quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Comidinhas de Pingyao

Após ter comido MUITO bem em Pequim, apesar de tantos quitutes um tanto quanto estranhos para o nosso paladar ocidental, foi em Pingyao onde comemos melhor!!! Cheguei na cidade morta de fome ao final de mais de 7 horas de trem e me deparei com esses "pães". Deliciosos e o preço absurdamente barato!

 Não me perguntem os nomes, tem em todos os cantos, impossível não encontrar.
 O problema era quando o vendedor tinha mais de uma variedade, ele me perguntava alguma coisa que eu deduzia que era qual o que eu queria, mas eu não sabia o que tinha dentro! Eu apontava para um deles ao acaso e todos eram bons!!!
Só não devorei uns 5 ou 6 porque tinha um restaurante recomendado no guia de turismo que eu queria testar! Esse restaurante possui cardápio traduzido em inglês e francês aproximativo.

Como ele estava no guia em que é utilizado por 99.9% dos viajantes franceses, encontramos dois casais franceses ali, que elogiaram muito! Uma das mulheres me aconselhou o prato com berinjelas picantes. Até agora sinto o gosto!!! (que saber fazer!)

Seu esposo recomendou a carne seca, especialidade de Pingyao, e Sylvain nem pensou duas vezes, carnívoro como ele é.


Pensamos que precisaríamos de acompanhamento, e pedidos essa massa.
Sem contar que tínhamos começado com as chips feitas em casa, que se não são "chinesas", são apreciadas por todos, desde chineses, japoneses, até os mais exigentes ocidentais.
Posso dizer que praticamente saímos de lá não apenas satisfeitos, mas completamentes presos pela barriga! Eu já estava até em dúvida entre o que pedir na refeição seguinte!

Tudo fresquinho e um sabor incrível! Apesar de não falarem francês e muito pouco inglês, os funcionários e o cozinheiro são muito atenciosos. As meninas até vinham olhar conosco as nossas fotos e riam muito das nossas fotos ou vídeos de palhaçada! Esse é o típico restaurante "turístico" em que o turista se sente bem e come bem. Os preços são corretos para a cidade e bem em conta para os padrões europeus. Mas é possível comer pagando muito menos, como nos "restarantes" de rua:
 São grandes mesas com tudo que é tipo de comida, basta escolher e comer ali sentado mesmo. Muitas especialidades tinham a cara ótima!
Mas voltamos ao nosso "Petit Resto". Sylvain mais uma vez pediu a carne (chatinho, não quis mudar para a foto!), mas trocou de massa, e essa era ainda melhor:
E eu quis testar uma outra forma de berinjelas. Estavam boas, mas eram fritas, e preferi a primeira.

Sylvain quis deixar uma recordação ao restaurante, que realmente apreciamos e indicamos a todos que passarem por Pingyao.
Passamos ali novamente e eles queriam nos mostrar o desenho em um local de destaque.
Como falei acima, uma das especialidades da cidade é a carne seca (Pingyao niuru), reputada na China inteira. Algumas lojas vendem dezenas e dezenas de variedades, e os chineses pareciam adorar e compravam mesmo, chegavam a fazer fila! Provamos, gostamos e compramos. Foi o nosso lanche e café da manhã no nosso próximo trajeto de trem.

Porém, antes de ir embora eu nem estava com fome mas quis comprar esses "pastéis" vendidos igualmente em todos os cantos. Como eu poderia ir embora sem provar? Porém, tenho que confesar que não gostei. A massa tem ums consistência parecida com um plástico... E o recheio, pelo que percebi era de carne de carneiro, que realmente não gosto. Foi o único ponto negativo, e como era de carne, ainda era mais caro!
E então, você encararia algumas dessas especialidades?

domingo, 7 de outubro de 2012

A cidade antiga de PingYao



Em ordem cronológica, a nossa viagem à China teve uma parada na cidade antiga de Pingyao. Fomos mais uma vez de trem, mais de 7 horas de Datong, mais uma vez "sentados", todos os vagões leitos já estavam completos. Não seria isso que iria nos desanimar, principalmente tão motivados que estávamos com as visitas que tínhamo feito das Grutas de Yungang e do Monastério Suspenso de Xuankong.

Pingyao fica bem no meio de uma região ainda bem tradicional e rural, mas os visitantes ali chegam em busca de 6 séculos de história e tradição chinesas. Se no centro e duas ruas mais turísticas as casas em estilo tradicional (siheyuan) abrigam lojas e pensões, basta se afastar um pouco para encontrar cantos bem autênticos, com seus artesões e vendedores ambulantes e partidas de mah jong.

Apesar de muito turística, o que mais sentimos em Pingyao foi tranquilidade e simplicidade, como se tivessemos voltado no tempo...





Foi no século XVI que o imperador Ming deu a cidade a sua aparência atual. De 1824 até o início do século XX ela foi capital financeira do país. Porém a pobreza e a decadência chegou um pouco mais tarde, e foi o que a protegeu das destruições em massa dos anos 60. Hoje ela é classificada como patrimônio histórico da humanidade.


Mas o que fazer nessa cidade tão pequena?


Um ingresso único de 150 yuans, válido por 3 dias, permite visitar todos os lugares turísticos pagos (são 19), mas não é obrigatório, pois o melhor é "se perder" pela cidade caminhando pelas suas ruazinhas calmas (apesar dos turistas) e cheias de charme. Outros templos, museus e monumentos são gratuitos ou de preço irrisório.



Porém o ingresso permite subir nos famosos muros da cidade e ter uma vista privilegiada. Em seus 6 km de comprimento, 10 metros de altura, são 72 torres de guarda e 3 mil "dentes" representam os 72 sábios e 3 mil discípulos de Confúcio.


Impossível não se admirar com as casas. São 3800 recenseadas, sendo que mais de 400 estão em seu estado original. Todos os hotéis ou pensões ocupam esses tipos de casas, com um comércio como restaurante ou casa de chá com vista e entrada pela rua, e um pátio interno, onde se localizam os quartos.

Esse foi o hotel que escolhemos, um dos primeiros que vimos, agradável, preço bom, e o jovem filho do proprietário muito querido!

Sem esquecer, é claro, os templos. Não visitamos todos, e para os meus olhos inexperientes no final eles começavam todos a se parecer uns com os outros! Visitamos uns 6 ou 7 mais importantes ou simplesmente porque passamos na frente, não lembro do nome de todos.
O que mais gostei foi o Templo de Confúcio (fotos abaixo). São várias construções e algunas datam da dinastia Song (960-1279). São os únicos da cidade que pertencem a essa época.

Podemos subir a uma das torres e observar a cidade:

Posso dizer que vivi momentos maravilhos em Pingyao, e a viagem não estava ainda nem na metade!!!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Le Mans e seu museu a céu aberto

Le Mans é muito mais do que a sua corrida de carro que dura 24h e as rillettes (um tipo de patê mega gorduroso). A cidade e seus moradores se orgulham de um centro histórico muito bem preservado, um dos lugares preferidos dos cineastas para ilustrar cenas de outrora.

Posso dizer para vocês que é uma delícia se perder por essas ruelas medievais...

Se vocês tiverem sorte, o urso amigo vai estar abanando pela janela!

 Um enorme trabalho de resnovação foi realizado nas últimas décadas, e os turistas não se cansam de flanar por essa parte da cidade atualmente branchée, mas que até uns 30 ou 40 anos atrás era um local a evitar.



 Essa é uma das mais elegantes moradias antigas, tendo pertencido a Scarron, um poeta feio mas considerado brillhante. Ela data do século XII mas foi remanejada no século XVI.
A visita do centro histórico se completa pela Catedral São Juliano, um dos mais belos edifícios religisosos franceses, contando a história entre os séculos XI e XV, período que durou a sua construção.


 O interior é ainda mais interessante, com um destaque a uma das capelas com pinturas no teto representando os anjos músicos, uma obra de arte do século XIV! 47 instrumentos de música foram identificados!
Infelizmente nos faltou tempo para visitar o que restou do período gallo-romano, mas saímos um pouco do centro de de bondinho fomos visitar a abadia de l'Epau (abbaye de l'Epau), fundada em 1229 pela rainha Bérengère, viúva de Ricardo Coração de Leão. O local representa uma das últimas construções cistercianas (muito comum na velha Inglaterra).
 Um lugar muito calmo, mas não tivemos muita sorte pois justamente nesse final de semana ocorria no local um evento de gastronomia! O povo afamado tinha invadido a abadia!
 O gisant (escultura dos mortos) da rainha Bérangère repousa ali, nessa sala com belas colunas.

Um final de semana é suficiente para visitar os pontos principais, e vale lembrar que o trajeto em TGV é de apenas 50 minutos de Paris.