quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Adam & Eve, mais um musical em Paris!

Há alguns meses falei aqui para vocês do espetáculo musical Adão e Eva... Pois é, o tempo passa rápido e ele já está em cartaz em Paris!!!
Eu estive lá na última sexta-feira para conferir!

Em primeiro lugar decidi comprar os ingressos pela assinatura de Pascal Obispo, autor, compositor e intérprete que "conheci" quando cheguei aqui na França e que admito muito o talento. Além disso, tudo que vejo e leio dele me faz pensar que se trata de uma pessoa muito humana, engajado em causas sociais, concertos beneficientes... Ele tem muito talento e trabalhou com grandes personalidades da música francesa.

Há 10 anos atrás ele já tinha assinado o espetáculo "Os 10 mandamentos", do qual todo mundo ainda fala (bem) atualmente. E desta vez, com Adão e Eva, ele começou do zero, do início ao fim.

Trata-se de um Adão e Eva "revisitado", o objetivo não é se aproximar do livro da gênese, e quem procura religião no evento vai sair profundamente decepcionado. Ele diz que foi em busca do casal original fundador da humanidade. a idéia é pensar esse casal original no mundo atual se eles tivessem uma segunda chance, será que cometeriam os mesmos erros? Um espetáculo que fala de um outro mundo (melhor), um outro mundo possível, um mundo sem diferenças... (a gente pode sonhar...)

A produção nos permite aproximarmos do palco no final, bem pertinho mesmo, e até deixam filmar e fotografar! Sem contar que Obispo fez a sua aparição básica para enlouquecer a multidão!

Adorei esse personagem vestido de rosa, que é o "contador" da história. Trata-se de Sam Stoner, inglês, guitarrista e cantor, que acompanha Obispo desde 1985. 

Outro que está muito bem no seu papel é o Snake ( esse que vemos à esquerda de Sam Stoner). Ele se chama Nuno Resende, português (em alguns momentos percebi que ele tinha um certo sotaque, mas bem diferente do cantor inglês acima). 
Snake e Strawberry, que também canta e dança muito bem!
E esse bem à direita (Solal) representou Leopoldo, o pai de Mozart, no espetáculo musical Mozart Opera Rock.

Para mim eles me impressionaram bem mais que o Adão (bem "xoxo" na minha opinião) e a Eva (bem fraquinha no meio dos demais).

O espetáculo foi muito bonito, mas para mim não se compara com Mozart Opera Rock. E quanto às coreografias, preferi Drácula, com cenas de dança que me deixaram realmente arrepiada! Mas para quem gosta de comédias musicais (como eu!), esta é muito bem trabalhada, de muito boa qualidade, vale apena!


E aqui vai uma música de Obispo (de 1997) que fez muito sucesso e que adoro!


Vocês já conheciam?

Adam & Eve, La seconde chance
No Palais des Sports (Paris porte de Versailles)
Até 11/03/2012
(tournée pela França prevista de setembro a dezembro)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

London: in the snow

Mais uma vez em Londres, a viagem já estava programada em segredo há 3 meses, e na última hora eu estava meio tristinha achando que perderia a neve do ano em Paris... Afinal, com o inverno bem soft que estávamos tendo esse ano, era a primeira previsão de floquinhos na cidade luz! 
Mas não é que tive a "sorte" de ir parar em Londres justamente no dia da neve? Eh que assim como não costuma nevar em Paris, vale o mesmo para a capital inglesa!
Que me desculpem meus amigos londrinos, mas Londres estava linda sob a neve... Aos poucos vou me reconciliando com essa cidade que sabe me surpreender!

Tudo começou ao cair da noite, percebemos que os flocos de neve não caiam de forma tão espaçada e se acumulavam no chão... Aproveitamos para fugir do frio visitando as lojas da Oxford Street antes do fechamento por volta das 21h. Então com algumas sacolas pesadas, resolvemos passar no hotel para deixá-las, mas o transporte que já estava complicado o dia inteiro ficou ainda pior e perdemos um certo tempo. Então decidimos deixar o restaurante de lado (falta de tempo) e comer no Burguer King mesmo (adoro e aproveito já que não tem na França!). Agasalhados e com a fome saciada, fomos bater perna pela cidade que a essa altura estava branquinha de neve!

Perto da estação Waterloo

Não estava tão frio assim e estava bem divertido!
Mas a neve caia para valer, não era de mentirinha não!
E sem guarda-chuva, era até difícil mesmo de enxergar!!!
Atravessamos a ponte em frente à estação Embankment e caminhamos até o Big Ben...
o que foi uma tarefa árdua  com essa condição climática particularmente difícil!
Mas eu estava feliz da vida!!!

Mas o cansaço do dia que tinha começado cedo, a neve e o receio de ter que voltar à pé ao hotel nos fez aguentar apenas até meia-noite e conseguimos (apesar de muitas dificildades) voltar são e salvos para o quentinho no nosso hotel!

No dia seguinte amanheceu tudo branco, mas a neve tinha parado! Eu até queria mais, mas estava com medo de ficar bloqueada sem poder voltar para Paris! Sylvain néao estava "nem aí", dizia que se cancelassem o trem ele aproveitaria mais umdia!!! Mas eu ali angustiada já me imaginando ligando para a minha chefe e tendo que explicar, tendo que anular os compromissos da segunda... Enfim, o senso do dever que não me deixa nunca!
Como o nosso retorno estava programado para o final do dia, ainda nos restava muito tempo para aproveitar tudo! Mesmo que em Londres o tempo nunca seja suficiente para fazer tudo o que a gente gostaria...






 A neve acumulada que começa a derreter fica lisa como uma pista de patinagem... E eu que não sei patinar, perdi as contas de quantos tombos caí nesse percurso aí!



Mas não tinha como perder o sorriso!

P.S.: Enfim, o sorriso foi embora quando chegamos em Paris quase 1 hora da manhã, com quase 2 horas de atraso!!! Com muita sorte descobrimos que nosso trem estava funcionando apesar do horário tardio e pegamos o penúltimo transporte, o que nos evitou uma despesa extra com taxi!
Então, já conheci a Londres chuvosa (em pleno verão) e florida na primavera... será que um dia conhecerei o calor em Londres? 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Murano, "a duas braçadas de Veneza"

Um passeio imperdível para quem está em Veneza é partir de barco (vaporetto) até uma das ilhas mais próximas, Murano.

 Eh de lá que vem tradicionalmente os vidros de Murano.

Optamos por um ticket de vaporetto que dá acesso ilimitado aos transportes públicos (aquáticos), pois queríamos visitar ainda duas outras ilhas, e lá fomos nós pegar o primeiro vaporetto do dia direto em direção à Murano. No trajeto direto saindo da Praça São Marcos é possível chegar lá em torno de 20 minutos.

Visitamos, é claro, as fábricas de vidro, atração principal da Ilha. Vimos um pouco a fabricação das peças e visitamos as lojas... mas confesso que rapidamente perdi o interesse, pois detestei o atendimento dos vendedores! Para começar, em todas as lojas (das fábricas) parecia que eles estavam uniformizados, com blazer xadrez e calça bege ou jeans, com um estilo canalha-malandro sedutor que detesto, e realmente os vendedores eram tão "agressivos" nas vendas que não queriam nos largar de jeito nenhum... Pensei que não conseguiria sair dali antes de pagar 20 mil euros pela minha liberdade, com a desculpa de comprar um lustre (que no início custava 3 vezes mais caro!). Mas enfim eles viam que a gente não tinha esse dinheiro e então o tratamento era exatamente o oposto: "se vocês não têm intenção de comprar, a porta da rua é lá". 
 O maestri e o tiozinho chato que tenta nos empurrar as peças no canto à direita. 

Contentes de enfim escapar sem desembolsar um tostão (ou 10 mil tostões), fomos explorar a ilha, que é muito charmosa e pacata essa hora da manhã, antes da chegada da multidão de turistas que a invadem todos os dias, ainda mais na primavera.

As igrejas são de "tijolo a vista", bem calorosas. Como são várias ilhas, a única forma de se locomover é à pé mesmo atravessando todas as pontes, ou de barco para quem tem! :)


E por dentro a decoração é toda em mosaicos, no solo:

 E em detalhes das paredes e teto, no mesmo estilo bizantino que encontramos na catedral São Marcos.




Aproveitamos para visitar o Museu do Vidro, já que a entrada estava incluída na carta de museus que compramos em Veneza (Carte Museum Pass), e também porque não conhecíamos nada da história do Vidro e do seu processo de fabricação. Infelizmente não encontrei nenhuma foto (estávamos contra o dia).

Ficamos em Murano uma parte da manhã, depois seguimos em direção à Burano, e voltamos no final da tarde, por isso essa diferença de luminosidade nas fotos...
No trajeto de retorno à Veneza passamos pelo Cemitério (ainda quero voltar um dia, encontrar o vaporetto certo que para lá e visitar! Quando é que a gente tem a oportunidade de ver um cemitério no meio da água?)

 Aproximar-se de Veneza ao cair da noite nos deixam imagens sem preço, que ficam guardadas para sempre na memória!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Le Wagon Bleu, restaurante em Paris

Como se as opções de restaurantes em Paris não bastassem, ainda existem lugares que nos seduzem pelo ambiente, além da comida. Como o Le Wagon Bleu (vagão azul), com uma das salas sendo um vagão restaurado do mítico Orient Express datando de 1925!!!
E as janelas dessa sala "vagão de trem" dão justamente para os trilhos de trem, ou seja, trens de verdade passam, transformando o que seria insuportável em outro contexto em um momento mágico! A gente se sente realmente dentro de um trem!
 A cozinha é tradidional de "bistrot", com entradas como fois gras, saladas, hareng...
 Fois gras
 Hareng defumado (amo!!!)

E os pratos são também os tradicionais de bistrot (carne, magret de canard, peixe do dia...), sendo o cardápio incrementado com algumas especialidades Corses (ilha francesa no mediterrânea, seria Córsega em português?)
 Carne, como sempre, para ele
Escalope du Cinto (uma especialidade Corse)

Desta vez pulamos a sobremesa...
Também é possível provar os "tapas" da casa e ir apenas para o aperitivo!!!
Convencidos?

Restaurant Le Wagon Bleu
7, rue Boursault
75017 PARIS