadezinha de charme que se preze. Diversos reis da França  moraram nesse castelo até a ida da corte para Versailles (na época de Luís XIV). Atualmente o castelo abriga o museu de arqueologia com uma importante coleção da pré-história.

No pátio interno do castelo

O rei François I se casou na capela do castelo em 1514

A direita casao nde nasceu o compositor Debussy.
Onde nasceu Luís XIV,o Rei-Sol.
Maquete dos jardins da época, projetados por Le Nôtre, o mesmo paisagista que fez os jardins de Versailles e tantos outros.


Mesmo no domingo a cidade estava bem animada, jardins e áreas verdes muito movimentadas. 
Preciso voltar para visitar tudocom mais tempo, desta vez eu só queriaaproveitaro sol e o calorzinho mesmo!!!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Suzhou, a Veneza do Oriente


Os canais de Suzhou vêm de um passado muito distante e fazem dela Veneza do Oriente. Eles eram muito mais numerosos, hoje restam poucos, mas muito bem preservados, já que a cidade foi relativamente preservada das destruições da Revolução Cultural (mas não escapa da especulação imobiliária)
 Um passeio muito agradável pela rua Pingjiang Lu, uma rua cheia de árvores e casas brancas de onde podemos seguir os canais, com suas pontes e longe da circulação urbana. Também é possível fazer um passeio pelos canais.





O Templo do Norte (Beisi Ta), que foi o primeiro templo budista da cidade. Do alto dos seus 76m e 7 andares temos uma vista fabulosa das cidades


Feira de Plantas e Animais, bem animada e simpática. Podemos encontrar de tudo!

Eu queria comprar todas as plantas e vasos, alim de bonitos, baratos. Infelizmente não dava :(


Fiquei surpresa com a variedade de tartarugas e grilos para todos os lados! Ehmuito comum na China ter um grilo como animal quase de estimação, que serve geralmente para combates de grilos. O barulho é ensurdecedor!

Os jardins classificados como patrimônio da UNESCO são fantásticos e ainda tivemos tempo de visitar um outro: O Jardim da Floresta do Leão (Shizi lin), famoso pelas suas estruturas rochosas. Com um grande lago, forma um verdadeiro labirinto que compõe 18 paisagens clássicas chinesas.



 Não me acertei muito com a culinária local:

O prato mais renomado é a carpa defumada, cheia de espinhos... Além disso, os pratos eram deliciosos, mas já quase no final da viagem, quem disse que eu conseguia comer esse tipo de prato nadando no molho com palitinhos? Chegava a ficar com dor na mão e demorava tanto tempo que nem tinha mais fome.




Ou esses bolinhos que pareciam deliciosos, mas quando mordi um, o recheio fervente "explodiu" na minha boca (e fora dela), para todos os lados! Serviu para alguma coisa ter carregado as toalhinhas úmidas, elas salvaram a minha vida!!!
No último dia encontramos um restaurante que misturava comida chinesa com "churrasco"  que eles diziam brasileiro... Foi uma ótima pedida, mas o ar condicionado funcionava tão forte que a gente preferiu comer rápido e voltar para o calorzinho de 40º lá fora...

Algumas imagens da cidade:



Queria comprar todos, mas é tão difícil transportar chapéu!

E o marido que foi bem mimado no cabelereiro... Duas meninas que lavaram seu "cabelo", um para cortar e uma para olhar! Até me serviram água QUENTE para beber. Como a água não é potável em quase nenhuma parte da China, oferecer água quente é um sinal de respeito, mostrando que a água foi fervida e que é própria ao consumo.


De que sair de Suzhou como sorriso lá nas orelha!

domingo, 14 de abril de 2013

O Brasil visto por um francês

Um assunto está dando o que falar: a visão de um francês que mora no Brasil (Belo Horizonte). Provavelmente vocês viram circulando no facebook, twitterou em outros blogs.

Eu achei o texto muito leve, não levei para o lado negativo, como muita gente, mas fiquei muito intrigada quando ele fala que o homem brasileiro não sabe fazer muita coisa, nem tarefas ditas "femininas" (nem sabe fazer uma massa, usar a máquina de lavar roupa), nem as conhecidas como masculinas.

Concordo que aqui na França, de uma forma geral os homens participam de igual para igual das atividades domésticas (apesar de algumas meninas viverem reclamando que não, então existem exceções), bem mais do que lembro do Brasil, mas a minha experiência nunca foi desses homens imprestáveis, "Deus me livre"!!!

Meu avô materno vinha de uma família de padeiros, ele mesmo teve padaria e sempre fazias tortas, bolos e cucas... Sem contar que quando a esposa faleceu, a minha mãe tinha 9 anos e ele nunca se casou novamente, sempre se virou sozinho e a educou muito bem sozinho. Quando eu era criança, durante o verão a minha irmã e eu ficávamos uma semana com ele na praia e uma semana com a minha mãe, eles se revezavam e assim as crianças ficavam 3 meses na praia!

Também lembrei (com saudades) de um colega de faculdade, militar da reserva, que também perdeu a esposa muito cedo e criou sozinho os 3 filhos. Quando nos conhecemos, os filhos já estavam crescidos e ele esperou encaminhar todos nos estudos e profissionalmente para seguir a sua própria vida. Um pai exemplar e uma pessoa incrível, do tipo que nunca faria mal para alguém, muito pelo contrário, só pensava no bem. E eu adorava quando a gente tinha trabalho para fazer e eu participava do grupo que almoçava na casa dele, uma delícia tudo o que ele preparava! Foi com ele que aprendi a colocar azeite de oliva em tudo!

Meu pai também sempre ajudou em casa. Além do churrasco que qualquer gaúcho que se preze faz de coração, o arroz de carreteiro dele é muito bom. Eh ele quem lava as panelas mais difíceis (e ajuda na louça em geral), ajuda na limpeza da casa e adora costurar e "tecer" nas máquinas da minha mãe. E se alguém acha que o meu pai  tem um lado "feminino" muito forte, ele é capaz de fazer qualquer coisa em termos de atividades "masculinas". Construção, qualquer tipo de acabamento... é com ele. Mas como a maioria dos homens, vai no ritmo dele, ou seja, não quer dizer que eles façam quando as mulheres pedem... Quem dera ter o meu pai por aqui para me ajudar nas reformas :(
A casa que o meu pai construiu para a família (a de verdade,  foi uma cópia conforme, pedido da minha mãe)

Ele gosta das camisas estilo italianas do meu marido, mas quando eu o presentei com uma écharpe ele que é muito friorento, me olhou e disse que infelizmente não iria usar... Também já era pedir demais!!!

Bem, muita gente me acusa de usar exemplos muito pessoais, do alto do meu umbigo... Mas esses exemplos se repetiam nos amigos, namorados, famílias dos namorados...  Pessoas de classes sociais diferentes e profissões diferentes. 

Sempre que a gente se depara com um homem que "não faz nada", todo mundo fofoca "o marido da fulana não sabe nem quebrar um ovo, quanto mais fritar um", ou "o beltrano é tão machista que diz que já é o suficiente pagar as fraldas, por que teria que trocar?" Para ilustrar que esse tipo de homem não é bem-visto por lá e na minha opinião está longe de ser maioria.

Bom, essa é a minha experiência, mas queria ler de vocês, o que vocês pensam dos homens brasileiros?
Realmente eles não fazem nada em casa, não cozinham nada e ainda não sabem fazer nada das tarefas tradicionalmente masculinas? Quais são as experiências de vocês?