quinta-feira, 19 de julho de 2012

Como continuar bela em viagem?

Quando a gente chega nos 30 (e passa!) começa a tomar mais cuidado com a pele, se é que não começou mais cedo (o que seria o ideal!).
Tenho uma pele que não me agrada, cheia de manchinhas que devo a anos e anos de exposição ao sol (na cidade e na praia) sem a proteção e os cuidados adequados.
Então atualmente eu tento correr atrás do tempo perdido e procuro não me descuidar em nenhum momento.
Geralmente o final de semana é o momento para se cuidar um pouco mais, mas como passamos muitos finais de semana fora, decidi que não colocaria tudo a perder por falta dos meus produtinhos básicos. Desta forma, constituí uma nécessaire básica que está sempre pronta se decidimos passar um final de semana fora.
O que tem na minha nécessaire e o que não pode faltar?

Esse é o meu kit para 3 semanas de férias
(que vou compartilhar com a minha cara metade :D )

Como todo muito já sabe (mas não custa nada repetir), uma pele saudável começa com uma boa limpeza. Desta forma, nunca me falta um produto de limpeza (que se utiliza com água) bem suave para o rosto 
e um leite demaquilante. Geralmente prefiro limpar o rosto com água pela manhã e utilizar o leite à noite. Mania mesmo, é que prefito usar água para me acordar e a noite não tenho vontade de enxarcar o meu rosto! Lembrando que um leite, ao contrário do que muita gente pensa, deve ser aplicado no rosto com as mãos (ponta dos dedos), para evitar de "arranhar" a pele com o algodão. O algodão pode ser utilizado para os olhos, pois o resultado vai ser mais eficaz, mas molhar bem e movimentar cuidadosamente.

Quem diz limpar o rosto, não pode esquecer de utilizar um tônico logo após. O tônico vai retirar os traços de calcário (presente na água aqui na França) que ficam acumulados sobre a pele e que deixam a mesma com um efeito opaco e não saudável. Ao mesmo tempo, se resta traços de sujeira, oleosidade ou maquiagem, ele vai retirar tudo. Além disso, o tônico vai proporcionar uma primeira camada (leve e superficial) de hidratação. O tônico pode ser utilizado com um algodão (bem  embebido de substância, desta forma não vai arranhar a pele), ou então pode ser vaporizado diretamente e depois secado com um lenço de papel bem macio. Se você deixa secar sozinho, a hidratação sai da pele para o meio ambiente. Eu prefiro a primeira forma (questão pessoal) e sempre fórmulas sem álcool. Podem ser soluções a base de flores ou plantas (rosa, camomila, por exemplo). Nunca pode faltar!!!

Depois vem a hidratação e nutrição da pele. Lembrando que são duas coisas diferentes! Hidratação é levar água à pele e todos os tipos de pele precisam de água, mesmo as oleosas. Já nutrição quer dizer "alimentar" a pele, como se fosse a "comida" que a pele precisa. Mais a pele é seca, mais ela vai precisar de nutrição. Uma pele oleosa vai precisar de bem menos, talvez realmente nada, mas não pode deixar de lado a hidratação. Desta forma, todos os cremes são hidratantes, até porque o ingrediente principal dos cremes é a água. Eu prezo os produtos com boa parte de ingredientes naturais, não animais. Por exemplo, algo que diz ser de amêndoas mas que nunca viu passar uma amêndoa na fábrica não me interessa. Também tento conhecer a origem dos ingredientes, se eles são cultivados de forma controlada ou se são retirados da natureza indiscriminadamente, destruindo o meio ambiente e/ou a paisagem de uma localidade. Também evito os produtos de origem mineral, como os óleos. Tem muito óleo (ainda mais no Brasil, pois na Europa os clientes são mais exigentes neste aspecto) a base de petróleo! Primeiro, por principio, não quero colocar petróleo (ou um derivado) na minha pele! Segundo, foi provado que os óleos minerais não sao devidamente absorvidos pela pela. Ou seja, eles apenas nos enganam: a gente acha que a pele está sendo tratada, mas o produto não absorve, fica só na superfície. Como a pele fica "brilhosinha", a gente acha que ela está acetinada! Só por fora, por dentro ela continua seca da mesma forma!

Não abro a mão de um cuidado especial para os olhos. Primeiro para hidratar essa parte delicada que não pode ser tratada como o rosto inteiro (a pele desta região é mais fina, não tem nem o mesmo ph), segundo para amenizar e atrasar as ruguinhas!

Esfoliante: faço 2 vezes por semana, mas se sentir necessidade, gosto de ter disponível. Eh superimportante para retirar as celulas mortas, e desta forma os cremes penetram mais facilmente e irão agir diretamente nas celulas vivas, e não nas mortas (efeito zero). Após esfoliar a pele, deixar uma máscara facial agir por alguns minutos.

Como geralmente fico em hotéis simples, levo meu próprio gel ducha, shampoo e condicionador

Sempre tenho um hidratante corporal, creme para as mãos e um perfume. E não dá para esquecer do desodorante!!!

Na foto acima tive que acrescentar algumas coisinhas específicas para essa viagem:
- protetor solar e água termal, já que a previsão é de um calor infernal... O vaporizador de água serve para refrescar ao longo do dia em casos de calor intenso.

- lenços umidecidos: com o calor e os deslocamentos que faremos em transportes longos e talvez precários, eles lenços "limpadores" podem facilitar para aquele "banho de gato"! Quem tem lá as suas dúvidas, basta lembrar que se os lencinhos limpam até bumbum de bebê após a evacuação, podem quebrar um galho com o suor e poeira!

Mas tudo isso são "tratamentos" a longo termo, mas nós mulheres queremos resultados imediatos, não? 
Não exagaro muito na maquiagem, mas também aprendi a me cuidar com o básico. Em 5 minutos estou pronta (ok, 10 minutos).


Não consigo mais viver sem uma base para uniformizar a cor (camuflar as manchinhas), prefiro as texturas cremosas e com um acabamento bem natural, que não vão entupir os poros: acima de tudo, a pele precisa respirar! Aqui na França tenho a pele seca, mas aproveitei e comprei uma nova base para matificar a pele, já que o clima durante as férias deve ser quente (e úmido) e não quero ficar "brilhando" (desnecessariamente...)

Faço um esforço enorme para não esquecer o rímel preto, pois todo mundo acha que não tenho cílios! Se esqueço de colocar um rímel, sempre tem alguém para me dizer que estou com aparência de cansada... Então eu procuro ter dois, e deixar um em casa e um na bolsa. Mais do que isso acho exagero e desnecessário, considerando que a vida útil de um rimel é muito curta (idealmente 3 meses para contorno dos olhos e rímel). Então como tenho que trocar a cada 3 meses, não adianta nada ter 10 e ficar acumulando produtos que depois podem até fazer mal. 

Um pode ser útil para evitar que a pele brilhe e dar uma "corzinha". Já que não gosto muito de blush (nunca aprendi a usar), prefiro esses pós que nos deixam com uma aparência saudável. Uso esse de "bolinhas" em viagens, pois evita de "quebrar" em casos de choque. Considero bem prático!

Para completar, um hidratante labial, um batom de cor neutra (geralmente tons de marrom claro) e um estojinho de sombras que combinam com tudo.

Puxa, acho que é isso!!!
Para evitar que a nécessaire fique enorme, utiliso as amostras grátis de meus produtos preferidos. Adoro descobrir novos produtos, mas evito de testar algo novo quando estou fora e não posso corrigir o problema nem quero parecer uma bruxa nas fotos! Imagina testar um novo shampoo e ficar parecendo um espantalho?
Para quem tem menos acesso as amostras grátis (tenho a impressão que no Brasil as marcas oferecem muito menos produtos para testar), sempre é possível comprar os tamanhos miniaturas (geralmente mais caro o preço ao litro) ou então comprar um kit de embalagens para viagem e encher em casa com os produtos que você já tem!

E vocês, o que acharam dos meus produtos indispensáveis mesmo em viagem, e o que não podem deixar faltar na nécessaire de viagem?

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Leituras chinesas: Xinran

Descobri essa escritora chinesa há alguns anos atrás através de um colega que me emprestou esse livro:

As Boas Mulheres da China



A jornalista e escritora manteve durante anos um programa de rádio na China entre 1989 e 1997 no qual recebia telefonemas de mulheres que contavam a sua história. ela viajou os 4 cantos do país para entrevistar muitas dessas mulheres e deparou-se com realidades muito difíceis e muitas vezes até mesmo incompreensíveis mesmo para ela, que nasceu e cresceu no país. 

As história nos machucam como um punhal e falam da condição feminina nessa país que vivenciou e sofreu tantos momentos complicados ao longo da história.
Ao mesmo tempo em que conta a história de algumas dessas mulheres, marcadas pelo sofrimento e violência, ela vai revelando um pouco da sua história, não sem menos preconceito e opressão. 
Um livro fantástico para quem se interessa pela causa feminina e/ou para quem se interessa em conhecer outras culturas. 
Confesso que nunca mais fui a mesma após essa leitura e ela cristalizou a minha vontade de conhecer esse país tão misterioso.
Recentemente li outros livros da mesma escritora:

Enterro Celestial (Sky Bureal)
Xinran encontra uma chinesa que voltou do Tibet, onde passou os últimos 30 anos. Jovem médica, ela foi em busca do marido, dado como morto poucos meses após o casamento do casal nos anos 50, ele também jovem médico militar enviado ao Tibet.
Pode ser uma história de amor, mas a história retrata as relações entre a China e o Tibet, ainda mais o que era nos anos 50 e todas as dificuldades da época.
A verdade é que o mundo ocidental tem UMA visão do Tibet, mas para o povo chinês da época, a informação era extremamente controlada e eles tinham outra idéia do Tibet, como um povo muito violento e com costumes bárbaros. Durante os 30 anos em que a médica viveu ensse território, completamente longe da civilização, ela teve contato com diversos costumes que até mesmo para os olhos dela eram indescritíveis. Um dos mais chocantes é sem dúvida o "enterro celestial", em que o defundo é exposto para ser comido pelas águias, podendo ter inclusive sido preparado separando a carne dos ossos! O livro fala desse choque de culturas, já que tudo que ela conhecia e que valorizava não tinha mais nenhum sentido na sua vida no Tibet, e mais tarde o seu choque cultural ao voltar à China nos anos 80 e se deparar com todas as mudanças sofridas pelo país!

As filhas sem nome
Si o primeiro livro da lista e o mais conhecido fala de um ponto de vista pessimista sobre a situação feminina, esse livro é completamente o oposto. Ele mostra a "força" dessas mulheres que conseguiram concretizar o que muitos homens não conseguiram! Ele fala de um fenômeno que praticamente todos os povos conhecem, que é sobre a migração do interior para as grandes cidades, mas que por muitas décadas foi impossível na China. Principalmente durante a Revolução Cultural. Em um país em que o analfabetismo era a regra, os jovens letrados foram obrigados a ir para o campo para serem reeducados pelos camponeses. Mao chegou até mesmo a dizer que "quanto mais se lê livros mais nos tornamos burros". Era realmente uma tentativa de fazer uma lavagem cerebral no povo, tentativa essa que atingiu uma boa dose dos objetivos. Milhões de pessoas morreram ou foram mortas, outros milhões foram "silenciados". No livro 3 irmãs (o que é possível, já que a política do "filho único" teve apenas uma parte de sucesso) largam a sua região miserável para ir trabalhar na cidade. Cada uma vence da sua maneira. 
Se o livro chega a ser engraçado e um pouco como um conto de fadas, apesar do tema ser bem sério, o Postscriptum me deixou um pouco tristonha... Eu queria que elas fossem "felizes para sempre", mas a vida não é esse conto de fadas todo, e quem sabe se tivessem escrito um postscriptum da Cinderela no fim das contas ela e o príncipe não tivessem sido tão felizes assim! Além disso, como eu posso julgar o que é ser feliz do meu ponto de vista mas analisando a vida de um outro?

Então, o que acham? Com vontade de viajar comigo para a China?

domingo, 15 de julho de 2012

Madonna in Paris!

Enfim consegui realizar um dos meus sonhos, que foi assistir um show da Madonna! Esse grande dia foi ontem à noite no Stade de France!

Infelizmente eu estava MUITO longe, já que fui com pessoas que não queriam ficar lá no meio da multidão, então compramos ingressos marcados. Como o Stade de France é ENORME* (mais de 80 mil lugares sentados em partidas de futebol, por exemplo), eu só via um pontinho loiro de cabelos compridos lá no palco, e tive que contar com os telões. Mas o som era fantástico, mesmo assim entrei no clima e aproveitei cada momento!



Mas e o show?
A abertura foi feita pelo DJ Martin Solveig e no final o convidao especial foi o líder do grupo "Black Eyed Peas". depois a espera para a entrada da star, que só começou o seu shox por volta das 20h15 (muitas pessoas acharam a espera longa, mas eu imaginava que ela não começaria seu show antes de escurecer e aqui nessa época do ano 22h ainda é dia e tinha sol!
Não sou uma fã "daquelas" da Madonna, eu gosto mas não posso dizer que ela seja o meu ídolo. Mas para mim é (sempre foi e sempre será, apesar das cópias genéricas por aí) a rainha da música pop! Então vê-la em cena fazia parte de "uma das coisas a fazer nessa vida". Então não posso comparar com outros shows e outro momentos da sua carreira.

Primeiro ponto importante: ela está em plena forma e linda! Ninguém diria que a sua performance no palco é que uma cinquentona! Até fiquei me sentindo meio mal de ter 20 anos a menos do que ela e aqui penando com as minhas gordurinhas e falta de preparo físico!

O Show começou com uma cena de catedral, muito bonita, com um efeito de ótica realmente fantástico. Mas ela resta na provocação como sempre! Tudo se quebra, tudo pega fogo, no final não resta mais nada dos nossos antigos conceitos. Tudo é reconstruído. Aquela conhecida história de quebrar com todos os conceitos pré-existentes, com todos os estereótipos, com todo o tipo de preconceito. e é claro que os alvos são a igreja e a moral.

Depois umas cenas de violência... Armas, morte e sangue.

Tudo isso intercalado de uma nota de nostalgia, com cenas bem retrô em que ela canta seus antigos sucessos.   Em alguns momentos ela parece uma adolescente! 

Grande momento em uma grande noite! Sei que esse post néao mudou nada na sua vida, mas me sinto uma pessoa mais feliz!!!! E iria de novo assitir um shox dela, mas da próxima vez lá na frente, o mais próximo possível do palco!

P.S.: esse blog entra oficialmente de férias... deixei alguns posts preparados para serem publicados durante a minha ausência, tudo relacionado com essas férias... espero não perder meus queridos leitores e seguidores durante a minha ausência!!! Conto com vocês, heim? Infelizmente meu acesso à internet será muito limitado Não vou levar computador, quero partir o mais leve possível, quero aproveitar cada minuto "vivendo" cada instante ao invés de ver ocupar o meu tempo na internet (que realmente toma um tempo enorme na minha vida) e também estou precisando "desligar", ter uma folga do telefone e e-mails. Então não poderei visitar meus blogs amigos, mas responderei aos comentários assim que possível.

* Não conheço pessoalmente o Maracanã para comparar!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Barneville-Carteret

No final de junho estive mais uma vez na Normandia, essa região que tanto gosto pela sua proximidade com o mar e o ambiente calmo! Uma mistura de praia e "interior", com seus campos, plantações e fazendas.

Desta vez aproveitei para revisitar a cidadezinha de Barneville-Carteret, uma estação balneárea muito apreciada pelos ingleses, formada por três villages: Carteret, com seu porto de pesca e de lazer, o bourg  (uma espécie de centrinho com uma igreja e comércios) de Barneville e a praia de Barneville.

Igreja Saint-Germain d'Auxerre de Barneville, cuja construção é de 1140, ainda época romana. A Torre faz parte do processo de fortificação que a região vivenciou no século XV.

Centrinho (bourg) da cidade com a sua feirinha de sábado. A temporada de verão não tendo ainda começado, e com o frio que ronda essa região mesmo nessa época do ano, a cidade ainda estava bem calma!

Cachorro, o amigo inseparável dos franceses, ainda mais dos mais idosos. Nessas pequenas cidades grande parte da população é idosa, já que os empregos são poucos, e os bons empregos ainda mais raros. Os mais jovens geralmente vão estudar e trabalhar nas cidades maiores. Ou seja, ciclo migratório normal do interior para a cidade grande.


Muita gente que passeia ou mora na França acaba conhecendo bem mais as cidades grandes, dentre elas Paris e então pensa que quem faz o trabalho duro e pesado são apenas os estrangeiros... Isso acontece sim, mas como eu disse nas cidades grandes. Desde que nos aventuramos pelo interior, os trabalhos mesmo mais difíceis são feitos por franceses mesmo, já que ainda são poucos os estrangeiros (que se concentram nas cidades maiores com maiores chances de emprego).
Nas cidades menores também é possivel morar e viver confortavelmente com um salário modesto, o que em Paris é impossivel com todas as dificuldades da penúria de habitações e os preços astronômicos.

O que eu tenho na mão é um "merengue" (suspiro para alguns brasileiros) enorme! Juro que era um "presente" para alguém, não era para mim!

A região é muito ventosa e a temperatura da água não tem nada a ver com as praias do nordeste brasileiros. As fotos abaixo tirei em outra ocasião, no inverno.
Acima o Cap de Carteret. Nessa foto não podemos ver, mas ali "pertinho" encontram-se as Ilhas anglo-normandas, como Jersey e Guernesey. Existe um porto com barcos que propõe o transporte diário às ilhas de abril a outubro, dependendo das condições climaticas.
Moradores e veranistas adoram passear pelos antigos caminhos que levam do alto da falésia até o mar (chemin des douaniers) principalmente em dias de vento ou chuva, em silêncio, em uma completa sintonia com a natureza. Podemos nos repousar nos vestigios da ainda mais velha igreja, lembrança da antiga cidadezinha recoberta pela areia. A praia ali é ainda selvagem.
Tomando um certo cuidado, pois para mim a maré sobre ou desce muito rapido e podemos ficar ilhados se não consultarmos corretamente as informações.

Na foto acima, bem no alto à esquerda podemos avistar a ilha anglo-normanda de Jersey.
Adultos e crianças adoram!
(minha afilhadinha já está com 2 anos e meio, como o tempo passa!)
Informações práticas:
Infelizmente não existe um trem que leve até la. Eh necessário ir de carro até Valognes ou Carentan e de lá se deslocar em carro!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Hugh Laurie in Concert!

Uma das vantagens para mim de morar aqui a 5 minutos de Paris é ter toda uma infinidade de atrações de todos os tipos! Talvez seja frustração de gaúcha, já que a maioria dos eventos não "descem" do eixo Rio-São Paulo, mas mesmo assim não tem como comparar a quantidade de espetáculos, exposições e shows dessas grandes cidades com Paris. Só de salas são mais de 100, com mais de 300 espetáculos por semana! Ou seja, mesmo que eu fosse uma desocupada e endinheirada, não conseguira estar presente a tudo!

E eu sou muito eclética, não é tão difícil entrar em uma programação... Desta vez fui conferir o show do Hugh Laurie, vulgo Dr. House!!!

Muita gente não sabe, mas o Hugh (depois de ficar assim tão pertinho até me sinto íntima!) tem um grande talento como cantor e pianista! Ele fazia (ou faz?) parte de uma banda, mas no ano passado saiu seu primeiro album solo (Let Them Talk) que fez um grande sucesso na França.

Obvio que eu não podia perder!!!
Aqui algumas imagens que consegui registrar:


 Uma noite de muito boa música e de emoção! Adorei! Ele é muito simpático, fez várias frases em frances, falava inglês calmamente e pronunciava muito bem, para o deleite o público, que saiu de lá nas nuvens!!!
 Cansadinho no final do show... A gente vê o famoso assim "pessoalmente" e vê que na tv os artistas sempre parecem mais jovens... Não sou só eu que envelheço!

O Show foi no Grand Rex (1bd Poissonnière, Paris 2ème) uma sala muito bonita e muito confortável! Ele foi inaugurado em 1932, pode acolher 2700 pessoas e está inscrito nos monumentos históricos da cidade. 
A particularidade da sala é que temos a impressão de estarmos ao ar livre sob um céu estrelado, quando na verdade existe um telo mais alto! Parece que esse tipo de decoração foi muito comum nos EUA. E essa grande sala é decorada em estilo mediterrânio-antigo, restituindo o ambiente Arc Déco das villas da  Riviera francesa. 
 Infelizmente as fotos néao fazem justiça à beleza da sala, mas podemos ter uma idéia!