sábado, 9 de junho de 2012

Le Touquet Paris-Plage

Não sei se já comentei diretamente aqui no blog, mas 99% dos passeios e outras atividades são idéia minha. Pesquiso os destinos, preços, hotéis, o que fazer, restaurantes, tudo, compro e muitas vezes meu marido só conhece o nosso destino na data da nossa partida. Foi o que aconteceu da última vez em Londres (eu vi que uma grande exposição sobre Leonardo da Vinci iria começar, comprei os ingressos, passagens de trem, reservei o hotel troquei euros por libras, tudo preparadinho! Algumas semanas depois, quando ele soube da exposição, não tinha mais ingressos!) ou Viena (li em uma revista que 2012 era o ano Klimt, com diversas exposições e eventos com esse tema, e pensei que abril seria a melhor época; ele só soube do nosso destino quando fizemos check in!).
Apesar de adorar fazer esse trabalho (afinal, como diz Sylvain "a gente nunca é melhor servido do que por si mesmo"!), esse é igualmente um dos principais motivos de briguinhas bestas. Explico: eu digo que estou sempre pensando em coisas para fazer, e principalmente passeios que ele goste, mas ele dificilmente me propõe alguma coisa! Umas das frases dele: o que vamos fazer hoje? Onde você quer ir? Onde você quer jantar?
Puxa, ele não pode escolher de vez em quando? Ele jura que não é má vontade, mas diz que nunca sabe se estarei disponível ou não (ok, tenho um planning meio complicado, mas tudo está ali anotadinho no calendário!!!) e se o passeio vai me agradar!
Hoje é o grande dia, ele planejou há uns 2 ou 3 meses esse final de semana comigo, e por enquanto não sei quase nada a respeito. Sei que é na França (felizmente, pois meu passaporte ainda não está pronto e não poderia sair do país) e que iremos de trem. Fiz algumas perguntinhas básicas e ele me abriu que é uma cidade pequena, não muito turística, que não tem praia e não tem castelo... Em resumo, passaremos um final de semana "tranquilo". Confesso que estou com um certo "medinho"... 
Da última vez que ele organizou um final de semana, nosso destino foi a praia do Norte da França na cidade chamada Le Touquet. Adoro praia, mas o problema foi que ele reservou o hotel na cidade de Etaples, onde ficava a estação de trem, mas que fica há uns 5km do Touquet! Ele me jurou que tinha ônibus que fazia a ligação entre as duas cidadezinhas, mas o último ônibus era às 17h! Ou seja, tinhamos a opção de voltar para Etaples onde não tinha nada para fazer às 17h, ou ficar no Touquet, com a sua praia e o seu centro bem animado, com bons restaurantes, e voltar os tais 5km à pé (sendo que pela manhã tinhamos perdido o ônibus e também tinhamos ido à pé!). Optei pela opção da caminhada noturna...
Mas vou mostrar para vocês um pouco do Le Touquet Paris-Plage
A cidade conta com um aeroporto, e há alguns meses vi fotos em uma revista de Angelina Jolie que tinha descido ali, pilotando seu próprio avião. Muitas pessoas gostam do Touquet para praticar esportes como Golfe, tiro ao arco. A cidade conta com um hipódromo e um centro equestre. Mas uma das atrações é o char à voile (carro à vela, se alguém souber o nome em português, avise!), que é um "esporte" muito praticado aqui na França nas praias de areia e com muito vento! Quando ali estivemos, para mim já tinha vento suficiente, mas parece que não o suficiente para a prática do char à voile
Um ventinho básico

Nesses tais 5 km de caminhada para chegar à praia, a atração fica por conta das belíssimas e diferentes casas de praia. Geralmente quem tem uma residência secundária ali não é gente com pouca grana não!

O centro da cidade é bem bonitinho, adorei passear pelas ruas, pelas lojas e observar os prédios.




  Essa é a prefeitura, construída entre 1929 e 1931 em estilo normando e gótico inglês.
Por falar em inglês, boa parte dos veranistas são ingleses!








 Ali também encontrei uma loja das conservas La Belle-Iloise, uma marca da Bretanha que fabrica e vende conservas deliciosas! São sardinhas de  vários tipos, atum, anchovas, tudo uma delícia e um trabalho com ingredientes selecionados e de qualidade! Enlatados de luxo! Quem disse que comer saridnha de lata era coisa de pobre? Eu sempre compro a minha preferida, Sardines à la Luzienne au Piment d'Espelette et Jambon de Bayonne (sardinhas temperadas com pimenta de Espeletti e Presundo de Bayonne, ambos produtos da região do País Basco).

Adorei visitar o mercado, com seus produtos frescos, além de ser bem colorido e animado!



E nada melhor do que se deliciar em um doa vários restaurantes especializados em frutos do mar!
Escolhemos o Restaurante La petite Charlotte, localizado em uma das ruas principais. Adoramos a decoração e os pratos, além do preço correto. Gostamos tanto que até voltamos no dia seguinte pois queríamos provar outros pratos, mas infelizmente néao tiramos muitas fotos, pois o restaurante estava lotado.
 Entrada
Prato
Alguns veranistas eram um pouco estranhos...

 Em muitas praias francesas, principalmente do norte, encontramos essas casinhas com portinhas, onde as pessoas guardam cadeiras de praia e outros objetos. Não sei se elas alugam por temporada ou se compram, e apesar de ser muito prático, eu acho muito feio!!!
 O pessoal também adora ir de barraca para a beira da praia... essas são bonitinhas, mas a maioria leva as barraquinhas de camping mesmo, dessas que se compra na Decathlon! E são farofeiros mesmo, só falta a farofa! Para mim praia bonita é com bastante guarda-sol... mas é claro que com o vento do norte nenhum guarda-sol ficaria no lugar!
Mas ok, não posso reclamar, o mais importante é que tinha mar, areia e sol! 

Acesso Le Touquet Paris-Plage
Cerca de 2 horas de trem partindo de Paris. A estação de trem mais próxima fica em Etaples, à cerca de 5km. Opções de ônibus (limitada!), aluguel de bicicletas ou caminhada! melhor ir de carro!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Decoração - cômodas

Eu não entendo muito de decoração, mas sei que tenho um gosto por objetos bem-feitos e de qualidade, e que infelizmente não é lá o mais econômico...

Eh muito complicado para mim começar a decorar a casa do zero, e na verdade nem gosto muito... Faço duas lojas e já fico sem paciência!!! Mas ao contrário da maioria das mulheres que adoram trocar a decoração e a disposição dos móveis, eu prefiro escolher bem cada peça e guardá-las por muito tempo. 

Sei que a moda atual é tudo clean e moderno, com lojas que facilitam a vida de todo mundo, como IKEA, mas eu tenho um gosto que puxa mais para o da vovózinha... Não a minha, mas falo de um gosto de outro tempo...

Então, quando encontrei essa cômoda em um antiquário de Amiens, uma cidade francesa muito simpática e com uma catedral linda, fiz uma carinha de "pidão" e meu marido não resistiu e trouxe literalmente nas costas, no trem até Paris!

Gosto de peças que contam uma história e que sejam trabalhadas à mão. Adoro madeira também, acho um dos materiais mais nobres. Se eu me importo que já tenha sido usada por alguém antes de mim? Eh justamente isso que me encanta, uma peça do século XIX cai muito bem no meu estilo!
(O solo ainda não foi trocado, a parece está apenas com o fundo, ainda não tem cor, e o rodapé também precisa ser trocado! Quem quiser ver como era antes, basta clicar aqui)

E para o quarto compramos duas cômodas pelas quais nos apaixonamos assim que nos mudamos e que tivemos muito trabalho para proteger das reformas e de toda a poeira. Mas a cada vez que olho para elas, me sinto feliz. Simples, não?

O mesmo vaso com as mesmas flores (peônias, ou pivoines, que adoro!) é obra do meu queridíssimo, que atendeu prontamente meu pedido telefônico para fotografar os dois móveis enquanto havia luminosidade natural, porém não se ligou que aproveitar os mesmos acessórios para duas fotos que seriam apresentadas juntas não era lá a sua melhor idéia... 

Essa cômoda (que na verdade são duas, uma de cada lado da cama) é de uma cor que se chama "carvalho queimado", com um lado um pouco rústico. Tratam-se de móveis novos, apesar de serem feitos em estilo antigo. Adoro as veias da madeira! Ainda conseguimos encontrar um parquet de cor muito parecida, que combinou direitinho com as cômodas!

Aos poucos quero mostrar um pouco dos detalhes da decoração da minha casa, já que tudo é escolhido com muito carinho e precisão! Mas por enquanto não tenho muita coisa para mostrar, então os posts de decoração serão BEEEEMMMM espaçados! Aguardem !

Então, o que vocês acham do meu gosto de "outra época"?

terça-feira, 5 de junho de 2012

Filmes de agora e de ontem - 2

Dark Shadows
Não sou lá uma fã de Tim Burton, que parece que é uma mania dos franceses (vai ver no Brasil agora também é assim), mas fui conferir com amigos essa novidade.
Mas confesso que passei um bom momento! Para quem aprecia, entramos direto no universo de Burton com as suas criaturas fantásticas e personagens "décalés". Também encontramos a sua velha equipe de guerra, com Johnny Deep (Edward mãos de tesoura) e Madame Tim Burton, dentre outros. Michelle Pfeifer que eu não via há muito tempo está muito bem no seu papel de "a mais centrada da família". 
O castelo e as paisagens são muito bonitas. Apesar de tratar de vampiros e bruxas, o filme é bem leve, então eu que sou um pouco impressionada com filmes, não tive medo em momento algum! 
Um bom filme para quem gosta do universo fantástico americano, principalmente de Tim Burton

Prometheus
Um filme de arrepiar!!! Se o realizador é o mesmo de Alien e Gladiador, as belas paisagens do início do filme nos lembram o segundo, mas todo o resto é Alien puro!!! Um puro filme de ficção científica e ação.
Não indicado para pessoas de estômagos sensíveis!!! Cenas altamente horripilantes!

La journée de la jupe (fr)
O retorno da atriz Isabelle Adjani em 2009 trata de um assunto muito sensível nessas bandas de cá: as escolas da região parisiense onde a imigração é muito forte e onde existem verdadeiros problemas sociais. Eu conheço bem algumas dessas regiões sensíveis e digo que muitas vezes dá muito medo, e que as diferenças sociais são tão grandes, um grupo de imigrantes não aceita o outro, um não aceita a religião do outro ou a sua forma mesmo de se vestir, e eu sempre digo que um dia tudo isso aqui vai explodir, pois os poderes públicos não fazem nada... 
Muitas escolas são realmente muito difíceis e a educação nacional não oferece nenhuma ferramenta aos professores e demais pessoas que trabalham nesses locais. Para quem não conhece essa realidade, seria um pouco como uma escola dentro de uma favela barra-pesada. Eu que já trabalhei em vilas e locais bem complicados, a diferença é que nós éramos respeitados lá (pelas famílias e até pelos chefes de gangues)... Aqui pelo que eu percebo não.
Isabelle Adjani interpreta uma professora de ensino médio em uma dessas escolas complicadíssimas. A gente percebe seu estresse e o quanto ela quer fazer o seu trabalho mas não consegue. Ela está no seu limite, até que descobre uma arma nos pertences de um dos piores alunos. Ameaçada, humilhada, ela perde completamente o controle e toma os alunos como reféns. No inicio achei que não seria possível sustentar um filme inteiro assim,  mas o filme se desenrola (de forma brutal e forte) perfeitamente com a professora mantendo os alunos como reféns. Em nenhum momento fiquei entendiada.

Copacabana (fr)
Babou é inconsequente de seus atos, nunca trabalhou na muito na vida, não se importa com o que os outros pensam dela, e é mãe solteira de uma jovem que vai casar e que tem vergonha da mãe... Sua filha tem tanta vergonha do comportamente da mãe (que se comporta como uma adolescente) que decide não convidá-la para o seu casamento. A mãe então resolve aceitar um emprego daqueles que ninguém quer "tipo vender terrenos no céu", para poder provar a filha que ela pode mudar e ganhar alum dinheiro para o presente de casamento. E por que Copacabana? A mãe sonha com o Brasil, Copacabana e a música brasileira... Claro que tudo no maior clichê, é claro! Em uma passagem ela olha a vitrine de uma agência de viagens e vê o Brasil. Uma colega diz: "Brasil é Rio?". Ela responde que sim... Eh verdade que o Brasil todo é como uma grande Copacabana (ironia).
Um filme que fala igualmente de relações mãe-filha, que eu sempre vi como um pouco complicada aqui na França!

Never Let Me Go

Uma atmosfera super-pesada e estranha... Sylvain e eu nos sentimos mal o filme inteiro! 
Do ponto de vista técnico ele apresenta uma história original, os papéis são bem interpretados, existe uma beleza nos gestos dos personagens e nas paisagens. Mas o filme é tão deprimente e a gente pode até torcer para que tudo termine bem, mas não... Os personagens são resignados aos seus destinos... Não existe nenhuma luta, nada... O filme é uma adaptação do best-seller do escritor Kazuo Ishiguro (o mesmo que escreveu "os vestígios do dia"), e talvez eu pudesse apreciar melhor o filme se tivesse lido o livro.

Half Nelson
Sinceramente, não gostei, e apesar da história pesada, achei um filme extremamente "vazio". os espectadores ficam realmente na expectativa de que algo aconteça, mas nada acontece, a situação do professor branco e inteligente dependente de drogas vai se degringolando, cada vez ele cai mais fundo no poço. E a sua aluna pobre e negra, que a gente pensa que pode sair do caminho que estava pré-destinado para ela, na verdade ela não pode. Eu meio que interpretei o filme como "vejam só, um branco que estudou e que tem uma família pode estar em uma situação muito pior que a de um jovem negro e pobre da periferia". 
Para mim o filme não passou nada de positivo...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fécamp: antiga cidade pesqueira

Uma das desvantagens de planejar uma viagem ou passeio com antecedência é que a meteorologia pode não ser lá muito favorável... Ainda mais aqui na Europa, onde pode chover ou esfriar na primavera ou verão!!! Acostumada com essas reviravoltas climáticas, não é uma chuvinha qualquer ou tempinho feio que vão me desanimar!

Um dos passeios muito agradáveis pela França é a visita das falésias de Etretat. Nunca tive tempo de escrever da cidade em que ficamos quando visitamos as falésias. Trata-se de Fécamp, uma cidadezinha de pescadores na sua origem (grande porto de pesca do harengue e do bacalhau até os anos 70), localizada em uma região muito bonita chamada Côte d'Albâtre, ainda na Normandia
Como praticamente todas as cidades a beira do mar, praticamente tudo gira em torno do seu Port de Plaisance (foto acima). Uma feirinha muito animada ocorre sábados o dia inteiro, vendendo roupas, especialidades e antiguidades, tudo entre a Avenue Gambetta, no Boulevard de la République e nas ruazinhas ao redor da Igreja São estevão (St-Etienne). 


O vento cortante e a chuva torrencial nos pegou totalmente desprevenidos que acabamos ficando sem boas fotos da Capela do Precioso Sangue (Chapelle du Précieux-Sang) e da Abbatiale de la Sainte Trinité.,ambas ao redor do centro da cidade e acessíveis à pé.
Fécamp poderia ter ficado esquecida no tempo no meio de tantas outras cidadezinhas de charme, porém anônimas, mas tornou-se famosa no mundo todo pelo seu licor/digestivo Bénédictine
Se a bebida perdeu muito do seu prestígio atualmente, o palácio construído no século XIX como fábrica e museu merece a visita!
Conta a lenda que em 1510 um monge da ordem dos beneditinos teria criado um elixir secreto... Em 1863, Alexandre Le Grand (O Grande), um comerciante e colecionador de arte teria descoberto a receita!!! Não é preciso dizer que a comercialização dessa bebida trouxe riqueza e poder a esse comerciante e à região!

Construído por um arquiteto especialista no estilo gótido (tardio). Inaugurado em 1888, em 1892 ele foi praticamente todo destruído por um incêndio criminoso... Mas Alexandre decidiu tudo reconstruir, ainda mais bonito e luxuoso, incluindo uma mistura de estilo Renascença! Porém ele morre antes da reinauguração. 

 Maquete do Palais Bénédictine


 O Palácio abriga igualmente uma coleção remarcável de objetos de arte tendo pertencido à família Le Grand. A coleçéao enriqueceu-se com peças vindas da Abadia de Fécamp e de doadores. exposiçéoes temporárias de qualidade são igualmente propostas em ocasiões pontuais.
 A esquerda o monge criador da receita e à direita Alexandre, o comerciante!
 Uma visita guiada permite de visitar as caves e ouvir as explicações dessa bebida cuja receita continua secreta até hoje. Ficamos sabendo apenas que ela é composta de 27 plantas e especiarias.

 O perfume é bem agradável, essa mistura de tantas especiarias diferentes! Mas já o gosto... 
Ok, não sou parâmetro em termos de bebidas alcoólicas!
 Logo após uma paradinha em um restaurante simples (infelizmente não guardei o nome) porém bem agradável de frente ao porto.
No cardápio, mexilhões (moules): ao Camembert (queijo especialidade da região) para mim e aos lardons (bacon) para Sylvain.

Preferi esse restaurante de decoração mais "calorosa" ao que fizemos na noite anterior, que apesar de ter uma vista linda para o mar e o por-do-sol, para mim era muito "modernoso" e até a comida era muito moderna para o meu gosto, como vocês podem conferir abaixo:

Devidamente saciados, decidimos atravessar o porto e subir a colina pela trilha gallo-romana:
Dá para perceber o quanto o tempo estava (en)coberto e o caminho que percorremos, já que o porto estava bem pequenininho lá embaixo!!! A súbida é íngreme, ainda mais com a chuva, a terra fica escorregadia...
Chegamos à Capela Notre-Dame de Salut, com a sua Viergem dourada ao alto, protetora dos marinheiros.

 Nesse ponto estamos sobre uma das mais altas falésias da região. O Cap Fagnet fica a 110 metros acima do nível do mar nos proporciona uma vista incrível. Tanto podemos enxergar por quilômetros (quando o tempo está bom, o que não foi o nosso caso) que os alemães escolheram essa região para instalar seus centros de observação durante a Segunda Guerra Mundial. Os vestígios estão todos lá: os antigos Blockhaus:
 O conjunto de blockhaus abrigou o mais  importante poste de radar. Havia também um hospital militar encravado nas falésias. Um ambiente "sinistro"!


 Informações práticas:

O acesso à Fécamp pode ser realizado de ônibus a partir da estação de de trem Bréauté-Beuzeville (diversos horários partindo de Paris St-Lazare). Mas para quem quer explorar bem a região, o melhor mesmo é se locomover de carro, já que existem poucas opções e horários de transportes públicos nessa região da Normandia.