segunda-feira, 29 de agosto de 2011

David Guetta

Como já deu para perceber, sou bem eclética, e hoje gostaria de falar de David Guetta, que está com um novo álbum, Nothing But The Beat.

Não posso dizer que sou especialista no assunto, mas David Guetta é considerado o maior DJ francês e o segundo do ranking internacional, apreciado por muitas personalidades do mundo dos famosos. Além de DJ, é um excelente homem de negócios e com a sua esposa (com quem está casado há quase 20 anos e com quem tem 2 filhos) eles organizam festas com convidados de peso e que são o maior sucesso.

Muito criticado por alguns que consideram a sua música muito comercial e pretendem que ele não tem nenhum talento, o que posso dizer é que sempre que o vejo em entrevistas ele passa a impressão de ser uma pessoa supersimples e que vive realmente para o que faz, que ama o que faz, além de ser muito inteligente e de ter uma cultura musicial de dar inveja!!!

Escolhi falar dele hoje porque muita gente acha que música francesa é apenas Aznavour, Jacques Brel e Edith Piaf, mas tem muita coisa moderna e a juventude francesa aprecia toda uma outra coisa que não os clássicos franceses. Além disso, muita gente pode ter ouvido falar nele mas nunca se ligou que era um francês!!!

Então, na França tem muita música e festa animada sim... Mas só não me perguntem onde, ainda não fui convidada!!!
Alguém consegue colocar o meu nome na lista?

sábado, 27 de agosto de 2011

'Aznavour, Toujours' ícone da música francesa

Aznavour está com um novo  (e último?) disco que será lançado no final do mês, mais exatamente no dia 29 de agosto e começa em setembro uma série de shows no renomado Olympia. Junto com o disco está saindo seu livro "D'une porte à l'autre".
Trata-se de Aznavour  Toujours, com duas músicas ("Va" e "Viens m'emporter") que nos fazem pensar em um adeus, ao menos aos palcos. Aos 87 anos, ele já pode pensar em se aposentar!

Adeus ou não, estarei lá em setembro no Olympia para conferir essa lenda da música francesa. De origem armênia, seus pais fugiram o grande genocídio em seu país e e estavam na França por acaso, a espera de um visto para os EUA (que nunca saiu) quando o pequeno Charles Aznavour nasceu.  Então é praticamente por acaso que ele não se tornou quem sabe um grande cantor americano!

Em uma entrevista recente ele teria dito:
"Ce qu'on pense de moi, je m'en fous. Qu'un jour on doit partir, on le sait. Mais faut pas trop y penser, ça diminue les forces."
"O que pensam de mim, eu não me importo. Que um dia a gente deve partir, a gente sabe. Mas não devemos pensar nisso, pois diminui nossas forças" (tradução livre)

Depois conto para vocês sobre o show e o novo disco, assim como do livro, se eu conseguir ler em seguida!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

JOSEFOV: o bairro judeu de Praga

O bairro judeu é um dos locais mais visitados de Praga.  Como muitas cidades da Boêmia e da Morávia, Praga acolheu uma grande comunidade judaica desde a Idade Média. Entretanto, os judeus eram "tolerados", mas viviam na insegurança, sofrendo diversas perseguições ao longo dos séculos. O bairro era fechado por muros até 1848 (função tanto protecionista quanto segregacionista), constituindo o que chamamos de "gueto". Por muito tempo os judeus não eram autorizados a viver fora desses muros.
Josefov é composto por seis sinagogas, a prefeitura e o velho cemitério judeu, fundado no século XV, que acolhe, dentre outras, o túmulo do rabino Juda Loew ben Bezalel (falecido em 1609), hoje local de peregrinagem. Com exceção de alguns momumentos importantes, o gueto foi totalmente destruído no final do século XIX e reconstruído de acordo com as normas higienistas da época. Com largas avenidas (como a rua de Paris) , atualmente o bairro abriga os prédios mais elegantes do estilo Art Nouveau de Praga.

          A sinagoga Velha-Nova (Staronová, à esquerda) guarda manuscritos hebraicos de valor inestimável. Considerada a mais antiga da Europa (século XIII) ainda em atividade. A direita podemos ver a antiga prefeitura judaica, com seus números em hebraico e os ponteiros que giram da direita para a esquerda!
 Sinagoga Klaus, à entrada do cemitério
Cemitério judeu, com suas 12 mil lápides "amontoadas", do século XV ao XVIII.
Sinagoga espanhola, a mais recente.
Imóveis estilo Art Nouveau
A nova arquitetura do bairro representou uma nova Idade de Ouro para o local, que se termina de forma trágica com a chegada dos nazistas em 1939. A maioria dos judeus da região foram enviados ao campo de concentração de Terezin e de lá nunca mais voltaram. Atualmente todo o complexo é gerenciado pelo "museu nacional judaico", que preserva as sinagogas e a memória desse bairro.

google imagens
Segundo a lenda, o rabino Loew teria dado vida a partir do barro à criatura conhecida como o Golem.

Gostou de Praga? Saiba mais sobre o mosteiro de Strahov,  a cidade ou sobre a Catedral São Vito.

Informações práticas: 
A visita do bairro é gratuita, claro, mas para visitar as sinagogas e o cemitério é necessário adquirir um ou mais ingressos (visitas isoladas ou um ticket completo). Lembrando que os monumentos são fechados para visitação aos sábados e feriados judaicos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Strahovsky Kláster, Praga

          Um dos lugares que mais gostamos de visitar em Praga foi o mosteiro de Strahov. Esse célebre mosteiro fica na parte alta da cidade, no bairro Hradcany, perto do castelo e foi fundado no século XII pelos premonstratenses (ou norbertinos, pelo que pude traduzir), uma comunidade de ordem católica. E lá estão localizadas duas bibliotecas excepcionais, cuja riqueza e ornamentos nos deixam sem palavras.

 Sala de teologia, a "maravilha de Strahov", decorada em estilo barroco exuberante em 1671
e afrescos do início do século XVIII. Abriga mais de 15 mil volumes.
Sala de filosofia, com um teto alto e estreito. Abriga mais de 50 mil volumes

          A biblioteca é constituída de salas de teologia e de filosofia. Nas salas anexas podemos observar algumas iluminuras medievais (século IX) e um "mini-museu" de história natural.

                                      Reservando com antecedência é possível visitar o interior das duas bibliotecas, eles nos emprestam umas pantufas e a visita é guiada e limitada a 30 minutos. Para fotografar é necessário pagar um "extra", o equivalente a 2€, e 4€ para filmar. Diante de tanta beleza não nos importamos em pagar, pois acreditamos que o dinheiro é investido na manutenção do local, que merece mesmo, para continuar assim belo e aberto a visitas!
Além da biblioteca, é possível visitar a Igreja Nossa Senhora da Ascensão na qual teria tocado Mozart, a Capela São Roque (dedicada às exposições temporárias) e a Galeria Strahov, consagrada a telas religiosas e de paisagens, indo do estilo gótico ao romantismo (pinturas do século XV até o XIX). Ao fundo do mosteiro, o jardim nos beneficia de um dos mais belos paronamas de Praga.
Portão de entrada do monastério, construído em 1742 e decorado com estátuas de São Norberto e dois casais de anjos portando os emblemas do santo.
 Nossa senhora da ascensão
No pátio interno do mosteiro.

Gostou de Praga?
Saiba mais sobre a cidade, a Catedral São Vito, seus personagens ilustres ou o bairro judeu

sábado, 20 de agosto de 2011

Praga e a catedral São Vito

Um dos pontos altos da visita do castelo de Praga é a Catedral São Vito (Guy, em francês), cuja construção começou em 1344 com o rei Carlos IV e foi concluída em 1929! Claro que nesse meio tempo ela sofreu tudo que é tipo de sorte (melhor dizer azar!), como incêndios, guerras, bombardeamentos, raios, etc...

Pelo que entendi a visita da catedral muda de acordo com o vento... Isso para dizer que cada informações foi contraditória, e que em agosto de 2011 quando estive lá, podemos sim entrar e visitar gratuitamente a catedral, mas essa visita se limita à entrada da mesma, antes dos bancos. Para fazer a volta, é necessário ter um ingresso, que não é mais vendido individualmente, mas é incluído no ingresso completo do castelo (ou seja, o bilhete mais caro).
A fachada é a parte mais recente, de estilo neogótico, com uma enorme rosácea que relata a criação do mundo. Os portais de bronze datam de 1927. O interior é de aspecto clássico, com 3 "naves" (nefs), e capelas ao redor.
Destaque para a capela St Venceslas., la cripta, o mausoléu real e o grande sino de 1549 (287 degraus para chegar ao relógio astronômico de 1597) e os os vitrais do artista tcheco Alfons Mucha (1930), um dos principais fundadores e representantes do movimento Art Nouveau (ele trabalhou principalmente com ilustrações).

 Um impressionante mosaico chamado "O juízo final", realizado pelos artistas de Veneza em 95m2 utilizando principalmente cristal de Bohêmia e quartz, mas que exigiu muitas renovações ao longo dos séculos, a última recentemente.



Visita imperdível, independente da religião (ou falta da mesma) do visitante!!!