segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que ver em Dublin?

Dublin é uma cidade que se descobre à pé! O único transporte necessário é do aeroporto ao centro, nada mais...

Mas o que tem para ver? Vamos por partes, começando por um passeio à pé para descobrir toda essa riqueza.

 - Passear pelas ruas, flanar e se perder! Arquiteturalmente falando, praticamente nada mudou há um século, o que já é motivo suficiente para me agradar! Ruas que paressem sair diretamente de uma pintura do século XIX convivemperfeitamente com as catedrais antigas e algumas mesmo medievais.



 Molly Malone


Sem esquecer um passeio pelas margens do rio Liffey que corta a cidade,com suas pontos (adoro pontes!). O lado norte é considerado mais pobre, tendo acolhido as classe operária, enquanto no sulencontravam-se as classes médias e mais abastadas. 
Antigas fábricas ao norte do rio
  Suas residências georgianas ao sul

- Temple Bar
O famoso bairro animado com seus bares, ambiente convivial e alegre, muita música (geralmente ao vivo) e iluminação... Os pubs irlandeses são verdadeiras instituições, acredito que não encontramosnada de comparável no mundo. São mais de  mil na cidade. Uma experiência única! Mas para quem quer fazer a festa, vale lembrar que a animação começa cedo, ou seja, nada de esperar a madrugada! Porém é um bairro verdadeiramente turístico, vamos encontrar mais estrangeiros e turistas por ali a clientela local se encontra mais em outros bares um poco fora desse circuito.


- Seus parques e áreas verdes. Um dos mais conhecidos é o St Stephen Park, no coração da cidade, mas no inverno é meio tristinho. Imagino que na primavera e verão seja um dos lugares mais frequentados pelos habitantes. Vi até umas gaúchas tomando chimarrão, que invejinha, já que nunca vi em Paris!

Trinity College: A primeira universidade fundada na Irlanda em 1592 pela rainha Elizabeth I. Ali estudaram grandes personagens da história da Irlanda. A arquitetura que podemos ver atualmente é sóbria e os prédios mais antigos são do século XVIII. Podemos entrar e passear tranquila e gratuitamente pelo campus, mas para apreciar seus mais importantes tesouros, é necessário pagar o direito de entrada. 



Castelo de Dublin e seus arredores: a cidade sofreu muitas demolições e transformações ao longo dos séculos e por isso encontramos poucos traços medievais. Apesar de sua estrutura datando de 1204, o castelo sofreu muitas modificações ao longo da história e o resultado atual não agrada a todos devido ao seu atual estilo de gosto duvidoso. 

Mas é nessa região do castelo que encontramos vestígios das construções do século XII, como a catedral de São Patrick e outras construções religiosas.




Gostou? Em breve mais detalhes sobre seus impressionantes templos religiosos, museus e gastronomia!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Personagens ilustres de Dublin

No início de janeiro consegui uns dias de folga e fomos a Dublin. E tivemos muita sorte, pois o tempo nos ajudou e conseguimos aproveitar muito!!!
Muita gente visita Dublin pela sua famosa cerveja e sua vida noturna e o que mais vi foram brasileiros por lá (passeando, estudando ou trabalhando). Mas para começar vou falar do que nos levou até lá, que não poderia ser outra coisa que a sua grande riqueza cultural. Hoje vou me deter aospersonagens ilustres dessa cidade vibrante!

- Francis Bacon
Um dos sonhos do Sylvain era conhecer o atelier de um dos artistas que ele mais admira, Francis Bacon (o artista mais caro do mundo durante uma parte da sua vida, o que não é pouco levando em conta que a maioria só se tornou famoso e as obras só custavam fortumas após a morte).. Apesar de ter morado boa parte da sua vida em Londres e lá instalado seu legendário atelier, foi en Dublin que esse artista nasceu. Após a sua morte em 1992, um trabalho louco foi realizado, consistindo em repertoriar, calcular e marcar com precisão cada detalhe e cada pecinha que se encontrava no atelier, muitas delas ali presentes há 30 anos! Foram contratador verdadeiros arqueólogos que trabalharam como se estivessem em um sítio arqueológico tradicional. Tudo foi levado para uma sala do Hugh Lane Gallery. Vocês pensam que foi fácil transportar toda essa bagunça sem nada mudar de lugar???


Talvez vocês fiquem chocados como eu com toda essa confusão, mas para ele esse caos tinha um poder criador inimaginável do qual ele não poderia se passar. 
Difícil seria a minha mãe acreditar se eu desse essa explicação em casa para não arrumar o meu quarto!

O atelier faz parte da coleção permanenente do museu, assim como uma coleção de telas de impressionistas franceses, como Monet, Boudin, Renoir. A entrada é gratuita para essas visitas.

 Também aproveitamos para procurarna cidade a residêncianatal de Francis Bacon:
 63 Lower Baggot Street
Em busca de outras personalidades:

- Oscar Wilde, cujo livro mais conhecido é sem dúvida "O retrato de Dorian Gray". Para quem ainda não leu, recomendo.

- Jonathan Swift, autor de "As viagens de Gulliver"(1726).  De carreira eclesiástica, foi decano da não menos famosa catedral St Patrick, igualmente em Dublin, onde está enterrado.

- James Joyce,cujo livro Ulisses é uma verdadeira obra-prima da literatura mundial.
Paraos interessados, também épossível seguiros passos dos escritores George Bernard Shaw (prêmio Nobel de Literatura em 1925), William Butler Yeats (prêmio Nobel de Literatura em 1923) e Bram Stocker (Drácula, 1897), dentre outros! Sem falar demúsicos egrupos famosos, podemos dizer que não falta estrelas em Dublin!!!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Chambéry, aos pés dos Alpes


Eu estava com um pouco de medo de conhecer Chambéry, que para muitas pessoas é uma cidade cinza e triste. Eh verdade que quando a gente chega na estação de trem a cidade não parece lá muito bonita (como são praticamente todos os bairros aos redores das estações de trem na França, então não se deixe nunca levar por essa primeira impressão). O centro histórico é muito charmoso!




Com seus prédios coloridos e suas passagens "secretas", verdadeiros labirintos, que lembram um pouco as famosas traboules de Lyon. Essas passagens na verdade serviam para que antigamente os habitantes pudessem atingir o mais rapidamente possível as proteções dos muros da cidade (que não existem mais) em caso de ataque.





Porém, mesmo se dizem que a cidade atualmente não dorme mais com as galinhas, o que vimos foi a cidade completamente deserta assim que escureceu, o que no inverno quer dizer muito cedo! Dizem que a animação noturna está na cidade vizinha, Aix-les-Bains.
Porém parece que todo mundo sai para jantar, foi tarefa quase impossível encontrar um restaurante disponível sem reservação. Todos nos pediam para voltar às 21h30 (e eu ali morrendo de fome!), até que encontramos um por acaso, e logo após a nossa chegada eram os outros que chegavam e que eram "mandados embora"!
E que tal um prato savoyard (devido ao nome da região) muito apreciado por aqui? A raclette, cujo princício eu já tinha explicado na ocasião do nosso passeio a Annecy.


Eu não queria sair na foto e deixar essa prova documentada de que ingeri todas essas calorias.

Para jantar, os melhoes restaurantes ficam ao redor da Place Monge e alguns na rue Croix d'or. Também encontramos um restaurante muito legal que serve de refeição uma opção entre "bife",frango ou tartare (eca, carne crua), servido com batatas fritas de verdade à vontade e salada. Como não faço fritura em casa, nem sei há quanto tempo não comia fritas! E a dona e as demais pessoas que trabalham no restaurante eram tão agradáveis que acabamos pedindo também asobremesa (jáque o almoço foi tão baratinho e bem servido). Só lembrei da foto no momento da sobremesa:

Mas o que ver em Chambéry?

A fonte dos elefantes: principal cartão postal da cidade, apesar de ser considerada de muito mal gosto... Eu até que gostei!!!

Castelo dos Duques de Savoie: com a parte mais antiga do século XIV, mas alternando estilos, sendo o mais recente do século XVIII. 



Dali partem várias ruas históricas, como do as dos séculos XIV e XV.

  (Esses arcos à direita são mais recentes)

A catedral é reputada pelo seu teto em ilusão de ótica!



A feira de produtos regionais:

 Adoro esses marchés espalhados pela feira inteira, a céu aberto ou cobertos. 
Nunca volto para casa com as mãos abanando!

Museu de Belas Artes


Gostei muito dessa pintura à esquerta de Jerôme-Martin Langlois (um dos alunos de Jacques-Louis David), representando Cassandra, um personagem da mitologia grega, e esse à direita, representando Anibalatravessandoos Alpes, por Benedict Masson.

Museu Savoisien, perto da catedral e localizado em um antigo convento franciscano, na verdade se trata de um museu de história e tradiçéoes populares (a exemplo do que visitamos em Dijon). bem lúdico, acredito que esse tipo de museu pode agradar a quem não é muito chegado tradicionalmente nesse tipo de visita.


 Casa de Jean-Jacques Rousseau ou Musée des Charmettes. Fora do centro da cidade, a cerca de meia-hora a pé sobre uma colina, a morada parece não ter mudado nada desde a chegada de um dos  mais ilustres filósofos Iluministas, o "pai dos direitos humanos", em 1735 (antes dasua celebridade). Ao interior, a decoração mudou um pouco, trata-se de uma reconstituição do século XIX. Uma verdadeira descoberta!!!


 A gente se sente voltar no tempo, a funcionária é um amor, os audioguias são excelentes, mas no inverno é muito frio ali na casa sem aquecimento!!!


Gostei muito de Chambéry e voltaria com o maior prazer!!!

Endereços dos restaurantes:

Le Sporting (para a Raclette, fondue e outros pratos típicos das montanhas): 88 rue Croix d'Or
La Frite Dorée (para as fritas): 27 place Monde