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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Motivos de tanta ausência...

Primeiro o cansaço das ultimas semanas de gravidez, depois, enfim, minha filhinha que nasceu no dia 18 de setembro e que não deixa nenhum minuto para mim!!!



Espero voltar em breve!!!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma nova aventura em vista!

Fiquei pensando milhões de vezes se falaria aqui no blog, ou de que forma contaria a novidade. 
Estou grávida. Pronto, falei, para que enrolar ainda mais para contar?

















Primeiro pensei esperar os 3 meses para anunciar (o que se costuma fazer aqui na França), mas foi sempre acontecendo alguma coisa e eu achava que nunca era o momento.

A minha gravidez causou muita surpresa ao meu redor, tanto da família, dos amigos quanto dos colegas de trabalho.
Muitos vieram me dizer: "mas eu achei que voces não quisessem ter filhos!"

Bom, não é questão de me justificar, mas acho bom colocar os "pontos nos is":

Eu nunca gostei dessa pressão para engravidar assim que a gente se casa ou atinge uma certa idade, e foi sinceramente o que senti desde o casamento. Se antes eu nunca tinha pensado muito no assunto "ter filhos ou não tê-los", quando me casei, no início o mais importante era curtir o marido, a casa, nossa vida à dois, e ao mesmo tempo desenvolver a minha carreira aqui na Franca.

E a gente estava tão bem na nossa vida que o assunto filhos nunca foi tema de debate no nosso casal. Muito rápido as pessoas vinham nos perguntar e a gente respondia que ainda não era hora, e aos poucos acho até que comecei a ser totalmente meio grossa, pois sinceramente para mim essa é uma decisão do casal. Para a maioria da população é tão "natural" ter filhos, como se fosse impossível para um casal imaginar a vida sem, como se não tivessem muitas vezes nenhum outro interesse em comum.

Sem contar que se a gente não tem filhos, somos logos rotulados de "egoístas", e para mim egoístas eram mais as pessoas que diziam "com filhos nunca mais vou me sentir sozinha; deixarei algo para a posteridade", e por aí vai. Eu sempre gostei de estar sozinha e a vida de casal nem sempre foi fácil para mim por causa disso. Então, nenhum medo de ficar sozinha. Meu marido é bem "grude", muito conversador, não me deixa tranquila nem um minuto, toda hora precisa me contar alguma coisa, colocar uma música, me mostrar algo. Imagina uma criança full time?

Talvez também por ter começado a aproveitar a vida relativamente tarde e ter me tornado "independente" mais tarde, eu ainda queria viver muitas coisas, e uma delas era viajar.
Sei que muita gente viaja com crianças ou mesmo com bebês, mas tanto meu marido quanto eu achamos que algumas viagens a gente evitaria fazer com crianças (no inicio), tanto pelo ritmo cansativo quanto pelas dificuldades locais. Se quando você está na sua casa não vai a um aniversário porque o filho amanheceu com febre, diarréia ou vômitos, imagina estar com um vôo programado ou já estar do outro lado do mundo sem conhecer nenhum médico ou hospital de confiança, e as vezes sem falar a língua? E assim a cada vez a gente tinha um projeto e adiava a decisão.

Alguns ainda me diziam: um dia vai cair a ficha, vai bater "aquela vontade". Esperei até os 35 anos e não caiu a ficha. Na minha cabeça me sentia superjovem e poderia esperar ainda uns 5 anos, mas como mulher, a gente vai lendo e vê que não temos "todo o tempo do mundo". Sim, algumas mulheres têm o primeiro filho aos 42 anos, mas isso é muito mais a exceção que confirma a regra, e não é sem riscos. Foi então que começamos a pensar seriamente e dia 1o. de janeiro tomamos a nossa decisão: vamos começar a tentar, se der certo é porque era para a ser, se não der certo não seremos infelizes sem filhos.

15 dias depois a menstruação não veio. 
Depois vieram todas as confirmações: teste de farmácia, de laboratorio, ecografia... E a ficha ainda não caia que eu estava "supergrávida". 
Hoje já se passaram alguns meses, estou com 25 semanas e posso dizer que estou vivendo uma gravidez muito tranquila, estou muito de bem com a vida e comigo mesma, não tive náuseas, enjôos, a tal ponto que a minha vida segue praticamente tão normal que não fosse a barriga (e seios) que não entram mais nas minhas roupas, os movimentos, um pouco mais de cansaço e vontade de comer algumas coisas outras não, tudo pareceria igual.

Tenho me sentido tão "zen", antes coisas que me preocupavam sobre a gravidez ou ter filhos agora nem me passam pela cabeça ou então eu penso "isso não é tão importante". Tenho a impressão que estou vivendo o momento presente, não consigo ainda me projetar para o futuro e nem quero que as pessoas me apressem.

Tudo no seu tempo.
Parece que de novo tenho todo o tempo do mundo...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dentista na Franca

Parece ser uma unanimidade, brasileiros reclamam muito dos dentistas franceses e de uma forma geral dos dentes dos franceses, que não seriam tão brancos ou tão bem cuidados quanto os dos brasileiros.

De um lado eu me "surpreendo" com esse tipo de comparação, pois sabemos que existe muita desigualdade no Brasil, e que dentista no Brasil ainda é um artigo de luxo. Nos bairros mais pobres, é muito comum encontrar pessoas sem dentes ou com dentes em péssimo estado.

Mas por outro lado eu "entendo" essa comparação, pois da classe média brasileira para cima, a busca pelos dentes perfeitos virou, no meu entendimento, uma obsessão.

Na Franca "de uma forma geral" os cuidados são mais com a saúde bucal e pensa-se um pouco menos no lado estético. Então ainda não é muito comum o clareamento e a maioria dos dentistas não propõe. Eles propõe os tratamentos que julgam necessários para a saúde.

As vezes a gente também vê francês com bom carro na garagem e casa legal, pensa que ele tem dinheiro mas não cuida dos dentes. Também conheço muitos casos assim no Brasil, mas na França a pessoa pode ter carro e moradia legal e nem por isso ter muito dinheiro nem um plano de saúde. Também raramente veremos um adulto usando aparelho, que ainda é visto com muito estranhamento se não for em crianças ou adolescentes, e o uso de aparelhos e muito mais pelo lado terapêutico que estético. Um exemplo é o ator francês Jean Dujardin, que ganhou o Escar em 2012 e que teria tentado carreira nos EUA, mas que segundo as mas linguas, não foi aceito em Hollywood pois seus dentes não seriam perfeitamente alinhados!

E como depoimento, eu posso dizer que tive trauma de dentista toda a minha vida, e foi somente na Franca que pude me reconciliar com a profissão, com os meus dentes, e enfim me olhar no espelho.

No inicio da adolescência tive um problema de saude que exigiu um uso prolongado de corticoïdes. Na época se falava que engordava, mas não era nada em comparação com o risco que eu tinha, que era um risco iminente de perder a visão, então em nenhum momento foi questionado o tratamento (que, diga-se de passagem, deu certo!)

Acaso ou influência do tratamento, eu parei de crescer aos 13 anos, comecei a ter formas de adulta (seios, etc), mais pelos e não demorou muito para as cáries aparecerem. A cada vez que eu ia no dentista era uma tortura, eles meio que me faziam um terrorismo: "se não cuidar dos dentes vai estar banguela antes dos 18 anos e aos 30 anos não vai sobrar nenhum dente na boca". Perdi as contas de quantas vezes me disseram isso de forma menos ou mais pedagógica. Eu queria saber o que eles queriam dizer com cuidar melhor, pois eu escovava os dentes cuidadosamente após cada refeição, usava fio dental ("sem parar quando sangrava", como me recomendavam), praticamente não consumia doces, balas e chicletes, não comia fora das refeições e nunca fumei. Na minha casa eu passava muito tempo escovando os dentes e minhas irmãs e mesmo os meus pais me mandavam parar, que eu iria "estragar" ainda mais os meus dentes, que iria fragilizar o esmalte, etc. Minha irmã mais velha que nunca usava fio dental e escovava rapidamente os dentes não tinha nenhuma cárie.

O tempo foi passando, um dia um dentista resolveu trocar uma obturação que estava amarelada segundo ele. Alguns dias depois não aguentava a dor e tive que fazer um tratamento de canal. Posso estar enganada, mas acredito que foi o fato de "limpar" mais profundo do que deveria que atingiu o canal do dente. O tratamento de canal foi um "sucesso", mas com o passar do tempo o dente foi escurecendo, o que me causava muito incomodo, principalmente na faculdade relativamete "selecionada" onde eu estudava, no meio de tantos dentes perfeitos e branquinhos.

Ao mesmo tempo, a cada vez que eu ia no dentista me davam um orçamento astronômico "só para começar", pois segundo os dentistas eu "tinha tratamento para fazer durante anos e anos.

Acabei me voltando para um dentista de "pobre" e fiz o que segundo ele era realmente importante e necessário. Ele criticava essa nova forma de ver a odontologia, um pouco como a cirurgia plástica segundo ele: tem que ter os dentes perfeitos, branquinhos, assim como se tem que ter o corpo perfeito, fazer lipo, colocar silicone, passar ácidos, laser, etc...
Eu já comecei a me sentir muito melhor, mas o meio não ajudava. Ouso mesmo dizer que por muitos anos eu evitava de sorrir (ou rir) pois tinha vergonha dos meus dentes.

Foi quando cheguei na Franca que pude enfim me conciliar com os dentistas e readquirir a minha auto-estima.
Como uma parte dos tratamentos dentários são cobertos pela saúde pública, uma outra parte pelo meu "plano de saúde", e estabilizada financeiramente, decidi fazer o que tinha que fazer.

Para a minha surpresa o dentista não fez nenhum terrorismo comigo, nunca me disse que meus dentes eram perfeitos, mas assinalou as "coisinhas" que tinha para fazer, que tudo estava bem controlado, não tinha nenhum problema evolutivo. Ele propôs fazer alguma coisa pelo meu dente do tratamento de canal, que ficou da cor dos outros, trocou duas outras obturações que segundo ele riscavam de quebrar e volto desde então todos os 6 meses para a limpeza.

Tenho os dentes perfeitos? Não, mas hoje não almejo mais tê-los, para mim não sou mais julgada por eles. Posso rir e sorrir sem nenhuma vergonha. E ao contrário das predições dos dentistas brasileiros, cheguei aos 36 anos com todos os meus dentes! 


quinta-feira, 3 de março de 2016

36 com Serenidade

Já me criticaram muito me chamando de "deslumbrada" como se fosse algo ruim ou negativo se deixar encantar pelo que a vida tem a oferecer...

março de 2016
Mas quer saber?
Me sinto muito feliz em completar 36 anos e ainda me "deslumbrar" com algum lugar que visito, pode ser o distante Japão, ou mais uma cidade francesa aqui pertinho, cada um tem seu charme e seus atrativos.
Nancy, França, fevereiro de 2016

Ainda consigo me emocionar com uma obra de arte, pode ser ver de perto a "Dama com Arminho", do Leonardo da Vinci, milhares de vezes vista nos livros e documentários, pode ser descobrir um novo artista que até então nunca tinha ouvido falar, como foi "entrar" na obra da artista japonesa Yayoi KUSAMA.

2016

Fico muito feliz (a balança menos) de provar uma nova comida ou sabor, ou de comer pela milésima vez algo que eu gosto.

Pode ser em passear com o meu marido, e apesar dos anos que passamos juntos (já se foram 7) sentir a mesma alegria dos primeiros encontros.


Levo uma vida simples, sem muitos luxos para os padrões de onde eu vivo, trabalho bastante, e só tenho a agradecer por nunca me faltar nada, nunca me entediar e sempre ir dormir com a sensação de que aquele dia, por mais que tenha sido ordinário, valeu a pena ter sido vivido.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Como é ter 35 anos?

Quando eu era jovem (lá pelos meus 20 anos) eu imaginava que com 30 anos para estar realizada as pessoas deveriam estar no auge da carreira, casadas, com o primeiro filho, casa própria, carro do ano...

E tudo tinha começado bem para mim, até que aos 28 anos dei uma reviravolta na minha vida, saí da minha zona de conforto e então aos 30 anos não foi nada do que eu imaginava...

Eu também imaginava que 35 anos era um passo para os 40, e que com essa idade já não podemos mais fazer muitas coisas, nem se vestir de qualquer forma... Que, enfim, com 35 anos já seria uma "senhora". Do tipo "cabelo comprido não fica bem", "não se pode mais usar mini-saia, biquini ou shortinho". Que bobagem!

Mas não é que o tempo passa, e mesmo se diante da equipe na casa dos 20 anos que eu supervisiono eu me sinta um pouco "tia" e sei que não fazemos parte da mesma geração, eu me olho no espelho e ainda me sinto JOVEM!!!
Claro, as ruguinhas insistem em aparecer, os olhos ficam mais facilmente marcados após uma noite mal dormida, mas eu sei que ainda posso fazer tudo o que quero, existe vida sim após os 30 e após os 35 anos!!! Podemos cair e nos levatar muitas vezes.

Inclusive fiz as pazes com o espelho e a balança, parei de dar tanta importância ao que antes me parecia fundamental. Sou vaidosa sim, aprendi a cuidar da minha pele, não saio de casa sem "filtro solar", o nosso envelope corporal é um só e temos que cuidar dele pois precisaremos do mesmo durante a vida inteira, que é cada vez mais longa! Mas não vamos julgar ninguém pelas unhas, cabelo, pela balança, status social ou conta em banco. Uma mulher é muito mais do que esse envelope corporal e os bens que ela adquire.

Porém não vou ser hipócrita e negar algumas coisas que parecem tabu entre as mulheres da vida idade e mais. Parece que temos que contar vantagem e dizer que tudo é maravilhoso e melhor do que quando éramos "mais jovens", mas sinceramente, no meu caso e conversando com algumas amigas notamos algumas diferenças: eu me canso mais facilmente do corre-corre do dia a dia, preciso de mais tempo para descansar e recarregar as baterias, antes não sentia a diferença de fuso horário e agora preciso de alguns dias para me recuperar de uma viagem , meu relógio biológico entra em curto circuito!

O jeito é cada um estar atento às suas fragilidades e limites e aprender a lidar com eles.

Mas enfim, estou pronta para viver intensa e plenamente a minha vida!

Parabéns para mim e para todas as mulheres que aceitam essa benção que é viver cada dia que passa...
 *Esse foi o meu bolo de aniversário, feito inteiramente pelo maridão.

sábado, 17 de janeiro de 2015

A delicada arte de viver

Esses dias assisti a um filme que muito mexeu comigo e que me fez chorar do inicio ao fim, não apenas algumas lágrimas perdidas, escondidas ou de emoção, mas lágrimas e choro de verdade.

Mas por que esse filme mexeu tanto assim comigo?

Tentando analisar, primeiro ele trata de um tema no qual penso muito: não é possivel que tudo corra sempre tão bem assim. Eh que na verdade não tenho graves problemas, ao contrário de pessoas que cruzo todos os dias que passam por uma doença grave, perderam uma pessoa importante ou passam por dificuldades financeiras. Mas a vida não pode ser sempre simples e fácil assim, pode? Um dia a roda da fortuna muda de lado, não é?

O filme começa dessa forma, com um casal que se ama, auto-suficiente, até que um acidente os separa...

O tempo passa, a mulher refaz a vida dela se concentrando no trabalho mas sem muita vida pessoal, até que ela encontra um colega de trabalho com quem se sente bem. Mas as pessoas ao seu redor não veem essa historia com bons olhos, ela tão bonita e o homem tão feio e "insignificante"!!!

Nunca fui bonita nem simpática, sempre vivi uma certa inadaptação social e não sabia direito o que fazer para ter amigos ou ter um amor correspondido. Até mesmo a minha avo me disse recentemente no telefone que eu parecia bonita nas fotos, eu que sempre fui tão feinha e sem graça!!!

Felizmente isso nunca me impediu de amar e ser amada algumas vezes de volta. 

Tive alguns amores não correspondidos, como o G, que povoou minhas fantasias durante boa parte da minha adolescência. Até o dia em que uma amiga contou que eu gostava dele, e a sua reação foi "Quem?" Realmente ele não sabia quem eu era, a tal amiga explicou em detalhes e ele respondeu "aquela gordinha?"

Depois teve o D, amor de verão durante anos a fio, mas a nossa historia nunca avançou, nunca evoluiu na "cidade grande". Eu poderia ter me perdido naqueles olhos verdes que fixavam o fundo da minha alma, mas a vida quis de outra forma.

Então apareceu o C, com quem realmente me senti amada, mas que assim como chegou na minha vida, cheio de amor, planos e projetos, desapareceu  2 anos depois.

Muita gente não acredita ou não acreditou nos meus sentimentos sinceros pelo O, afinal era tanta diferença de idade e de experiência de vida. Durante 2 anos vivi um sonho, mas quando fui obrigada a acordar vi que nada daquilo era verdade. Se tudo o que eu vivi foi uma grande decepção ou uma mentira, não posso reclamar, pois o mais importante é que ele esteve ao meu lado em um dos momentos mais dificeis da minha vida, quando minha mãe passou por uma cirugia importante e esteve muito ruim. Ele foi a minha força naquele momento e por isso não guardo rancores,n nem mágoas, e até consigo lembrar dele com um sorriso e desejo seu bem.

Eu poderia ter amado o C e vivido uma linda historia, mas eu nunca soube expressar meus sentimentos, tinha medo de dizer o que eu queria (um grande erro, aprendi mais tarde). Creio que o perdi porque ele achou que eu não queria nada sério, que soh queria curtir o momento. Quando percebi que dei bobeira já era muito tarde.

Mas então conheci o C E, que me trouxe tanta paz de espirito e com ele eu não me sentia nem inferior nem superior, lá estava eu em um momento da vida em que já não me preocupava tanto com os olhares dos outros. Aprendemos e vivemos muitas coisas juntos, como minha evolução profissional, minha primeira viagem internacional. Mas ele estava saindo de um longo problema de saude e esteve muito fechado para o mundo, acredito mesmo que fui sua primeira abertura apos muito tempo. Tendo em vista o meu passado, eu queria ir mais longe, não queria perder tempo, mas 3 anos de namoro e ele não estava pronto para "crescer". Para "seguir em frente" muitas vezes temos que deixar algumas pessoas para trás.

Nunca pensei em morar especialmente na Europa ou na França, mas queria aprender um outro idioma e entre o francês e o alemão, consegui um bom preço na Aliança Francesa e horários que coincidiam com o meu (pouco) tempo livre. Quando surgiu pela primeira vez a possibilidade de vir morar na França eu conversei com ele, um pouco na esperança de que ele me fizesse uma proposta mais interessante para eu ficar em Porto Alegre. Proposta essa que nunca veio. 

Será que se eu tivesse aprendido alemão hoje estaria morando na Alemanha e casada com um alemão?
(mais uma dessas questões que a gente se faz pela vida afora e que que ficará sem resposta)

De vez em quando acontece de me dizer que a hesitação dele mudou toda a minha vida. Mas agora me parece que se ele não tivesse tido esse ataque de pânico ai sim minha vida teria sido verdadeiramente transformada. 

Foi então que o Sylvain entrou na minha vida. E nunca mais voltei a morar no Brasil. Vou como turista, como vista, e me sinto estrangeira. Apesar de me considerar ainda psicologa nunca mais exerci diretamente a profissão (sempre fui atraida por numeros, tabelas, objetivos e metas), mesmo se ela está presente no meu quotidiano. Quando eu estudava matemática (bacharelado) na UFRGS era uma das piores aspirantes ao titulo de "matemático", mas fora desse circulo restrito as pessoas ficam surpresas com a minha facilidade para os numeros! Tudo depende do ponto de partida, não é verdade?

Muitas pessoas acreditam que a vida não é pré-determinada e que todas as historias são uma rede de coincidências. Porém esses mesmos que compartilham desta convicção, quando em algum momento de suas existências eles retornam para contemplar o passado, eles se dizem que todos os acontecimentos vividos foram inevitáveis.


Ah, falei tanto e não falei que filme foi esse que tanto mexeu comigo:

Se você quiser chorar até se sentir completamente libertada(o) de todas as lagrimas que estavam presas no mais profundo do seu ser, assista ao filme.

Ou vai ver você assistira (ou mesmo jah viu) e não sentiu nada... Vai saber ?

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sobre o tempo e o nada

Há muito tempo eu reclamo que ando cansada, e sempre que ia ao médico era a mesma história. O médico não via nada de errado em mim, mas eu me sentindo sempre cansada, ele me pedia para fazer exames e com exceção da vitamina D, tudo estava bem.

Até que ele deve ter perdido a paciência e resolveu me fazer um questionário bem extenso.

E o que ele concluiu?

"A senhora trabalha mais do que a média (na França), vai à academia, segue 4 cursos pela internet ao mesmo tempo, mantém um blog, aos finais de semana acorda às 4 da manhã para pegar um avião ou trem para passar o final de semana fora e lá passa o dia inteiro batendo perna, ou quando fica em Paris trabalha como guia de turismo ou aproveita para visitar museus ou outros lugares turísticos além de ler feito uma louca (ok, exagerei, ele não usou a palavra "louca").
Quando descansa ou fica de bobeira sem fazer nada?"

Hein? O que significa ficar de bobeira?
Que palavra é essa "nada"?

Bom, não é de hoje que eu tento fazer o máximo de coisas, vivo nessa corrida contra o relógio, uma agonia de estar perdendo tempo. Quer me deixar de mal humor é ter a sensação que estou perdendo o meu tempo, um tempo preciso que poderia estar utilizando para coisas mais úteis! E isso vale no trabalho, detesto lenga-lenga, tenho que ir direto ao objetivo (o que não é bem-visto por aqui na França), e em casa fico brava com o marido quando pergunto quem ganhou o jogo e ao invés de me dar o resultado ele parte para 30 minutos de resumo dos 90 minutos!

E também não consigo dizer não. Na faculdade eu já era assim, me chamavam para tudo que era pesquisa e eu ia. Fazia todas as disciplinas eletivas, participava de todos os seminários. (Hoje reconheço que faltou foco, gostava de tudo, fazia tudo relativamente bem, mas não me tornei expert em nada). Mas na época, sem querer perder oportunidades que eu julgava preciosas e sem conseguir decidir, eu abraçava tudo.

E qual foi a última?
Como se eu já não estivesse sobrecarregada de trabalho (um cargo de mais responsabilidade que exige muito de mim e do qual serei avaliada no início de setembro), com uma viagem (que vai ser bem intensa) marcada para a próxima semana, acabei me inscrevendo para uma corrida.
Isso mesmo, eu que não consigo correr mais de 10 minutos me inscrevi para uma corrida de 6,7 km para setembro. Tenho 2 meses para tentar melhorar meu condicionamento físico, que modéstia à parte não é ruim, simplesmente ODEIO CORRER! Posso caminhar 30 km por dia, passar 2 horas em um elíptico, mas não consigo correr.
Vamos ver como vai ser, não quero ser a última a chegar 3 horas depois...

mas agora não tenho mais cara-de-pau de ir ao médico reclamar que não sei por que me sinto cansada...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Coisas do tempo (ou da falta dele)

Ando meio sumida, mas tudo vai bem, por assim dizer. Simplesmente um conjunto de circunstâncias que não estou conseguindo dar conta.
Recebi uma promoção no trabalho, estou trabalhando mais longe, mais horas (além de trocar meus horários). saio todos os dias chego de casa e volto tarde.
E para piorar, coincidiu com a Copa do Mundo...
Chego em casa e o maridão está colado na frente do computador assistindo aos jogos (não temos TV há anos) e aí não posso usar a internet pois acaba travando a conexão dele (que ódio!)
Antes eu trabalhava em horários meio estranhos, as vezes começava a trabalhar bem tarde (e terminava bem tarde) e aí podia escrever tranquilamente no blog. Ou então esperava que ele dormisse e ficava conectada até umas 2 horas da manhã. Agora já não posso mais fazer isso.
A verdade é que o meu tempo só rendia quando o marido não estava em casa, pois com ele ao meu lado, ele precisa falar o tempo todo, precisa de atenção o tempo todo!!!
Eu digo: 
- Me deixa tranquila por 40 minutos, vou fazer a minha prova online e tem tempo contado, não posso ser interrompida! 
Não dá nem 5 minutos e ele vem me con tar ou mostrar alguma coisa...

Ontem, apesar de ter tido uma jornada intensa, cheguei em casa tarde, preparei o jantar e depois queria fazer um dos mesu cursos pela internet. Vou para o quarto para ficar tranquila, e 3 MINUTOS depois o marido já vem me atrapalhar!

Fiquei tão brava e depois disso pane de internet, não consegui continuar meu curso, nem escrever no blog, nada...
E para piorar a equipe da Argélia se classificou para as Oitavas de Final e foi a maior loucura aqui na minha rua, quem disse que dava para dormir?
Para continuar pisaram no meu pé, inutilizou o meu sapato (mais confortável) e machuquei o pé, uma fumante me queimou (sem querer) a mão com o cigarro, justamente na dobrinha e a mão está dolorida e não cicatriza.
Fiz uma vacina contra a febre amarela, não senti nada mas é meu marido quem está com todos os efeitos colaterais da vacina...

Resumo da história: pretendo voltar a escrever com mais frequencia, mas para isso preciso organizar melhor o meu tempo.
Ou então vou ter dar um jeito de ganhar na loteria (e parar de trabalhar) ou dispensar o marido.
Hoje andei me perguntando se casamento emburrece... Não sei como é possível conciliar marido com outros interesses. Se o meu já me toma tanto tempo que não consigo mais fazer nada, não quero nem pensar como seria com uma criança...

domingo, 9 de março de 2014

Mais um ano!

No ano passado comemorei de verdade pela primeira vez meu aniversário aqui na França. O sucesso foi tanto que decidi repetir a dose. Pena que pedi ao marido uma foto do buffet mas ele achou que não tinha importância nenhuma fotografar o todo, com os pratos. Ele só fotografou antes de eu começar a colocar as coisas, e com o foco do desenho dele.
Sou péssima em decoração e ele resolveu aproveitar o tema do Marrocos e inspirar-se em um Oásis. 

Obvio que ele fotografou igualmente todas as estapas do bolo que ele fez para mim, pois aqui em casa em faço os salgados, mas é ele o doceiro!
No início não quis fazer nada, andava meio chateada pois quem convive com brasileiros no exterior sabe que as pessoas se mudam facilmente e tinha gente que tinha ido para a Alemanha, outros para o sul da França, outro casal que vai se mudar em alguns meses... Ou a gente se adapta, ou sofre pra valer.

Mas pior do que isso foi a experiência desse ano que me deixou muito chateada: convidados que tinham confirmado e que desmarcaram na última hora, no dia mesmo, vocês acreditam nisso? Olha, de onde eu venho isso é a maior falta de respeito! A gente se prepara, compra as coisas, escolhe convidar essa pessoa em detrimento de outras já que os apartamentos daqui têm capacidade limitada, e essas pessoas sem noção enviam um sms dizendo "não vou poder ir, feliz aniversário, a gente marca alguma coisa um dia desses". Eu que acordei com o pé esquerdo e aos 34 anos já me sinto no direito de dizer o que eu penso e penso que com esse tipo de pessoa não tenho que ter "medo" de "perder o amigo".

Ou a pessoa que você convida por SMS, mensagem de voz, facebook, pombo correio e sinal de fumaça (ok, exagerei) e não se digna a responder nem por um sim nem por um não, mas que sempre aparece quando precisa de um favor... Alguém mais tem um "amigo" desses?

Mas nada supera a alegria de ver os convidados chegando, se divertindo, alguns se encontrando pela primeira vez e encontrando pontos em comum... Pois é, fico tão contente de ver meus amigos se dando bem entre eles! E ao final, todo mundo (aparentemente) satisfeito e se referindo a "no ano que vem tem mais,  na mesma hora e mesmo local?", minha tristeza pelos falsos amigos já completamente desapareceu e só quero agradar os que são verdadeiros!

domingo, 2 de março de 2014

Eu já não sou mais a mesma

Hoje estou com 34 anos. Quem diria que o tempo passaria tão rápido assim!

 Maranhão, 1983                                                   Marrocos, 2014

De vez em quando me pego a pensar que tipo de pessoa eu seria se a minha vida tivesse seguido um outro rumo e eu ainda morasse no Brasil. Certo, nasci e cresci lá, foi no Brasil que vivi a maior parte da minha vida, mas tenho certeza que esses anos vivendo fora foram ainda mais fundamentais para a consodalização da minha personalidade.

Eu já fui muito fechada, tímida, mais difícil de lidar e de agradar. Acho que o tempo vai nos ajudando a relativizar as coisas, mas acredito que o que me fez mudar realmente foi morar fora.

Tive que abrir mão das minhas centenas de livros que ficaram lá na casa dos meus pais, um quarto inteiro de livros (de psicologia, de literatura, de tudo), de muitos sapatos que adorava e que aqui não me são de nenhuma utilidade e de roupas. Eu que antes era tão apegada aos meus amados "bens materiais", hoje não sinto (praticamente) nenhuma falta deles, posso muito bem viver sem.

Sempre gostei do Brasil e fui muito feliz lá, mas é engraçado que hoje, quando volto ao Brasil, já me sinto uma "estrangeira" passeando pelas ruas e lugares que antes me eram tão familiares... olhando tudo com olhos de estrangeiro.  Mesmo se na casa dos meus pais (onde morei por 28 anos) meu quarto tenha fica intacto, hoje me sinto uma visita. Nesse meu antigo quarto, com meus antigos objetos, é como se nada daquilo nunca tivesse me pertencido! Pertencem a uma outra época, eu diria mesmo a uma outra vida e a uma outra pessoa, aquela que eu fui um dia e que não sou mais. Um ano depois eu já não me identificava mais com tudo aquilo.
Praça da Alfândega, julho de 2013.

Algumas pessoas me olham atravessadas quando digo que onde me sinto realmente em casa é na minha casa, aqui na França, país onde resido há pouco mais de 5 anos.

E também aprendi a compartilhar... Antes tinha dificuldades em dividir o espaço, roupas e maquiagem com minhas irmãs, atualmente não vejo nenhum problema em emprestar. Aprendi com quase 30 anos (não sem dificuldades!) a dividir o mesmo teto (a mesma cama e o mesmo banheiro!) com uma pessoa completamente diferente de mim e que na época eu conhecia tão pouco.

Eu que cresci no meio do mato, rodeada de plantas e animais, hoje me alegro de viver na "cidade grande", perto de tudo e com fácil acesso a tantas coisas que durante muito tempo estiveram tão longe da minha realidade.

Se eu tivesse que viver tudo de novo, provavelmente teria feito as mesmas escolhas.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Uma "trintona" na balada

Eu gostava muito de discotecas,  isso quando eu tinha meus 18-21 anos, mas depois namorando e casada, nos ultimos 8 anos devo ter ido umas três vezes para a balada.

Desta vez, para enfrentar o frio gaúcho de padrão europeu com estrutura padrão brasileiro, uma amiga levou Sylvain e eu para a noite porto-alegrense (mas eu desconfio que ela estava mais preocupada com meu enferrujamento precoce). Foi meio sem planejar, felizmente eu tinha colocado uma calca preta de cobrinha, saltão e um pouco de maquiagem, caso contrário riscava de ser barrada no baile, confundida com uma vovozinha!

Sylvain sempre teve uma teoria de que tanto a mulher quanto o homem só ficam solteiros se quiserem, mas desta vez ele, que não podia se comunicar, aproveitou para observar tudo e confessou que entendeu o que sempre insisti: que é muito dificil para uma mulher encontrar alguém. Na noite a mulherada é maioria absoluta, cada uma mais linda, mais produzida, mais malhada e/ou mais lipoaspirada do que a outra. Os rapazes chegam mais tarde, bem menos cuidadosos com a aparência e agem como se estivessem em um buffet com muitas variedades e pratos e carnes, basta escolher.

Sylvan gosta de dançar e outra coisa que reparou é que as mulheres dancam... mas nenhum homem! No início um pouco envergonhado, ele se soltou em pouco tempo. Nao demorou muito para se aproximar um grupinho de beneficiados pelo "casamento para todos".

Porem o que me surpreendeu mesmo foi que muita gente dancava com os celulares na mão, acessando facebook, por exemplo e atualizando instagram!!!

Apesar de uma leve dor nos pes, decacostumados de dançar de salto alto, até que não me senti tão velha. Tocaram tantas músicas da minha época e muitas novas que conheci na academia!

E fiquei ainda mais feliz de estar acompanhada, caso contrório só me sobrariam os tiozinhos com cara de tarados, os únicos que me deram uma olhadinha!

Mas o melhor de tudo foi poder enfim me livrar do casaco, da manta e ate sentir calor!

Está com frio? Va para a balada!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Turbulências antes de viajar

Aqui em casa é turbulência certa antes de partir em viagem. Sempre pensei que o problema fosse soh comigo, então até tinha vergonha de comentar, até que recentemente tenho lido matérias a respeito nas revistas femininas. Ok, não resolve o meu problema, mas pelo menos consigo aceita-lo melhor!!!

Alguns dias antes da viagem: 
Estou supereuforica, mas ao mesmo tempo estressada, pois verifico se todos os papeis foram impressos, se não recebi e-mail notificando alguma mudança de ultima hora, olho a metereologia para começar a pensar na mala, leio guias e blogs de viagens... As unicas tarefas que espero realmente do chéri são retirar dinheiro* e recarregas as baterias dos aparelhos fotograficos...

Um dia antes:
Ele ainda não retirou dinheiro nem se encarregou as baterias. Chego do trabalho depois das 21h e ele estah fazendo alguma coisa superimportante e crucial para a nossa viagem, como imprimindo cartões de natal do ano passado (hein??? Isso mesmo!). Sem contar quando ele abre uma garrafa de refrigerante para beber apenas um copo, coisa que ele nunca faz habitualmente, mas sempre antes de viajar. Comento que agora o refrigerante vai estragar (=perder o gas) na geladeira até o nosso retorno, ele me diz que nunca tinha pensado nisso (?!?)
Pergunto se jah fez a mala, se pegou meias e cuecas, oculos de sol, boné, chinelos, etc... Por que mesmo quando vamos visitar a sua mãe ele insiste em não levar nada, e ai ele veste as velhas meias que seus irmãos deixaram, velhas de 15 anos e furadas?
Pois é, tenho um marido que adora se vestir bem aqui em Paris, mas desde que viajamos, ele não se importa de se vestir de qualquer jeito.

Dia D

Ele começa o dia se levantando 1 hora antes do horario necessario (e me impedindo de dormir), correndo para todos os lados da casa, arrumando a sua mala ou mochila que, é obvio, não estava pronta. Mas para ele é facil, basta colocar duas camisetas e pronto! Irverno ou verão? Nenhuma importância para ele, que soh leva blusões de lã de gola alta quando vai fazer 20 graus, e se eu digo para ele levar algo de "MEIA ESTACAO", ele substitui TODAS as roupas de inverno por camisetas de manga curta e ai morre de frio. Ele aproveita esse tempo extra para recarregar as baterias e abrir um novo litro de leite que vai estragar até o nosso retorno.
Ele insiste que eu tenho que sair da cama, até que faço, começo a me arrumar com ele se tomando por meu "coach" e insistindo que eu me apresse. Quando para mim é a hora certa de partir, estou pronta, ele jura que jah estah pronto ha uma meia hora. ou apara a porta e nada dele vir... Estah verificando todas as torneiras, janelas, desligando a eletricidade no painel elétrico correspondente a cada eletrodoméstico... Então decido partir sozinha, pois se ficarmos ainda 5 minutos vou ter que  correr até a estação de trem. 

Ele me encontra na metade do caminho, diz que prefere verificar se não esqueceu de nada (para 3 semanas eu entendo, mas para um final de semana?). Então ele para em um banco para retirar dinheiro, que é obvio que ele ainda não tinha feito, e depois chega correndo e em suor na estação quando o trem jah estah se aproximando.

Quando jah estamos longe o suficiente, ele começa: Ah, esqueci o oculos de sol, esqueci o boné, esqueci a escova de dente... Ok, não vamos nos estressar, vamos viajar, relaxar e aproveitar!!!
Mas é muito engraçado quando ele insiste na sua formula "eu soh preciso de duas camisetas e duas bermudas", e ai ele não tem camiseta para dormir na China (e Monsieur é friorento, ainda mais com o ar condicionado) e precisa se virar com uma linda blusinha rosa que a sua esposa atenciosa empresta para dormir!!!

* Prefiro partir com um pouco de dinheiro, primeiro para ter algo desde que chegamos ao destino (para transporte, comida, etc), mas principalmente porque nunca se sabe se pode haver um problema no destino. No Egito, foi um sufoco para outros viajantes encontrarem um guichet automatico que funcione. Em uma cidadezinha da França a gente colocou o cartão e o dinheiro nunca saiu... E em uma cidade da Belgica foi dificil pagar com cartão de credito e tivemos que dar toda uma volta na cidade para encontrar um banco onde retirar dinheiro com o cartão visa. 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Síndrome da Mulher Maravilha

Parece que ela está de volta, com mais força do que nunca, encarnando o ideal de toda uma geração feminina de ter tudo: carreira, família, supervida social, corpo escultural e rainha do sexo. Essa é a mulher moderna. 

Eu me pergunto: porque as mulheres se auto-pressionam tanto? Para mim, à força de querer se igualar aos homens, mas acumulando tarefas e querendo fazer mais do que eles. Esse tipo de Mulher Maravilha ou Super-Poderosa dorme cada vez menos e nunca pode se mostrar cansada. E nessa guerra, todas as mulheres se tornam rivais. Cada uma precisa mostrar que cozinha melhor, ou que tem mais criatividade da decoração da casa, que acumula mais diplomas e é completamente quadrilangue. Ou que tem o filho maior, mais inteligente ou mais bonito do que a média, tudo isso devido à genética e educação passada pela mãe, que tem o cargo mais importante e a vida mais ocupada.

Olha, eu já fui um pouco assim: eu achava que se eu trabalhasse mais eu existiria mais. Hoje eu já sei que o trabalho não é tudo na vida e não tenho mais a ambição de me tornar PDG de uma grande empresa ou presidente da República. 

Ainda esses dias vi uns comentários no facebook de mulheres dizendo que trabalham muito, fazem pós-graduação e milhões de cursos pois não podem se desatualizar, cuidam sozinhas dos filhos (levando e buscando na escola, atividades, médico), do marido (em 2013 ainda tem marido que não sabe se "cuidar" sozinho? Na minha casa, o meu marido "cuida" de mim e eu "cuido" dele, mas muito mais no sentido de carinho e atenções, pois cada um sabe se virar sozinho!), das tarefas domésticas (as ditas "femininas" e outras como reparos, decoração), jardinagem, etc... E que ainda tem que estar linda e disponível quando o marido chega.

Sinceramente, por que as mulheres se sobrecarregam com tudo isso?

Posso estar fora de moda, mas eu preciso dormir 8 horas por dia para estar em forma, sou muito feliz de ter alguém com quem dividir bons momentos mas também as tarefas mais chatas como passar o aspirador e passar roupa, e o marido sabe que só vai rolar um bebê se ele participar no dia a dia, como trocar fraldas, levar ao médico, dar banho. E nesse momento não sinto vontade nenhuma de voltar aos bancos escolares de forma regular. Posso muito bem me atualizar por conta própria e com leituras apropriadas e discussões com pessoas do ramo. Respeito muito quem é doutor, mas não é um doutorado que vai fazer de mim uma profissional melhor nem muito menos uma pessoa melhor...

Não tenho uma capa vermelha, não sei voar, não tenho superpoderes. e estou muito bem assim.


sábado, 13 de abril de 2013

Quando o corpo vai bem, a cabeça também

Não é novidade para ninguém que visita aqui o blog que eu vivo na luta com a balança... Quero tentar abraçar o mundo com as mãos, comendo provando de tudo, e aí eu pratico esportes para tentar equilibrar, mas esse equilíbrio nunca é perfeito, e geralmente nessa luta Balança X Milena, quem sai ganhando é a Balança.

Desta vez resolvi abrir um grupo no facebook para que juntos possamos atingir nossos objetivos! Pode ser de silhueta, como é o meu caso, mas pode ser qualquer outro. Na página gostaria de falar de corpo, de saúde, beleza e tudo o que envolve o nosso bem-estar!

Por isso venho aqui divulgar a página eu poderia estar roubando, matando, mas só estou convidando pois eu acredito que a troca de informações e experiências é sempre rica. Vale também para quem está feliz da vida em todos esses aspectos e tem vontade de compartilhar seus segredinhos e astúcias de beleza, ou simplesmente vir dar uma puxada de orelha quando a gente escorrega!

Para entrar no grupo clique aqui.

E tem o meu lado "egoísta", pois também acredito que se eu tiver essa responsabilidade de manter a página, eu terei uma pressãozinha básica para continuar firme nas minhas metas. Afinal, não quero prejudicar o grupo!

Espero ver os interessados por lá em breve!

domingo, 3 de março de 2013

O tempo não pára...

Não, definitivamente o tempo não para... E sábado completei mais um aninho de vida...

Foi o meu 5º aniversário longe da família, e por mais que isso me cause uma certa tristeza nessa data, desta vez consegui reunir alguns amigos aqui em casa e comemorar! Foi um momento muito legal, pude testar meus dotes culinários e ir me aperfeiçoando na arte de receber (que não é lá o meu forte!)

 Não dava para colocar tudo na mesa do buffet, à medida que as coisas iam saindo do forno fui repondo para que as pessoas fossem comendo o que era quente realmente quentinho. Tinha pão de queijo (sempre um sucesso, não deu tempo de fotografar), torradinhas e pizzas de outros sabores.
 Mas fiquei muito contente da minha primeira pizza de sardinha e torta fria de frango, receitas da minha mãe e irmã, levemente revisitadas.


O bolo sobrou para o maridão, que ele sim tem uma mão boa para doces, e ele caprichou!

  Com as claras de ovos que sobraram do bolo aproveitei para fazer suspiros (merengue, na minha terra), que também muito agradou. 

Esse foi o tema da festa, mas garanto que ninguém saiu no tapa! Como disse uma amiga, só houve problemas com a balança! E esse foi o momento "beijo":
Momento so cute ! Se é para ter a casa cheia na companhia dos amigos, bem que eu queria aniversário toda   semana!!!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Blogagem coletiva: Foto Jacu

Pensei alguns dias antes de aderir à onda lançada pela Silvia do blog Matraqueando... Mas resolvi colocar a minha cara a tapa e mostrar algumas fotos jacu que fizemos por aí. Por um tempo até tinha parado de fazer esse tipo de foto ou de publicá-las devido às críticas que recebi aqui no blog no passado, mas depois parei para pensar que era bobagem tentar me adaptar aos padrões de pessoas infelizes e mal-amadas. Se bate a vontade de fazer uma foto ridícula a gente faz, se a mesma não serve para nada a gente apaga... Mas se nos traz boas gargalhadas ou boas lembranças já é uma boa razão para continuarem existindo! 
Aqui alguns micos:

  Brincar com uma imagem na parece ou usar um adereço ridículo na cabeça que mais parece uma peruca...
 Dormir na igreja... o maior mico! Espero que literalmente Deus me perdoe!
 Gostar de ser engolida pela neve é só mesmo para quem (quase) nunca viu neve! Mico total!

 Quem nunca brincou de prisioneiro e xerife que atire a primeira pedra!!!
E quem nunca se divertiu fazendo compras?
Ok, as botas de esqui foi só pela sensação, não tinha intenção nenhuma de comprar!

Sempre quis fazer uma foto assim na Terra do Fogo... Só que não era na Terra do Fogo. kkk

O tipo de foto e momento que não tem quem não te olhe fazendo... 
e caia na gargalhada, ou que fotografe também!

Mas além de fotos, adoramos umas montagensbem bobinhas...Vem a vontade de fotografar e já pensamos em como transformar a realidade!


Ok, não vou me expor tanto assim, deixarei um pouco para o maridão. Vamos ver qual será a minha penitência quando ele vier fuçar no blog.




 Fechando os olhos a gente até se sente em outro lugar...

Assim que entramos no nosso quarto de hotel pensei direto nas imagens que eu via na revista... Na hora expliquei ao maridão o que eu queria fazer com a foto. 

O problema é que publicamos a mensagem no facebook com uma mensagem do tipo "quem vendeu a nossa foto para a Caras?", e teve gente que acreditou e quando soube que era uma brincadeira não fala mais comigo até hoje...

E você, tem muita foto imortalizando esses momentos de pagação de mico?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Natal 2012

Meu Natal foi em família... não a minha, que está lá no Brasil... E quando participo de algum evento com a família do Sylvain, não é pouca coisa não, pois agora ela conta com 23 membros!!!
Trabalhamos no dia 24 e saímos direto do trabalho para a estação de trem. Tudo lotado, a maior loucura, todo mundo correndo para encontrar família e amigos para a ceia de natal. Chegamos para a ceia e quase tudo estava pronto, apenas esperando os retardatários.



 Entradinhas preparadas com carinho pelo irmão cozinheiro.
Esse fruto do mar se chama Saint-Jacques, é delicioso e um prato de ocasiões especiais, como festas de final de ano.
 Adoro escargots!!!
 O prato foi o chapon assado (uma espécie de galo castrado para que a carne seja mais macia e sem gordura)
 Servido com um gratin dauphinois, batatas gratinadas ao forno com um molho bechamel.
 Inovação na sobremesa de Natal com os cupcakes de diversos sabores

A tradicional "bûche de Noël" não podia faltar.

Porém o momento mais aguardado da festa foi a passagem do Papai Noel... Será que dá para reconhecer quem encarou essa missão?
 Tive um ataque de risos, pois foi realmente muito engraçado ver o maridão nesse papel!!!
 Feliz Natal!!!