Em ordem cronológica, a nossa viagem à China teve uma parada na cidade antiga de Pingyao. Fomos mais uma vez de trem, mais de 7 horas de Datong, mais uma vez "sentados", todos os vagões leitos já estavam completos. Não seria isso que iria nos desanimar, principalmente tão motivados que estávamos com as visitas que tínhamo feito das Grutas de Yungang e do Monastério Suspenso de Xuankong.
Pingyao fica bem no meio de uma região ainda bem tradicional e rural, mas os visitantes ali chegam em busca de 6 séculos de história e tradição chinesas. Se no centro e duas ruas mais turísticas as casas em estilo tradicional (siheyuan) abrigam lojas e pensões, basta se afastar um pouco para encontrar cantos bem autênticos, com seus artesões e vendedores ambulantes e partidas de mah jong.
Apesar de muito turística, o que mais sentimos em Pingyao foi tranquilidade e simplicidade, como se tivessemos voltado no tempo...
Apesar de muito turística, o que mais sentimos em Pingyao foi tranquilidade e simplicidade, como se tivessemos voltado no tempo...
Foi no século XVI que o imperador Ming deu a cidade a sua aparência atual. De 1824 até o início do século XX ela foi capital financeira do país. Porém a pobreza e a decadência chegou um pouco mais tarde, e foi o que a protegeu das destruições em massa dos anos 60. Hoje ela é classificada como patrimônio histórico da humanidade.
Mas o que fazer nessa cidade tão pequena?
Um ingresso único de 150 yuans, válido por 3 dias, permite visitar todos os lugares turísticos pagos (são 19), mas não é obrigatório, pois o melhor é "se perder" pela cidade caminhando pelas suas ruazinhas calmas (apesar dos turistas) e cheias de charme. Outros templos, museus e monumentos são gratuitos ou de preço irrisório.
Porém o ingresso permite subir nos famosos muros da cidade e ter uma vista privilegiada. Em seus 6 km de comprimento, 10 metros de altura, são 72 torres de guarda e 3 mil "dentes" representam os 72 sábios e 3 mil discípulos de Confúcio.
Impossível não se admirar com as casas. São 3800 recenseadas, sendo que mais de 400 estão em seu estado original. Todos os hotéis ou pensões ocupam esses tipos de casas, com um comércio como restaurante ou casa de chá com vista e entrada pela rua, e um pátio interno, onde se localizam os quartos.
Esse foi o hotel que escolhemos, um dos primeiros que vimos, agradável, preço bom, e o jovem filho do proprietário muito querido!
Sem esquecer, é claro, os templos. Não visitamos todos, e para os meus olhos inexperientes no final eles começavam todos a se parecer uns com os outros! Visitamos uns 6 ou 7 mais importantes ou simplesmente porque passamos na frente, não lembro do nome de todos.
O que mais gostei foi o Templo de Confúcio (fotos abaixo). São várias construções e algunas datam da dinastia Song (960-1279). São os únicos da cidade que pertencem a essa época.
Podemos subir a uma das torres e observar a cidade:
