Parece que ela está de volta, com mais força do que nunca, encarnando o ideal de toda uma geração feminina de ter tudo: carreira, família, supervida social, corpo escultural e rainha do sexo. Essa é a mulher moderna.
Eu me pergunto: porque as mulheres se auto-pressionam tanto? Para mim, à força de querer se igualar aos homens, mas acumulando tarefas e querendo fazer mais do que eles. Esse tipo de Mulher Maravilha ou Super-Poderosa dorme cada vez menos e nunca pode se mostrar cansada. E nessa guerra, todas as mulheres se tornam rivais. Cada uma precisa mostrar que cozinha melhor, ou que tem mais criatividade da decoração da casa, que acumula mais diplomas e é completamente quadrilangue. Ou que tem o filho maior, mais inteligente ou mais bonito do que a média, tudo isso devido à genética e educação passada pela mãe, que tem o cargo mais importante e a vida mais ocupada.
Olha, eu já fui um pouco assim: eu achava que se eu trabalhasse mais eu existiria mais. Hoje eu já sei que o trabalho não é tudo na vida e não tenho mais a ambição de me tornar PDG de uma grande empresa ou presidente da República.
Ainda esses dias vi uns comentários no facebook de mulheres dizendo que trabalham muito, fazem pós-graduação e milhões de cursos pois não podem se desatualizar, cuidam sozinhas dos filhos (levando e buscando na escola, atividades, médico), do marido (em 2013 ainda tem marido que não sabe se "cuidar" sozinho? Na minha casa, o meu marido "cuida" de mim e eu "cuido" dele, mas muito mais no sentido de carinho e atenções, pois cada um sabe se virar sozinho!), das tarefas domésticas (as ditas "femininas" e outras como reparos, decoração), jardinagem, etc... E que ainda tem que estar linda e disponível quando o marido chega.
Sinceramente, por que as mulheres se sobrecarregam com tudo isso?
Posso estar fora de moda, mas eu preciso dormir 8 horas por dia para estar em forma, sou muito feliz de ter alguém com quem dividir bons momentos mas também as tarefas mais chatas como passar o aspirador e passar roupa, e o marido sabe que só vai rolar um bebê se ele participar no dia a dia, como trocar fraldas, levar ao médico, dar banho. E nesse momento não sinto vontade nenhuma de voltar aos bancos escolares de forma regular. Posso muito bem me atualizar por conta própria e com leituras apropriadas e discussões com pessoas do ramo. Respeito muito quem é doutor, mas não é um doutorado que vai fazer de mim uma profissional melhor nem muito menos uma pessoa melhor...
Não tenho uma capa vermelha, não sei voar, não tenho superpoderes. e estou muito bem assim.


