quinta-feira, 19 de abril de 2012

Château de Fontainebleau: luxo e requinte real

Há bastante tempo queria visitar o castelo de Fontainebleau, na região parisiense, mas só foi possível recentemente. Um passeio mágico e inesquecível que recomendo a todos que amam esse tipo de passeio!
Um dia ensolarado, apesar de frio, foi o máximo que conseguimos nesse início de primavera. Não poderíamos ter tido uma iluminação melhor!
O castelo de Fontainebleau está localizado na cidadezinha que leva o mesmo nome, inserido em 30 hectares de jardins e um parque de 80 hectares, tudo isso no coração da floresta de Fontainebleau. Tudo isso se constituia um território de caça dessa antiga propriedade real pela qual passaram todos os soberanos da França desde a sua construção.

As primeiras construções remontam ao século XII (apenas o donjon desta época continua em pé), mas foi a partir de 1528 que François I mandou reconstruí-lo, desta vez de inspiração italiana.
Mas foi Henri IV que terminou boa porta das obras, aumentando e embelezando tudo o que podia.


Durante a Revolução Francesa, o castelo foi completamente esvaziado de seus móveis mas os prédios foram poupados. Mais tarde Napoleão I fez do castelo uma das residências imperiais e remobilia tudo. Aqui são duas das inúmeras pinturas dele com sua primeira esposa Josephina que encontramos na sua antiga residência.



E Napoleão é a grande atração do local, com um museu expondo lembranças histórias dele e de sua família enquanto durou o império (1804-1815). Até mesmo uma de suas tendas de "campanha" foi remontada em uma das salas, para mostrar como ele vivia (dormia) quando estava em batalha.

Porém, tal como visto atualmente, a residência se apresenta em grande parte como era em 1860, com os móveis e decoraçãos deixados por Napoleão III e sua esposa Eugénie. Eh o mais mobiliado dos castelos reais franceses, uma das maiores residências reais conservadas na Europa, inscrito ao patrimônio mundial da Humanidade. 

Capela de la Trinidade
Galeria François I, uma das salas mais belas


Podemos admirar essas salas da Renascença, imaginadas por artistas italianos e que lembram a decoração de muitas igrejas e palácios de Roma. Acima o salão de bailo, abaixo uma outra capela.



 Galeria de Diane (esquerda) e a sala do trono.


 O museu chinês da imperatriz Eugénie cobre 4 peças que foram organizadas pela esposa de Napoleão III, uuma mulher culta que admirava a arte chinesa. Trata-se de uma coleção remarcável de objetos de arte do extremo oriente, da China e do Sião (atual território da Tailândia).
Os jardins e parque são maravilhosos!



Podemos mesmo avistar alguns visitantes inusitados.

Gostou de Fontainebleau?
Então você pode gostar de: 
Qual é o seu preferido?

Informações práticas:
- aberto todos os dias, com exceção das terças-feiras. 
- fácil acesso de trem saindo da estação Gare de Lyon, em Paris. descer na estaçéao Fontainebleau-Avon. Chegando lá basta pegar o ônibus linha 1, bem em frente à estação, ou caminhar para apreciar a paisagem!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Carolus Thermen, em Aachen

(abre parênteses)
Já andei comentando por aqui que sou uma pessoa muito estressada, mas a verdade é que boa parte da culpa está em mim mesma, já que sou uma pessoa que acaba tomando todas as responsabilidades para si.
E semana passado foi bem estressante no trabalho. A semana já tinha começado difícil, a chefe em seminário regional com o seu chefe e todas as peças mais altas da hierarquia, e eu no "batente", estava impossível chegar aos resultados desejados.
Para piorar, na quinta-feira cheguei para trabalhar e os computadores não funcionavam! Uma hora no telefone com o serviço de informática (que fica no sul da França) e chegamos à conclusão que o que não funcionava era um certo transformador. Ficaram de nos enviar mas não chegaria antes do dia seguinte.
Enquanto isso o trabalho atrasando, sem poder avançar muito, e tudo que eu e a minha colega fazíamos teria que ser repassado no dia seguinte nos computadores "oficiais", pois é necessário um sistema específico interno ou a intranet.
Mas como nada acontece sozinho, ainda recebi a visita de 2 técnicos (estava esperando há mais de 2 semanas!) para uma manutenção elétrica!
E ao mesmo tempo chegam outros dois técnicos (sem marcar hora) para a manutenção do ar condicionado! Os quatro ficaram ali praticamente a tarde toda, no maior clima de camaradagem e piadinhas entre homens, como se estivessem na casa deles! Vê se pode?
Na sexta (somente à tarde!) chegou a tal peça que eu instalei (pois eu já tinha comentado que por aqui a gente tem que fazer mesmo o que não está no contrato), e felizmente tudo funcionou! Consegui assim terminar o trabalho de quinta e fiquei até às 22h para avançar o máximo possível o que tinha ficado faltando.
(Fecha parênteses)
E no sábado o programa era acordar às 4h30 para pegar o trem das 6h para passar o final de semana em Aachen, na Alemanha. Juro que se as passagem pudessem ser remarcadas ou reembolsadas, teria feito! Mas como detesto perder dinheiro fomos mesmo assim e não poderia ter sido a melhor decisão!

Além de passear pela cidade, visitar alguns museus e aproveitar da culinária local (o que sempre incluímos em nossos roteiros), desta vez fizemos uma paradinha relaxamento no Carolus Thermen.

Aachen é uma cidade conhecida pelas suas águas termais, onde os imperadores romanos já vinham pelas águas. Carlos Magno provavelmente escolheu o local pela mesma razão.
O interessante das Termas Carolus é que existem muitas opções para aproveitar o local, e os preços são incrivelmente acessíveis!
No final de semana, até 2h30 custa somente 12€! O dia inteiro fica em 16€. Para quem quer curtir as diversas saunas, acrescenta-se outros 12€ por 2h30 até 16€ para o dia inteiro. Queríamos testar as saunas, mas quando vimos que era necessário entrar sem traje de banho e vi um homem saindo com a toalha mal enrolada e mostrando tudo o que tinha para mostrar, não tivemos coragem desta vez!
Achei muito curioso, pois imaginei encontrar muitas pessoas idosas, mas na verdade nesse dia o que mais tinha eram jovens casais. Poucas crianças e o ambiente era calmo, nada a ver com o barulho dos parques aquáticos! Também fiquei com uma outra impressão dos alemães, já que entre casais eles pareciam bem carinhosos e brincalhões, diferente do que sempre me disseram, que alemão não beija em público nem manisfesta afeto (isso falam de todos os europeus, não só dos alemães).

Sylvain que não gosta de piscina e que foi porque eu estava precisando mesmo só para me agradar, não queria mais sair daquelas águas quentinhas (as quentes iam de 32 à 38ºC) e ainda queria voltar no dia seguinte! Ele até aceitou testar as piscinas externas apesar do frio na faixa dos 5ºC que fazia lá fora. Tudinho com águas termais de Aachen!
 (duas fotos do site, já que não entrei com aparelho fotográfico)

E não é que algumas horas naquelas piscinas quentes acabam com qualquer estresse? 

Voltei calminha, calminha...
O que mais posso querer da vida?

Informações práticas:
- Não pagamos nada na entrada, apenas na saída de acordo com o que consumimos/utilizamos e o tempo.
- Na entrada nos entregam uma fichina amarela e um ticket. Quem diz que sabíamos o que fazer com elas? Seguimos os demais usuários.
 Na verdade existem esses cofrinhos para os objetos mais importantes como carteira, documentos, telefone. Basta escolher qualquer um, fechar com a chafe e recuperá-la. A mesma está presa em uma pulseirinha de plástico com um espaço para colocar a fichina amarela.
Então entramos em uma dessas cabines para colocarmos a roupa de banho e saímos do outro lado, onde existem os armários para os demais pertences (roupas, por exemplo), mas desta vez temo que localizar exatamente o mesmo número do primeiro cofre/puseira.
Depois existem as duchas separadas em masculinas e fenininas e podemos nos dirigir às piscinas, hamman, saunas e demais atividades, incluindo loja e restaurante.
Para sair o esquema é o mesmo, mas ao inverso. Na saída, de acordo com o que foi incluído na ficha, efetuamos o pagamento. Nenhuma surpresa desagradável!

Site oficial: http://www.carolus-thermen.de/

domingo, 15 de abril de 2012

Comidinhas de Frankfurt

Não escondo de ninguém que sou um pouquinho "gourmande" e que viajar e conhecer novas culturas e lugares também passa pelo estômago! 

Antes de chegar em Frankfurt eu tinha lido que uma das bebidas que fazia um sucesso localmente era o Apfelwein, uma espece de cidra (a base de maça) servido frio ou quente (Além desse nome, também vi Äbbelwoi ou Ebbelwoi, agora não sei qual a diferença ou o nome correto). Chegamos a uma feirinha de comidas e bebidas, todo mundo com um copo na mão, e eu tive que provar! Fui logo no quente, com o friozinho que fazia (e seguindo a maioria dos clientes):

Já viram o que eu pensei! :(
Conta-se que os copos com esses motivos em relevo servem de função anti-derrapante! 
A comida sendo reputada por ser "levemente" gordurosa, evita que o copo escorregue da mão!

Mas adorei essa guloseima servida na mesma feirinha (não lembro o nome, se alguém souber avise!). Mas teria pedido sem a geléia, cujo gosto era completamente desconhecido do meu paladar!

Assim que chegamos no sábado pela manhã, nos deparamos com uma outra feirinha, principalmente de antiguidades, mas com muitas opções de comida, bem às margens do rio Main, perto dos museus. Não resistimos e almoçamos por ali mesmo! 
Repararam na variedade de linguiças? 

E por falar nelas, as linguiças/salsichas estão por toda parte!

E para fechar com chave de ouro:

sexta-feira, 13 de abril de 2012

As muitas faces de Frankfurt

Até então adorei todas as vezes em que estive na Alemanha, apesar de ter postado muito pouco sobre os lugares visitados. Na véspera de mais um final de semana conhecendo um pouco mais desse país que tanto me intriga e apaixona, resolvi resgatar meu passeio em Frankfurt!

Saindo de Paris, é possível chegar de trem em 3h45mim, já dentro da cidade. Chegamos na estação central e vimos ali ao lado existe um grande fluxo rodoviários com ônibus para todos os lugares imagináveis dos países do leste europeu. Quem sabe pode ser uma idéia para uma próxima viagem?

Nosso hotel ficava não muito longe da estação e dos pontos principais (fizemos tudo à pé, nem utilizamos transporte), limpinho, apenas 35€ por noite com café da manhã. Não poderíamos  ter esperado melhor!
Pertinho do nosso hotel um complexo de prédios com essa arquitetura e cores dava um colorido todo à paisagem.
A catedral e seus arredores logo após a destruição da cidade, e agora:
Kaiserdom (reconstruída em apenas 4 anos)
Frankfurt é uma cidade contraditória. Ela foi 80% destruída durante a Segunda Guerra Mundial, foi totalmente reconstruída nos anos 50. Atualmente é uma cidade moderna com seus arranha-céus, um centro econômico e financeiro, animada, mas ao mesmo tempo com um lado caloroso, com seu "centro antigo" que mais parece uma cidadezinha de outrora. Uma cidade que ao mesmo tempo parece ter conservado suas tradições.


Ao mesmo tempo, dizem que 30% da população da cidade é estrangeira, onde convivem mais de 180 nacionalidades. 
 Sua charmosíssima Praça de Römerberg, com prédios na maior parte renovados em 1983 a partir de croquis da Idade Média. Ao centro, uma fonte da "Justiça", de 1611.
 Rathaus (prefeitura)
Paulskirche (Igreja de Paulo)
Como eu disse é possível visitar a cidade à pé, mesmo se ela tem um eficaz sistema transportes públicos e se ela parece grande. Eh muito fácil se orientar em Frankfurt.
A cidade é cortada pelo rio Main. Acima onde coloquei o dedo fica o centro histórico (Altstadt), e as ruas de comércio. As lojas são lindas, ilumidadas e coloridas... E não fecham tão cedo!
A noite é realmente iluminada e mesmo no inverno (quando estivemos lá) as pessoas caminhavam pelas ruas até relativamente tarde. Não tão tarde quanto em São Petersbugo, isso é verdade!
A gente percebe que é uma cidade qui aime le fric (que ama o dinheiro), mas apesar disso, achamos os custos para os turistas bem "em conta", muito mais barato que muitas outras cidades européias. Ou seja, é possível passear pela Alemanha sem fazer um rombo no orçamento!