Mostrando postagens com marcador Veneza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Veneza. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de junho de 2013

Arte Contemporânea em Veneza

Acordei com saudades da Itália e fui remexer nas fotos de 2011 para encontrar um assunto para trazer para vocês.

Quem esteve nos últimos anos em Veneza provavelmente reparou a presença dessa estátua do artista Charles Ray, na Punta della Dogana (Ponta da Aduana), colada ao museu de Arte Contemporânea de propriedade do biliardário francês François Pinault (Fundação Pinault). 

Em 2009 mais esse museu foi inaugurado na Sereníssima nas antigas construções da Aduana, do século XVII, inteiramente renovado (já que estava em péssimo estado) para abrigar a importante coleção.


Se o museu foi recebido de braços abertos pela população e autoridades, já não podemos dizer o mesmo dessa estátua "do menino com a rã", que foi objeto de polêmica desde a sua instalação no local. Além disso, durante o dia havia um vigilante em permanencia para proteger a obra, assim como durante a noite ela era coberta de uma caixa retangular em plástico resistente.


Há cerca de um mês amesma foi renovida e devolvida ao seu proprietário (Pinault). Aparentemente um lampadário veneziano do século XIX irá substituir a estátua.

O que vocês acham? 
Tiveram a oportunidade de vê-la na Punta della Dogana?

Eu particularmente gosto dessa mistura entre o antigo e o contemporâneo, quando é bem feita e de bom gosto. Mas nem todo mundo pensa desta forma.

Esse lindo coração do Jeff Koons é um dos meus preferidos!

Obviamente a retirada da estátua não interfere em nada no funcionamente do museu, que abriga importantes obras contemporâneas. Quem passa pela cidade, muitas vezes esquece da qualidade dos inúmeros museus, que só eles necessitam de dias e dias para serem visitados todos. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Murano, "a duas braçadas de Veneza"

Um passeio imperdível para quem está em Veneza é partir de barco (vaporetto) até uma das ilhas mais próximas, Murano.

 Eh de lá que vem tradicionalmente os vidros de Murano.

Optamos por um ticket de vaporetto que dá acesso ilimitado aos transportes públicos (aquáticos), pois queríamos visitar ainda duas outras ilhas, e lá fomos nós pegar o primeiro vaporetto do dia direto em direção à Murano. No trajeto direto saindo da Praça São Marcos é possível chegar lá em torno de 20 minutos.

Visitamos, é claro, as fábricas de vidro, atração principal da Ilha. Vimos um pouco a fabricação das peças e visitamos as lojas... mas confesso que rapidamente perdi o interesse, pois detestei o atendimento dos vendedores! Para começar, em todas as lojas (das fábricas) parecia que eles estavam uniformizados, com blazer xadrez e calça bege ou jeans, com um estilo canalha-malandro sedutor que detesto, e realmente os vendedores eram tão "agressivos" nas vendas que não queriam nos largar de jeito nenhum... Pensei que não conseguiria sair dali antes de pagar 20 mil euros pela minha liberdade, com a desculpa de comprar um lustre (que no início custava 3 vezes mais caro!). Mas enfim eles viam que a gente não tinha esse dinheiro e então o tratamento era exatamente o oposto: "se vocês não têm intenção de comprar, a porta da rua é lá". 
 O maestri e o tiozinho chato que tenta nos empurrar as peças no canto à direita. 

Contentes de enfim escapar sem desembolsar um tostão (ou 10 mil tostões), fomos explorar a ilha, que é muito charmosa e pacata essa hora da manhã, antes da chegada da multidão de turistas que a invadem todos os dias, ainda mais na primavera.

As igrejas são de "tijolo a vista", bem calorosas. Como são várias ilhas, a única forma de se locomover é à pé mesmo atravessando todas as pontes, ou de barco para quem tem! :)


E por dentro a decoração é toda em mosaicos, no solo:

 E em detalhes das paredes e teto, no mesmo estilo bizantino que encontramos na catedral São Marcos.




Aproveitamos para visitar o Museu do Vidro, já que a entrada estava incluída na carta de museus que compramos em Veneza (Carte Museum Pass), e também porque não conhecíamos nada da história do Vidro e do seu processo de fabricação. Infelizmente não encontrei nenhuma foto (estávamos contra o dia).

Ficamos em Murano uma parte da manhã, depois seguimos em direção à Burano, e voltamos no final da tarde, por isso essa diferença de luminosidade nas fotos...
No trajeto de retorno à Veneza passamos pelo Cemitério (ainda quero voltar um dia, encontrar o vaporetto certo que para lá e visitar! Quando é que a gente tem a oportunidade de ver um cemitério no meio da água?)

 Aproximar-se de Veneza ao cair da noite nos deixam imagens sem preço, que ficam guardadas para sempre na memória!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Veneza para os amigos


Aqui vai mais um pouquinho de Veneza, dedicado especialmente às minhas amigas que estão embarcando para aproveitar de todas essas belezas!

Para começar, Veneza não mudou praticamente nada em termos arquiteturais nos últimos 300 anos, desde essa pintura do Canaletto (que está na Antiga Pinacoteca de Munique):

O Palácio Ducal está toujours lá, em toda a sua grandeza. Construído em 1340, foi sede administrativa até 1789.
Confesso que por dentro ele é ainda mais suntuoso, recomendo a visita! Fomos desde a abertura, antão não tinha muita gente e conseguimos visitar tranquilamente. 


Caixas de coleta de denúncias anônimas da época...
Também é possível visitar as antigas prisões. Um dos seus  prisioneiros mais famosos foi Casanova, que conseguiu escapar (a única fuga registrada em toda a sua história!). Muito conhecido como escritor, foi um grande sedutor é muito mais lembrado pela sua "arte da sedução"


 Do Palácio atravessamos pela Ponte dos Suspiros até as prisões. Conat-se que ela se chama assim pois era ali que os prisioneiros davam seu últimos suspiro, olhando pelas frestas as últimas imagens que teriam de Veneza ainda em vida. Infelizmente quando estive lá a mesma estava em reformas, e foi impossível fotografar com um cartaz enorme atrás de propaganda do financiador da reforma, mas vocês podem ver aqui pelas mãos de John Singer Sargent:

A basílica São Marcos, em estilo gótico-bizantino, com plata em modelo de cruz grega e 5 enormes cúpolas:

O solo é recomerco de mosaicos, a parte baixa das paredes em mármore, e o teto em mosaicos dourados, resultando em  um efeito incrível de luminosidade. Por isso também é chamada de Basílica de Ouro. São mais de 4 mil m2 de mosaicos, os mais antigos datando do século XII, para terem uma idéia da grandiosidade.

Ainda na Piazza San Marco não podemos esquecer o Campanile (sempre com problemas estruturais, atualmente está em reformas).
 Não mais na Pizza San Marco (mas podendo ser vista dela), está a grande igreja barroca de Nossa Senhora sa Saúde:


As famosas gôndolas...


 As máscaras...



 Apesar dos dias lindos, o vento e a umidade congelam os ossos, então sempre aconselho um casaquinho mesmo com temperaturas altas. Além disso, o sol penetra muito pouco nas ruelas, refrescando até os ossos !
Com o cair da noite, a cidade se transforma... 
O que é certo é que essa experiência nos atinge até a alma...

E você volta renovada (o) !

Quer ver um pouco mais? Clique aqui.